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Paramos de sonhar
Você vive cansado. Tem aquela sensação que está sempre atrasado. Fica irritado com facilidade. Vê cada vez menos os amigos e a família. Casou-se com o trabalho. Diverte-se pouco. Consome quilos de energizantes, aspirinas e antidepressivos? Você provavelmente parou de usar sua poderosa máquina de sonhar, visualizar e pensar.
Toda obra humana existente no planeta já existiu antes na mente de alguém que sonhou com os olhos abertos. Carl Jung dizia que tudo que pode ser imaginado pode ser construído. Há cerca de 140 anos, Julio Verne foi chamado de maluco ao antever inventos como os submarinos e as naves espaciais. Walt Disney viu um grande parque de diversões quando olhava para um terreno pantanoso na Flórida. Juscelino imaginou Brasília muito antes das obras começarem. Ayrton Senna se imaginou subindo no pódio da fórmula um muito antes de ganhar a primeira corrida de kart. Luiza Helena viu centenas de magazines espalhados pelo Brasil. Agora pasmem com o que vou dizer: os visionários estão em extinção. A aceleração da história e o ritmo alucinado da vida moderna estão impedindo que nós sonhemos de olhos abertos, que tenhamos tempo para pensar. A maioria de nós não está utilizando devidamente essa máquina poderosa e única chamada imaginação.
As novas tecnologias, como a informática e a Internet, ao invés de proporcionarem o aumento das horas de lazer e descanso, têm provocado a extensão das jornadas de trabalho de oito para 12 ou 15 horas. Com os laptops, palms e a Internet os escritórios ficaram móveis. Eles passaram a nos acompanhar durante as viagens, nos restaurantes e nas residências. Nossa obsessão por preencher qualquer tempo livre escutando notícias, surfando na Internet, jogando videogames ou vendo televisão está deixando nossas mentes cada vez mais ocupadas, sem tempo para o sonho, para a criatividade.
Uma pesquisa recente entre executivos revelou que dois terços deles passa menos de meia hora por dia pensando ou sonhando. O preocupante é que estamos nos alimentando e acomodando com a fartura das "marmitas" repletas de sonhos fabricados por outros. A mídia é pródiga na oferta de sonhos prontos. Para delírio da nossa cada vez mais preguiçosa imaginação, as imagens de apartamentos, carros, lugares paradisíacos para passar as férias já chegam prontas.Os momentos ou intervalos criativos estão ficando cada vez mais restritos. Eles aparecem rapidamente no chuveiro, no quarto, quando dirigimos ou usamos algum meio de transporte.Dificilmente alguém tem uma boa idéia durante as horas normais de trabalho nos escritórios. Talvez devêssemos colocar chuveiros, camas e volantes de carros nos escritórios.
A solução mais simples parece estar na criação de intervalos criativos de uns vinte minutos por dia. No aproveitamento dos fins de semana e férias onde se possa ficar mentalmente afastado do trabalho. Seria a criação e cultivo de um hábito de pequenas paradas para pensar, para deixar a imaginação e a criatividade soltas. O sonho e a imaginação são os primeiros passos para qualquer empreendimento. Sem eles a mesmice impera, a mediocridade vence e o progresso humano trava. Sonhar não custa nada, mas rende muito. É hora de reagir. Vamos turbinar nossa poderosa máquina de sonhos.
EDER LUIZ BOLSON - empresário, fundador de cinco empresas, professor universitário e consultor de empresas. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. Fez curso de mestrado na North Dakota State University dos Estados Unidos.
Fez diversos cursos de especialização em gestão de negócios e marketing no Brasil e exterior. Foi professor de Técnicas de Elaboração e Avaliação de Projetos do Departamento de Economia da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal) . Foi Assessor de Planejamento e Gerente da EMBRAPA/SPSB.
É presidente da APSEMG (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas de Minas Gerais) e Vice-presidente para Negócios Internacionais da ABRASEM (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes). Fundador e Vice-presidente do SINDBIO/FIEMG (Sindicato das Empresas de Base Biotecnológica no Estado de Minas Gerais). É membro do Conselho de Representantes da FIEMG. È professor de Empreendedorismo e Planos de Negócio de cursos de pós-graduação e consultor da Fundação Israel Pinheiro.
Sua experiência prática empreendedora é interessante e diversificada, pois a partir de sonhos ou visões fundou empresas que se desenvolveram e hoje atuam com sucesso, gerando emprego e renda, em diversos setores como: alta tecnologia, indústria, comércio e prestação de serviços. Continua criando empresas e ajudando outras pessoas a criarem novos negócios.
Eder Luiz Bolson é autor do Livro: "Tchau, Patrão !"
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Tchau, Patrão!
EDER LUIZ BOLSON
Editora: Senac
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 189
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
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