Arquivo da Categoria ‘Investimentos’

Livros ||| A próxima grande depressão

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Se você alguma vez achou que minhas análises têm um tom mais baixista leia este livro e veja o quão “belo” é o cenário que eu traço. Em “A próxima grande depressão” (Campus/Elsevier, 2011) temos a nítida impressão de que o apocalipse está próximo (#2012Feelings ?) e que seremos arrastados pela destruição que se aproxima. 8O

Sério … eu que sou urso assumido (ei, nada de pensar besteira, urso no sentido de operar mais na ponta da venda do que na da compra, ok ?) fiquei com um pé atrás com as previsões feitas no livro. Coisa para enlouquecer quem vai precisar da grana que está na bolsa – e que esteja amargando prejuízo – nos próximos anos …

O pior ? O autor usa dados que realmente fazem sentido, que não parecem ter sido escolhidos ao acaso, que – aparentemente – são verdadeiros e que o caminho da bolsa pelos próximos anos já está traçado. Claro … a amplitude do movimento apontado por ele pode estar errada, mas a direção das cotações parece não estar.

Quer se assustar ? Para Harry Dent o índice Dow Jones chegará perto dos 4.000 pontos !! (para lhe situar ele se encontra hoje, 26/01/12, na faixa dos 12.750 !!) E então, já juntou seu queixo ?

Tudo graças aos ciclos

Como disse, a previsão de Dent parece fazer sentido. Para chegar a tal catástrofe ele faz uso de diversos ciclos (já conhecidos e estudados …) que “coincidentemente” apresentam o seu ponto de inflexão justamente “agora”. Quando um ciclo chega ao fim o mercado em que ele “atua” acaba sentindo o peso da exaustão do movimento, do fim da procura.

Ciclo das commodities (30 anos); Ciclo de nova economia (80 anos); Ciclo demográfico;  Ciclo de tecnologia …

Por exemplo, o ciclo demográfico “rege” o ciclo de gastos da população. No momento estamos chegando no ápice da geração Baby Boom (já citado no livro “Profecias do Pai Rico“), com isso o ciclo das moradias sofre alteração, bem como o de gastos “como um todo”.

Fica difícil para que eu entre em maiores detalhes … pois são quase 350 páginas que explicam justamente isso, tentar resumir provavelmente só atrapalharia a compreensão do conceito …

E será que ele vai acertar ?

Ah ! Esse é um ponto importante a ser abordado … O livro foi escrito em 2008, justo quando as coisas pegavam fogo na crise do subprime.

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Livros ||| Você Investidor

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Este é mais um livro que pretende trazer o tema investimentos à realidade da população brasileira. Com linguagem simples, que será compreendida por qualquer pessoa que tentar lê-lo. Leitura simples e leve, muitas vezes até me pareceu um pouco superficial demais … mas para quem está em busca de um livro introdutório, com o bê-á-bá, pode acabar sendo uma boa escolha.

O autor passa por diversos temas dentro do assunto finanças pessoais, apresentando até mesmo alguns detalhes (básicos) sobre determinados investimentos: poupança, renda fixa, tesouro direto, imóveis, ações, previdência privada …

Não sei se a culpa é minha, por ter iniciado a leitura esperando uma coisa e quando terminei encontrei outra. Não, o livro não é ruim, mas ele é superficial. (acho que já falei isso, não é mesmo ?)

Por exemplo, o capítulo sobre imóveis (ou setor imobiliário como ele prefere se referir) … se ele não estivesse no livro não faria muita diferença. Na verdade, não faria diferença alguma …

Uma frase que faz valer a pena

Mas acredito que você esteja lembrado do meu conceito de que se eu encontrar uma frase, uma palavra, uma informação, uma ideia, que realmente seja interessante, terá feito valer a pena ler qualquer livro, assistir qualquer palestra. Às vezes perdemos horas em palestras entediantes, mas basta que o “cara lá da frente” diga uma frase importante, com conteúdo novo, uma informação desconhecida, que fará valer a pena. Para um livro vale a mesma coisa.

