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Brasil deve aproveitar para mudar com a crise

 
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Rafa_SJC
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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 2:30 am    Assunto: Brasil deve aproveitar para mudar com a crise Responder com Citação

23/10/2008 - 00h22
Brasil deve aproveitar para mudar com a crise, dizem colunistas da Folha

O Brasil deve fazer da crise financeira internacional uma oportunidade para mudar, segundo alguns dos principais colunistas de economia da Folha em debate na noite desta quarta-feira (22). Eles divergem quanto as condições e as direções, mas apontam para novas perspectivas para o governo e o mercado.

Participaram do encontro os economistas Alexandre Schwartsman, economista-chefe para América Latina do Banco Santander; Luiz Carlos Mendonça de Barros, economista-chefe da Quest Investimentos e ex-presidente do BNDES (governo FHC); Paulo Rabello de Castro, vice-presidente do Instituto Atlântico e chairman da SR Rating, classificadora de riscos; e Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo (governo Mario Covas). O mediador foi o também colunista do jornal, Vinicius Torres Freire.

Para Nakano, o período de crise, "em que o Brasil passa por um momento de contração da economia", deve apontar para uma perspectiva de longo prazo, com o país se voltando "para dentro". "O Brasil sempre pensou que para crescer precisa de dinheiro do exterior. A experiência de maior parte dos países mostra que financiamento se faz a longo prazo, com poupança doméstica", disse.

Paulo Rabello de Castro classificou a crise financeira internacional como um "momento histórico" e de "tamanho extraordinário". Mas, segundo ele, o Brasil não tem os mesmos problemas dos Estados Unidos e, portanto, não precisa dos mesmos remédios.

"Se o Brasil continuar querendo copiar a crise, vamos mesmo fazer a capitalização dos bancos. Não tivemos tempo de tomar o porre deles, e ficamos zonzos. O sistema financeiro [brasileiro] é altamente blindado. Jamais seria preciso a noticia da MP [que permite à Caixa e ao Banco do Brasil comprar participação em instituições financeiras públicas e privadas]. É óbvio que de tanto imitar o porre dos outros, vamos ficar zonzos", advertiu.

Para Alexandre Schwartsman, ainda que não exista uma crise sistêmica nos bancos, a injeção de dinheiro nas instituições financeiras é uma forma de evitar que a crise de confiança se alastre. "Se o cenário de crédito atual se reproduzir em 49 semanas, teremos uma grande recessão. Mas o problema de crédito está mais ligado à liquidez do que à solvência. Não vejo problema sistêmico nos bancos brasileiros, mas de liquidez. A compra de carteiras está começando a funcionar [fomentada por uma medida do BC]. A falta de Liquidez é muito menor. Não dá para achar que a situação vá demorar muito tempo", avalia Schwartsman.

Já Rabello de Castro tem duas hipóteses para o destino do Brasil com a crise. "Os remédios trilionários recentemente usados pelos BCs estão, no geral, equivocados ['por não saber quem está na outra ponta'] e serão a razão do aumento e da extensão e o sofrimento da crise. E o Brasil tem duas chances. Uma continuar como está, ou como sempre esteve. Outra, que o Brasil tem chance de mudar".

Uma das mudanças a ser incorporada pelo governo a partir da crise financeira, segundo Mendonça de Barros, diz respeito à política monetária do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Ele alertou para a queda das importações --especialmente de máquinas e bens de consumo--, com prejuízo aos investimentos.

"Vamos ter descontinuidade em oferta de crédito por vários meses, que vai levar à quebra de muita gente, com liquidação de estoque, que compromete muita coisa, como o emprego. Se sou o BC, não vou correr o risco. O BC tem de parar [de aumentar a taxa de juros]. Não tem de ser uma decisão definitiva. Mas acho que, por responsabilidade, pararia e observaria o que vai acontecer", disse o economista.

"O ideal é que a política monetária fosse neutra. E que a política fiscal, sim [fosse severa]. (...) As cartas do Brasil embaralharam. E é uma oportunidade para sair melhor, mais produtivo, institucionalmente melhor preparado, com a reforma tributária, previdenciária. Eu ainda almejo ver isso. Estamos na contramão disso, pelas noticias desta semana. A crise possibilitou isso tudo. Poderíamos nos orgulhar de ter tantos trunfos na crise. Mas precisa enxergar", disse Rabello de Castro.

Gasto público

Ele convocou o governo a fazer sua parte e reduzir o gasto público. "Brasília tem de entender que é preciso colocar o orçamento no lixo. Não pode pensar em demanda, sem pensar no governo. Governo tem de ser solidário na crise. Governo tem de mudar. Cortar gasto publico, que cresce tanto, que só crescer menos, já é cortar muito", acrescentou.

Nakano também apresentou argumentos para o governo reduzir a taxa básica de juros, a Selic.

