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Empreendedorismo e visão do futuro


     A educação empreendedora se diferencia da educação tradicional pela sua forte atuação no campo das atitudes.Ela visa desenvolver pessoas visionárias, planejadoras, decididas e focadas na criação de novos empreendimentos. A educação empreendedora lida com o desenvolvimento da criatividade, da iniciativa, da liderança, do trabalho de rede e da visão de longo prazo.

     O desenvolvimento da visão de longo prazo é um dos principais fundamentos do processo de formação de empreendedores. Quem inicia um novo negócio terá que trilhar um caminho sujeito às surpresas e incertezas que sempre estarão depositadas num futuro desconhecido e ameaçador. Inúmeras questões, dúvidas e incertezas costumam assaltar a mente e tirar o sono de quem assume o risco de colocar suas economias e reputação profissional num novo empreendimento. Costumam surgir indagações como estas: Quando terei clientes em número suficiente para cobrir os custos e começar a gerar lucro? Será que os futuros clientes vão gostar dos produtos ou serviços? Conseguirei custos e preços competitivos? Quantos concorrentes ocultos ou desconhecidos aparecerão? Que fará a concorrência quando eu começar a incomodá-la? E se a minha tecnologia ficar obsoleta? E se a legislação do setor mudar? E se o dono pedir de volta o imóvel que alugarei?.

     É impossível prever o futuro com precisão. Mas é possível que o empreendedor use as técnicas disponíveis para desenvolver e ampliar a sua visão de longo prazo. Ele precisa aprender a jogar mais luzes no cenário onde o seu negócio irá atuar. Precisa visualizar melhor como a futura empresa irá se adaptar ou se proteger da forças dominantes. Como escolherá novos caminhos? Como resistirá num cenário futuro tão hostil quanto possa ser imaginado hoje?

     A metodologia de visualizar cenários futuros foi desenvolvida pela Força Aérea dos Estados Unidos, logo após a segunda Guerra Mundial. No final da década de 1950, o atraso dos americanos em relação aos soviéticos na corrida espacial fez surgir a Rand Corporation, um dos maiores centros de estudos futuros do mundo. Nos anos 60, Herman Kahn adaptou a metodologia para uso empresarial. A Shell foi pioneira no uso da técnica de cenários. Ela era a mais fraca entre as sete maiores empresas de petróleo do mundo.A crise do petróleo de 1973 só não pegou a Shell de surpresa. Depois da crise, ela se posicionou como a mais rentável e uma das três maiores.

     Trabalhar com cenários é diferente de fazer previsões esotéricas. É diferente de consultar estatísticas e projetá-las. Trata-se de uma metodologia mais intuitiva, analítica e muito mais qualitativa do que quantitativa. Ela parte do princípio de que não existe somente um futuro, mas vários. Que as decisões estratégicas tomadas hoje se encaixam num amplo leque de futuros possíveis. Significa usar a técnica do "E se...?". Significa estar preparado para o que der e vier. Podendo influenciar no que vier, através das decisões que a empresa toma antecipadamente.

     Todo ato empreendedor está intrinsecamente ligado ao porvir. A formação de uma mente planejadora passa pela ampliação da visão de longo prazo. Pelo desenvolvimento de uma atitude em prol da criação constante e consciente de cenários futuros. O empreendedor precisa conhecer o enredo da história futura do negócio. Precisa ensaiar sua atuação em todas as situações imaginárias possíveis, sejam boas ou péssimas. Precisa conhecer os cenários com antecedência para evitar surpresas. Precisa entrar no palco dos negócios preparado para proporcionar um espetáculo vencedor.



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EDER LUIZ BOLSON - empresário, fundador de cinco empresas, professor universitário e consultor de empresas. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. Fez curso de mestrado na North Dakota State University dos Estados Unidos.

Fez diversos cursos de especialização em gestão de negócios e marketing no Brasil e exterior. Foi professor de Técnicas de Elaboração e Avaliação de Projetos do Departamento de Economia da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal) . Foi Assessor de Planejamento e Gerente da EMBRAPA/SPSB.

É presidente da APSEMG (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas de Minas Gerais) e Vice-presidente para Negócios Internacionais da ABRASEM (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes). Fundador e Vice-presidente do SINDBIO/FIEMG (Sindicato das Empresas de Base Biotecnológica no Estado de Minas Gerais). É membro do Conselho de Representantes da FIEMG. È professor de Empreendedorismo e Planos de Negócio de cursos de pós-graduação e consultor da Fundação Israel Pinheiro.

Sua experiência prática empreendedora é interessante e diversificada, pois a partir de sonhos ou visões fundou empresas que se desenvolveram e hoje atuam com sucesso, gerando emprego e renda, em diversos setores como: alta tecnologia, indústria, comércio e prestação de serviços. Continua criando empresas e ajudando outras pessoas a criarem novos negócios.


Eder Luiz Bolson é autor do Livro: "Tchau, Patrão !"




Tchau, Patrão!
EDER LUIZ BOLSON

Editora: Senac
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 189
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

























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