Posts com a Tag ‘Fábio Portela’

Colunistas ||| Como acompanhar os preços de imóveis ?

terça-feira, 29 de março de 2011

Uma das maiores dificuldades de investir no mercado imobiliário diz respeito à inexistência de informações confiáveis a respeito da evolução do mercado. As construtoras de Brasília, por exemplo, anunciam que os investimentos imobiliários deram, nos últimos anos, rentabilidade média de 25% ao ano. Mas como podemos verificar se esta informação é verídica?

Não há como. A Fundação Getúlio Vargas lançou, recentemente, um índice de acompanhamento do setor (o IGMI-C – Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial), mas falta ainda um índice confiável para acompanhar a evolução dos preços residenciais. Há alguns meses, a FIPE lançou, em conjunto com o site ZAP Imóveis, um índice baseado nos anúncios de venda de imóveis do site.

Evidentemente, a base de cálculo do índice FIPE – ZAP Imóveis é viciada desde o início, já que é baseada nos anúncios de um site cujos maiores clientes são aqueles que desejam vender imóveis e, por isso, têm interesse em alardear que os preços estão subindo ininterruptamente. Deixar a responsabilidade pela elaboração de um índice importante como esse nas mãos de quem tem interesses particulares em um determinado resultado é como deixar as raposas tomando conta do galinheiro. Se em algum momento os dados começarem a mostrar uma realidade não desejada, não há nada que garanta que os dados não serão manipulados.

Obviamente, eu não estou dizendo que os elaboradores do índice têm má-fé ou que os dados não são verídicos. Não se trata de uma acusação, mas de uma reflexão a respeito do melhor modo de elaborar um índice como este.

Mas há, também, outras dificuldades. Como os dados são elaborados a partir dos anúncios, é possível que haja outras distorções. Por exemplo, digamos que um imóvel esteja sendo anunciado por R$ 500.000,00, mas o dono não tope diminuir o valor por nada nesse mundo, e esteja recebendo apenas propostas inferiores a este valor. Para o índice, os imóveis com aquele perfil valem R$ 500.000,00, mas a verdade é que o mercado não aceita pagar por aquele valor. Por depender dos anúncios de venda (e não do valor efetivo de compra), o índice não reflete necessariamente a realidade. Se muitos anunciantes resolverem elevar artificialmente os preços, mas os imóveis não alcançarem o valor desejado por falta de oferta, e os vendedores se recusarem a baixar o preço, pode acontecer de o índice indicar uma elevação nos preços, mas os negócios não estarem se concretizando. Em outras palavras, um descolamento entre a realidade e os preços indicados no índice.

Mas existe um modo muito fácil de contornar essas dificuldades. Bastaria que alguma instituição de pesquisa coletasse os dados de negociação a partir dos próprios cartórios de registro de imóveis, que têm os registros de todas as transações imobiliárias lícitas, pelo preço real de aquisição (nos casos em que não há fraude, evidentemente). Essa, a meu ver, é a melhor fonte de informação para quem deseja formular um índice como esse.

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Colunistas ||| Quer ganhar dinheiro com ações? Aprenda a perder dinheiro!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para ganhar dinheiro no mercado de ações, é preciso aprender a perdê-lo antes. É preciso ver R$ 10.000,00 investidos se transformarem em R$ 8.000,00 e não fazer nada — e, se possível, comprar ainda um pouquinho mais. Se você tem R$ 100.000,00 investidos, tem que ter sangue frio para ver R$ 30.000,00, R$ 40.000,00 irem embora rapidamente, em questão de semanas.

Vimos como isso pode acontecer em 2008. Naquela época, eu estava começando a investir em ações, e decidi apostar no longo prazo, adotando, desde o início, a estratégia Buy and Hold – comprar empresas boas a preços módicos, e mantê-las em minha carteira de investimentos pelo maior prazo possível. Comecei a comprar, todo mês, faça chuva ou faça sol, um pouquinho de ações. Nesse processo, acabei me saindo bem na crise: fiz um preço médio baixíssimo e, quando as ações começaram a se recuperar no final daquele ano e em 2009, tive um bom lucro. Não vendi uma única ação na pior crise das últimas décadas e ainda tive lucro muito superior à renda fixa, no fim das contas! Me saí melhor do que muitos investidores que se assustaram com a crise e saíram do mercado. Descobri que pior do que ficar no mercado no meio de uma crise, é sair dele por causa da crise.

Aprendi a perder dinheiro e só por isso comecei a ganhá-lo. Enfrentei a crise de 2008 com muita serenidade, e hoje me sinto como um monge japonês: mesmo que a crise atual leve a alguns anos de recessão em todo mundo, estou absolutamente tranquilo. Continuo sem vender nenhuma ação e compro um pouquinho todo mês. O objetivo é me tornar sócio de algumas das melhores empresas do Brasil, com a certeza de que elas me darão retorno no futuro, porque confio na sua administração. Confio no futuro da economia, por mais bobagem que os governantes, bancos centrais e economistas possam fazer.

