Clube do Pai Rico
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Prejuízo a compensar. Tô livre do IR ?

Pergunta:

Em Abril comprei 15.000 ações CCXC3, e todas foram vendidas em 03 operações nos meses de Abril, Maio e Setembro, somando prejuízo acima de R$ 5.200,00.

Agora em Novembro obtive Lucro aproximado de R$ 4.200,00 na venda de ações diversas SUING TRADE.

Poderei ficar dispensado de gerar DARF e pagar Tributo utilizando o Prejuízo passado que é superior ao Lucro presente, tendo em vista que as vendas totais deste mês foram de R$ 20.257,00, ou seja, acima do teto de isenção de R$ 20.000,00 ???

Resposta:

Bom dia Ricardo, tudo certo ? 🙂

Por terem acontecido em meses diferentes, é importante olhar cada um dos resultados mensais …

Por exemplo, a venda de abril, trouxe qual resultado ? Lucro ou prejuízo ? A venda superou os R$20 mil ? (somando todas as ações que você negociou, que você vendeu, neste mês)

Se já trouxe prejuízo, ou o total vendido ficou abaixo de R$20 mil, tudo certo. Se ficou acima de R$20 mil e a venda foi lucrativa, terias que ter pago o IR sobre este lucro no mês de maio …

Mesma coisa para a venda do mês de maio. Trouxe qual resultado ? Lucro ou prejuízo ? A venda superou os R$20 mil ? (somando todas as ações que você negociou, que você vendeu, neste mês)

Se já trouxe prejuízo, ou o total vendido ficou abaixo de R$20 mil, tudo certo. Se ficou acima de R$20 mil e a venda foi lucrativa, terias que ter pago o IR sobre este lucro no mês de junho … (se não houvesse saldo a ser compensado do mês anterior)

Repetindo para a venda do mês de setembro. Trouxe qual resultado ? Lucro ou prejuízo ? A venda superou os R$20 mil ? (somando todas as ações que você negociou, que você vendeu, neste mês)

Se já trouxe prejuízo, ou o total vendido ficou abaixo de R$20 mil, tudo certo. Se ficou acima de R$20 mil e a venda foi lucrativa, terias que ter pago o IR sobre este lucro no mês de outubro … (se não houvesse saldo a ser compensado do mês anterior)

Não podemos simplesmente olhar as 3 operações juntas neste momento. É preciso olhar cada uma delas e seguir o passo a passo acima. 😉

Se as 3 vendas foram com prejuízo, “beleza” (como se a perda fosse boa … sorry !), você soma o valor de todas, que dá R$5.200,00 e que poderá ser usado para abater o lucro obtido no mês de novembro. (mas somente quando o mês tiver encerrado, ok ??).

Importante: como o lucro – até o momento – de novembro foi de R$4.200,00, e o prejuízo (teoricamente) acumulado é de R$5.200,00, sobrariam R$1.000,00 que poderiam ser usados em outros meses. 🙂

Mas lembrando: precisarás esperar terminar o mês de novembro, somar todos os resultados obtidos, e ai sim usar os R$5.200,00 para compensar do lucro total obtido, ficando isento de IR e do preenchimento do DARF.

Fechado ?

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

O imposto será calculado sobre qual operação ?

Pergunta:

Suponha que eu venda 4 ações num total de R$23.000 no mês.
Calculando individualmente, 3 com prejuízos e 1 com lucro.
Tenho q pagar DARF desse 1 com lucro (compra a R$8.000 e venda a R$10.000 por exemplo)?

Resposta:

Bom dia Carlos, tudo certo ? 🙂

“Sim”.

Antes de pagar o IR, você precisa fazer o seguinte:

Ver se o total de vendas supera os R$20 mil. Sim ? Então “poderá” precisar pagar o IR. Não ? Não precisará pagar o IR.

Agora some todos os resultados, resultado da Operação 1 + resultado da Operação 2 + resultado da Operação 3 + resultado da Operação 4. Fez isso ? Agora me diga, qual foi o resultado obtido ?