"No quadro que estamos vivendo, as restrições são tamanhas que o BC vai fazer baixar a taxa de juros e ter câmbio mais depreciado e mais competitivo. Em um quadro com contração do crédito, o problema de risco inflacionário está afastado. Haverá repasse, mas vai ser momentâneo. Neste contexto, BC vai ser obrigado a diminuir a taxa", avalia Nakano. Ele adverte para um problema sério de oferta de crédito no curto prazo, mas avalia que o país pode sair da crise --que calcula durar dois anos-- "retomando crescimento de forma acelerada".

Já Alexandre Schwartsman, economista-chefe para América Latina do Banco Santander, vê reduzida a capacidade de o governo mudar a política monetária, com a melhora da oferta de crédito. "A taxa de juros é questão de diagnóstico sobre o crédito. Sou mais otimista em relação ao crédito. Concretamente é um problema que vamos resolver em semanas [o crédito]", avaliou. "O problema de inflação vai se colocar e acredito que vai ter aperto monetário para passar por esse período de dificuldade".
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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 9:29 am    Assunto: Responder com Citação

A cada dia que passa tenho mais medo dessa crise ...

Sério, medo mesmo ... :/
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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 11:54 am    Assunto: Responder com Citação

A partir do momento em que a crise sair da esfera "financeira" (sim, ainda tem gente que acha que só banco vai sofrer com isso) e entrar na esfera produtiva, quebrando negócios e fábricas, teremos desdobramentos piores... Também estou assustado.

Na empresa onde trabalho mesmo, por ser multinacional e com capital do governo francês, hoje já pipocou a notícia de que o presidente Sarkozy vai intervir novamente em pesos-pesados franceses para evitar uma quebradeira, e consequente desemprego em níveis mais alarmantes que os atuais. Porém toda medida intervencionista vem acompanhada de contrapartida, e a mais provável é a de que, para "ganhar" esta injeção de capital, estas organizações teriam de fechar filiais com pouco lucro ou deficitárias ao redor do mundo, para "preservar empregos franceses". Tem gente começando a debandar daqui do escritório, seguindo o "efeito manada", hehehe...

Acho que teremos sim um impacto no Brasil, mas acho que será amortecido. Gostei do comentário abaixo:

Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo escreveu:
"No quadro que estamos vivendo, as restrições são tamanhas que o BC vai fazer baixar a taxa de juros e ter câmbio mais depreciado e mais competitivo. Em um quadro com contração do crédito, o problema de risco inflacionário está afastado. Haverá repasse, mas vai ser momentâneo. Neste contexto, BC vai ser obrigado a diminuir a taxa", avalia Nakano. Ele adverte para um problema sério de oferta de crédito no curto prazo, mas avalia que o país pode sair da crise --que calcula durar dois anos-- "retomando crescimento de forma acelerada".


Tomara que seja "só isso"...
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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 12:26 pm    Assunto: Responder com Citação

O pior ... é que eu também achava que o BC cortaria os juros ...
Masssssssss o Juro Futuro, negociado na BMF está apontando alta Assustado

Vai entender ...
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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 2:12 pm    Assunto: Responder com Citação

É curioso sim, concordo. Mas também, do meu ponto de vista, acho um pouco otimista pensar que o BC iria começar uma tendência de corte de juros agora. Penso eu que ele poderá estabilizar o patamar atual até janeiro, para aí sim iniciar uma queda.

Agora, que o mercado está doido, está: hoje às 10h, dólar estava a R$ 2,50, agora ao 12h cai para R$ 2,30... Shocked
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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 2:21 pm    Assunto: Responder com Citação

O dólar, provavelmente foi o BC ofertando dinheiro.
Também teve uma coisa q o lula assinou ... livrando de IOF os empréstimos externos.

O problema dos juros ... é que se nao tomar uma atitude agora, o negócio complica.

Lá fora, o corte já veio no mês passado ... ( ou foi nesse, e o tempo tá tão doido que perdi a noção dele ? hehehe )
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MensagemEnviada: Sex Out 24, 2008 6:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Zé agente tá com um problema cambial sério e cortar os juros iria agravar esse problema.

Se os juros subirem acho que isso vai ser uma das justificativas afinal várias empresas fizeram apostas cambias e se elas quebrarem o negócio vai complicar.
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MensagemEnviada: Sex Out 24, 2008 7:10 pm    Assunto: Responder com Citação

Roma9 escreveu:
Zé agente tá com um problema cambial sério e cortar os juros iria agravar esse problema.

Se os juros subirem acho que isso vai ser uma das justificativas afinal várias empresas fizeram apostas cambias e se elas quebrarem o negócio vai complicar.

Me desculpe, mas não entendi. A flutuação do câmbio pode ser agravada com a queda dos juros?

Se os juros caírem, consegue-se manter um nível razoável de empréstimos a empresas, e consequente poder de investimento, não?

E se os juros subirem, qual a relação diso com as apostas cambiais das empresas? As que eu ouvi com grandes perdas (Sadia, por exemplo) foram decorrentes de quebra de bancos, queda de ações, etc.

Quanto ao câmbio, uns ganham, outros perdem, não?
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