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Sugestão de artigos que devem ser lidos no site do Clube:

- Como o Zé ganha na Bolsa ?
- Iniciando seus investimentos
- Por que o problema é dos mais ricos ?
- Você está preparado para a velhice ?
- O texto definitivo: Saiba como ganhar MUITO dinheiro na bolsa !
- Fez errado … ? Então pague o preço !!
- O Controle do Fluxo de Caixa e suas barreiras
- Você está no vermelho ? O que tem feito para mudar isto ?
- Formando o seu colchão de segurança



Além disso, indico duas séries especiais:

- Iniciando seus Investimentos: a série
- O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (Índice)


Gerenciar uma rede de empresas

 
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Autor Mensagem
pretorian




Registrado em: Terça-Feira, 24 de Julho de 2012
Mensagens: 6
Localização: Itajaí - Santa Catarina

MensagemEnviada: Sex Jun 14, 2013 12:34 am    Assunto: Gerenciar uma rede de empresas Responder com Citação

Boa noite amigos, de vez em quando me pego pensando, como alguem é capaz de gerenciar várias empresas simultaneamente, dos mais diversos setores: supermercados, postos de gasolina, restaurantes, academias.

Sei que eles contratam gente especializada para controlar e mostrar resultados para os donos, mas sei que isso acontece nas grandes empresas, quando ja possuem um bom capital e experiência. Mas a minha dúvida é a seguinte: O que o dono de um comércio faz para abrir filiais?

Sou de Itajaí e ontem parei para abastecer num posto e fiquei conversando com o frentista, pois vi que era uma bandeira diferente e então ele falou que o posto tinha sido comprado por um empresário de Joinville, que possui postos por todo o litoral de SC, e fico imaginando como este homem administra sua rede de postos.

Li alguns livros da série Pai rico Pai pobre, no momento estou lendo O guia de investimentos "Aprenda a ganhar dinheiro como os ricos", e uma das tarefas que Pai rico prega é trabalhar cada vez menos e ganhar cada vez mais, porém quando penso numa empresa grande, não consigo ver o dono da empresa trabalhando menos, como é possível um dono de 10, 20, 50, 150 postos de gasolina gerenciar esses postos?

Eu tenho vontade de ter uma rede de empresas, porém quando paro pra pensar, não sei como faria para administrar mais de uma unidade, por exemplo se eu começar um posto e depois quiser expandir, formando uma rede média de 5, 6 postos como seria? Como vou controlar o pessoal, fluxo de caixa, compra de mercadorias, etc? Em outras palavras, como controlar o crescimento de seu negócio e fazê-lo sem precisar estar presente?

Alguém aqui é proprietário de algum comércio, rede de comércio ou serviço, e pode destacar as dificuldades da transição de uma empresa rede de pequeno porte para a fase de médio e grande porte?
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Jean Colbert
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Registrado em: Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2012
Mensagens: 285

MensagemEnviada: Dom Jun 16, 2013 1:23 am    Assunto: Responder com Citação

Minha opinião:

O que se faz, comumente, é criar uma holding que terá participação (será sócia) em todas as outras empresas que você for abrir. Assim, se centraliza a arrecadação do lucro em uma pessoa jurídica apenas. Aqui é o caso de se abrir várias empresas em vários setores.
Nas holdings se contratam pessoas específicas para gerenciar as operações das empresas controladas. Por exemplo, sua holding tem como controladas um posto de gasolina, um mercado, uma franquia e uma loja. Se contratam pessoas para gerenciar as operações de cada qual (Jean vai cuidar do posto, Zé do mercado, etc) ou pessoas para cuidarem de partes específicas da operação (Jean cuidará das compras, Zé da logística, Kowalski dos funcionários, etc). Todos os responsáveis estão ligados à holding e não às controladas. Claro que as controladas terão seus funcionários, porém o comando está na controladora.

