O mês de agosto brindou o mercado de capitais brasileiro com um tremendo solavanco, decorrente da onda de pânico que surgiu do colapso parcial do sistema de crédito imobiliário norte-americano. Para quem não entendeu o que aconteceu, uma breve explicação: os norte-americanos perceberam que a euforia imobiliária (bolha imobiliária, para os íntimos) elevou os preços artificialmente, a coisa ultrapassou os limites razoáveis e os preços finalmente começaram a descer; muita gente havia se endividado para comprar imóveis e lucrar com eles, e diante da impossibilidade de lucros não estão conseguindo pagar suas dívidas. “Muita gente” refere-se a pessoas físicas e grandes fundos de investimento, sendo que estes começaram um forte movimento de venda de outros ativos de risco, como ações de empresas, para equilibrar as perdas de suas carteiras de investimento.
Basicamente, o que aconteceu foi uma grande liquidação de preços de ações, em parte porque acredita-se que muitas empresas não irão lucrar tanto quanto se previa (muitos americanos quebrando = menos consumo = menos lucro), em parte porque, lucrando ou não, investidores decidiram vender papéis de risco e, para vender rapidamente, apelaram pela redução de preços.




