Arquivo da Categoria ‘Imóveis’

Quando eu falo que tem alguma coisa de errado …

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

…a maioria me ataca com umas 3 pedras na mão. A bolha imobiliária não estourou em 3 meses, mas…

“Minha Casa Minha Vida” está inviável, alertam empresários

Brasília, 30 – O programa “Minha Casa, Minha Vida” praticamente não existiu em 2011 para as famílias de baixa renda e seguirá o mesmo destino em 2012 se o governo não elevar os valores das unidades atendidas. A avaliação é do empresário Eduardo Aroeira Almeida, sócio-diretor da Apex Engenharia, que atua no segmento popular no Distrito Federal. “Acho que essa é a avaliação geral, pelo que tenho conversado com empresários de outros Estados.”

Para empresários da construção civil, a alta dos preços dos imóveis, associada ao aumento das exigências como adequações para idosos e deficientes físicos inviabiliza a construção de unidades. Paradoxalmente, segundo Almeida, o próprio lançamento do Minha Casa Minha Vida provocou a especulação imobiliária. “Apartamento que eu vendia por R$ 90 mil no início hoje está por R$ 170 mil.” O preço médio da moradia destinada a esse público subiu de R$ 42 mil para R$ 55,2 mil. Nos municípios da região metropolitana do Estado de São Paulo e Distrito Federal, o limite é de R$ 65 mil.

No caso da capital federal, em particular, o preço dos terrenos é tão elevado que não foi construída nenhuma unidade destinada às famílias com renda de até três salários mínimos. “O Distrito Federal é limitado na oferta de terrenos, pois há grande dificuldade na legalização de terras”, explica o vice-presidente do Sinduscon-DF, Paulo Muniz.

Um microempresário que não quis ser identificado conta que construiu três unidades na periferia de Formosa, já fora dos limites do DF, em Goiás, com o intuito de vendê-las por meio do programa. Não teve sucesso porque a rua não era asfaltada, como exige a Caixa Econômica Federal. Depois disso, desistiu da carreira de empreiteiro. “Hoje, um lote em área não muito boa aqui em Formosa não sai por menos de R$ 80 mil, então não dá para enquadrar”, explica.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, concorda que construir para o Minha Casa Minha Vida tornou-se inviável em alguns locais. “Mas depende da região”, diz. “Em algumas cidades, os limites do Minha Casa Minha Vida são suficientes.” Ele informa que o aumento do valor das unidades está em discussão com o Ministério das Cidades, responsável pelo programa.

“Mas não dá para ficar 100% em cima do governo federal”, defende. “Os Estados e as prefeituras têm de entrar.” Isso já ocorreu em São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff assinaram este mês um convênio no valor de R$ 8 bilhões para construir em parceria 97 mil casas e apartamentos para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.

O governo paulista vai doar R$ 20 mil por unidade, em adição aos R$ 65 mil alocados pela União, de forma a viabilizar a construção dessas habitações. Segundo Simão, processo semelhante ocorre em Belo Horizonte (MG), onde a prefeitura vai entrar com os terrenos.

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Pergunte ao Pai Rico ||| 184

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pergunta:

Zé, estou a ponto de comprar um imóvel e fazer um belo de um financiamento de 30 anos. Você acha que é melhor eu adiar um pouco esta decisão?

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Pergunte ao Pai Rico ||| 173

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pergunta:

Bom dia Zé!

Tenho duas casas (QUITADAS) e estou querendo comprar outra financiada, e pagar o financiamento da mesma, com o aluguel das outras.

Só que estou preocupado com os inquilinos das casas alugadas, com débitos (aguá, luz e o aluguel) que podem ocorrer no percurso do financiamento. Quero colocar uma imobiliária na jogada, para sanar possíveis débitos e cobrar o aluguel e possíveis pendências que deixarem na casa.

Como posso me preparar para possíveis pendências de débito de locatários ?

Obrigado MARCELO

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Pergunte ao Pai Rico ||| 163

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pergunta:

Boa tarde, Zé

Alguns meses já acompanho o site e gosto muito das publicações “Pergunte ao Pai Rico” e assim gostaria de sua ajudar para um situações que estou passando.

