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Médias Móveis – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?

Dando continuidade à nossa série, hoje falarei sobre o uso das médias móveis em minhas operações.

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro que apresentarei a forma que eu uso, não farei um texto explicando as milhões de formas que essa ferramenta pode ser usada, ok ? Quero deixar isso claro porque o assunto tem milhares de alternativas e opções, que vão desde a periodicidade usada até mesmo o tipo de média que é usada na confecção delas. Além é claro da forma de trabalhar propriamente dita. 😉

O que são Médias Móveis

Elas nada mais são do que linhas plotadas no gráfico que apresentam a média de preços de um determinado ativo. ( seja um índice de ações, uma ação propriamente dita, ou uma commodity )

Se for uma média de 3 dias, ela pegará o preço de fechamento dos últimos 3 dias, fará a média e plotará um ponto, no dia seguinte o 3º dia anterior sai e dá lugar ao dia corrente. Portanto a média móvel simples vai oscilando conforme o dia vai passando e a cotação vai se alterando. Existem outras formas de se utilizar esta ferramenta sem se levar em consideração o dia atual, ou então com outra forma de se calcular a média, sem ser a média simples, outras formas que dão mais peso para as cotações mais atuais e menos para as mais velhas … como eu disse no início, existe tanta coisa que se eu ficar detalhando tudo vai complicar, hehehe.

O importante é que você entenda que uma média móvel … é realmente uma média de preços que se move. Tadã ! ( barulhinho do windows 😉 )

Formas de trabalhar

Como também foi dito, são muitas, poderia quase dizer “infinitas”, mas para não exagerar ficaremos no muitas. Ok ?

As mais comuns são:

– Quando se usa uma única média móvel, você deve comprar quando as cotações passam para cima dessa média, e vender quando passam para baixo.

– Quando se usam duas ou mais médias, você deve comprar quando as médias se cruzam e a de período mais curto passa para baixo das mais longas. Muitos costumam usar apenas duas médias para facilitar a visualização destes cruzamentos.

Aqui no Brasil temos uma forma bem interessante de usar, que foi criada por um brasileiro, a famosa agulhada do Didi. Para quem não conhece Didi é analista técnico, opera por conta própria e dá cursos sobre Análise Técnica – quem já conheceu a figura nunca mais se esquece, literalmente uma figura. 🙂

A agulhada do Didi consiste de 3 médias móveis, 3, 8 e 20 períodos, e a “mágica” acontece quando as 3 cruzam num mesmo ponto ou dentro de um mesmo candle. Se após a agulhadas as médias saírem na ordem 3, 8 e 20, tenha a “certeza” que as cotações vão subir, e se for ao contrário, de que vai cair. Se o candle que marcou o cruzamento das médias for um de reversão, é batata, mais convicção da reversão.

E como eu as uso ?

Eu uso as 3 médias propostas por ele, 3, 8 e 20 períodos, fico de olho nas agulhadas, mas além disso, olho uma outra coisinha … a de 3 e 8 períodos “separadas” da de 20. Quando a de 3 e 8 começam a se afunilar o sinal de alerta acende por aqui.

Por exemplo, nos últimos dias, quem acompanha os meus comentários nos posts sobre a posição alugada vem lendo que estou “de olho” em alguns ativos com a possibilidade de um possível repique. Olhe a imagem abaixo, que é a da Petrobras, com gráfico diário, que marca o dia que comecei a prestar mais atenção nela:

Comecei a ficar de olho porque vários pontos que analiso começaram a ir para uma área que me chama a atenção, dentre eles as médias móveis.

Como você pode ver no gráfico adoto as cores, verde ( 3 ), amarela ( 8 ) e vermelha ( 20 ) para facilitar a visualização. E olhando ali … o que vemos ? A verde e a amarela se afunilando, na verdade já se cruzando no último candle do gráfico, um martelo de alta. Só não realizei a compra porque nem todos os outros itens que olho sinalizaram a compra, mas deixei de realizar uma operação de venda coberta por causa dele. Digamos que fui contaminado pelo sinal. Afinal ele e mais alguns apontavam para uma possível recuperação dos preços.

A última coisa que li sobre MM

Foi na segunda feira, no livro “Investindo em Ações no Longo Prazo” – o autor faz uma comparação entre a estratégia Buy & Hold – com dados de mais de 200 anos – e chegou a conclusão de que uma simples estratégia de comprar acima da média de 200 dias e vender abaixo dela – aplicando o dinheiro da venda em títulos do tesouro, se mostrou muito superior ao B&H. A única coisa que ele colocou de “extra” foi a de que o fechamento precisava ser maior que 1% acima, ou abaixo, da média. Entre 1886 e 2006, a estratégia das médias teve um retorno anual médio de 10,21%, enquanto o B&H simples obteve 9,68%. Coloque estes mínimos 0,53% ao ano em 220 anos para ver o que acontece. 😉

E o melhor, segundo o autor, quem adotou a estratégia das médias ainda conseguiu escapar das grandes crises que ocorreram de lá pra cá. A grande depressão … A crise de 1987 … As Torres Gêmeas … 😯

Prometo que começarei a olhar essa média depois disso, hehehe. 😉

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