… e das GRANDES !
Como você costuma acompanhar o Clube ( se não, está esperando o que ?
), já deve saber da minha opinião sobre o mercado imobiliário brasileiro. Sim, acho que está numa bolha, e ficando cada vez maior … As vezes não sei se torço para estar enganado ou não, mas tudo bem.
O que me motivou a escrever o post de hoje foi um e-mail enviado por uma amiga que trabalha como corretora de imóveis. Nele uma matéria publicada no Terra falava sobre a aparente vantagem de se financiar um imóvel em relação a criação de poupança para compra-lo à vista. Leia-a:
Com valorização, financiar imóvel fica mais vantajoso que poupar
Peter Fussy
Direto de São PauloCom imóveis registrando valorizações de mais de 100% em cinco anos e juros mais baixos, o financiamento imobiliário se tornou uma alternativa mais interessante que a tradicional poupança para adquirir o bem no futuro. Mesmo aplicando em investimentos de maior risco e maior potencial de ganhos, a rentabilidade pode não superar a valorização do imóvel – quando você achar que já tem o suficiente para negociar um bom desconto à vista, pode descobrir que a casa custa muito mais do que você juntou.
Segundo levantamento do Secovi-Rio para o Terra, o valor médio de um imóvel de um quarto ofertado no bairro de classe média São Cristovão, na zona norte do Rio de Janeiro, era de R$ 44.277 em julho de 2005. O mesmo tipo de apartamento em julho deste ano é encontrado por R$ 88.400 em média – uma alta de 99,7%.
Pegando como exemplo o apartamento em São Cristovão, uma simulação de crédito na Caixa Econômica Federal exige R$ 14.527 de entrada (com a possibilidade de uso do FGTS) e o restante pode ser financiado em 60 meses com juros de 8,55% ao ano – o custo total da operação (CET) seria de 10,69% ao ano. A primeira parcela do financiamento seria de R$ 1.799 e a última de R$ 1.265,25, pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). O valor total gasto na compra do apartamento após cinco anos seria de R$ 121.242.
Caso a valorização mantenha o mesmo ritmo, o mesmo imóvel pode valer R$ 176.800 ao final do mesmo prazo usado acima. Para “poupar” a quantia certa visando o pagamento à vista, partindo do zero, o interessado teria que aplicar R$ 2.342 por mês na poupança ou R$ 1.748 na Bovespa – considerando também que estes investimentos mantenham um rendimento similar dos últimos cinco anos (44,24% para a poupança e 159,25% para Ibovespa, sem contabilizar taxas de negociação de ações e Imposto de Renda).
Levando em conta que a pessoa teria condições de guardar R$ 1.799 ao mês na poupança (valor da 1ª parcela do financiamento proposto pela Caixa), em cinco anos ela teria somado R$ 130.744 – valor insuficiente para comprar o imóvel de R$ 176 mil à vista. Outra vantagem do financiamento é que as parcelas são decrescentes.
“Se a pessoa deixa de comprar agora para comprar no futuro, é muito incerto. Pode ter uma valorização grande em cinco anos e o que ele economizou vai pagar uma parte menor do que pagaria agora”, afirma José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil.
Perspectivas
Entre os motivos que provocaram essa valorização, estão a maior oferta de crédito, com juros mais acessíveis e prazos maiores, escassez de terrenos nos centros urbanos, construtoras capitalizadas com ações na bolsa de valores e maior interesse de investidores no mercado imobiliário, tendo em vista a facilidade para alugar ou revender por conta da grande procura. E ainda há espaço para crescer mais, segundo o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider.
“Uma pesquisa mostrou que o preço médio de um imóvel no Brasil ainda é metade do que na África do Sul e na China. Estimamos que no Rio essa valorização se mantenha pelo menos até a Olimpíada (em 2016). Ainda tem o déficit habitacional muito grande no País, a economia aquecida, que gera mais renda para a população, e mais gente disposta a investir em imóveis”, afirmou. Outros bairros cariocas tiveram valorizações ainda maiores nos últimos cinco anos (confira tabela abaixo).
Em São Paulo o ritmo de valorização também foi forte. Regiões como Santana, Butantã e Brooklin assistiram a uma escalada de 100% a 235% nos preços dos imóveis em cinco anos, de acordo com levantamento da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).