Em “Você, Investidor !” o autor toca num ponto que é verdade, e que por sinal eu nunca havia pensado antes.

Todos costumam usar como justificativa principal para o alto índice de deseducação financeira da população o longo período inflacionário que tivemos até 1994. Correto ? Mas … você já parou para pensar qual seria a justificativa (ou uma delas) para o povo menosprezar a criação de poupança ? (não me refiro ao veículo poupança, mas sim a acumulação de determinado capital para emergências, que coincidentemente acaba sendo depositado – normalmente – na caderneta de poupança)

Vai … pense um pouco … Lembre-se de um fato ocorrido há aproximadamente 20 anos que poderia criar tamanho pavor na população em relação ao termo “poupança”. Fernando Collor de Melo, Zélia Cardoso de Mello. Pronto ! O trauma com o confisco da poupança pode ter sido (e foi !) tão grande que marcou toda uma geração, que criou uma imagem, uma lembrança, tão apavorante que ficou marcado …

Consegue imaginar quanto tempo será preciso para apagar tal memória de nossas mentes ? :(

Para comprovar isso, facilmente, basta vermos que os mais jovens têm tido muito mais facilidade de criar poupança do que a geração anterior, que foi a que sentiu na pele (literalmente) o congelamento de suas contas.

Vale a pena a leitura ?

Bom … é … só se você está realmente começando, mas bem no começo mesmo. (coisa do tipo: nunca leu nada sobre o assunto, nunca visitou um site de Educação Financeira) Pois o seu conteúdo é realmente básico, superficial.

Peço desculpas de antemão ao autor (caso ele leia essa resenha …), mas preciso apresentar a minha impressão do livro aos leitores do site. Eles confiam no que eu digo e querem a minha real opinião.

Nota do Site:

2 Moedas

Você, Investidor !
Flávio Barcelos Diehl

Editora: Novatec
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Investimento em vagas de garagem pode estar com os dias contados

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Esta é uma modalidade de investimento em imóveis não muito habitual, tampouco divulgada, mas que normalmente traz grandes índices de retorno. Os valores variam de 1% a 3% do valor investido na aquisição da vaga. Antes de dar a má notícia, vamos falar um pouco sobre a ideia. :)

Alguns facilitadores …

O investimento em vagas de garagem, quando bem administrado, permite que a pessoa siga à risca o conceito de investimento em imóveis divulgado por Robert Kiyosaki na série de liros Pai Rico. A ideia de comprar um imóvel financiado, para ser alugado, e pagar as parcelas com o ganho mensal é o Santo Graal de muitos investidores. Para muitos é apenas uma lenda … outros se dedicam com afinco na busca … outros garantem já ter encontrado. ;)

Alguns fatores complicam a vida de quem deseja adquirir um imóvel como ativo que se auto sustente, em especial o custo do financiamento … As parcelas mensais acabam sendo superiores ao ganho do aluguel, o que impossibilita o uso do conceito. Claro, alguns imóveis ainda conseguem servir para o modelo, normalmente os que são comprados por preços muito abaixo do praticado no mercado e com isso o aluguel acaba cobrindo o custo mensal do financiamento.

Bom, voltando às vagas de garagem. Por que elas podem ser usadas usando o modelo RK ? Justamente pelo valor que podemos obter na forma de aluguel ! Como o índice (o percentual do valor da vaga pago na forma de aluguel) é elevado, o valor recebido é suficiente para cobrir o custo mensal do financiamento. Sim, você pode usar um financiamento imobiliário para adquirir uma vaga de garagem !! :D

