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O crescimento da indústria de fast-food no Brasil

Desde a inauguração do primeiro restaurante de fast-food no Brasil (Bob’s, no Rio de Janeiro, em 1952) até os dias de hoje, o mercado só cresce no país – principalmente nos últimos anos, em que deu um salto gigantesco, e por um motivo muito bom: a classe média aumentou.

Se comparado com o restante do mundo, já somos o maior consumidor de fast-food na América Latina, e o quarto maior no mundo inteiro, perdendo apenas para os Estados Unidos, Japão e China. Um em cada dez brasileiros come pelo menos uma vez por dia em redes de fast-food, então não é à toa que as grandes companhias americanas (como Burger King e Johnny Rockets) estão abrindo várias lojas no país. Mas não vamos nos esquecer dos novos restaurantes fast-food made in Brazil, como o TT Burger – a competição é grande, tanto do lado internacional como do lado nacional. É esperado um faturamento de R$75 bilhões para 2018 !

hamburguer com fritas

Além dos próprios restaurantes, sites de serviços de entrega também estão crescendo no país, por causa do aumento da demanda dos consumidores que querem sua comidinha de fast-food sem sair de casa. O PedidosJá, por exemplo, cresceu, em 5 anos, de 3 pessoas para 150 em 2016. A empresa fornece a entrega de diversos restaurantes, e você pode fazer o pedido pelo website ou pelo aplicativo.

E o crescimento não vai parar tão cedo: empresas já bem instaladas no sudeste agora vêem o norte do país como o próximo alvo, especialmente o nordeste. Além disso, com a crise, novas empresas estrangeiras estão abrindo as portas no país, gerando empregos.

Na semana passada ficamos sabendo que Carlos Wizard, antigo da rede de cursos de idiomas com o mesmo nome, estava preparando o desembarque da rede Taco Bell aqui no Brasil. Mais uma rede grande, com pratos “desconhecidos” por grande parte da população, e que certamente despertará a curiosidade do brasileiro. 🙂

Mas … e os restaurantes “por kilo” ?

Muita gente classifica os nossos tradicionais restaurantes “por kilo” como sendo uma espécie de fast-food, tradicionalmente brasileira. Olha … eu sou um dos que pensam assim. Fica difícil discordar quando comparamos a ideia por trás do conceito de fast food. “Comida rápida”, tanto na hora de se alimentar quanto em relação ao tempo de espera para iniciar a refeição.

Nos “tradicionais” fast-foods, estamos acostumados com lanches, sanduíches, pizzas, pasteis … Em poucos minutos o alimento está em nossas mãos, e rapidamente podemos iniciar a refeição. Não é exatamente isso que acontece nos “por kilo” ? Entramos na fila, nos servimos, e em poucos minutos estamos na mesa. 😉

Claro, as características do prato em si são MUITO diferentes. Nos tradicionais fast-foods, temos os lanches, vilões da turma do controle do peso e da “qualidade’ da alimentação. Nos nossos “por kilo”, temos toda uma variedade de alimentos tradicionais, permitindo uma refeição mais completa.

Mas tirando isso, o item velocidade, que deu nome ao nicho de mercado, é o mesmo. Na verdade, em muitos casos é mais rápido nos serviços no buffet do que esperarmos pelo atendimento e preparação do lanche. Se compararmos com um restaurante tradicional então … 😯

A crise muitas vezes ajuda. Ou não ?

Se o impulsionador de crescimento até agora foi o “crescimento” da classe média, hoje temos uma nova fonte de motivação: o custo das refeições. Querendo, ou não, o custo de um lanche, muitas vezes, é inferior ao de uma refeição mais completa. E como a grana anda curta … 🙁

Sim, é muito comum vermos a população sacrificando o almoço, substituindo um prato completo por um lanche. “É mais rápido”, dizem alguns … mas no fundo reconhecemos a troca por causa das finanças em muitos casos.

Oportunidade de investimento ?

Muita gente se “aventura” no ramo das fast-foods por causa da “facilidade” de se tocar um negócio do tipo. Como a maioria dos negócios segue um padrão fechado, determinado pela matriz, o gerenciamento de um restaurante do tipo acaba sendo mais simples em grande parte dos casos.

Fornecedor ? Padrão, siga o que fazemos. Publicidade ? Padrão, siga o que fazemos. Material de trabalho ? Equipamentos ? Decoração ? Forma de atender o cliente ? Padrão, siga o que fazemos.

Sim, é um método que acaba “engessando” um pouco quem empreende nesta área, seja por causa das regras, ou por causa do custo. Mas, para quem deseja algo mais simples, as coisas estão ali prontas, basta seguir um roteiro. 😉

E você ? Já empreendeu, ou conhece alguém que tenha empreendido no ramo ?