A disparada ocorre não só nas metrópoles, de acordo com Bruno Gama, diretor operacional da CrediPronto!, consultoria especializada em financiamentos imobiliários formada pelo Itaú e pela Lopes. “São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são as principais, mas a valorização vem muito forte na maioria das praças, com aumentos entre 10% e 35% ao ano, dependendo é claro da demanda e da oferta”, disse.
Oportunidade
Aproveitando o cenário favorável, o funcionário público federal Francisco de Carvalho Neto adquiriu um apartamento direto com construtora. Quando o prédio ficou pronto, ele escolheu transferir a dívida para a Caixa Econômica Federal. “Optei pelo financiamento bancário, pois os juros são bem menores do que a construtora cobra”, afirma. Além de ser a realização de um sonho, o apartamento de três quartos na Barra Funda (SP) é também um investimento, já que em cinco anos ele pretende vender para comprar um maior ou mudar de cidade.
“Tenho dinheiro aplicado e pretendo tirar quase tudo para quitar parte do financiamento já, porque o investimento não está rendendo tanto, a não ser em ações, mas é muito incerto. Pelo que pesquisei, a região está com o melhor custo/beneficio e é uma área que está crescendo bastante, além de ser perto de infraestrutura de transporte. Estou pensando também no retorno que vai me dar”, disse o funcionário público.
De acordo com um estudo da MB Associados, encomendado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a projeção de alta no preço médio do metro quadrado no País até 2015 está entre 50% e 70%, com índice menor para o mercado de luxo.
Isso significaria que a prestação média para um imóvel do segmento econômico passaria de R$ 620 em 2009 (com juros de 9% ao ano) para R$ 1.172 em 2015 (com a mesma taxa), e a renda mínima para o financiamento iria de R$ 2.065 para R$ 3.908 – obedecendo a recomendação de que a parcela não ultrapasse 30% dos rendimentos mensais da família.
“Se não tivermos grandes mudanças econômicas, minha opinião é que esse ciclo de valorização seja de mais cinco a dez anos em função da demanda. Para a geração que está chegando ao mercado, não faz sentido esperar herança de família ou juntar dinheiro para comprar o imóvel. A história de comprar à vista é uma lenda que está caindo por conta do benefício”, afirma Gama, da CrediPronto!.
Até mesmo investidores “puros” adotam o financiamento imobiliário como uma forma de ganhar sem despender um volume grande de dinheiro em uma tacada só. Em imóveis usados, uma reforma pode até dobrar o valor em poucos meses.
“Isto acontece em todos os perfis de imóveis. O investidor paga a parcela mínima e consegue seguir até criar a opção de revenda por um preço maior. Eles têm capacidade financeira para seguir e podem esperar uma oferta mais atrativa. Como a demanda é grande, isso se concretiza na maioria das vezes”, diz Gama.
Dicas
Mesmo com a boa perspectiva do mercado, é preciso analisar muito bem suas condições financeiras, assim como a qualidade da construção, antes de assinar um contrato. “A boa teoria recomenda que as prestações não podem comprometer nada superior a 30% da sua renda. Você tem outros custos inadiáveis e pode correr risco de inadimplência. Além disso, é preciso ver se está tudo legal na propriedade que vai adquirir”, afirma Evaldo Alves, professor de economia da FGV/EASP.
Que beleza ! Que maravilha ! Tudo simulado corretamente, nada de errado … não é mesmo ? Será … ?
Quais são os pontos que gostaria de chamar mais a sua atenção:
1- Viram como nem é cogitada a possibilidade de o mercado de imóveis ficar estagnado, ou pior, sofrer uma correção ?
2- Comparar os rendimentos de um mercado que só vem subindo, como o imobiliário, com a bolsa que em 2008 sofreu uma queda absurdamente gigante “é normal” …
3- Mas o que mais me chamou a atenção: A simulação do financiamento foi feita para um imóvel de R$ 88 mil com prestações iniciais de R$ 1,8 mil … e é aqui que quero dar destaque.
Você já viu um imóvel na sua região que custe R$ 88 mil ? Aqui em Floripa eles “não existem”, o que mais se assemelham são os que entraram no “minha casa minha vida”. Imóveis excessivamente simples, minúsculos … Me diga sinceramente, alguém que consegue “fazer sobrar” R$ 1,8 mil para o pagamento mensal do financiamento compraria um imóvel desse tipo ? Não … estes imóveis são mais indicados para quem consegue fazer sobrar, no máximo, R$ 500 … quase 4x menos … portanto são dois públicos … correto ?