Existem alguns custos, como a taxa de condomínio e o IPTU da vaga, porém podem ser repassados ao locatário. (normalmente apenas o condomínio é pago por ele …) Portanto o único gasto que você terá, caso a vaga esteja alugada, pode acabar sendo o financiamento propriamente dito. O mais comum é que apenas vagas em edifícios comerciais sejam usadas para esse propósito, pois a procura é superior do que a vista em condomínios residenciais. Quem trabalha em qualquer grande centro sabe exatamente do que estou falando. A demanda por vagas comerciais (em prédios de escritórios) é simplesmente absurda, o índice de vacância é mínimo. Consequentemente o valor cobrado de aluguel também é alto. ;)

Pois bem, conseguiu entender o funcionamento básico do investimento ? Simples, não é mesmo ? Agora vem a parte ruim …

Projeto de Lei pode acabar com a “festa” …

Na semana passada foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania um projeto de lei que propõe impedir que as vagas sejam alugadas ou vendidas a estranhos ao condomínio. (ou seja, quem não tem imóvel – apartamento ou sala comercial – naquele prédio)

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Promoção ||| Financiamentos de Longo Prazo

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Acho que este será um dos melhores presentes de Natal de todos os tempos ! Ainda mais para aqueles que realmente desejam iniciar um negócio próprio, aqueles que pretendem levar os ensinamentos adquiridos ao último nível. :)

Qual é a maior dificuldade que um empreendedor tem na hora de dar o próximo passo ? (seja ele o início ou a expansão de seu negócio)

Grana ! Bufunfa !! Dindin !!! Sim, o investimento que fará com que um planejamento bem feito possa sair do papel. Você pode ir atrás de um sócio investidor, pode tentar pegar um financiamento junto ao banco que tem conta atualmente … mas … que tal ir um pouco além e tentar isso junto à instituições maiores, que têm como premissa básica oferecer recursos, fornecer financiamentos de longo prazo com baixas taxas de juros ? Hein, hein ? ;)

Em “Financiamentos de Longo Prazo” (Campus/Elsevier, 2011) Paulo Gurgel Valente divide com o leitor o conhecimento adquirido em 30 anos de experiência. O que acha ? Já pensou ? Ter acesso àquelas linhas de crédito fantásticas, que somente tínhamos acesso em nossos sonhos ? :D

Dê uma olhada na resenha do livro:

Neste livro, Paulo Gurgel Valente apresenta os processos para obtenção de financiamentos de longo prazo de projetos de investimento, mesclando conhecimentos técnicos à experiência, adquirida ao longo de mais de 30 anos de elaboração e apresentação de projetos dessa natureza em diversas instituições. O autor comprova que o empresário que deseja investir em novos projetos tem, primeiramente, de constatar se a viabilidade geral do que propõe, está em patamares de retorno igual ou acima da média do mercado e do custo dos capitais que irão financiar o projeto, sejam próprios ou de terceiros. Ele demonstra noções gerais das diversas formas pelas quais uma empresa pode financiar um projeto, não se limitando àquelas que envolvem capital de terceiros. Além disso, os capítulos abordam também questões contábeis e financeiras indispensáveis para a avaliação de projetos e da necessidade de financiamento em si.

Através de sua longa experiência no assunto, Paulo Gurgel Valente fornece instruções objetivas e de fácil entendimento para os leitores que pretendem criar um projeto financiado com recursos de terceiros a longo prazo, e também para os que desejam entender melhor o funcionamento dessas instituições.

E então, se interessou ? Acessar estas linhas de crédito é o verdadeiro sonho de qualquer empreendedor (que normalmente já se dá por satisfeito com empréstimos “normais” de seus bancos). Um financiamento de um BNDES “da vida” é o que pode determinar o quão grande será seu empreendimento, o quão longe você poderá chegar.

Quer ganhar ?

Então deixe seu comentário aqui no post, você estará concorrendo ao sorteio do livro que poderá mudar seus planos. :)

Você terá até o meio-dia do dia 26 de dezembro para fazer sua inscrição, o sorteio será realizado neste horário. É ou não é um presente de Natal que valerá a pena receber depois das comemorações? ;)

Boa sorte !