Há 3 anos adquiri um apartamento na planta pelo valor de R$68 mil, hoje este foi avaliado em R$120 mil. Atualmente este imóvel está financiado pela Caixa, com um saldo de R$20 mil. Recebo mensalmente de aluguel o valor de R$500. Penso em vender este imóvel, retirando o valor de comissão da imobiliária e quitando o saldo financiado, terei aproximadamente R$95 mil. Realizando a aplicação deste valor, por exemplo em CDB teria um retorno de R$ 665, sendo maior que o valor de aluguel que recebo mensalmente.

Então, gostaria de saber sua opinião sobre essa operação, pois tenho dúvida sobre a questão da “Bolha Imobiliária”. Se este imóvel poderá valorizar mais ainda ou este é o momento da venda do mesmo.

Agradeço a sua atenção e avaliação,
Guilherme

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Bolha Imobiliária ? Onde ? …

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Essa eu vi no www.bolhaimobiliaria.com:

A imobiliária Coelho da Fonseca vendeu, em parceria com uma imobiliária francesa, um castelo no vale do Loire, na França.

Com vinhedos, dez mil metros quadrados, bosques luxuriantes, o castelo custou um milhão e oitocentos mil euros (R$ 4,32 milhões), preço de um apartamento de quatro quartos precisando de reforma, no Leblon

Mas os preços aqui estão normais, ok ? Nada de estranho, nada de anormal, apenas “oferta VS demanda” …

Agora, R$ 4,32 milhões por um apartamento de 4 quartos no Leblon ? 8O

Caraca …

Minha Casa Minha Dívida – 2ª Fase

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ontem foi feito o lançamento da 2ª etapa do Minha Casa Minha Dívida Vida. Além do anúncio de algumas “melhoras” no programa – como o aumento nos limites de ganho das famílias e no valor dos imóveis – a Sra Presidente nos veio com uma bela pérola:

Dilma afirmou que no passado era considerado um crime “dar subsídios” do governo à população. Ela observou, no entanto, que se concedidos de forma correta, os subsídios são eficientes. “Não criam bolhas, não criam ilusões e fazem mexer a roda social do País, assegurando mobilidade e que as pessoas possam subir na vida. É um anseio justo”, concluiu.

Segundo ela, “é obrigação do governo” assegurar assistência à população quando ainda existe uma grande desigualdade no País, como a falta de moradias. Segundo Dilma, sem o programa de construção de moradias populares, uma família com renda de até R$ 1,6 mil jamais conseguiria comprar uma casa que custasse cerca de R$ 50 mil. Sem esse programa, “o que vimos foi o crescimento do déficit habitacional”, criticou a presidente.

“Querida” Presidente: jamais conseguiriam não, eles continuam não conseguindo. Ou melhor … “até conseguem” pois a Sra usou o termo correto – custasse. Essas famílias agora “podem” comprar imóveis que custam R$ 50 mil, porém eles só custam isso … o valor dos imóveis é muito menor. Foi uma das consequência do MCMV … aumentou os preços – exageradamente – distorcendo completamente o valor dos imóveis.

Acho engraçado que insistem em dizer que o mercado imobiliário brasileiro não vive uma bolha. Vive e vai explodir em breve ! Só quem vive do mercado imobiliário que “acredita” nisso (acredita nada, mas se disserem algo diferente vão vender como ?) … e claro os companheiros … Na semana passada tivemos a notícia de que o mercado sofreu uma queda de 44% nas vendas de imóveis novos nos primeiros 4 meses desse ano. Isso é “normal” ? … ok ok ok …

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Solução para a bolha imobiliária brasileira !

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Você não tem noção de como gosto de pessoas que pensam, que encontram soluções fantásticas para os problemas do dia a dia. :)

Conheça Christian Schaller, o feliz proprietário de um belo apartamento em Barcelona, são 258 m² muito bem aproveitados. Mas o mais interessante, tem tudo sempre à mão.

Já tinha visto uma ou outra coisa parecida, mas um conjunto tão bem elaborado como este, nunca. Parabéns Christian, você é um gênio !

Design, praticidade, beleza, aproveitamento do espaço, economia …

Bom, melhor do que ficar falando, só mostrando.

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Pergunte ao Pai Rico ||| 145

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Pergunta:

Zé,
Se você tivesse que fazer um financiamento de um apartamento , e também trocar seu carro e tivesse um certo dinheiro na poupança, vc usaria o dinheiro da poupança todo para abater o financiamento do AP, e então financiaria parte do carro, ou pegaria um pouco da poupança para não ter que financiar o carro, e financiaria um pouco mais no AP?