O problema é o período escolhido para a simulação. Pegaram o “fundo” do mercado imobiliário … Sugiro então fazer uma outra simulação, peguem um financiamento de 8 anos ( coincidindo com o fundo do Ibovespa ). Neste caso o investimento em bolsa fez a grana crescer +- 8x ! Enquanto o imóvel “só” dobrou …
E a simulação do texto tem justamente esse problema, usa um período curto, que faz parecer que o investimento em imóvel é a melhor coisa a ser feita, sem levar em consideração nenhum outro ponto importante, como se o imóvel é destinado ao público que pode ter o dinheiro necessário para o financiamento.
Cuidado …
O que tenho visto por ai é quase um processo de lavagem cerebral ! “Ou você compra, pagando o preço que for, ou no futuro não terá onde morar !!” Mas será que é bem assim mesmo … sabe onde vimos coisa parecida … ? Na Espanha … e não faz muito tempo não … Sabe o que aconteceu por lá ? Sim … uma bolha explodiu …
Sim, o mercado vem subindo, mas como qualquer outro pode virar a qualquer momento. Não pense em comprar o imóvel que for, pelo preço que for, somente porque “pode não conseguir lá na frente” … é justamente isso que eles querem que você pense !
Mas me diga, o que você pensa a respeito disso ?
Junte-se a nós e cresça financeiramente. Eduque-se Financeiramente !!
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Cara…
Acabo de vender meu imóvel por um simples motivo… Seu valor quase quadruplicou em 5 anos…
Isso mesmo caro companheiro.. Paguei 53 e vendi por 200… Nada mal para um ap de 2 quartos aqui em SP, hein…??!
Não sei em outras regiões, mas há bairros aqui em SP que estão nitidamente em uma bolha… e não é pequena. 380.000 por um AP de 3 dormitórios é bolha… Pronta pra estourar em uns 2 a 3 anos… Qualquer imovelzinho que se pesquise por aqui está com parcelas de 1.800 a 3.200…
Bom… como tenho onde morar e não tenho preça de comprar outro, vou vigiando a bolsa de perto… quem sabem estarei bem posicionado quando essa bolha estourar..
Não tenho conhecimento sobre o assunto, mas gostaria de saber… Citando a frase do Luciano “quem sabem estarei bem posicionado quando essa bolha estourar”. Para aqueles que estão fora da bolha, quais seriam os benefícios se ela estourar? Isso se existir benefício ver a miséria dos outros, mas cada um faz sua escolha, né?
Eu penso q vou esperar a bolha estourar e comprar umas casas beeem baratas!
Há meses que grande parte da matérias sobre o aquecimento do setor imóveis c/ opniniões de “especialistas” soam altamente suspeitas. No blog da Empiricus, o Paulo Galla deixou um post sobre o assunto, mas ainda acho que se não estivermos em uma bolha, estaremos em breve. Acho IMHO que em 5-7 anos, veremos um grande número de famílias endividadas tendo de vender seus imóveis por preços muito abaixo do que os tais “especialistas” estão prevendo. Será uma boa oportunidade de comprar imóveis usados.
http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1923848&path=/suasfinancas/imoveis/
Notícias como a acima ficam meio escondidas.
Zé…
por favor, (acho) que não entendi direito esse parágrafo :
“O problema é o período escolhido para a simulação. Pegaram o “fundo” do mercado imobiliário … Sugiro então fazer uma outra simulação, peguem um financiamento de 8 anos ( coincidindo com o fundo do Ibovespa ). Neste caso o investimento em bolsa fez a grana crescer +- 8x ! Enquanto o imóvel “só” dobrou …”
Entendi dessa forma,
Que eles escolheram para analisar a simulação , o periodo em que o mercado de imoveis estava em baixa (o “fundo” ou seja desvalorizados) e fizeram a simulação dos 8 anos e dobrou o valor (agora não é mais o fundo, talvez próximo do topo).
E o período do Ibovespa que pegaram no meio tinha uma queda e depois subia (ou seja, pegaram ele valorizado, no meio do prazo da simulação houve a correção ou queda e depois no fim do prazo da simulação ainda houve um aumento sobre o antigo topo.
