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O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (VI)

Como havia sido dito no texto da semana passada, esta semana marca o início da parte “técnica” propriamente dita do meu método operacional.

E como não poderia deixar de ser, acredito que como primeiro texto “técnico”, decidi começar com o conceito mais básico de todos os que regem minhas operações. Como se ganha dinheiro na bolsa ? Um doce para quem acertar … vai … pode chutar à vontade … tenho certeza que vai acertar. 🙂

A ideia mais simples de todas, para quem quer ganhar dinheiro com ações é: compre barato e venda caro. (ou vice versa)

Sim, o mais óbvio de todos os conselhos que você já ouviu até hoje sobre como ganhar dinheiro com ações … o mais óbvio e certamente o único que não existe outra alternativa. Claro ! Você só pode ganhar dinheiro negociando ações se conseguir vender por um preço mais alto do que o de compra ! Se você não fizer isso “invariavelmente” perderá dinheiro. (estou considerando negociação com ações pura, ok ? Sem nenhum outro instrumento em conjunto …)

Mas … e como eu faço para identificar (e especialmente diferenciar) o barato do caro ? Perguntando ao mercado !

O que é o mercado ?

Vamos, me responda, o que é o mercado ? O mercado de ações não é nada mais do que um conjunto de pessoas interessadas em comprar e vender ações ? E as cotações do mercado, não são um registro das atividades destas pessoas ? Não são as cotações que nos mostram se uma ação se valorizou ou se perdeu valor ? Se isso é verdade, então não devemos olhar para elas para ver onde está o barato e o caro ?

Certo … vamos pensar mais um pouco … em teoria, quando muitas pessoas compram uma ação é porque elas consideram que ela vai subir, correto ? Ou em outras palavras … compraram porque consideraram que a ação estava barata, e conseguiriam vender por um preço mais elevado. Correto ?

Ok … para quem opera olhando gráficos, poderá visualizar “facilmente” o momento onde este grupo de pessoas resolveu que era hora de comprar. O gráfico marca um fundo. (ou um topo caso esteja subindo e o grupo tenha considerado que era hora de vender, ou melhor dizendo: que estava caro)

Olhe a imagem abaixo, feita na última terça feira (dia 13/04) durante o pregão:

Olhando este gráfico – da Petr4, um gráfico diário – podemos ver a marcação de dois pontos importantes: Topo e Fundo. Olhando para o topo dele, podemos ver que inicialmente, na segunda barra, o mercado “pesou” e as cotações sofreram uma queda. Ok. É interessante notar que a queda não iniciou um processo de correção mais forte, pois apenas quatro barras depois as cotações já testavam mais uma vez aquele último topo. Percebeu o que aconteceu logo em seguida ?

Um suporte, ou resistência como o apresentado acima, é uma região onde os participantes do mercado costumam olhar o que os outros fazem/fizeram. Lembra … compre barato e venda caro ? Num primeiro momento os investidores acharam que estava caro, e as cotações cederam. Mas em seguida o mercado resolveu testar esta “teoria”. As cotações voltaram a subir, e o que aconteceu ? Muitas pessoas pensaram: ” Opa … calma lá … poucos dias atrás o mercado considerou que estava caro … e estava nessa região … acho melhor eu me desfazer da minha posição … vai que comece a cair novamente … ”

O mercado (e claro, as cotações …) é formado por um conjunto de opiniões, ele mostra o que os investidores acham a respeito das ações.

Suportes e Resistências

Suportes e Resistências nada mais são do que as regiões que marcam estes momentos. Um suporte marca o momento onde os investidores consideram barato e uma resistência marca o momento onde eles acharam que estava caro.

Muitos analistas cometem um erro “básico/sério/grave” … consideram como suporte e resistência o ponto onde o gráfico marcou um topo/fundo. Na realidade o ponto serve para que liguemos o modo “sinal amarelo”, mas o que vale mesmo é a região em torno deste ponto … Algumas vezes a ação respeita exatamente o ponto, mas não é obrigatório que seja assim. O que importa é que ela respeite a região de suporte/resistência.

Continuemos olhando exatamente o mesmo gráfico. Você vê como o topo foi marcado “exatamente” no mesmo ponto ? Você pode ver como a resistência foi confirmada exatamente no ponto que havia marcado o topo anterior ? E o suporte caracterizado pela barra verde no meio do gráfico ? Você consegue ver que ela marcou um funco, correto ? (depois dela as cotações subiram) Consegue ver que a região de suporte que ela forma está sendo testada pela última barra mostrado no gráfico ? Mas o mais importante, consegue ver que – diferentemente do que aconteceu na formação da resistência – o suporte não foi marcado pelo ponto (o fundo da barra verde) ? A última barra do gráfico chega a perfurar aquele ponto (que no caso era R$ 34,12 – indo até R$ 33,90) para somente depois iniciar a recuperação ?

O que vale são as regiões de suporte e de resistência. Ok ?

Além dos suportes e resistências formados pelos topos e fundos anteriores, existem outros tipos, como os formados pela extensão/retração de Fibonacci (que será assunto de um próximo post desta série) e os números “redondos”. Por exemplo, 69.000 pontos, 70.000 pontos … sendo que os mais “fortes” são os marcados pelas dezenas. Como suportes e resistências são formações “psicológicas” em relação ao caro/barato, nada mais justo do que números fortes também o serem.

Outro ponto a ser destacado: uma resistência hoje vira suporte “amanhã” – e vice-versa. Se ali foi um ponto onde houve briga para segurar, depois de ultrapassada, a região também sofrerá uma força, mas na direção contrária. Se hoje a dificuldade é de romper para cima, após o rompimento, numa correção a seguir, a região atuará como suporte das cotações.

E o que o Zé faz ?

Uma das coisas que olho é exatamente isso, vejo se as cotações estão em um suporte ou uma resistência. Eu dificilmente faço alguma coisa sem ser nestes pontos … no meio do caminho fico somente olhando pro gráfico, sem fazer nada … (normalmente … é claro, afinal este é somente um dos itens que olho)

Quando um suporte vai se aproximando, vou me preparando para iniciar uma operação de compra. Quando uma resistência se aproxima vou me preparando para iniciar uma venda. No meio do caminho não faço nada … fico só olhando … descansando para o próximo trade. 😉

Como disse, são alguns itens que olho na hora de decidir se entro numa operação ou não, tenho um checklist mental onde marco qual foi a sinalização de cada um dos itens. Este é o primeiro: A ação está cara ou barata ? Não será somente esta resposta que determinará se entro ou não na operação, lembre-se sempre disso … Ela serve principalmente para “chamar a minha atenção” para o ativo e me preparar para o tipo de operação que está por vir.

Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e o Twitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

Outros textos desta série:

Um resumão de tudo o que já passei

Não sabendo de nada, segui os outros …

A minha escolha: Análise Gráfica !

STOP !!

Um estranho no ninho

Ps: Este texto foi escrito no dia 13, no momento em que copiei o gráfico apresentado … O suporte mostrado funcionou ou não ?