Há um bom tempo não escrevo aqui pro Clube. Mas com essa febre de compras coletivas assolando a internet brasileira, não pude deixar de escrever mais um post para comentar sobre elas.
Maravilhosos descontos vêm em nossas caixas postais quando nos cadastramos, ou não. Aquele irresistível 50% de desconto. Isso sim é educação financeira. Posso consumir e ainda economizar.
Temos que aproveitar as compras coletivas. Aproveitar. Quantas vezes você já não sentiu o irresistível apelo do desconto para obter aquilo que sempre sonhava. Nossa, uma massagem com isso e aquilo mais isso. Nossa, uma viagem pro Bahamas com clube de golfe incluído com 60% de desconto.
Façamos um raio-X. Você como um bom leitor do Clube já deve ter ouvido falar da noção de que quando pedimos o desconto à vista e ele aparece, é porque a margem de lucro da empresa já contava com “acréscimo adicional”. Então, pensando bem, teria isso alguma coisa a ver com a compra coletiva?
Ah, tá, você pode me dizer. Mas poxa, aquela viagem de transatlântico com 50% de desconto é imperdível, e é algo que eu queria mesmo fazer! E vem aquela sensação de que temos que aproveitar senão não vamos nunca encontrar uma oportunidade igual, e você claro aproveita e compra. Acaba que você, na “vida real”, está atolado de trabalho para fazer nos próximos 8 meses de validade da compra e acaba não tendo o tempo de usufruir da chance imperdível que você, esperto, não perdeu.
São casos e mais casos de pessoas que compram massagens, serviços em especial e deixam expirar. No caso dos produtos, pessoas compram produtos que não necessitam realmente somente porque está abaixo do preço esperado. É o caso daquele Xbox novo pra seu sobrinho que tem um Playstation 3 recém-ganho.
Qual a diferença do acima para você passar numa vitrina, ver aquela bicicleta ergométrica cheia de tecnologia com uma plaquinha de “Últimas Unidades, de 1.099,00 por 699,00”. Hum, últimas unidades. Hum, o máximo, finalmente queimarei uns quilinhos extras. Hum, que descontão, imperdível mesmo.

Sim, sim, estou me referindo a você mesmo. Não quero me referir a algum jogador de futebol por engano. Gostaria de falar hoje, em nosso segundo post, sobre como somos avaliados e o que estamos fazendo com o valor de nossas vidas.


