Clube do Pai Rico
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Até onde vai a ganância de uma pessoa …

Você certamente viu nos noticiários o atentado sofrido pelo ônibus da delegação do time alemão Borussia Dortmund. Não? Vamos refrescar a memória então …

No dia 11 de abril, o ônibus do time alemão foi atingido por três explosões no caminho para o jogo contra o Mônaco, pela Liga dos Campeões. As explosões danificaram o veiculo, quebrando vidros que acabaram ferindo o zagueiro Marc Batra. O jogo foi cancelado e as investigações tiveram início.

Teria o ataque ocorrido por motivação política ? Religiosa ? Um torcedor de algum time rival ? …

Não, ao que tudo indica o motivo seria bem pior.

Money, money, money …

No último dia 21, a polícia alemã prendeu um suspeito – alemão-russo, de 28 anos – depois que alguns eventos o ligaram ao atentado. Quais eventos ?

1) O suspeito contraiu um empréstimo de 40 mil euros;

2) Em seguida o mesmo comprou 15 mil PUT das ações do time, com vencimento para junho;

3) A operação ocorreu a partir de um computador de um hotel, o mesmo onde o suspeito e o time estavam hospedados;

4) O suspeito vinha sendo investigado, há uma semana, após denúncias de um banco por possível operação de lavagem de dinheiro …

Sim: ele colocou as bombas na expectativa de que as ações do Borussia Dortmund caíssem por causa do atentado ! 😯

A expectativa de ganhos (máxima) da operação ? 3,9 milhões de euros !

Lembra como funciona uma PUT ?

PUT é um tipo de opção (a de venda) que se valoriza conforme a cotação da ação “mãe” se desvaloriza. Você compra uma PUT na esperança de que o preço da ação caía e com isso o valor da opção suba.

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Pode comemorar: você vai gastar menos com energia elétrica em abril !

 

Sim, eu também fiquei completamente receoso na hora de abrir essa notícia. Como é aquele ditado mesmo …

Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça
 

Não seria a primeira vez em que fomos enganados em relação a uma notícia de economia na conta de energia elétrica. Lembra: “Você vai gastar menos com energia elétrica em 2013 ! Será ?” … ? Mas desta vez parece que é para valer ! 😀

Você vai gastar menos com a sua fatura de energia elétrica no mês de abril !

Acredite: desta vez é real. Mas não é por uma boa causa … infelizmente. 🙁

O motivo do desconto que você receberá é “interessante”. Segundo a Aneel, por uma ~falha, os consumidores de todo o Brasil pagaram quase R$1 bilhão a mais em suas contas durante o ano passado. O erro teria se originado na cobrança extra por conta da inclusão da termelétrica de Angra 3 nas contas de consumo …

O problema ? Angra 3 permanece desativada … 🙄

Aquele errinho básico. Sabe ?

Inicialmente anunciaram que a cobrança indevida era de R$1,8 bilhão, mas revisando as contas, viram que foi de apenas R$900 milhões. E será esse valor que gerará o desconto em sua fatura de energia elétrica. 😀

Tá, eu sei que você quer saber quanto irá economizar !!

O valor a ser descontado da conta de luz variará de acordo com a distribuidora que atende sua unidade consumidora. (residência, escritório, loja, indústria … etc etc etc)

Em alguns casos, o desconto chegará perto de 20% ! 😀

Em outros … não será praticamente percebido … 🙁

A seguir, a tabela completa com todas as distribuidoras e seus descontos correspondentes:

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Petrobras corta pesado, mas a conta ainda não fecha

Texto publicado no site VEJA Mercados e que considerei importante/interessante/coerente. As contas podem ser por cima, arredondadas, aproximadas, mas a lógica por trás do que é apresentado tem validade. Como ele disse, pode parecer um pouco longo … mas vale a pena. 🙂

Petrobras corta pesado, mas a conta ainda não fecha

Ficou assim.

A Petrobras cortou seu plano de investimento para 2015-2019 em 37%, para 130,3 bilhões de dólares.

Como vai investir menos — porque seu balanço não suportaria tomar mais dívida — a Petrobras avisou aos investidores que, em vez de chegar em 2020 produzindo 4,2 milhões de barris por dia, estará produzindo apenas 2,8 milhões de barris/dia naquele ano.