Porém na simulação que você fez, foi contando a partir do “fundo” ou correção (quando estava desvalorizado) e oito anos pra frente não houve correção brusca somente aumento.
É isso? Caso não for poderia dar uma explicada melhor por gentileza ?
Outro ponto que eu gostaria de comentar que você citou:
“Olha … em qualquer investimento para um ganhar o outro tem que perder. Nunca se esqueça disso”
Seria assim mesmo? O seu ponto de vista sobre isso seria porque sempre há um dia ou outro que a queda ou correção chega nos valores e quem tiver com o bem (ação, imovel, etc) acaba pagando o pato. É essa a mensagem que você quis passar?
Abraços
E obrigado pelos seus textos que sempre acabam dando um ponto de vista(as vezes diferente, as vezes não) para nós.
Quando eu comecei a ler até fez sentido o texto, porque realmente é mais vantajoso investir em um certo imóvel do que guardar dinheiro na poupança para compra-lo, dependendo da localização o imóvel realmente pode valorizar muito, agora levando em consideração que o prazo do financiamento é curto fiquei com minhas dúvidas, agora um outro tipo de investimento que renda mais que a poupança já pode ser superior ao imóvel, é bem relativo..
Quase 3/4 do volume de vendas são para apartamentos acima de 200 mil, ou seja, esta é um sinal claro de super-valorização.
Outro dado importante é que a quantidade de venda de usados é praticamente a mesma de novos, demonstrando que só quem está ganhando com esta onda de crédito são as construtoras.
Recentemente, escrevi sobre esse MESMO artigo do Terra no meu blog, “O pequeno investidor”. É um absurdo o que a mídia tem feito: também sou um crítico do mercado imobiliário (não como mercado, mas o que têm feito com ele nos últimos meses – criando e inflando uma bolha).
O link pro meu artigo é esse: http://opequenoinvestidor.com.br/2010/08/comparando-alhos-com-bugalhos/
Acho mais provável que o preço fique estagnado um bom tempo do que ele caia. Os corretores não costumam gostar de colocar o preço para baixo, não, e esse mercado é bem rígido… Os preços somente cairiam mesmo caso ocorresse o que o Julio Gringotes falou, mas acho improvável. O salário mínimo vem crescendo bastante nos últimos anos, e o pessoal consegue financiar as casas por uns 20 anos, a preços próximos ao que pagariam de aluguel.
Eu realmente espero que ocorra uma crise, mas tenho minhas dúvidas.
Muito legal tua análise sobre a materia, bom esse ano financiei um ap por 50mil (pra ter uma idéia ele tem 38m², minusculo), tomara que em 4 anos tbm quadruplique o preço, e espero que essa bolha só chegue em uns 6 anos, tempo que pretendo vender este e comprar outro.
Mas que tá uma aventura esse mercado imobiliário brasileiro, ahh, isso tá..
Muito bom o post Zé!
Tenho procurado um apto para comprar em SP e está tudo muito caro, sem chance, vou aguardar e ir juntando o dinheiro para ver no que dá.
É complicado torcer para a bolha estourar todos sofreremos as conseqüências, mas também tem o lado bom, vários imóveis ficarão baratos.
Zé, excelentes reflexões!
“Compre agora antes que fique mais caro” é o lema que muitos corretores usam para tentar convencer clientes (incautos) a financiarem seus imóveis.
“Compre agora antes que fique mais caro”? Parece que ouvi algo parecido lá em 2008 no mercado de ações. Bem, o resultado… o resultado todos sabemos.
Comprar em momentos de euforia, sem planejar de forma consciente o uso do dinheiro, é e sempre será um péssimo negócio. Uma boa parcela da população está se endividando para comprar a casa própria, até aí tudo bem. O problema é pensar que isso seja um investimento… porque não é um investimento. É a compra de um passivo. Passivo não gera renda.
Gostei da sua forma de abordar o tema, Zé da Silva. Despertar a consciência nas pessoas, quanto à compra de bens, é fundamental nesse trabalho de educação financeira. Continue com seu belo trabalho!
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Essa supervalização muito me incomoda.