Quando o setor que se quer atuar é único (por exemplo posto de gasolina), comumente se abre um empresa específica (matriz) que explore essa atividade e em outras cidades, se abrem filiais. Explico: quando se abre uma empresa (Limitada ou Sociedade Anônima) deve-se registrar na Junta Comercial do Estado da sede. Se criou a matriz. Porém essa matriz pode querer abrir filiais em outro Estado. Será necessário um registro na Junta Comercial local de uma filial. A filial é um braço da empresa, uma parte da empresa atuando em outra localidade onde não seja coberta pela Junta Comercial da matriz. Não será necessário novo CNPJ para a filial, sendo utilizada a base numérica do CNPJ da matriz.
A filial nada mais é do que a representação da matriz em Estado diverso de origem. Tal se dá tendo em vista a necessidade de recolhimento de ICMS o qual possui alíquotas diferentes de Estado para Estado. Porém, o lucro de todas as filiais são agregados à matriz como se única contabilidade houvesse.

Em ambos os casos, o cerne da questão são as pessoas que trabalham na empresa e a confiança que você tem naqueles que nomeia para gerir o negócio. Tal questão pode ser sanada com a informatização dos controles, contudo, mesmo assim é necessária a confiança.

Estou à disposição para questões supervenientes.
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felipeno
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Registrado em: Sábado, 24 de Março de 2007
Mensagens: 545
Localização: Rio de Janeiro

MensagemEnviada: Sex Jun 21, 2013 9:29 pm    Assunto: Responder com Citação

pretorian,

Do ponto de vista operacional, quando chega o momento de uma empresa partir neste caminho, descentralização é fundamental.

O empresário precisa se preparar em duas frentes:

Uma é psicológica e tem a ver com a delegação de poder que frequentemente assusta os empresários por tirar de si a responsabilidade do dia a dia em uma empresa que ele idealizou.

A segunda, é gerencial e é fundamentada em mecanismos de CONTROLE.
Neste caso, se o empresário for muito "chão de fábrica" vale a pena até contratar uma consultoria para estruturar estes mecanismos de controle.

Tem que haver padronização.
O Zé do posto A não pode comprar insumos do jeito dele e o Arnaldo do posto B comprar do jeito dele.
Quem registra contas a pagar, não pode ser o mesmo que autoriza os pagamentos, evitando possíveis desvios.

Por isso, frequentemente ouvimos que a empresa cresce e se torna engessada.
Frequentemente é necessário avaliar a estrutura que o crescimento criou para promover melhorias e enxugar excessos.

Porém, burocracia é fundamental.

Tem um livro que te indico que pode simplificar o raciocínio pra você.
O mito do empreender, autor Michael e. Gerber!


Esta padronização operacional somada ao ponto de vista organizacional que o Jean Colbert bem colocou acima formam o caminho que uma empresa precisa seguir para deixar de ser pequena e refém do dono.
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pretorian




Registrado em: Terça-Feira, 24 de Julho de 2012
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MensagemEnviada: Seg Jun 24, 2013 5:59 pm    Assunto: Responder com Citação

Obrigado Jean Colbert e Felipeno, suas colocações foram muito úteis, vou tentar colocar em prática. Vou expor minha situação e colocar meu pensamento.

No momento trabalho como autônomo no desenvolvimento de projetos elétricos e curso Engenharia Civil.

Eu vejo o setor de projetos com dificuldades de crescimento... Observei os detalhes desse tipo de mercado, mais especificamente no ramo dos projetos elétricos e vou expor o que constatei:

É difícil fazer uma empresa de projetos crescer, pois é necessário um conhecimento sobre projetos e sobre aprovação de projetos, que são 2 coisas diferentes, então nessa área você deve investir em treinamento para você e seus funcionários (capital intelectual), pois é um serviço técnico que não exige força bruta (100% no computador), mas exige conhecimento em softwares (AutoCAD, Excel e outros), ABNT, NBR, Normas da Concessionária.

Até aí tudo bem...

Você até pode contratar desenhistas para ficar no escritório para você ou repassar para outros escritórios fazerem o projeto, mas no final você ou seu gerente de projetos terá que dar o aval para o projeto seguir para a aprovação no órgão responsável (Celesc no meu caso), pois é o seu nome que está escrito no campo: Responsável Técnico.

