www.ClubedoPaiRico.com.br
 
Adicione o Pai Rico Pai Pobre aos seus Favoritos!    Faça do Pai Rico Pai Pobre a sua página inicial!



Empreendedorismo e responsabilidade social


     Mr. Buffett é o segundo homem mais rico do mundo. Ele não pretende ser o segundo defunto mais rico do cemitério. Mr. Buffett anunciou que doará US$ 37 bilhões, cerca de 85% do seu patrimônio pessoal, para instituições de caridade. Esse valor se aproxima do que o Brasil fatura anualmente com a exportação de todos os produtos agropecuários. É quase o dobro do que o Banco Mundial liberou em empréstimos no ano de 2005. Bilionário norte-americano fazendo filantropia não é nenhuma novidade. Lá as doações anuais feitas por empreendedores bem sucedidos chega a US$ 260 bilhões por ano. A novidade é doar a maior parte do dinheiro para a fundação criada e administrada por Bill Gates, o homem mais rico do mundo. Isso demonstra toda sua humildade e reconhecimento da capacidade de gestão dos recursos demonstrada pela fundação instituída pelo Bill Microsoft Gates e por sua esposa Melinda.

     Mr. Buffett poderia simplesmente subir num helicóptero e jogar seus bilhões de dólares sobre as cidades miseráveis da África ou, sobre as favelas brasileiras. Ao invés disso, escolheu uma fundação séria e dirigida segundo critérios empresariais. Ele sabe que fazer filantropia não é distribuir dinheiro. Que a filantropia precisa ser inteligente, precisa de planejamento e de boa gestão. A filantropia inteligente não distribui, ela investe socialmente. Um dos critérios é o de que o dinheiro investido em filantropia precisa ser multiplicado, proporcionando ajuda a um número cada vez maior de beneficiários. Isso se alcança com a criação de instituições filantrópicas enxutas, transparentes, dotadas de metas e de objetivos bem planejados. O mais importante nessas chamadas "empresas do bem" é que , em poucos anos, elas possam se tornar financeiramente auto-suficientes.

     Os milionários norte-americanos sempre se preocuparam em alimentar um círculo virtuoso de geração de riquezas, doando grande parte de suas fortunas para instituições de caridade, organizações científicas, escolas e universidades. Entre os milionários brasileiros são poucos os gestos filantrópicos nesse sentido. Em 2006, a revista Forbes publicou o ranking mundial das pessoas que possuem mais de um bilhão de dólares. Apareceram 16 bilionários brasileiros. Não lembro de ter conhecido, nos últimos tempos, alguma doação de patrimônio individual de vulto feita por algum ricaço brasileiro. Por alguma razão, talvez cultural, nossos empresários bem sucedidos preferem morrer muito ricos e, deixar seus descendentes numa boa. Todavia, já surgiu uma nova tendência social no meio empresarial. Algumas grandes e médias empresas brasileiras criaram suas fundações sociais. Elas aproveitam os incentivos e as isenções tributárias para atuar no desenvolvimento social, principalmente na área da educação para jovens. As fundações da Petrobrás, do Bradesco, do Banco do Brasil e o Instituto Ayrton Senna são exemplos bem sucedidos do modelo tupiniquim de doações para investimentos sociais.

     É muito difícil de mudar a cultura dos empresários brasileiros ricos, antiquados e, pouco interessados no social. Resta a esperança de se desenvolver nos seus herdeiros e, nos jovens empreendedores, um novo comportamento empresarial voltado para a responsabilidade social. Os jovens interpretam melhor o novo cenário corporativo e a sua relação com a sociedade. Eles entendem mais facilmente que a responsabilidade social deve fazer parte da estratégia de crescimento de uma empresa. Que a responsabilidade social sempre agrega valores intangíveis nos negócios, tais como: imagem, marca e reputação. Que quando a empresa investe no social, o relacionamento com o público interno melhora e se torna muito mais produtivo. Que é possível, ao mesmo tempo, ter lucro e beneficiar a sociedade. Felizmente, muitos jovens herdeiros e novos empreendedores já entenderam que manter um comportamento social responsável é uma questão de sobrevivência dos negócios.



Baixe a versão em PDF


EDER LUIZ BOLSON - empresário, fundador de cinco empresas, professor universitário e consultor de empresas. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. Fez curso de mestrado na North Dakota State University dos Estados Unidos.

Fez diversos cursos de especialização em gestão de negócios e marketing no Brasil e exterior. Foi professor de Técnicas de Elaboração e Avaliação de Projetos do Departamento de Economia da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal) . Foi Assessor de Planejamento e Gerente da EMBRAPA/SPSB.

É presidente da APSEMG (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas de Minas Gerais) e Vice-presidente para Negócios Internacionais da ABRASEM (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes). Fundador e Vice-presidente do SINDBIO/FIEMG (Sindicato das Empresas de Base Biotecnológica no Estado de Minas Gerais). É membro do Conselho de Representantes da FIEMG. È professor de Empreendedorismo e Planos de Negócio de cursos de pós-graduação e consultor da Fundação Israel Pinheiro.

Sua experiência prática empreendedora é interessante e diversificada, pois a partir de sonhos ou visões fundou empresas que se desenvolveram e hoje atuam com sucesso, gerando emprego e renda, em diversos setores como: alta tecnologia, indústria, comércio e prestação de serviços. Continua criando empresas e ajudando outras pessoas a criarem novos negócios.


Eder Luiz Bolson é autor do Livro: "Tchau, Patrão !"




Tchau, Patrão!
EDER LUIZ BOLSON

Editora: Senac
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 189
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

























Compre seus produtos no Submarino,
através do Clube do Pai Rico.
Assim você economiza, e nos ajuda ao
mesmo tempo !!




Termo de Responsabilidade | Publicidade | Estatisticas de Acesso