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Empreendedorismo e genética


     Será que as pessoas já nascem empreendedoras? O empreendedorismo pode ser ensinado? Há muito tempo essas duas questões perturbam os estudiosos do empreendedorismo. Uma pesquisa recém divulgada por cientistas britânicos do Imperial College e norte-americanos da Case Western Reserve University jogou um pouco mais de luz nesse assunto polêmico. Eles acompanharam a motivação para empreender em 1.266 pares de gêmeos. Eram 609 pares de gêmeos idênticos (univitelinos, com 100% de semelhança genética) e 657 pares de gêmeos não-idênticos, com somente 50% de semelhança genética. Os pesquisadores queriam saber, se quando um dos gêmeos era empreendedor, em quanto aumentaria a chance de o outro também o ser. Comparando as taxas de empreendedorismo entre gêmeos idênticos e não-idênticos, eles conseguiram separar a importância dos fatores genéticos e dos fatores ambientais no surgimento de pessoas empreendedoras. Como a similaridade da taxa de empreendedorismo foi muito maior entre idênticos do que entre não-idênticos, ficou evidenciada a importância dos genes. O resultado da pesquisa apenas confirmou algo que a sabedoria popular afirma há muito tempo. Confirmou que a genética é fundamental na determinação das características empreendedoras. A pesquisa revelou que quase metade da propensão de um indivíduo para empreender se deve a fatores hereditários.

     Logo aflora uma outra questão: se o empreendedorismo é hereditário, tentar ensiná-lo não é uma perda de tempo? Ensiná-lo como se ensina português ou matemática é uma tremenda perda de tempo. O empreendedorismo pode ser desenvolvido, não ensinado. A educação empreendedora não foca nos conhecimentos e habilidades como o ensino convencional. Ela foca nas atitudes. O movimento educacional chamado empreendedorismo trata de desenvolver pessoas proativas e dotadas de mentes planejadoras. A disciplina de empreendedorismo está se transformando em mania nacional no meio universitário norte-americano. Segundo dados da EMK Foundation, em 1985 apenas 300 universidades americanas tinham a disciplina de empreendedorismo nas grades curriculares. Esse número cresceu para 1.000 universidades em 1991 e, para mais de 2.000 em 2005. Esse crescimento traduz a satisfação dos alunos graduados e o acerto da inclusão dessa disciplina nas grades curriculares. Uma pesquisa recente, feita na Universidade do Arizona, mostrou que os alunos que concentraram suas graduações e especializações em empreendedorismo ganham uma renda anual até 27% maior do que os demais. Os dados dessa pesquisa também revelaram que, mesmo trabalhando como empregados nas empresas, os especializados em empreendedorismo ganham, em média, U$ 23.500,00 por ano a mais do que os outros graduados.

     As pesquisas com os gêmeos comprovaram o favorecimento genético de determinadas pessoas para empreender. O talento empreendedor é inato. Esses resultados indicam que a educação empreendedora está no caminho certo. Indicam que ela faz o seu papel ao despertar mais precocemente o espírito empreendedor latente nas pessoas. Que ela acelera a curva de desenvolvimento das habilidades e das atitudes empreendedoras naqueles que já nasceram com um grande potencial para empreender. Que a educação empreendedora faz o seu papel ao provocar sonhos, ao despertar a atenção para as oportunidades, ao prospectar o futuro, ao ensinar a planejar e a estabelecer prazos para as conquistas.



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EDER LUIZ BOLSON - empresário, fundador de cinco empresas, professor universitário e consultor de empresas. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. Fez curso de mestrado na North Dakota State University dos Estados Unidos.

Fez diversos cursos de especialização em gestão de negócios e marketing no Brasil e exterior. Foi professor de Técnicas de Elaboração e Avaliação de Projetos do Departamento de Economia da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal) . Foi Assessor de Planejamento e Gerente da EMBRAPA/SPSB.

É presidente da APSEMG (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas de Minas Gerais) e Vice-presidente para Negócios Internacionais da ABRASEM (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes). Fundador e Vice-presidente do SINDBIO/FIEMG (Sindicato das Empresas de Base Biotecnológica no Estado de Minas Gerais). É membro do Conselho de Representantes da FIEMG. È professor de Empreendedorismo e Planos de Negócio de cursos de pós-graduação e consultor da Fundação Israel Pinheiro.

Sua experiência prática empreendedora é interessante e diversificada, pois a partir de sonhos ou visões fundou empresas que se desenvolveram e hoje atuam com sucesso, gerando emprego e renda, em diversos setores como: alta tecnologia, indústria, comércio e prestação de serviços. Continua criando empresas e ajudando outras pessoas a criarem novos negócios.


Eder Luiz Bolson é autor do Livro: "Tchau, Patrão !"




Tchau, Patrão!
EDER LUIZ BOLSON

Editora: Senac
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 189
Acabamento: Brochura
Formato: Médio




























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