Pois bem, até aí mais uma vez tudo bem, você pode treinar um outro engenheiro e promovê-lo a gerente, e passar seu conhecimento para ele para que ele "toque" o escritório enquanto você busca mais serviços ou faça qualquer outra coisa fora do escritório.

É ai que está o grande problema que constatei: Encontrar serviço pelo preço certo.

O cliente não precisa de projetos todo mês, como é o caso de um contador, que presta serviço à empresa todo mês, tendo assim uma receita "garantida" e podendo assim investir no crescimento do escritório fazer uma seleção melhor dos clientes, ter uma tabela de preços "fixos", etc.

Após este detalhe, percebe-se que a receita dos projetos é muito volátil, num mês você tem X de receita, no outro 4X, e no outro 2X. Dá para tirar uma média, mas não da pra seguir sempre essa média, pois isso depende de todo um processo e vários fatores que vão desde as estações do ano (no verão o movimento de projetos é praticamente zero), até as construtoras fazerem novos lançamentos, e do crédito disponível nos bancos, para que as pessoas queiram construir ou reformar, solicitando assim o meu serviço, que é o projeto elétrico.

Como o setor de projetos não tem clientes fixos, você não possui serviços fixos, sendo assim, não possui uma receita fixa e então, certas vezes você fica refém do cliente, pois você tem as contas fixas do escritório para pagar, mas não estão entrando novos serviços, e nessa área, é quase certo que você nunca feche o serviço pelo preço que você orçou, pois 90% dos clientes fazem aquele chorinho de sempre.. E então você avalia o seu nível de tempo disponível e volume de serviços e escolhe pegar o serviço ou não.

Pois bem, lá está você com seus funcionários quase sem serviço e o mês quase fechando, as contas quase vencendo, então a solução milagrosa: Você baixa seu preço para conseguir mais serviços!! Isso quer dizer que você vai trabalhar mais para ganhar a mesma quantia, a qual você achava justo, e de quebra, terá menos tempo disponível e nessa hora eu começo a repensar se está valendo a pena seguir com projetos.

Fatores decisivos que ocorreram na área (No meu modo de ver): Os preços dos projetos (assim como o dos alugueis) ficaram defasados, obsoletos em relação ao resto do setor da construção civil e o aumento dos custos de vida, você tem que dedicar cada vez mais tempo nessa área para ganhar a mesma coisa e os softwares tem um custo muito alto em relação ao que eles geram para você.

Visualizei 2 soluções:


A solução 01 que vejo é: Trabalhar com licitação de projetos, pois vencendo licitações você pode ter uma estimativa do quanto irá ganhar, e assim, investir na estrutura de sua empresa: contratar mão-de-obra, computadores, impressoras, softwares. Mas vale ressaltar que para trabalhar com licitações hoje em dia, na área da engenharia, em muitos casos você deve ser costa quente, ter um "padrinho", depender de alguns fatores e pessoas para conseguir o serviço e talvez ter de repassar parte do seu orçamento para essas pessoas, e práticas como essa não me agradam, porém quero acreditar que nem toda licitação de obras públicas e serviços de engenharia tenham esquemas...


A solução 02 que vejo é: Você já tem uma renda fixa passiva, de outras atividades (alugueis, dividendos de ações) e consegue manter seu custo pessoal com essa renda, então, você monta seu escritório e passa a selecionar seus clientes, dá preferência para aqueles que te pagam corretamente, na data certa, o valor que você cobra. E assim você trabalha o tempo certo para ganhar o que você acha correto pelo seu serviço. Você pode fazer uma lista de seleção de clientes, pois se está com serviço ou não, não importa, suas contas estão pagas. Você pode escolher trabalhar pelo preço que você julgar ser o justo, e não ter que ficar correndo atrás da máquina todo mês.


O que me deixa indignado são os altos e baixos nos preços dos projetos.

