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Não deixe a máquina tomar o seu emprego


     Fique atento. Estão de olho eletrônico no seu emprego. Talvez a máquina, o computador ou o robot que irá substituí-lo já esteja sendo fabricado em alguma parte do mundo. De acordo com a Robotics Industries Association, as vendas de robots estão crescendo na média de 25% ao ano. Já se fala num mercado robótico mundial de cerca de US$ 5 bilhões anuais.

     Recentemente, voltei a visitar uma grande montadora de veículos, que havia visitado 20 anos atrás. Fiquei impressionado com o grande número de empregados que foram substituídos por robots. Fiquei impressionado com o enorme poder destruidor de empregos da moderna robótica. As máquinas fazem as tarefas braçais de maneira mais fácil, mais rápida e com custo muito menor. O futuro dos empregados que realizam tarefas automatizáveis não é nada promissor. Porteiros e vigias de prédios, por exemplo, estão perdendo empregos para sistemas eletrônicos, alarmes, cercas elétricas, cartões de acesso e câmeras de filmagem.

     Mas não pensem os trabalhadores dos escritórios que seus postos de trabalhos estão livres da fúria devoradora de empregos das máquinas. Muitas ocupações de escritório, inclusive algumas que exigem algum trabalho intelectual, já são realizadas com muita competência por máquinas inteligentes. As agências bancárias que há duas décadas tinham 60 empregados passaram a fazer o mesmo serviço, e de maneira mais eficiente, com apenas 10. Até tarefas tidas como complexas como, por exemplo, a de desenvolver softwares já podem ser , em grande parte, automatizadas.

     Para o futurista norte-americano Richard Samson: "Se você trabalha ou age como um robot, você inevitavelmente será substituído por um". Mas nem tudo está perdido para os humanos. Segundo Sampson, a estratégia para competir com os robots consiste em não investir naquelas tarefas que a inteligência eletrônica realiza com mais perfeição. Seria o caso, por exemplo, de deixar para as máquinas resolverem aqueles problemas mais complexos, que envolvam mais de quatro variáveis. Para o professor Samson, a estratégia para conviver com o avanço do robots está no desenvolvimento das habilidades "hiper-humanas" e na criação de "hiper-trabalhos". Habilidades hiper-humanas são aquelas que nunca poderão ser automatizadas. Aquelas que só podem ser realizadas por entidades vivas, conscientes e cientes da sua consciência. As cinco habilidades principais, onde o ser humano leva grande vantagem sobre as máquinas, seriam: 1. descoberta: achar o "porque" das coisas nos negócios, na ciência ou na rotina da vida diária; 2. criatividade: sonhar, visualizar para criar algo novo e original; 3.implementação: fazer acontecer, transformar o imaginado em real; 4.influenciar: interagir com outros para inspirar, liderar, dirigir; 5.ação física: interagir de maneira rápida e inteligente com as coisas que nos cercam ou, com o nosso próprio corpo.

     As máquinas estão devorando empregos com uma voracidade cada vez maior. O pior é que maioria dos humanos ainda não acordou para a realidade desse novo cenário competitivo. Ainda não percebeu a força, nem o futuro potencial desses novos competidores eletrônicos. As escolas, por exemplo, continuam formando pessoas para os trabalhos típicos de ontem. Poucos jovens estão recebendo ferramentas estratégicas para se darem bem nos trabalhos de hoje e de amanhã. Os jovens seguem sendo preparados para terem um só trabalho, numa só empresa, numa só função. Resumindo: eles seguem sendo preparados para tarefas automatizáveis. Poucas escolas estão preparando os jovens para a descoberta, para a criatividade, para o empreendedorismo e para a busca do auto-emprego. Diante do exposto, é hora de prestar mais atenção nos seus competidores de aço e de silício. É hora de começar imediatamente a planejar a sua carreira futura com base nas suas vantagens competitivas reais. Nas suas qualidades "hiper-humanas", nos seus pontos fortes e nos pontos fracos das máquinas.



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EDER LUIZ BOLSON - empresário, fundador de cinco empresas, professor universitário e consultor de empresas. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. Fez curso de mestrado na North Dakota State University dos Estados Unidos.

Fez diversos cursos de especialização em gestão de negócios e marketing no Brasil e exterior. Foi professor de Técnicas de Elaboração e Avaliação de Projetos do Departamento de Economia da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal) . Foi Assessor de Planejamento e Gerente da EMBRAPA/SPSB.

É presidente da APSEMG (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas de Minas Gerais) e Vice-presidente para Negócios Internacionais da ABRASEM (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes). Fundador e Vice-presidente do SINDBIO/FIEMG (Sindicato das Empresas de Base Biotecnológica no Estado de Minas Gerais). É membro do Conselho de Representantes da FIEMG. È professor de Empreendedorismo e Planos de Negócio de cursos de pós-graduação e consultor da Fundação Israel Pinheiro.

Sua experiência prática empreendedora é interessante e diversificada, pois a partir de sonhos ou visões fundou empresas que se desenvolveram e hoje atuam com sucesso, gerando emprego e renda, em diversos setores como: alta tecnologia, indústria, comércio e prestação de serviços. Continua criando empresas e ajudando outras pessoas a criarem novos negócios.


Eder Luiz Bolson é autor do Livro: "Tchau, Patrão !"




Tchau, Patrão!
EDER LUIZ BOLSON

Editora: Senac
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 189
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

























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