Com Selic a 8,75%, poucos fundos batem rendimento da poupança
da Folha de S.PauloCom a redução da taxa Selic para 8,75%, poucos fundos de investimento conseguem ainda superar o retorno oferecido pela caderneta de poupança.
Simulação feita tendo por base a taxa Selic em 8,75% mostra que os fundos de renda fixa (que pagam juros) conseguirão bater a rentabilidade da poupança apenas se cobrarem taxa de administração máxima de 0,5% –realidade praticamente inexistente no varejo.
No caso de um fundo com taxa de administração de 1%, a anterior Selic (de 9,25%) representava ganho mensal líquido de 0,53%. Com a Selic a 8,75%, a rentabilidade recua a 0,49%. Já o retorno da poupança deve descer para cerca de 0,51%. Nesse cenário, apenas um fundo com taxa de administração de 0,5% consegue retorno melhor, de 0,53%.
Para as simulações, feitas pelo economista José Dutra Vieira Sobrinho, foi considerada a cobrança de 20% de IR.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009BANCOS TENTAM TORNAR SEUS FUNDOS DE INVESTIMENTO MAIS ATRAENTES
sexta-feira, 19 de junho de 2009Vamos ver … vamos ver …
BANCOS TENTAM TORNAR SEUS FUNDOS DE INVESTIMENTO MAIS ATRAENTES
São Paulo, 19 – Os maiores bancos brasileiros começam a reagir à perda de competitividade dos fundos de investimento em relação à poupança. O Estado apurou que o Banco do Brasil (maior gestor de recursos de terceiros do País) anunciará nas próximas semanas uma redução das taxas de administração de alguns de seus fundos de varejo.
Na semana passada, o Bradesco reduziu o valor mínimo da aplicação de 30 de seus fundos. Segundo nota do banco, o objetivo é criar “condições para que os investidores tenham acesso a fundos mais competitivos em termos de rentabilidade e, dessa forma, possam diversificar sua carteira de investimentos em um cenário de queda de juros”.
O Estado também apurou que o Santander Real anunciará nos próximos dias medidas semelhantes às do Bradesco. O Itaú-Unibanco informou que até ontem não havia nenhuma mudança prevista para a área de fundos. Para o professor de finanças da Fipecafi Eduardo Paiva, os bancos estão confiantes na fidelidade dos clientes. “Poderíamos também chamar de preguiça”, disse. Na avaliação de especialistas, uma das explicações para as altas taxas de administração no Brasil é a falta de atenção
dos clientes ao assunto.Alguns fundos voltados para investidores pessoas físicas chegam a cobrar taxa de 4%. Segundo o sócio-diretor da Advisor Asset Management André Delben, nos Estados Unidos essas taxas oscilam de 0,5% a 1%. Para o professor do Laboratório de Finanças (Labfin) da Fundação Instituto de Administração (FIA) Rafael Paschoarelli, “existe uma enorme assimetria de informações entre os bancos e os clientes”.
“Em outras palavras, o banco sabe o que o cliente está fazendo quando aplica em um fundo, mas o cliente, não”, disse. Para ele, a solução passa pela criação de uma agência reguladora de serviços financeiros. Como, por ora, não há nem sequer projeto para uma agência como essa, a receita dos especialistas é que as pessoas redobrem a atenção ao assunto. “Cada vez mais, o cliente tem de comparar o retorno do seu fundo com o dos concorrentes”, disse o administrador de investimentos
Fabio Colombo.Paiva observa que esse não deve ser o único critério analisado. “É preciso levar em conta, por exemplo, as vantagens que o cliente tem em termos de pagamento de tarifa da conta corrente ao manter dinheiro em um fundo. Às vezes, ele pode perder um bom benefício se trocar o fundo pela poupança.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.