Já li muitas reportagens tendeciosas, como se comprar um imóvel como investimento fosse lucro garantido. Até pouco tempo atrás minha família tinha 2 imóveis de classe média. Hoje em dia podemos dizer que somos milionários.
Essa reportagem demonstra como não se encontra mais imóveis de baixo valor.
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/08/25/noticia_economia,i=175928/FALTA+DE+IMOVEIS+ATE+R+100+MIL+EM+BH+DERRUBA+VENDAS+EM+25.shtml
Ainda estou aguardando a melhor hora de comprar minha casa própria.
Não concordo com a idéia de bolha imobiliária pelos seguintes motivos:
- há uma demanda muito grande por imóveis, principalmente com a melhoria no padrão de vida das classes mais baixas, que estão conseguindo adquirir seu imóvel próprio;
- incentivo direto do governo no setor, a exemplo do Programa “Minha casa, minha vida” e das reduções das taxas de financiamento dos bancos oficiais;
- fatores culturais presentes no investimento em imóveis (dez em cada dez brasileiros investiriam em imóveis se ganhassem na loteria, ditado popular “quem compra terra, não erra !”, “sonho da casa própria”);
- diferença no perfil médio do investidor em imóveis com o investidor em ações: geralmente o investidor em imóvel compra e fica, vai na “certa”, não acompanha diariamente a alta no preço dos seus imóveis,não tem pressa em vender um bom imóvel em sua carteira, aliás, geralmente ele não vende seus imóveis, exceto para adqurir outros que considerar melhores. Por outro lado, o investidor em bolsa tem verdadeira compulsão por realizar “trades”, acompanha os índices em tempo real, realiza diversas operações em um curto período de tempo, está mais vulnerável ao efeito “manada”, está mais vulnerável a bolhas (…,1998, 2001, 2002, 2008);
- Enfim, são mercados diferentes. Pergunte a um grande investidor imobiliário se ele pretende desfazer-se de suas salas comerciais adquiridas no centro financeiro de SP em razão dos rumores de “bolha imobiliária”, ele vai responder que não está preocupado com isso e, caso realmente ocorra uma queda nos preços, ele vai é comprar mais imóveis !!!
Obs: não sou corretor de imóveis.
Em parte eu concordo com ambos os lados. Investir no mercado imobiliário pode ser bom sim, trazendo rentabilidade e tudo aquilo que você esperava, pois os imóveis estão se valorizando de fato. Por outro lado, pode ser arriscado comprar um apartamento financiado desesperadamente apenas por achar do que no futuro não conseguirá. Uma coisa que eu fiz foi investir em uma poupança aos poucos e financiar meu apartamento ainda na planta enquanto ainda colocava algum dinheiro na poupança. Paguei meu apartamento e já tenho ele em mãos (depois de bastante tempo) e ainda por cima tenho algum dinheiro na poupança caso me interesse em outra compra. Dá para fazer ambas as coisas, basta ter paciência e cautela…
“Se a pessoa deixa de comprar agora para comprar no futuro, é muito incerto. Pode ter uma valorização grande em cinco anos e o que ele economizou vai pagar uma parte menor do que pagaria agora”
– e isso vem da boca de um economista? Há uma revolução do pensamento econômico em curso e eu não sabia. Isso contraria uma das premissas mais básicas da racionalidade econômica: fazer poupança, adiar a satisfação de consumo imediata, é a melhor forma de se garantir a saúde financeira da pessoa.
Enfim, moro em Brasília e parece que há uma conjunção de fatores para fazer esse rolo compressor continuar rolando.
otimo post zé… tomara que demore uns 2 3 anos pra chegar a bolha, até la terei grana pa especular alguma boa oportunidade no mercado imobiliário decadente.
talvez demore mais tempo, mas é fato que o negocio esta bem inflado….
meu pai começou a construir uma casa, gastou 70k no terreno( a dois anos, e que agora os do lado sao vendidos a 150k) e mais uns 200k até agora em materiais e mao de obra e até terminar vai mais uns 130k mais ou menos… corretor disse que quando pronta ela vai dar para vender por 900k esse ano, e pra ano que vem disse que a expectativa é que valha mais de 1kk é muito exagero….
meu pai pretende viver nela… então mesmo que os numeros sejam tentadores acredito que ele nao deseje vender…
mas nada sobe eternamente…. a demanda por casas nos estados unidos continua alta, isso não significa que as pessoas possam pagar por isso… e quando o olho fica maior que o bolso, alguem paga o pato e alguem enche a pança.
