Posts com a Tag ‘Gustavo Cerbasi’

Colunistas ||| Enfim, apareceu o risco !

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O mês de agosto brindou o mercado de capitais brasileiro com um tremendo solavanco, decorrente da onda de pânico que surgiu do colapso parcial do sistema de crédito imobiliário norte-americano. Para quem não entendeu o que aconteceu, uma breve explicação: os norte-americanos perceberam que a euforia imobiliária (bolha imobiliária, para os íntimos) elevou os preços artificialmente, a coisa ultrapassou os limites razoáveis e os preços finalmente começaram a descer; muita gente havia se endividado para comprar imóveis e lucrar com eles, e diante da impossibilidade de lucros não estão conseguindo pagar suas dívidas. “Muita gente” refere-se a pessoas físicas e grandes fundos de investimento, sendo que estes começaram um forte movimento de venda de outros ativos de risco, como ações de empresas, para equilibrar as perdas de suas carteiras de investimento.

Basicamente, o que aconteceu foi uma grande liquidação de preços de ações, em parte porque acredita-se que muitas empresas não irão lucrar tanto quanto se previa (muitos americanos quebrando = menos consumo = menos lucro), em parte porque, lucrando ou não, investidores decidiram vender papéis de risco e, para vender rapidamente, apelaram pela redução de preços.

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Colunistas ||| Educação Financeira não é uma onda

terça-feira, 26 de junho de 2007

Recentemente, ao participar de um debate em um evento aberto ao público, acompanhei uma discussão sobre a onda da Educação Financeira, que vem crescendo como um tsunami entre as mais diversas instituições de nossa sociedade. A certa altura, um dos debatedores propôs que essa onda aparentemente vem substituindo a ampla atenção dada, nos últimos anos, ao assunto Empreendedorismo. Como acredito que a interpretação está equivocada, trago a esta coluna meu ponto de vista, estendendo o debate a um público muito maior.

Em algumas áreas de gestão, principalmente em Marketing e Gestão de Pessoas, podemos dizer que há certos modismos que ganham grande força quando surgem, mas que vão perdendo força à medida que se popularizam e deixam de gerar efeito diferenciador. Alguns exemplos são o marketing de guerra, a gestão por objetivos, a avaliação 360 graus e a reengenharia. Porém, não se pode confundir modismos, necessários à renovação da gestão de empresas, com movimentos de esclarecimento sobre importantes áreas do conhecimento.

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Colunistas ||| Investir em imóveis requer talento

terça-feira, 12 de junho de 2007

Você certamente já ouviu de parentes ou amigos mais velhos que imóveis são um excelente investimento e uma das melhores formas de constituir patrimônio com segurança. Realmente, o investimento imobiliário mostrou-se eficiente durante a turbulenta época da alta inflação, em que o mercado financeiro era pouco confiável e imóveis passavam ilesos pelas quebras de mercados. Quem cautelosamente comprou ou construiu sua propriedade percebeu, após algumas décadas, que a propriedade não só se valorizou muito como passou a ser a segurança de famílias que não pouparam para o futuro.

Porém, não se pode desprezar o fato de que os imóveis valorizaram-se principalmente em função do crescimento das cidades sobre as zonas urbanas brasileiras. Hoje, muitas cidades têm seu crescimento estagnado ou saturado, prejudicando a qualidade de vida de seus moradores e limitando a valorização em muitos bairros ou regiões. Investir em imóveis deixou de ser uma opção tão simples e de lucro certo. Quem não fizer boas escolhas pode adquirir uma propriedade em um bairro decadente e ver seu investimento perder de longe para alternativas populares como a renda fixa.

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Colunistas ||| Como enriquecer unindo amor e trabalho

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Muitas pessoas não acreditam que é possível unir amor e trabalho. São freqüentes os casos de casais que se separam após uma mal-sucedida empreitada a dois no negócio próprio. Realmente, quando um casal decide tocar juntos o negócio da família, as chances de dificuldades são grandes. Ao trabalharem juntos, passam a compartilhar mais problemas além daqueles que fazem parte da rotina familiar. Se não houver uma relação muito transparente em relação às finanças pessoais e dos negócios, as divergências podem começar a afetar tanto a empresa quanto o relacionamento.

O conflito começa na dificuldade de separação entre assuntos de família e assuntos de trabalho, típica em empresas familiares. É quando, por exemplo, surgem conversas sobre problemas com fornecedores em um almoço de domingo, ou quando a desculpa para não participar de uma reunião é o desentendimento em relação à viagem do final de semana. É difícil também chegar a consenso sobre a retirada de lucros, o uso dos recursos da empresa, as estratégias e também sobre quem manda em quem. Some a essas dificuldades a rotineira limitação técnica da gestão, resultante da existência de uma pessoa de confiança no lugar de uma pessoa capaz (o que não aconteceria em uma empresa com gestão profissional). O ideal é separar completamente a vida pessoal da empresarial. Isso inclui as contas, jamais fazendo compras ou pagamentos pessoais ou familiares com cheques da empresa, mas sim após transferir recursos para a conta pessoal – apesar do infeliz custo da CPMF. É fundamental, também, definir rigorosamente as funções de cada um na empresa e respeitar essas regras e a hierarquia.

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