Esses dias eu estava lembrando quanta coisa aprendemos em uma escola. E um acontecimento que recordo até hoje foi uma pergunta que caiu na minha prova, quando eu tinha uns dez anos: quem inventou o barômetro? Por sorte (ou estudo) eu me recordava do nome, era Torricelli. Porém, à época, errei a forma como se escrevia o nome do famoso inventor e ganhei um “meio certo”. Creio que a professora foi muito boazinha, pois deve ser um absurdo uma criança de dez anos errar um nome tão comum!
E esses tristes exemplos são encontrados aos montes. Somos obrigados a decorar datas, nomes de pessoas e locais, fórmulas, classificações etc. Nunca fui brilhante na escola e também não era dos piores, mas uma pergunta que sempre me intrigou foi: para que precisava aprender tudo aquilo? Hoje fico pensando naquelas crianças e jovens que não conseguem absorver esses conhecimentos pouco úteis. Isso os desanima, além de, muitas vezes, serem chamados de “burros”.
Será que as nossas escolas estão nos preparando, realmente, pra vida? Não sou especialista no assunto, mas creio que algo está errado. E como a coluna trata da sua grana, vamos levar para o lado do dinheiro. Estava conversando com um amigo meu, lembrando de dois amigos nossos em comum que fizeram faculdade com ele. Disse-me que os dois passaram em várias matérias por ajuda sua, com aqueles truques que só os alunos conhecem.
Moral da história, esses “burros” hoje estão muito mais ricos que esse meu amigo. Aí pergunto, qual o tipo de inteligência que vale hoje em dia? Bom, o espaço acabou e continuarei esse papo na próxima semana.

ELISSON DE ANDRADE ( eapandra@uol.com.br ) – Formação: graduado em Engenharia Agronômica e mestre em Economia Aplicada pela ESALQ-USP. Cursando o último ano de bacharelado em Direito.
Ganhador do Prêmio BM&F de melhor dissertação/tese na área de derivativos agropecuários, no ano de 2004.
Já lecionou diversas disciplinas em cursos de economia e administração de empresas em duas faculdades. Atualmente, é professor da Faculdade Dom Bosco de Piracicaba, onde é responsável pelas disciplinas de Matemática, Matemática Financeira e Mercado de Capitais.
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Acredito nesse ponto de vista também. Hoje, quase todas as pessoas ganham seus salários não pelo que aprenderam na escola.
Que com certeza o governo não quer ensinar as crianças, ou adolescentes sobre Educação Financeira, pois o que eles mais precisam é de empregados, pessoas que trabalhem duro, por renda ganha.
Ensinam aos adolescentes cegamente que precisam ter uma faculdade e abraçar um emprego em uma empresa, e ficar nela pelo resto da vida, rezando por um aumento e promoção.
Mas que muitas pessoas ricas, ou milionárias , não tinham formação acadêmica, mas tinham um alto QI financeiro.
Ex¹: Silvio Santos, mal tinha o ensino médio ( não sei ao certo essa informação) e era um camêlo. Silvio começou a vender capas de plástico para título de eleitor e, logo depois, canetas-tinteiro. Seu sucesso nas vendas fora atribuído à sua capacidade de mesclar números ,Daí, Silvio passou a vender os anúncios para o serviço nas barcas. Isto despertou em Silvio a vocação de empresário.