Oi
Excelente post! Concordo plenamente.
Você disse isso num dos comentários:
“Sobre quem ganha e quem perde, não não … todo investimento é um “jogo” de ganha/perde, nunca de ganha/ganha. Para que você ganhe R$ 1,00 numa ação alguém precisa perder R$ 1,00. Não importa se ele vai perder hoje ou daqui 100 anos, uma hora essa conta tem que fechar. Pode subir pra sempre R$ 1,00 por mês, mas se uma hora não tiver mais ninguém querendo comprar aquela ação quem ficou por último na fila terá como prejuízo o valor completo da ação que é a soma de todos os lucros do período completo”
Discordo ligeiramente dessa afirmação, principalmente se estamos falando de ações.
Ela tende a ser verdadeira quando falamos de Especulação (compra/venda de papéis).
Mas no caso de investimento, de longo prazo, esse raciocínio fica muito simplista. Ações, em sua definição, são “partes” de uma empresa. E empresas crescem, produzem, lucram. E distribuem lucros, adquirem outras empresas, recompram ações, etc. Se você é sócio dessa empresa, o seu bolso é influenciado por todas essas movimentações + a movimentação do mercado em si.
Então não exatamente alguém tem que perder pro outro ganhar. Mas sim, isso acontece numa grande porcentagem dos casos.
O grande lance aqui é que o mercado não é algo fechado, composto por X bilhões de dólares. Se fosse, ai sim não haveria outra possibilidade que não “pegar/ganhar o dinheiro do outro” para obter lucro.
Novamente: ótimo post. Deve ajudar muita gente…
Bom… aqui em SP as vendas de imóveis novos já começaram a cair neste primeiro semestre (basta fazer uma busca por notícias relacionadas no google…). Quem se compromete a comprar um apartamento de R$ 300 mil muitas vezes se endivida por 30 anos, e limita sua capacidade de adquirir novos financiamentos. O brasileiro médio está em uma situação de alto comprometimento de sua renda com parcela de carro novo e apartamento novo. Não há como sustentar esses preços para imóveis novos, assim como, acredito, muitos desses “novos endividados” não se programaram para surpresas nos anos em que estiver pagando esses financiamentos (como a perda temporária de emprego; separação; nascimento de filhos, etc…).
Não tem a ver com o post mas acho, ainda, que o mercado automobilístico também vai dar sinais de esgotamento. Especialistas estão dizendo que, para continuar vendendo crédito para essa população, os bancos extendem cada vez mais o prazo de pagamento, porém é claro que isso terá um limite.
hehe
Não dá pra comparar PETR4 com NETC4…
muito bons os comentários do jose da silva, profissional. Tenho 4 imóveis comercias alugados no estado de são paulo, algo em torno de 1% ao mes de rendimento, (5000,00)sem considerar a bolha. Acho tb que virei um milionario da noite para o dia…. Não se ganha dinheiro com imovel, apenas é uma maneira de poupar e não gastar…Sempre poupei e comprei de quem estava enforcado, pagando aprox. 20% a menos. Tb há oportunidades quando há problemas juridicos(sou advogado). Sobre o endividamento, acho que as pessoas mais inocentes(que são a maioria) não sabem o que é finaciar por 15/20 anos. Não sobra nada para o consumo, a renda diminui demais… e a responsabilidade é por muitos anos, todo fim de mês. Sou servidor publico, tenho uma estabilidade relativa,pois o governo tb pode ficar sem aumentar salario). Não tenho coragem de assumir financiamento por mais de 6 meses. Bom é receber juros, não pagar. Estava interessado em adquirir um novo imovel, mais com a bolha desisti…. Aptos que custavam 45 hoje estão por 150, em quatro anos. Gostei do comentario do jose da silva, ‘em todo investimento para alguem ganhar, alguem tem que perder… (quem acha isto ruim não pode ser investidor). Tb vou aguardar o fim da bolha para comprar bem barato, acredito que começa a estourar logo…….