Essa tranquilidade me fez projetar meu futuro financeiro a longo prazo: não importa o que aconteça no curto prazo (1, 2, 5, 10 anos). Quero retorno daqui a 30 anos! Se os preços de ações de boas empresas for ao chão, tanto melhor, pois as comprarei, aos poucos, e a preços baixos — e isso fará toda a diferença no futuro.

Acompanhe meu raciocínio: vamos projetar o que aconteceria com alguém que investe em uma empresa cujos preços estão sempre caindo, apesar de seus lucros estarem sempre em crescimento pequeno, por conta da conjuntura econômica pessimista. Digamos que R$ 10.000,00 são investidos por ano, mas por 10 anos os preços caem. Digamos que as cotações caiam a uma taxa de 10% ao ano, e que os lucros cresçam a uma taxa modesta, de 8% ao ano. Se considerarmos que no primeiro ano a cotação média da ação é de R$ 10,00 e o lucro por ação é de R$ 1,00, teríamos a seguinte projeção:

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Colunistas ||| Preço de imóvel não cai ?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Muitos corretores de imóveis angariam clientes com a promessa de que esse investimento é seguro, isento de riscos, e tem a rentabilidade garantida. Com a crescente oferta de crédito a juros mais baixos que tem ocorrido no país desde 2003, o preço dos imóveis disparou a taxas “chinesas”, como é costume dizer hoje em dia. Com o aumento do crédito, as pessoas têm a disposição mais dinheiro para adquirir a tão sonhada casa própria. Com mais dinheiro no mercado, a demanda cresce mais forte do que a oferta, o que leva a uma escalada de preços. Esse panorama levou a uma valorização expressiva em várias cidades do país, cujos imóveis chegaram a ter uma rentabilidade de 20% ou 25% ao ano durante 4 ou 5 anos seguidos. À taxa de 25% ao ano, um imóvel que custasse R$ 100.000,00 em 2006 estaria valendo, hoje, aproximadamente R$ 244.000,00.

Essa valorização, contudo, não é sustentável eternamente. Os corretores e as construtoras, obviamente, não dirão isso a seus clientes. Muitos continuam alardeando que nos próximos anos teremos lucros idênticos ou maiores ainda ao longo dos próximos anos. A proposta é tentadora: afinal, o melhor da renda fixa, hoje, oferece uma rentabilidade próxima aos 11% (alguns títulos do tesouro direto), com sacrifício. A poupança, meros 6% ao ano, pouco além da inflação. Investir em imóveis, com uma rentabilidade superior a 20%, parece fantástico!

Mas nem tudo são flores. Assim como ocorre nas ações (e mesmo em determinados produtos de renda fixa), há flutuação de preços e o valor dos imóveis pode cair bruscamente, levando seu proprietário a ter rentabilidade negativa. Isso as construtoras não dizem. Pior ainda, como o investimento em um imóvel exige um capital volumoso, os prejuízos podem ser colossais. Imagine ter um apartamento de R$ 900.000,00 que perde 10% de seu valor em um ano. Isso significa um prejuízo de R$ 90.000,00! No mercado de ações, o impacto de uma queda dessas pode ser minorado pela desnecessidade de alocação maciça de capital. Se você tem R$ 10.000,00 em ações de uma empresa e elas sofrem uma queda de 50%, você só perdeu R$ 5.000,00. Se você tem um apê de R$ 900.000,00, a mesma queda equivaleria a R$ 450.000,00. São muitos ovos na mesma cesta!

Há aproximadamente um ano, escrevi no meu site, O pequeno investidor, sobre os riscos de que uma queda pudesse acontecer no mercado imobiliário, justamente pela situação a que me referi acima. O ritmo de crescimento era insustentável e, para demonstrar meu ponto, escrevi um artigo no qual demonstrei que o preço dos imóveis na minha cidade (Brasília), que é uma das que tem sofrido maior valorização em seus imóveis, estava totalmente descolado da realidade. Para provar este ponto, mostrei que a relação entre o preço dos imóveis e o aluguel cobrado neles estava muito abaixo da relação histórica de 6% ao ano. Essa média é importante porque, quando o valor dos aluguéis pagos em um ano é muito inferior a 6%, há uma indicação clara de que ou o valor do aluguel está muito baixo ou o preço dos imóveis está caro demais.

