Por Janaina Lage
Uma boa carteira de dividendos reúne ingredientes de diversas naturezas: papéis com histórico de bons pagamentos, empresas com perspectiva de crescimento para os próximos anos, boa liquidez, política de pagamentos bem definida… À primeira vista, pode parecer tarefa apenas para “iniciados”, mas de acordo com os analistas consultados, o primeiro passo é descobrir o seu perfil de investidor e ficar atento para que a mistura não desande.
Zulmir Tres, diretor da corretora Diferencial, afirma que para montar uma boa carteira de dividendos, o investidor precisa definir seus objetivos. “Se ele pretende obter um investimento de um, dois ou até cinco anos, dispondo de uma carteira que funciona de forma semelhante a um investimento em renda fixa, por exemplo, ou se ele deseja obter rentabilidade a curto prazo, não quer ficar com os papéis por muito tempo. Existe ainda uma terceira hipótese, a carteira mista, que reúne papéis que ele possa movimentar com mais facilidade e uma parte mais conservadora”, explica.
Liquidez não deve ser deixada de lado
Muitos investidores procuram um investimento de longo prazo quando aplicam numa carteira de dividendos. Analistas afirmam que, mesmo quem está à procura de um rendimento para toda a vida deve procurar ter em mãos papéis com um mínimo de liquidez. “Nada me adianta ter um papel que paga um bom dividendo se eu não conseguir vendê-lo porque ele não tem boa liquidez”, afirma Zulmir.