Financiamentos de Longo Prazo
Paulo Gurgel Valente

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 160
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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Colunistas ||| 2012: O fim do mundo está próximo – e isso é bom

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A não ser que você tenha passado o último ano morando em uma caverna, deve ter escutado ao menos uma vez sobre como o fim do mundo estava próximo.

Primeiro, ouvimos algum blábláblá sobre calendários maias e profetas do apocalipse. Depois, veio o fim do domínio americano sobre a economia mundial. Os problemas de crescimento da China, a crise na Europa. Agora ouvimos sobre uma estacionada do PIB brasileiro enquanto alguns analistas já falam seriamente sobre o fim do EURO como moeda comum a toda Europa.

Em uma ocasião que entrou para a história do mundo dos investimentos, Warren Buffett, tido como um dos melhores investidores que já passou pelo mundo, resolveu contar seu segredo a alguns alunos que assistiam a uma palestra sua: “Tenha medo quando os outros forem gananciosos, seja ganancioso quando os outros tiverem medo”.

Ao escrever para um site voltado à independência financeira, lhe pergunto, caro leitor, que ocasião melhor para seguir esse conselho do que um ano que inclui até receitas para o fim do mundo e tudo que conhecemos?

Deixando de lado o julgamento final, cabe lembrar que do ponto de vista de boa parte das empresas, as coisas estão andando bem. As pessoas continuam indo aos mercados para fazer suas compras, pagando suas contas de água, luz e telefone e seguindo com suas vidas.

Apesar de algumas atitudes do nosso governo terem complicado a confiança dos investidores globais (principalmente as intervenções mais diretas na Petrobras e Vale, que ainda são as duas maiores empresas em nossa bolsa de valores), hoje é possível encontrar boas empresas a preços historicamente baixos. Com o banco central abaixando os juros e tomando outras medidas para aquecer nossa economia, não só algumas empresas aumentarão seus lucros, como muitas boas pagadoras de dividendos devem se tornar tão ou mais atrativas que a renda fixa, tradicional refúgio dos investimentos do brasileiro.

No exterior, o foco da crise passou da iniciativa privada para a política. O passo das decisões políticas costuma ser mais demorado que no mundo empresarial, mas eventualmente a coisa toda será resolvida, e as empresas voltarão a investir.

Longe de mim querer soar otimista em meio a tantos profetas do apocalipse. Pelo contrário, quanto mais aterrorizadas as pessoas ficarem, mais baixos os preços dos ativos ficarão e mais oportunidades aparecerão para quem tiver tempo e paciência para, aos poucos, ir comprando e garimpando boas oportunidades.

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Quando a diversificação é bem vinda

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bom, você já conhece a minha posição em relação a diversificação nos investimentos. Mas … já que alguns discordam, hehehe, posso apontar uma forma que considero um “bom uso” da diversificação.

Antes de mais nada, você faz uma diversificação “constante” ? Faz aportes mensais – ou bimestrais, semestrais, anuais … – dividindo o capital entre as modalidades de investimento que escolheu para a sua diversificação ? Por exemplo, digamos que você tenha escolhido dividir o seu patrimônio entre ações e renda fixa, e que a proporção seja 50%-50%. Quando você faz novos aportes destina 50% do seu dinheiro para cada um dos investimentos ? Ou vai tudo para o bolo que mais estiver crescendo naquele momento ? …

Eu acredito que a melhor forma de usar esse capital livre seja destinando proporcionalmente entre os investimentos, se é 50%-50%, que seja então 50%-50%. Com os aportes constantes em bolsa você encontrará todo tipo de cotação, momentos onde os preços estão altos e outros em que eles estão abaixo do “certo”. No final das contas isso trará um certo equilíbrio, e isso é bom. Aportar constantemente é fundamental para o seu investimento ! Por mais que você saiba o que está fazendo, precisa ir colocando mais e mais dinheiro na receita. ;)