Se a soma dos resultados das 4 operações for positivo, sim, você precisará pagar o IR sobre o lucro total daquele mês. Se a soma dos resultados das 4 operações for negativo, ou zero, você não precisará pagar o IR. Se for negativo, esse valor DEVE ser anotado e usado (compensado) com um lucro obtido futuramente. 😉

E sim, mesmo que você tenha ficado abaixo dos R$20 mil em vendas, mas o resultado final for negativo (se você teve prejuízo), poderá usar o valor para abatimento futuro.

Importante lembrar que nesta soma você só deverá incluir operações “da mesma natureza”. O que quero dizer com isso ? Você deverá somar apenas (entre si) as operações daytrade com daytrade, e as operações normais (swing trade) com operações normais. No teu caso eu levei em consideração que eram operações do mesmo tipo. 🙂

Então, no exemplo apresentado por ti, o DARF não será do imposto a ser recolhido sobre o lucro dessa operação específica (a do lucro), mas sim sobre o lucro obtido no “pacote” das 4 operações.

Viu ? Bem simples !! 😀

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

IR de novo. (e enquanto for preciso vamos falar dele)

Pergunta:

Boa Tarde! Gostei muito deste site de perguntas e respostas.

Estou com uma duvida: fiz uma operação de venda no dia 14/09/2018 num montante maior que 20 mil reais, o qual obtive lucro. No entanto hoje, 25/09/2018 fiz outra venda o qual tive um prejuízo maior que o lucro do inicio do mes.
Pelo que entendi nas outras respostas não preciso gerar o DARF para pagamento do Imposto. Quando for fazer minha declaração anual ano que vem, em qual campo deve declarar este lucro e prejuízo? E caso tenha mais algum prejuízo, onde devo declarar para que eu possa deixar em aberto para compensação de futuros lucros? Desde já agradeço atenção.

Resposta:

Bom dia Cristiane,

Obrigado ! Mas uma correção: ele não é um site de perguntas e respostas.

No Clube disponibilizo conteúdo referente ao tema Investimentos e Educação Financeira. Uma das formas de entregar o conteúdo que vocês precisam, e querem ler, faço os posts de perguntas e respostas. 😀

Mas, não, o site não é focado apenas nisso. 😉

Sobre a tua dúvida, isso mesmo: você não precisará pagar IR referente ao resultado de setembro. A não, é claro, que obtenha lucro em alguma operação nos próximos dias, até 30 de setembro.

A apuração mensal é exatamente como você fez: somam-se os resultados das operações realizadas naquele mês. Se deu lucro, IR, se deu prejuízo, guarde o valor a ser abatido. 🙂

Sempre levando em consideração o limite de R$20 mil, é claro.

A declaração das perdas é feita no mesmo espaço destinado aos lucros. Aquele espaço é para os resultados mensais, portanto, lucros e prejuízos são incluídos lá.

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !

Algum problema em não declarar um prejuízo para a Receita ?

Pergunta:

Fiz um Day Trade alavancado e com prejuízo, não gostaria de declarar ir mesmo sabendo que poderia compensar a diante. Se eu não declarar vou ter problema ?

Resposta:

Bom dia Henrique, tudo certo ?

Olha … eu não arriscaria isso não. Nunca deixei de informar à Receita nenhum dos resultados que obtive em Bolsa … e não sugiro que você o faça.

A cada dia que passa o sistema da Receita fica mais robusto, eles cruzam mais e mais informações. Uma hora a conta chega …

Lembra de um post que publiquei há poucos dias, “Operações short, como descobrir se elas estão ou não no limite de R$20 mil por mês ?“, onde falo sobre como a Receita é informada das operações que você faz ? Pois então … daytrades são ainda mais diretos ! 😯

Sim … Sempre que fazemos um daytrade, 1% do lucro já é retido na fonte. Como você já sabe, o IR de um daytrade é igual a 20% do lucro obtido na operação, sendo que 1% já é diretamente retido na fonte. Então, sempre que você faz um daytrade, a Receita é a primeira a saber que você o fez.