(A produção estimada para 2015 é 2,1 milhões de barris por dia.)

Este novo plano de investimento da Petrobras — o menor desde 2008, e o primeiro desenhado sem a euforia do petróleo a 100 dólares — deve garantir que a cadeia de fornecedores da Petrobras continue onde está: na lona.

E infelizmente, apesar de tudo isso, a conta ainda não fecha.

Se você tiver paciência, vamos aos números.

Com o petróleo e o câmbio nos níveis atuais, a Petrobras deve ter uma geração de caixa anual — o chamado EBITDA — entre 50 e 60 bilhões de reais.

Aí vem o Imposto de Renda, pega a sua parte, e deixa a empresa com 45-50 bilhões de reais.

Como a dívida total da Petrobras está em cerca de 400 bilhões de reais, essa dívida gera uma despesa com juros de cerca de 35-40 bilhões de reais/ano.

Subtraindo-se esta despesa com juros daqueles 45-50 bilhões anteriores, sobra na mão da Petrobras um ‘fluxo de caixa livre’ de 10 a 15 bilhões de reais.

Este é o dinheiro que ela tem para fazer investimentos e pagar dividendos.

Bom, vejamos os investimentos agora. O investimento da Petrobras não é linear — não é igual a cada ano — mas, apenas para facilitar os cálculos, vamos admitir que seja. Depois do corte de 37% anunciado ontem, a Petrobras disse que vai investir 130 bilhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos. A um câmbio médio de 3,30 no decorrer do período, isso dá 430 bilhões de reais, ou… 85 bilhões de reais/ano.

Mas como vimos anteriormente, a Petrobras gera um caixa livre de “apenas” 10-15 bilhões de reais por ano. Como, então, poderá investir 85 bilhões/ano?

Faltam aí, na melhor hipótese, 70 bilhões de reais por ano. Onde arranjar esse dinheiro?

Há, em tese, três alternativas para se financiar esse buraco.

A primeira é levantar mais dívida, e o problema aqui é que a Petrobras já é uma das empresas mais endividadas do mundo.

A segunda é levantar dinheiro emitindo novas ações. O problema é que isso diluiria o Estado brasileiro, que controla a Petrobras, e constrangeria o Governo, que em 2010 ‘vendeu’ um mega aumento de capital na empresa como o melhor negócio do mundo. A Presidente Dilma e o CEO da empresa, Aldemir Bendine, vivem dizendo que esta alternativa está fora de cogitação.

Resta, então, vender ativos, exatamente o que Bendine se propõe a fazer.

O problema é que, para a conta fechar, Bendine disse que a Petrobras vai levantar 15,1 bilhões de dólares (entre 2015 e 2016) e mais 42,6 bilhões de dólares (2017-2018) com a venda de ativos.

A soma de todas essas vendas dá 57,7 bilhões de dólares — ou, num câmbio médio de 3,30 reais, 190 bilhões de reais. (Dividindo esse valor pelos próximos cinco anos, isso daria 38 bilhões de reais por ano.)

Ou seja, mesmo se a venda de ativos for um sucesso, ela cobre pouco mais de metade daquele buraco de 70 bilhões que mostramos ali em cima.

Para se ter uma ideia de quão agressivo é este número — ainda mais levando em conta que a Petrobras não pretende vender o controle da BR Distribuidora, seu ativo mais redondo — este valor que Bendine promete vender é um pouco maior do que o valor de mercado da empresa hoje, de 176 bilhões de reais. (O que é isso, companheiro? Privatização branca?)

Como a Petrobras simplesmente não tem tradição de vender ativos, e como o mar não está para peixe, a Petrobras precisará de sorte e engenho. E mesmo assim, a conta não fecha.

O que este exercício matemático demonstra é simples: o câncer da Petrobras não é seu nível de investimento, e sim o tamanho de sua dívida. Enquanto empresas do setor como Exxon, Chevron e Shell devem, em média, 0,5 (zero vírgula cinco) vez a sua geração de caixa (EBITDA), na Petrobras este indicador ultrapassa cinco vezes seu EBITDA — ou seja, é dez vezes maior.