Bom … até agora não falei onde está o “lado bom”. Ele entra nessa divisão “justa” do capital. Se você se comprometeu em destinar 50% para ações e 50% para a renda fixa, precisará fazer uma distribuição do dinheiro de tempos em tempos para que a balança volte ao equilíbrio. Algumas pessoas fazem isso semestralmente, outras anualmente, acho que 1x por ano está “bom”. Como funciona ? Simples ! :)

Você precisará apenas vender uma parte do que estiver valendo mais e usar a grana para comprar o que ficou para trás. Por exemplo, digamos que suas ações tenham ficado paradas durante o ano, e a renda fixa tenha se valorizado 10% no mesmo período. No momento de reequilibrar os seus investimentos suas ações valem R$ 100.000,00 e seu dinheiro em renda fixa seja R$ 110.000,00. (afinal no início do período você tinha R$ 100.000,00 em cada um dos “lados” do investimento. Sim, os aportes foram deixados de lado apenas para ilustrar o exemplo e facilitar a compreensão)

O que você precisaria fazer para trazer o equilíbrio de volta à equação ? Resgatar R$ 5.000,00 da renda fixa e comprar as ações que fazem parte da sua carteira (proporcionalmente também …) com esse dinheiro. A proporção 50%-50% foi restabelecida.

Se fosse um ano onde as ações subiram bem, o lado ações estaria mais “pesado” do que a renda fixa, portanto você teria que vender algumas ações e aportar esse dinheiro na renda fixa. A venda precisa respeitar a sua carteira, a proporcionalidade deve existir ai também.

Mas qual é a função disso ?

Simples: Dessa forma você estará usando o dinheiro “bom” (que estava no lado do investimento que se valorizou) para comprar/aumentar/ajudar o lado que foi mal. Usando o exemplo onde a bolsa se saiu pior que a renda fixa, você estaria usando a valorização da renda fixa para aumentar sua carteira de ações, podendo comprar mais por um preço “melhor”.

Isso costuma turbinar um pouco os ganhos, o resultado final dessa estratégia é melhor do que a pura e simples diversificação.

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Pergunte ao Pai Rico ||| 176

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pergunta:

Olá Lippel, tudo bem?

Seguinte, aproveitando o gancho da pergunta 175 da sessão “Pergunte ao Pai Rico”, minha dúvida é a seguinte:

Pelo que entendi acessando o site http://www.bcb.gov.br/?FAQFGC, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante atualmente R$ 70.000,00 por depositante/aplicador, independente de ter distribuído seu patrimônio em vários bancos para diminuir o risco ou não.

1. O que isso quer dizer?? Vamos colocar a hipótese de eu ter R$ 200.000,00 em 4 bancos diferentes (50mil em cada banco), e suponhamos que um deles “quebre”, quanto irei ter como garantia?

2. Este valor de garantia de 70mil é sobre o montante depositado ou o saldo atual na data em que o banco “quebrou”??

Abraços,
Marcelo N. Santos

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Pergunte ao Pai Rico ||| 175

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pergunta:

Olá!

Tenho uma dúvida sobre CDB. Pode até parecer bastante básico para você, mas preciso tirar esta dúvida.

Um determinado banco paga os seguintes percentuais sobre o CDI:

30 a 180 dias = 81,50%
180 a 360 dias = 82,00%
360 a 720 dias = 85,00%
720 a 1080 dias = 87,00%
1080 a 1440 dias = 91,00%
A partir de 1440 dias = 93.50%

Minha dúvida é: se eu depositar todos os meses R$1.000,00 por exemplo, quando eu depositar os R$1.000,00 no período de 180 a 360 dias, estes R$1.000,00 contarão 81,50% ou 82,00% do CDI?