IN TERESSANTE O COMENTARIO DO SENHOR MILTON. MAS CRFEIO QUE O MESMO ESTEJA DISPENSANDO O MESMO TRATAMENTO A DOIS TIPOS DE COMPRADORES DE IMOVEIS. O VERDADEIRO INVESTIDOR NÃO VENDE SUAS SALAS NA CRISE E COMPRA MAIS, POIS DAI ELE GANHA NO PREÇO MEDIO. MAS O COMPRADOR QUE EMPENHA TODA A SOBRA DE SUA RENDA NÃO TEM A SEU FAVOR A POSSIBILIDADE DO PREÇO MEDIO. ASSIM, SE VC TEM MUITO DINHEIRO, PODE PAGAR CARO, POIS SE SUBIR GANHA, SE CAIR FAZ PREÇO MEDIO E GANHA TAMBÉM. O INVESTIDOR JAMAIS PERDE. QUEM PERDE É O QUE COMPRA O SOINHO DA CASA PROPRIA. NA MINHA OPINIÃO, AO INVES DE COMPRAR UMA CASA PARA MORAR E FICAR 30 ANOS ENDIVIDADO, PAGANDO JUROS PARA O BANCO, ELE DEVERIA SE TORNAR UM INVESTIDOR. COMO NÃO CONSEGUE INVESTIR EM IMÓVEIS, POIS NÃO TEM DINHEIRO SUFICIENTE PARA COMPRA E AINDA MANTER UMA RESERVA PARA FORTALECER A CARTEIRA CASO ESTOURE UMA BOLHA, ELE PODERIA INVESTIR EM FUNDOS IMOBILIARIOS, RECEBER ALUGUEIS E DEIXAR BOA PARTE EM RENDA FIXA, ESPERANDO PELA BOLHA PARA REFORÇAR SUA CARTEIRA. O PROBLEMA É DAR O PASSO MAIOR QUE A PERNA. EU FAÇO ISSO. SOU INVESTIDOR EM BOLSA. MINHA CARTEIRA´´E DE 50% EM ACOES COM ALTO RETORNO EM DIVIDENDOS, PRA SEMPRE FAZER PREÇO MEDIO, MAIS 50% EM RENDA FIXA, AGUARDANDO PELA PRÓXIMA BOLHA. ALÉM DISSO, FAÇO APORTES MENSAIS, SEMPRE NA MESMA PROPORÇÃO: METADE BOLSA, METADE RENDA FIXA. MEU APARTAMENTO VALE MAIS OU MENOS UM ANO DE MEUS RENDIMENTOS, AO CONTRÁRIO DO QUE FAZ A MAIORIA, COMPRA UM APTO QUE CUSTA 10 ANOS DE SUOR. MEU CARRO VALE 3 MESES DE TRABALHO. E NÃO TENHO NADA MAIS QUE ISSO. O PROBLEMA, REPITO, ESTÁ EM INVESTIR SEM DEIXAR MARGEM DE SEGURANÇA. PAGAR ALUGUEL É QUEIMAR DINHEIRO, MAS JUROS TAMBÉM. E VOCE PODE INVESTIR EM IMÓVEIS POR MEIO DE FUNDOS, FAZENDO APORTES PEQUENOS E AUMENTANFDO A RESERVA ENQUANTO ESPERA PELA BOLHA. ESSA É A REGRA DO JOGO, NEM OBSESSIVO POR TRADES COMO O OPERADOR DE MERCADO, NEM COMPRADOR DE SONHOS COMO OS QUE COMPROMETEM O SOSSEGO DE 30 ANOS PRA COMPRAR UMA CASA. A JUSTA MEDIDA SEMPRE ESTARÁ CERTA. NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À PRAIA.
EM TEMPO, NÃO SOU CORRETOR DE IMÓVEIS, NÃO SOU UM TRADER COMPULSIVO, NÃO SOU UM PROFETA DO APOCALIPSE, NÃO ACREDITO QUE OS IMÓVEIS SUBIRÃO ETERNAMENTE, NEM TAMPOUCO QUE CAIRÃO ATÉ O INIMAGINÁVEL. SOU APENAS UM INVESTIDOR MODERADO, COM ALGUM TEMPO DE EXPERIENCIA, QUE TENTA ESTAR PREPARADO PARA QUALQUER QUE SEJA O FUTURO. SE SUBIR, GANHO, SE CAIR, COMPRO MAIS, ABAIXO MEU PREÇO MEDIO E GANHO TAMBÉM. A RECEITA É MUITO SIMPLES, BASTA CONTROLARMOS NOSSAS EMOCÕES, EM ESPECIAL GANANCIA E MEDO EXCESSIVOS. NÃO PRECISO PREVER O MAR, BASTA QUE SAIBA REGULAR BEM AS VELAS. ESPERO TER AJUDADO. ABRAÇO A TODOS.