Para demonstrar que isso estava acontecendo em Brasília, selecionei, aleatoriamente, alguns imóveis do Plano Piloto (o “centro” da cidade) e calculei a relação entre o preço anunciado do aluguel e o valor anunciado de apartamentos similares na mesma localização. Como essa relação estava muito abaixo de 6%, conclui que estávamos diante de uma indicação bastante razoável de que vivíamos uma bolha. Seguem os dados colhidos naquele estudo:

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Colunistas ||| Agressivo, moderado ou conservador? Qual o seu perfil de investidor?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A primeira coisa que um gerente de banco pergunta a alguém que pretende investir é: “Você é agressivo, moderado ou conservador?” Segundo o manualzinho que eles seguem, você deve investir em ações apenas se tiver um perfil moderado ou agressivo; se você é conservador, invista apenas em renda fixa.

A ideia básica é a seguinte: “se você é cuidadoso, não invista em ações; se você é aventureiro e não se importa em falir, invista nelas!” “Você fica tranquilo se perde dinheiro? Invista em ações!” Se você é psicótico maluco e gosta de se arriscar, deve investir em ativos mais arriscados, e se é um medroso, deve fugir deles.

Besteira. O perfil do investidor é algo extremamente difícil de se definir, e depende de muito mais do que os gostos pessoais. Depende de uma combinação bastante complexa de circunstâncias objetivas.

Vamos ver a situação de duas pessoas, José e Joana. Digamos que José seja alguém que tem um emprego muito instável. Ele é um prestador de serviços em um setor cuja demanda varia sazonalmente. Ele trabalha 15 horas por dia durante 2 meses, e mal consegue trabalho por 1 mês inteiro. Joana, por sua vez, tem um emprego fixo e é estável nele porque seu sindicato tinha força e conseguiu empurrar uma cláusula no contrato de trabalho dos empregados que lhes garantia estabilidade depois de cinco anos de trabalho. Ela tem uma renda bastante satisfatória.

Mas digamos que José seja identificado pelo gerente de banco como um sujeito agressivo, que não se importa em perder dinheiro. Então, o gerente, especialista no assunto, o manda investir em ações. Tem alguma coisa errada nessa recomendação, não tem? Afinal, José pode passar um tempão sem trabalho terá que vender suas ações na cotação em que estiverem, para poder se sustentar. Se for em um período de alta, maravilha! Os bons lucros o permitirão viver algum tempo dignamente até conseguir trabalho. Mas, se os preços despencarem, José ficará em apuros!

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Colunistas ||| Quando vender uma ação?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma resposta possível para esta pergunta é “NUNCA”! Digamos que você tenha comprado ações de uma empresa excelente, recebeu bons dividendos durante o período em que ela esteve em sua carteira e os reinveste para adquirir novas ações. Além disso, já tem a ação em sua carteira de investimentos por um bom tempo e lucros fantásticos com a valorização da ação. É natural que você comece a pensar em vendê-las. Um pensamento de “acho que ela já deu o que tinha que dar” pode passar pela sua cabeça.

Vejamos a questão por outro lado: a empresa continua lucrativa, seus lucros continuam a crescer constantemente e não há nada que indique uma mudança nessa situação. Examine se as taxas de crescimento do lucro por ação (LPA) dos últimos 10 anos mantém-se nos últimos 5 anos. Às vezes pode acontecer de, após um período fantástico de crescimento ao longo dos últimos 10 anos, essa taxa estar ainda melhor nos últimos 5 anos! Se isso ocorrer e os preços das ações não estão excessivamente sobrevalorizados, não há razão para vendê-la.

Mas é verdade que existem algumas situações em que vender uma ação pode ser interessante. Uma delas é um índice Preço por Lucro (P/L) muito alto sem razões aparentes. Uma empresa que nos últimos 10 anos teve um índice P/L médio de 10 e está sendo negociada a um índice P/L médio de 50 indica que os preços podem estar inflados. Mas não utilize apenas esse indicador para avaliar a situação: verifique se não há outros motivos para isso ter acontecido. A empresa pode ter passado por uma crise pontual e seus lucros despencaram em um determinado ano, desvirtuando a equação, mas não há nada que indique que isso acontecerá no futuro. Isso aconteceu com algumas empresas durante a crise de 2008. Quando os lucros retornarem ao normal novamente, é possível que esse índice retorne a um padrão mais baixo.

Mas o investidor deve observar se ocorreu valorização extrema do ativo, sem razão aparente. Isso ocorre em períodos de euforia no mercado, quando os preços sobem sem qualquer motivo. Sobem porque sobem. Preços muito altos sem justificativa só têm um destino certo: a queda brusca. Nesse caso, é melhor vender as ações, mesmo que seja para recomprá-las em um momento posterior, quando o mercado recobrar o juízo.