Explicando melhor… Os dias para considerar a rentabilidade são contados separadamente a cada depósito mensal que eu fizer ou conta a partir do primeiro depósito caso não tenha feito um saque?

Desde já muito obrigado!

Um Abraço.

Douglas

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Pergunte ao Pai Rico ||| 174

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pergunta:

Prezado Pai Rico,
Conheci hoje o site e já estou entusiasmado. Tenho paixão pelo assunto “investimentos” e possuo algumas aplicações (poupança, imóveis, etc). Gostaria de iniciar minha relação com o site já abusando da sua paciência e buscando ajuda em uma nova empreitada. A partir do mês que vem vou começar aplicar por volta de R$ 3.000,00 mensais durante uns 20 meses, pensei em colocar na poupança, mas te pergunto: existe uma outra modalidade de aplicação que possa me dar um retorno superior, descontados IR e taxas de administração, com a segurança que a poupança propicia?
Agradeço pela atenção dispensada.
Espero que essa seja a primeira de muitas mensagens.
Um forte abraço.

Samuel

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Livros ||| O Ouro dos Tolos

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ganância … sempre ela. O ponto “máximo” da ambição – ou uma distorção da mesma -, tão necessária para que a sociedade possa crescer. Junto da curiosidade, que nos fez descer das árvores, sair das cavernas, fixar residência; a ambição transformou alguns animais um pouco diferentes dos outros, no que somos hoje: a raça dominante. Sem a ambição certamente estaríamos vivendo de forma muito semelhante aos nossos primos, os macacos.

Ganância, tão idolatrada por Gordon Gekko no clássico Wall Street … esse foi o combustível para a maior crise de todos os tempos. Não, ela não foi menor que a de 1929, saiba que a crise de 2008 ainda não terminou, e o resultado final ainda está longe de ser atingido …

Armas de Destruição em Massa

Buffett definiu os derivativos, dentre eles os de crédito, como sendo verdadeiras armas de destruição em massa. Acho que ele focou apenas no lado destruidor deles, afinal usado da forma correta servem como uma ótima ferramenta de proteção – e especialmente de gerenciamento de risco. Mas … a ganância falou mais alto.

Foi por “precisarem” atingir resultados mais significativos que as pessoas que começaram a usar os derivativos de crédito iniciaram a contagem regressiva para a explosão do artefato nuclear. Se os olhos não tivessem crescido tanto … a coisa teria sido bem diferente.

Em “O ouro dos tolos” (Campus/Elsevier, 2009) somos apresentados a todos os detalhes que cercaram a criação dessa bomba relógio. Quais os propósitos iniciais, quais suas finalidades, como ativaram a contagem do explosivo. Além disso também vemos a queda dos gigantes financeiros no decorrer da crise, quem comprou quem, quem salvou quem (ou ao menos tentou). Se você gostou do vídeo “A Crise do Crédito – Visualizada” tenho a mais absoluta certeza que gostará dessa leitura.

Sempre refletindo … Sempre fazendo analogias

Mas uma das coisas que mais me tocou com essa leitura foram as analogias que podem ser feitas, as comparações entre o estouro da bolha do crédito – especialmente nos EUA -, com o atual momento que a Europa enfrenta. Muitas semelhanças, às vezes deixadas de lado … (propositalmente ou não …)

Além disso, durante a leitura, refleti muito sobre a forma com que venho operando atualmente. Especialmente no lado alavancagem da coisa. Prometi rever meus conceitos assim que terminei a leitura. (coincidentemente as cotações não pararam de subir desde então, sendo que estou vendido, alavancado)

É o tipo de livro que além de te trazer muito conhecimento, te faz pensar. Muito.

Leitura obrigatória, que abre os nossos olhos para muitas coisas. Especialmente para fatos e momentos onde as coisas parecem ir bem demais …



Nota do Site:

5 Moedas
O Ouro dos Tolos
Gillian Tett

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Formato: Médio