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Ajudem o Davyson !
Davyson Clayton da Silva Junior está desempregado. Ele é empreendedor: sonha, observa e pensa dia e noite numa oportunidade para começar um negócio próprio no ambiente do bairro pobre onde nasceu há 25 anos. Ele pensa em montar uma prestadora de serviços de montagem de móveis e instalação de eletrodomésticos. Pensa em oferecer esses serviços para essas muitas redes de eletrodomésticos que vendem para pessoas de baixa renda através de intermináveis prestações.
Davyson ainda não sabe que para virar empresário vai ter que transpor uma muralha burra, que vem sendo construída tijolo por tijolo, desde a época do império, pelo sistema burocrático e tributário brasileiro. Ele ainda não sabe que para conseguir um CNPJ e começar a trabalhar formalmente, terá que percorrer cartórios, tirar cópias e entregar mais de 80 documentos. Depois de tudo devidamente protocolado, ele não sabe ainda que terá que esperar uns cinco meses para poder começar a operar sua nova empresa.
Vencido o cipoal burocrático e a demora para abertura da empresa, Davyson enfrentará uma probabilidade estatística desfavorável que podemos chamar de "esquema brasileiro 10-5-2" : para cada 10 novos negócios, 5 sobrevivem ao segundo ano e, apenas 2 chegam vivos ao quinto ano. Diante disso, a nova empresa de Davyson pode ser comparada com aquelas tartaruguinhas frágeis que lutam para sair da praia, e tentam alcançar o mar sempre enfrentando um ambiente hostil e repleto de predadores carnívoros.
Conforme dados da Receita Federal, as dez mil maiores empresas brasileiras representam 80% da arrecadação fiscal total. As outras 4,4 milhões de empresas menores contribuem com apenas 20% do total. Diante desses números não dá para entender nem a burrice controladora e burocratizante, nem a fúria arrecadatória representada por uma gigantesca rede de malha finíssima que o Fisco insiste em estender no ambiente habitado pelas micro e pequenas empresas.
Agora boas notícias para o Davyson empreendedor: "sua nova empresa poderá nascer em bom berço". Isso se for aprovada no Congresso uma lei proposta pelo deputado Vicentinho (PT/SP). A proposta do deputado isenta as novas pequenas e micro empresas de todos os impostos, taxas e contribuições federais no seu primeiro ano de vida. Essas isenções vão diminuindo gradativamente até o terceiro ano de vida da nova empresa. Outra boa noticia é que já tramita no congresso uma proposta muito inteligente, arquitetada pelo SEBRAE, chamada: "Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas". Essas duas propostas somadas vão facilitar o nascimento de novas tartaruguinhas, como a do Davyson, e sobretudo permitir que cheguem no mar e sobrevivam.
Se criarmos mecanismos para potencializar a força empreendedora de milhares de Davysons, facilitando a montagem de pequenos negócios dentro da formalidade, veremos uma poderosa e contagiante febre empreendedora atuando em todos setores da economia. Conseguiremos salvar a Previdência Social, criaremos milhões de postos de trabalho nos locais onde eles são necessários e desconcentraremos a riqueza. Alô Brasília, por favor: Ajudem o Davyson !
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EDER LUIZ BOLSON - empresário, fundador de cinco empresas, professor universitário e consultor de empresas. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. Fez curso de mestrado na North Dakota State University dos Estados Unidos.
Fez diversos cursos de especialização em gestão de negócios e marketing no Brasil e exterior. Foi professor de Técnicas de Elaboração e Avaliação de Projetos do Departamento de Economia da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal) . Foi Assessor de Planejamento e Gerente da EMBRAPA/SPSB.
É presidente da APSEMG (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas de Minas Gerais) e Vice-presidente para Negócios Internacionais da ABRASEM (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes). Fundador e Vice-presidente do SINDBIO/FIEMG (Sindicato das Empresas de Base Biotecnológica no Estado de Minas Gerais). É membro do Conselho de Representantes da FIEMG. È professor de Empreendedorismo e Planos de Negócio de cursos de pós-graduação e consultor da Fundação Israel Pinheiro.
Sua experiência prática empreendedora é interessante e diversificada, pois a partir de sonhos ou visões fundou empresas que se desenvolveram e hoje atuam com sucesso, gerando emprego e renda, em diversos setores como: alta tecnologia, indústria, comércio e prestação de serviços. Continua criando empresas e ajudando outras pessoas a criarem novos negócios.
Eder Luiz Bolson é autor do Livro: "Tchau, Patrão !"
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Tchau, Patrão!
EDER LUIZ BOLSON
Editora: Senac
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 189
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
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