***

Curiosamente, depois de laborar furiosamente para chegar a este corte espinhoso em seu plano de investimento, a direção da Petrobras achou melhor não fazer uma conferência com os analistas de mercado ontem, e sim dar uma entrevista aos jornalistas que cobrem a empresa. Nenhuma conferência com analistas está marcada para esta terça.

A única conclusão possível é que a empresa está mais preocupada em administrar as manchetes do que em explicar aos investidores a matemática e a lógica por trás de seu plano estratégico.

Por Geraldo Samor

Uma dúvida que levantei ontem foi: esta atualização do plano de investimentos da empresa, não foi somente uma atualização do câmbio ? O gasto em reais ficou “muito próximo” do valor anterior …

Dívida externa deve superar reservas pela 1ª vez desde 2007

Você está lembrado quando falei aqui no Clube sobre as perdas que uma posição tão grande a título de “reserva” era ruim para o país ? Muitos me xingaram por não concordar com os pontos levantados por mim. E olha que naquele momento as reservas eram de R$300 bilhões (em 2011) … Hoje estamos com aproximadamente U$370 bilhões.

Apontei os custos e perdas de carregar tal posição, e hoje fiquei ainda mais certo de discordar dessa estratégia:

Dívida externa deve superar reservas pela 1ª vez desde 2007

Pela primeira vez desde 2007, a dívida externa brasileira poderá superar as reservas internacionais do País. Um boletim do banco Credit Suisse indica que a projeção para as reservas neste ano é de US$ 367 bilhões, e para a dívida, de US$ 368 bilhões. Nos últimos anos, a dívida externa brasileira tem avançado mais pela tomada de empréstimo das empresas. Em 2002, o montante devido pelas diferentes esferas de governos (US$ 110 bilhões) e pelas companhias (US$ 100 bilhões) era praticamente o mesmo. Neste ano, essa relação será de US$ 95 bilhões e US$ 273 bilhões, respectivamente.

O avanço da dívida privada pode ser explicado em parte pelo fato de o custo de captação para as grandes empresas ser mais vantajoso no exterior em alguns casos. “Um outro aspecto importante é o acesso às linhas de mais longo prazo obtidas apenas no exterior”, diz Otto Nogami, professor do Insper.

Setor público
Já o aumento da dívida externa do setor público – embora tenha variado pouco – pode ser explicado pelos empréstimos tomados pelos governos em organismos multilaterais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o financiamento de obras.

Na avaliação de Nogami, o ajuste fiscal em andamento pode levar o setor público a buscar mais recursos nessas instituições. “Como a necessidade de obras de infraestrutura se tornam maiores, a tomada de recursos via esses organismos pode ser uma das únicas alternativas para os governos executarem os projetos”, afirma.

Para 2016, o Credit Suisse estima as reservas em US$ 372 bilhões, e a dívida externa, em US$ 393 bilhões, sendo US$ 100 bilhões do setor público e US$ 293 bilhões do setor privado.

Confiança
Em anos anteriores, o Brasil conseguiu manter uma relação positiva entre as reservas internacionais e a dívida externa por causa da forte entrada recursos. Com a adoção do chamado tripé macroeconômico (câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário) no segundo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a manutenção dessa política na gestão Luiz Inácio Lula da Silva, a economia brasileira ganhou credibilidade e passou a atrair recursos para o investimento no mercado de ações, em títulos públicos e privados, além, evidentemente, da taxa de juros elevada, que atrai o investidor de fora.

Essa confiança na economia brasileira ficou clara na disparada das reservas. Em 2002, por exemplo, elas somavam US$ 18 bilhões. Esse valor subiu para US$ 180 bilhões em 2007. Nos últimos anos, as reservas internacionais têm se mantido estáveis em US$ 370 bilhões.

“Em 2005 e 2006, no mercado internacional, a avaliação já era de que a economia brasileira poderia ser considerada como grau de investimento independentemente das agências de risco”, afirma Simão Silber, professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) – a economia brasileira só foi elevada a grau de investimento em abril de 2008 pela Standard & Poor’s. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comparem o custo de captação com a rentabilidade de manter esta grana em títulos do tesouro americano …

ps: sim, eu sei que o maior aumento veio na ponta privada da coisa. Só me pergunto se a Petrobras entra no lado das empresas privadas ou como dívida estatal … pois ela trabalha – literalmente – nas duas pontas.