Abcs
Joao

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Pergunte ao Pai Rico ||| 144

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pergunta:

Comprei uma casa em um leilão do Banco do Brasil, no valor de R$253.000,00, entrada de R$12.500,00, saldo de R$240.500,00 parcelado em 15 anos com juros de 6% a.a. correção pelo IGP-M mensalmente o valor das 12 primeiras parcelas foi de R$ 1.943,00, quando teve o primeiro reajuste, o início do contrato foi em 04-04-1999, e a primeira parcela 04-05-99.

Atualmente o valor da prestação está em R$ 5.360,00 e saldo devedor cerca R$ 320.000,00. O contrato diz que se houver saldo devedor no final, poderei refinanciar em mais 90 meses para quitar e se ainda não quitar tenho 48 horas para fazer a quitação. Estou preocupado, pois já paguei quase R$ 500.000,00 e não vejo perspectiva de quitar o financiamento nos 15 anos, pois o saldo devedor sobe mensalmente. Gostaria de saber se o cálculo que estão fazendo é certo. Minha dúvida é que se o financiamento foi de R$240.000,00, como que a primeira prestação já foi de R$ 1.943,00 que se fosse este valor multiplicado pelo 180 meses, o valor é de R$349.740,00. Aguardo uma orientação.

Airam

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Colunistas ||| Como acompanhar os preços de imóveis ?

terça-feira, 29 de março de 2011

Uma das maiores dificuldades de investir no mercado imobiliário diz respeito à inexistência de informações confiáveis a respeito da evolução do mercado. As construtoras de Brasília, por exemplo, anunciam que os investimentos imobiliários deram, nos últimos anos, rentabilidade média de 25% ao ano. Mas como podemos verificar se esta informação é verídica?

Não há como. A Fundação Getúlio Vargas lançou, recentemente, um índice de acompanhamento do setor (o IGMI-C – Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial), mas falta ainda um índice confiável para acompanhar a evolução dos preços residenciais. Há alguns meses, a FIPE lançou, em conjunto com o site ZAP Imóveis, um índice baseado nos anúncios de venda de imóveis do site.

Evidentemente, a base de cálculo do índice FIPE – ZAP Imóveis é viciada desde o início, já que é baseada nos anúncios de um site cujos maiores clientes são aqueles que desejam vender imóveis e, por isso, têm interesse em alardear que os preços estão subindo ininterruptamente. Deixar a responsabilidade pela elaboração de um índice importante como esse nas mãos de quem tem interesses particulares em um determinado resultado é como deixar as raposas tomando conta do galinheiro. Se em algum momento os dados começarem a mostrar uma realidade não desejada, não há nada que garanta que os dados não serão manipulados.

Obviamente, eu não estou dizendo que os elaboradores do índice têm má-fé ou que os dados não são verídicos. Não se trata de uma acusação, mas de uma reflexão a respeito do melhor modo de elaborar um índice como este.

Mas há, também, outras dificuldades. Como os dados são elaborados a partir dos anúncios, é possível que haja outras distorções. Por exemplo, digamos que um imóvel esteja sendo anunciado por R$ 500.000,00, mas o dono não tope diminuir o valor por nada nesse mundo, e esteja recebendo apenas propostas inferiores a este valor. Para o índice, os imóveis com aquele perfil valem R$ 500.000,00, mas a verdade é que o mercado não aceita pagar por aquele valor. Por depender dos anúncios de venda (e não do valor efetivo de compra), o índice não reflete necessariamente a realidade. Se muitos anunciantes resolverem elevar artificialmente os preços, mas os imóveis não alcançarem o valor desejado por falta de oferta, e os vendedores se recusarem a baixar o preço, pode acontecer de o índice indicar uma elevação nos preços, mas os negócios não estarem se concretizando. Em outras palavras, um descolamento entre a realidade e os preços indicados no índice.

Mas existe um modo muito fácil de contornar essas dificuldades. Bastaria que alguma instituição de pesquisa coletasse os dados de negociação a partir dos próprios cartórios de registro de imóveis, que têm os registros de todas as transações imobiliárias lícitas, pelo preço real de aquisição (nos casos em que não há fraude, evidentemente). Essa, a meu ver, é a melhor fonte de informação para quem deseja formular um índice como esse.

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