Seguindo por essa linha vc está limitando os ganhos no mercado de ações à Especulação apenas (e não estou dizendo que ela é má), ignorando toda a questão de dividendos e juros sobre capital.
sou construtor, não acredito na bolha, acredito que a falta de terrenos , devido ao aquecimento da construção civil, tem inflacionado o terreno, não a obra. vista que o meu lucro é o mesmo a mais de 6 anos, a falta de terrenos em determinados lugares é que esta valorizando a area em que se compra o imovel
para ser mais exato, terreno caro, fazer a casa tem um valor, e lucro é o mesmo ; a 6 anos
Sei que o post já está um pouco antigo, mas eu gostaria de dar minha opinião também, visto que se passaram apenas 5 meses e a bolha se infla cada vez mais…
Essa matéria aí supracitada parece que foi criada em 2001, quando sim, os preços dos imóveis nas principais regiões metropolitanas estava nesse patamar (88k).
Contudo, é estranho comparar isso com a Bovespa, pois como o Zé citou, alguns investimentos valorizaram 8x mais no período proposto, enquanto os imóveis dobraram.
O Secovi depende de aumento de demanda de imóveis. Sempre. É bom pro setor.
Muitas pessoas, amigos e parentes, afirmam sem fundamento algum que os preços “sempre” vão subir…isso parece Japão nas 3 décadas anteriores a 1990…parece EUA antes de 2006.
Esse ano (2011) a taxa SELIC já aumentou…
Alguns afirmam o falho argumento (no começo eu pensava de mesma forma) de que o Brasil é diferente dos EUA pq a aquisição de imóveis aqui não é pra especulação. Mas independente da finalidade, existe na natureza, o choque de demanda. Visto também que muitas pessoas estão com a “modinha” de comprar na planta e revender quando pegar as chaves com “40%” de valorização.
Um conhecido meu que não conhece nada sobre investimentos e não gosta de estudar veio me dar uma “dica quente”: comprar imóvel financiado.
Minha opinião é: tô longe! Vou esperar toda essa coisa aí se estabilizar pra aí sim, comprar imóveis como investimento de geração de caixa mensal.
Otimo Post,
E considero tudo que foi colocado nele, pois eu pessoalmente acredito que se realmente existe uma bolha, essa não vai estourar tão cedo, então se você realmente precisa de um lugar pra morar em 3 anos por exemplo (meu caso pois vou casar), acho arriscado ficar esperando a bolha estourar para comprar sua casa pois de repente pode passar talvez 10 ou 15 anos e nada de bolha estourar. Assistam o vídeo documentário Inside Job, que tem uma bela explicação sobre a crise dos USA e pelo meu entendimento acredito que estamos bem longe do que aconteceu lá, aqui no brasil não temos o esquema de securitização tão forte como estava lá e nem os financiamentos para NINJAs, aqui quem financia compra de casa em grande maioria eh recurso de Poupança e FGTS e não investidores e para conseguir um financiamento tem que passar por uma analise de credito. Sobre a bolha nos USA, talvez a maioria não sabia, mas alguns sabiam e claramente, veja o caso o depoimento do Peter Schiff para a escola austriaca no youtube.
Moro na Zona leste de SP e o numero de placas ¨Vende-se¨ está aumentando , umas ficando velhas com mais de 4 meses e todo dia surgindo novas… Creio que seria falta de bom senso achar que a atual estrutura se sustenta, pois para o mercado continuar aquecido é necessario ter consumidores que possam pagar por isto. Com preço dos imoveis sendo forçados para acima de 200 mil , questiono sobre quantas familias ganham acima de 6 mil para dar continuidade neste frenesi das construtoras, imobiliarias e Bancos?
Na minha opinião para termos uma verdadeira revolução na construçao civil, o preço do M2 tem de ficar entre 1.500 e 3.000 para abranger rendas de 1500 a 5000 que são a maioria da populaçao…