Plano da Petrobras prevê corte de até 40% nos investimentos até 2019

Notícia fresquinha que acaba de pular aqui na minha tela:

Plano da Petrobras prevê corte de até 40% nos investimentos até 2019

O corte no plano de investimentos da Petrobras para o período de 2015 a 2019 ficará próximo a 40%, com o novo orçamento em torno dos US$ 130 bilhões, apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. No ano passado, quando a empresa ainda era presidida por Graça Foster, a meta de investimento era de US$ 220,4 bilhões em cinco anos. Mas, diante das dificuldades financeiras da petroleira, a nova gestão preferiu adotar uma redução drástica do orçamento, em linha com o que espera o mercado.
A proposta será analisada pelo conselho de administração na sexta-feira, mas é possível que o colegiado não chegue a uma conclusão e a divulgação do valor seja adiada. Os membros do colegiado podem precisar de mais de um encontro para chegar a um número definitivo.

“Um corte de 30% a 40% ajudaria a empresa a melhorar a situação financeira com impacto de curto prazo. Seria a principal sinalização para retomar a credibilidade, já que um corte menor traria impacto sobre o rating (classificação de risco) da companhia. Com menos investimento, a empresa reduz também o potencial de receitas futuras”, avaliou Walter de Vitto, da consultoria Tendências.

Apesar dos conselheiros indicados pela União conseguirem aprovar sozinhos o plano de negócios, o projeto encontra resistência entre os sindicalistas representantes dos trabalhadores, que ameaçam entrar em greve e interromper a produção, caso os cortes e a venda de ativos sejam tão grandes a ponto de configurar o que, segundo eles, seria uma “privatização disfarçada” da empresa. A decisão será tomada hoje, em reunião na sede da CUT, no Rio.

Argumentação

Na tentativa de vencer a resistência, a diretoria da petroleira iniciou, na semana passada, uma série de encontros com sindicatos para argumentar sobre a necessidade dos cortes, incluindo o de pessoal, que deve atingir principalmente os terceirizados. O argumento é que falta dinheiro e não há saída senão encolher a Petrobras. A empresa deixará de ser uma empresa de energia, integrada, com atuação do poço ao posto, para se tornar uma companhia, prioritariamente, de exploração e produção de petróleo e gás natural.

Nas conversas, executivos da petroleira insistem com os sindicalistas em que, nos últimos anos, os ganhos da Petrobras vieram com o crescimento da dívida. Por isso, a ordem agora é cortar o mal pela raiz e fortalecer o caixa, para que, nos próximos dois ou três anos, a estatal volte a ter recursos para ampliar os investimentos.

O plano de negócios traz projeções pessimistas para o dólar e para a cotação internacional do petróleo, que só dificultam a execução dos projetos da empresa. Quanto mais valiosa a moeda americana em relação ao real, mais a empresa gasta para importar combustíveis. Ao mesmo tempo, quanto menor o preço do barril, menos valem os ativos da companhia.

Daqui para a frente, a Petrobras vai focar na atividade de exploração e produção e abandonará projetos dos segmentos de abastecimento. Algumas áreas de exploração e produção também serão oferecidas ao mercado. A estatal se voltará para o pré-sal, onde o custo de extração é hoje inferior ao de outras reservas e, por isso, é mais rentável, mesmo em períodos de baixa cotação do petróleo.

Por enquanto, não há perspectiva de o projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP) – que prevê mudanças na Lei da Partilha – ter grande efeito no plano de negócios da empresa. Qualquer mudança na legislação pesará sobre projetos que estão por vir e ainda não estão no radar de investimentos. Hoje, a lei obriga a estatal a participar em pelo menos 30% de todo investimento no pré-sal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A minha dúvida (que já foi lançada lá no twitter) é: a situação do país já está complicada … Se a empresa que mais investe no Brasil cortar seus investimentos em 40%, como ficarão as coisas ?

O governo “deixará” isso acontecer para agradar o mercado ? Ainda: se errarem na dose, uma coisa “boa” (pois se investir menos precisará se endividar menos, quem sabe até reduzindo um pouco o elevado nível de endividamento atual) poderá afundar ainda mais a empresa … 😯

O que você acha ?