Ok … no seu caso foi um prejuízo. Com isso eles não receberão o 1% do lucro, mas saberão que aquela operação ocorreu, “de algum jeito”.

Outra … Qual o motivo para que você não queira declarar um prejuízo que virá a ser usado para o abatimento de lucros vindouros ? A declaração desta perda só te traz benefícios ! Não existe nenhum motivo para que não seja feita …

(sugestão de leitura: “Quando posso usar um prejuízo passado para abater um lucro atual/futuro ?“)

O motivo para não declarar seria por conta da alavancagem ? Isso não tem problema algum … É uma ferramenta disponível e que todos podem fazer uso. 🙂

De novo: a declaração da perda só te traz benefícios … 😉

EU não deixaria de declarar. 😀

Espero ter te ajudado ! Abraços !

Operações short, como descobrir se elas estão ou não no limite de R$20 mil por mês ?

Pergunta:

Uma outra dúvida, em um caso hipotético de eu ter vendido 22 mil em janeiro (posição short), recomprado 50% (11 mil) em abril e neste mesmo mês de abril eu ter vendido (outros papeis) menos de 20 mil. Neste caso haveria tributo sobre o lucro?

Outra coisa, e os custos de aluguel, taxas e afins, eles entram na conta?

Resposta:

Bom dia Francis, tudo certo ? 🙂

Olha a pegadinha !!! 😉

Ótima pergunta ! Eu nunca vi um exemplo como o da tua pergunta em nenhum material de estudo sobre tributação na Bolsa. Mas não custa nada refletirmos sobre ele e tentar chegar a uma conclusão. Não é mesmo ? 😀

Bom … Se a pessoa vendeu R$22 mil, isso geraria a necessidade de recolhimento do IR sobre o lucro obtido na operação. Se fosse uma recompra única, a situação ficaria bem mais simples … Mas o que pode confundir um pouco é que ela está dividida em duas partes.

Isso nos leva à pergunta mais importante na hora de saber se precisa ou não pagar imposto: o que determina essa necessidade ?

#1 Se há lucro na operação

#2 Se o volume vendido no mês foi superior a R$20 mil

Certo ?

Na hora que foi feita a venda de Janeiro, a Receita receberá um “aviso” de que você fez uma operação que chamaria tributo em sua conclusão. Esse aviso é feito através do recolhimento na fonte de 0,005% do volume negociado, e ocorre somente em operações de venda. 😉

Então a luz amarela deles está ligada, esperando que você os notifique e pague alguma coisa.

Portanto, EU recolheria o imposto de renda sobre o lucro obtido nesta operação de recompra feita em Abril, mesmo com a venda acumulada neste mês tendo sido inferior a R$20 mil.

Digamos que a compra dos outros 50% ocorra em Novembro, então será lá que eu recolherei o restante do IR. 🙂

O que dá um nó na nossa cabeça é o fato de que uma operação de venda alugada inverte a ordem das operações … A venda ocorre antes da compra e isso não é exatamente o que está nos livros, hehehe. 😀

Mas se o fato gerador de obrigação do recolhimento é uma venda superior … e o encerramento da operação ocorre em um mês diferente ao da venda … em teoria era para o lucro daquela operação acionar a necessidade de IR sobre o lucro, não importando se houve vendas no mês de recompra, ou não.

Mas como disse … isso é o que EU faria. De novo: não lembro de ter visto este exemplo em lugar nenhum, o que apresentei aqui foi apenas um exercício de reflexão sobre os eventos. 😉

Já sobre a inclusão dos outros custos operacionais na conta, sim, eles devem entrar na tua contabilidade. 😀

Todos os custos operacionais (corretagem, emolumentos, custo de aluguel, etc) devem fazer parte da formação do teu preço médio. Tanto no PM de compra quanto no PM de venda. 🙂

Mas me diga … você também encararia o evento desta forma ?

Abraços !