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Entenda o que é a Tarifa Branca da conta de energia elétrica ! (e economize com isso)

Desde o último dia primeiro está em vigor a chamada “Tarifa Branca” de energia elétrica, com a promessa de que os usuários terão economia em suas contas se a adotarem. Mas claro que a coisa não é bem assim … Alguns detalhes específicos existem e será necessário fazermos uma análise preliminar antes de solicitar a mudança. Vamos entender melhor o que é e como funciona a Tarifa Branca ?

O que é a Tarifa Branca ?

A nova tarifação, criada pela ANEEL, que entrou em vigor em 1/1/2018, tem como finalidade desafogar a rede elétrica nacional no horário de ponta. Você já deve ter ouvido falar sobre esse problema, que nada mais é do que um aumento do consumo de energia no período noturno (começo da noite), na hora em que as pessoas saem do trabalho e vão para as suas casas. Neste momento existe um pico de consumo. Todos ligando a iluminação, chuveiros, aquecedores, condicionadores de ar, preparando a janta, lavando roupa, etc etc etc, ao mesmo tempo. A Celesc, que é a empresa responsável aqui em Santa Catarina, adota como horário de pico o período entre 18h30min e 22h30min.

A ideia que motivo a criação da Tarifa Branca é fazer com que as pessoas adotem novos hábitos e que passem a evitar o uso da energia elétrica neste momento. Como ? De uma forma bem simples: cobrando mais caro dos usuários que consumirem a energia naquele momento.

Como sempre … o bolso ajudando a reeducar. 😉

Só que a coisa não para por ai … Além de penalizar quem consome no horário de pico, a Tarifa Branca irá beneficiar aqueles que migrarem seu consumo para a faixa de horário fora dele. Isso: economia para quem adotar a nova tarifação ! 😀

Abaixo, um gráfico (produzido pela ANEEL) comparativo entre a tarifa convencional e a tarifa branca:

Como pode ser visto, o período onde é oferecido o desconto é muito maior do que o que apresenta a penalização. O problema ? A maior parte é de madrugada ou justamente no horário em que as pessoas não estão em casa … 🙁

É justamente nesse momento que uma análise precisará ser feita. Você terá condições de mudar seu padrão de consumo para se adequar aos novos horários ? (a primeira coisa que me vem à mente é o barulho das máquinas de lavar e secar roupas no meio da madrugada …)

Se não existe a possibilidade de mudança dos hábitos de consumo, é melhor fazer de conta que nada mudou … 😉

Quem pode solicitar a mudança ?

Neste primeiro momento somente os clientes que consomem acima de 500 kwh/mês. E sim … isso é um consumo pra lá de alto ! 😯

A partir de 1 de janeiro de 2019 os que consomem acima de 250 kwh/mês poderão solicitar a migração para a nova tarifa, e em 1 de janeiro de 2020 todos os consumidores do grupo B (atendidos em baixa tensão: 127, 220, 380 ou 440 Volts) poderão solicitar a mudança.

Para que a mudança seja possível, haverá a necessidade de instalação de equipamentos específicos, capazes de realizar a medição “inteligente”. Ou seja, um medidor capaz de verificar a hora em que o consumo está ocorrendo e desta forma determinar se ele está ocorrendo dentro ou fora do horário de pico.

A distribuidora será responsável pelos custos de aquisição e instalação dos equipamentos de medição necessários ao faturamento da Tarifa Branca. Porém, o consumidor ficará responsável pelos custos decorrentes de eventuais alterações no padrão de entrada da sua unidade consumidora.

Qual será a economia ?

A expectativa é de que os usuários que migrarem para a Tarifa Branca tenham uma economia na fatura de energia elétrica na ordem de 10%~20%. Mas somente para aqueles que realmente conseguirem mudar seus hábitos e deixarem de consumir dentro do período citado.

Como eu disse, se você não enxerga esta possibilidade, melhor não arriscar …

Todos estão felizes com a mudança ? Claro que não … 🙄

A Associação das Distribuidoras de Energia Elétrica – Abradee – acredita que pode diminuir a arrecadação das empresas. E, no futuro, vir um aumento na conta de luz. “Porque senão, a distribuidora perde a capacidade, perde a sustentabilidade, perde a capacidade de investimentos”, diz Nelson Leite.

Mas me diga: a mudança lhe parece vantajosa ? Pretende aderir à nova tarifação ?