Vou fazer um exemplo.

Você tem 10 projetos para orçar, porém o desvio padrão de preços é muito alto. Você pode ganhar R$10.000,00, como também ganhar R$6.000,00. Isso tudo com os mesmos projetos. Tudo depende: A época do ano, A situação da sua empresa e do mercado em geral.


Bem, foi essa a minha visão do setor que trabalho atualmente.


Os projetos não fazem parte do meu objetivo profissional futuro, estão apenas me mantendo, visto que tenho 21 anos e ainda moro com meus pais. Estou economizando grande parte do que ganho e investindo num terreno juntamente com a minha mãe, e as vezes invisto pequenas quantias de dinheiro em objetos que julgo estarem abaixo do preço e que posso vender: roupas de grifes, celulares, suplementos, etc.

Tenho 3 coisas em mente para o futuro: Academias, Restaurantes Italianos e Postos de Gasolina, 3 áreas diferentes, mas que vejo grande potencial de crescimento para o presente e o futuro.


Minha ideia é montar uma rede de alguma dessas 3 opções acima. Aqui no site é mais fácil falar né. hehe Vamos ver como as coisas ficam na realidade.

Obrigado pela sua leitura!

Se tiverem sugestões e críticas, por favor explanem seus pensamentos!
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Jean Colbert
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Registrado em: Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2012
Mensagens: 285

MensagemEnviada: Qui Jun 27, 2013 10:36 am    Assunto: Responder com Citação

Prezado Pretoriano, traidor de Gaius Julius Caesar,

Quando a renda do negócio é variável, não no sentido de diminuir ou aumentar com certa previsibilidade, mas no sentido de não se saber quanto vai auferir no mês que vem (como é o seu caso), deve-se ter em mente a manutenção de um capital de giro para que as despesas sejam quitadas em dia, evitando-se a acumulação de dívidas. Claro, o capital de giro não é infinito, mas, mantenha algo em torno de 4x a manutenção mensal do negócio, apenas para não quebrar. Se em 4 meses não aparecer trabalho algum, é melhor começar a pensar em encerrar as atividades.

Em relação à solução 1, digo que ela envolve tudo o que você citou tendo em vista que os jeitinhos, e porque não dizer a corrupção, em nosso país é abismal, lançando seu manto putrefato sobre todos, inclusive aqueles que querem trabalhar seriamente. Então, deverá deixar alguma "caixinha" sim para o pregoeiro ou o contratante do serviço. E te digo que não é só apenas isso. Geralmente o poder público é mau pagador. Ele demora muito tempo para quitar suas dívidas com fornecedores, quebrando sua teoria da certeza de recebimento. É incerto, e quando se joga a dívida para restos à pagar, se torna quase nula a certeza.

Sobre a solução 2, é a mais viável, ter renda fixa que possa subsidiar sua atividade, mesmo não auferindo ganhos com ela. A 2 é a mais prática, menos vinculante e mais liberal.

Você é muito novo ainda e está tentando trilhar um caminho de sucesso. Meus parabéns, você tem bastante tempo para seus projetos.

Sobre os projetos futuros, se me permite opinar, Restaurantes e Posto de gasolina são duas coisas que podem dar muito certo. Nas crises, as pessoas não param de comer e nem de abastecer o carro. Elas cortam o consumo que acham desnecessário, como por exemplo a academia.

O posto de gasolina você enfrentará uma horda burocrática no quesito ambiental. Você precisará de aproximadamente 238 licenças para poder começar a mexer no terreno onde vai se implantar o posto. Depois, mais 581 para poder colocar o posto para funcionar. Usei de auxese (ou hipérbole) para representar a dificuldade que terá.

Já, o restaurante, haverá um enfrentamento em relação à comida propriamente dita. Vigilância Sanitária fica em cima, fora que o controle dos funcionários com higiene deve ser expressivo.

Todo negócio tem suas dificuldades, mas vale a pena arriscar e ter a certeza, no futuro, de que conseguiu montar e empreender.
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