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Colunistas ||| Lucro por ação ou dividendos ?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Qual empresa você preferiria ter em sua carteira de ações? Uma empresa que pagasse dividendos polpudos ou uma outra, que distribuísse apenas o mínimo exigido pela lei (25% do lucro, no caso do Brasil)? De minha parte, eu preferiria investir em empresas que não distribuíssem tanto de seu lucro na forma de dividendos (ou juros sobre o capital), mas que reaplicasse a maior parte dos seus lucros na própria atividade da empresa.

“Fábio, você tá maluco? O dinheiro dos dividendos pelo menos já me asseguraria um lucro, ao menos pequeno, sobre o investimento que eu fiz! Por que abrir mão de um dinheiro já ganho em prol de um lucro hipotético no futuro?”

O problema é que, ao pagar dividendo para os acionistas, a empresa deixa de utilizar aquele dinheiro de forma produtiva – investindo em máquinas, contratando funcionários, construindo novas lojas – isto é, investindo com o em sua atividade com o objetivo de obter lucros maiores no futuro.

Se você é um investidor de longo prazo, que tem por objetivo conquistar com o investimento em ações sua independência financeira, deve ter por objetivo comprar ações de empresas bem administradas e lucrativas. No curto prazo, boas empresas podem dar prejuízo para quem investiu nelas e empresas péssimas podem dar um bom lucro. Portanto, escrevo pensando em quem compra uma ação e pretende ficar com ela por anos a fio. E digo, sem medo de errar: não tem como ter prejuízo, no longo prazo, com uma empresa lucrativa e bem administrada. Se seus lucros são constantemente crescentes por um período considerável, isso significa que ela provavelmente sabe como investir o seu lucro.

Daí, eu pergunto: quem administra melhor o dinheiro? Você ou a empresa? Se você decidiu investir na companhia, é porque acredita em sua administração e em sua capacidade de gerar mais e mais lucros. Se é assim, por que você quer ganhar dividendos? Não é melhor deixar a empresa trabalhar com aquele dinheiro?

“Fábio, você só pode ser esquizofrênico. No último artigo, você disse que era melhor ganhar dividendos do que aplicar na renda fixa. Agora, você está dizendo que ganhar dividendos não é tão bom assim? Você está se contradizendo!”

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Colunistas ||| Porque preferir dividendos aos juros da renda fixa

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Existem duas maneiras de lucrar com um investimento. A primeira delas é a apreciação do ativo. Você compra uma casa e ela se valoriza; você compra ações e os preços delas sobrem. Você compra um boi e ele tem determinadas características que o levam a se valorizar. Boa parte dos investidores, ao adquirir um ativo, acreditam que esta é a melhor maneira de ganhar dinheiro com um investimento. O problema é que, tecnicamente, não existe nenhuma maneira de prever a valorização de um investimento. As ações podem passar por um período de baixa, pode ocorrer uma crise no mercado imobiliário, o boi pode ficar doente e passar a não valer mais nada. Mas existe outra maneira de lucrar com os investimentos: os frutos que ele produz. Um imóvel gera aluguel; ações pagam dividendos; o boi gera bezerros (se você também tiver uma vaca, evidentemente!); e títulos públicos (ou fundos de renda fixa) pagam juros.

Nesse artigo, vou me concentrar em dois destes ativos: a renda fixa e as ações. Normalmente, investidores mais conservadores preferem os juros pagos pela renda fixa aos dividendos, por uma série de razões. A primeira delas diz respeito à volatilidade do mercado de ações. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: na renda fixa, as coisas são bem estáveis. Em regra, o capital investido não se desvaloriza e gera juros periodicamente. Já no mercado de ações, tudo é mais volátil. O capital investido pode se desvalorizar abruptamente e os dividendos são bem inconstantes. Algumas empresas pagam dividendos todo mês, outras os pagam uma vez por ano (e algumas nem pagam, já que têm prejuízo). Além disso, a maioria das empresas paga muito menos dividendos do que a renda fixa paga em juros. Há títulos do tesouro direto pagando mais de 11% ao ano, e a maioria das empresas não devolve nem 5% do valor investido em dividendos.

Do ponto de vista dos rendimentos produzidos pelos dois ativos, portanto, parece que as ações perdem feio da renda fixa. Mas será mesmo?

Quando olhamos a questão pensando apenas no curto prazo, de fato é verdade que os rendimentos das ações é, em média, inferior à renda fixa. Digo “em média” porque há ações que pagam, consistentemente, mais do que 11%, 12% em dividendos e em juros sobre o capital. É o caso de empresas do setor energético, como a AES Tietê, a Coelce e a Eletropaulo, por exemplo. Mas, em média, o dividend yield (a relação entre os dividendos e o valor da ação) é bem inferior aos juros da renda fixa. Às vezes, perde até para a poupança.

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