Posts com a Tag ‘Carlos Alberto Debastiani’

Colunistas ||| A onda da Educação Financeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O tema Educação Financeira está na moda. A cada dia vemos mais e mais pessoas interessadas em literatura, palestras, eventos e encontros sobre finanças pessoais. Recentemente participei da segunda edição do Investcamp, em São Paulo, um evento descontraído onde as pessoas podem opinar e debater abertamente sobre investimentos e finanças pessoais.

Percebi, no evento, um interesse muito grande por esse tema, principalmente entre o pessoal mais jovem, embora não faltasse, também, gente madura procurando por orientação e dicas sobre administração financeira.

Até mesmo os bancos estão lançando cartilhas e material digital orientando clientes (e também o público em geral) sobre o bom uso do dinheiro, certamente de olho na queda dos índices de inadimplência. Sim, porque o fomento à utilização descontrolada do crédito (cada vez mais fácil), que inicialmente gerava vultosos lucros pela rolagem das dívidas, agora começa a pesar contra as próprias instituições financeiras, sob a silhueta tenebrosa dos altos índices de inadimplência. Tenta-se traçar como que um caminho de volta, volta ao equilíbrio e ao bom senso no gasto daquele dinheiro “tão suado”!

Recentemente, lancei um livro intitulado “Pare de Viver na Corda Bamba”, em que trato desse assunto. O livro é um resumo de minha experiência na administração de minhas próprias finanças e no bom uso de produtos financeiros, que existem em profusão no mercado. O uso de tais produtos pode ser benéfico, mas precisa ser comedido e sempre carece de um bom planejamento.

Dias atrás eu conversava com um amigo, que é professor na rede pública de ensino, e ele me dizia que o governo do estado (de São Paulo) já planeja incluir a disciplina Educação Financeira como matéria obrigatória no ensino médio. Acho louvável a iniciativa de incluir a nova disciplina cuja falta, na grade atual, critico já nos primeiros capítulos do meu novo livro, por sentir que realmente nos falta esse preparo técnico para administrar nossa vida financeira pessoal.

Um dos fatores que vem preocupando economistas e autoridades internacionais a respeito do crescimento econômico que o Brasil apresenta é, justamente, o despreparo da população para transformar esse crescimento econômico em desenvolvimento sustentável. Se consumirmos, em bens perecíveis, todo o excedente de receita que viermos a produzir, não construiremos riqueza, apenas desperdiçaremos nosso potencial de desenvolvimento. E isso vale também para os gastos do governo.

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Colunistas ||| O fenômeno Plascar

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Entre os inúmeros rallyes que se desenvolveram ao longo dos meses de Março e Abril deste ano, no mercado à vista da Bovespa, um se destaca pela surpreendente valorização: mais de 250%, uma cifra incomum para o mercado à vista, de curto prazo.

O ativo em questão é a ação ON da Plascar (PLAS3), uma indústria de autopeças (componentes plásticos, especificamente) com unidades produtivas em Jundiaí, Varginha e Betim. Fundada em 1963, a empresa tem 43% de seu faturamento concentrado na produção de parachoques para automóveis, 17% em painéis, 9% em laterais para portas, 8% em lanternas e 23% em outros produtos (segundo relatório divulgado pela própria empresa).

Sob impacto da crise econômica, que reduziu a venda de veículos no decorrer do segundo semestre de 2008 e nos primeiros meses de 2009, a Plascar teve forte desvalorização no preço de seus ativos, atingindo um fundo próximo de R$ 0,80 por ação em Fevereiro/2009. Ao longo do primeiro trimestre deste ano, o gráfico de preços do papel desenvolveu uma formação que chamamos de fundo dormente (um mercado apático, com baixo volume e pouca variação nas cotações). O resultado do balancete do primeiro trimestre de 2009 confirma tal apatia, ao registrar resultados inferiores ao mesmo período de 2007 e 2008, com redução de 216,5% no resultado líquido, queda de 64,7% no indicador EBITDA e de 17,7% na Receita Líquida (segundo relatório divulgado pela empresa).

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Livros ||| Avaliando Empresas, Investindo em Ações

quarta-feira, 13 de maio de 2009

avaliandoempresasinvestindoemacoesComo muitos de vocês sabem, minha estratégia operacional baseia-se na Análise Gráfica e como a maioria dos grafistas sou praticamente um zero à esquerda quando o assunto é Análise Fundamentalista. ( no meu caso um verdadeiro zero à esquerda … não sei nada, não uso nada … )

Para tentar consertar isso, comecei a ir atrás de livros voltados ao tema. Poderia começar pela bíblia do assunto, o livro “O Investidor Inteligente“, de Benjamin Graham, mas achei interessante encontrar um outro que abordasse ela no nível mais básico, aquilo que precisamos saber para começar, entende ? Já havia lido o livro “Análise de Investimentos“, porém ele não apresenta a Análise Fundamentalista, o básico dela, da mesma forma que consegui encontrar em “Avaliando Empresas, Investindo em Ações”.

Um ótimo livro !

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Colunistas ||| Tragédia anunciada

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Não há quem não reconheça a Petrobrás como um dos principais papéis a “puxar” o índice Ibovespa, principal indicador de comportamento do mercado de capitais brasileiro. Quase tudo o que acontece com a Petrobrás, acontece também com o Ibovespa (e com o dinheiro de todos nós, investidores).

A tenebrosa crise que se abateu sobre a bolsa de valores de São Paulo, e que fez regredir a pontuação do índice aos níveis em que se encontrava no início de 2006, foi prontamente anunciada pelo gráfico de candles da Petrobrás, ainda no final de Maio de 2008, sob a forma de um padrão chamado “Bebê Abandonado de Topo” (veja no gráfico, destacado em vermelho). O formato desse padrão é clássico e atende a todos os requisitos morfológicos de sua composição, inclusive o comportamento de volume.

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Colunistas ||| Fique atento à liquidez de suas ações

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Boa parte dos investidores, quando se lançam ao mercado de capitais, costumam prestar atenção apenas na lucratividade histórica dos papéis e usam esse argumento como única motivação para as compras. Raros são os que se preocupam em analisar um fator de vital importância na hora de escolher os ativos que irão compor suas carteiras: o fator liquidez. Chamamos de liquidez a capacidade que uma ação possui de ser negociada rapidamente, ou seja, sua preferência perante o mercado, o fato de existir uma quantidade considerável de investidores interessados em comprá-la.

Esse fator é importante porque você terá que vendê-la para obter o tão almejado lucro, ou precisará se livrar dela, caso o mercado não se desenvolva como você previa. Em ambos os casos, se não houver compradores interessados, você estará em apuros e ficará com esse papel “encalhado” em sua carteira. Esse fator passa despercebido por muitos investidores pelo fato de estarem habituados a negociar blue chip’s, que nunca apresentam problemas com liquidez. Isso faz com que se descuidem na análise desse fator. Na verdade, nem todos os papéis vendem com tanta facilidade como Vale, Petrobrás ou Bradesco.

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