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Sugestão de artigos que devem ser lidos no site do Clube:

- Como o Zé ganha na Bolsa ?
- Iniciando seus investimentos
- Por que o problema é dos mais ricos ?
- Você está preparado para a velhice ?
- O texto definitivo: Saiba como ganhar MUITO dinheiro na bolsa !
- Fez errado … ? Então pague o preço !!
- O Controle do Fluxo de Caixa e suas barreiras
- Você está no vermelho ? O que tem feito para mudar isto ?
- Formando o seu colchão de segurança



Além disso, indico duas séries especiais:

- Iniciando seus Investimentos: a série
- O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (Índice)


A bolha imobiliária estoura em 3 meses
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Novo Tópico   Responder Mensagem    Clube do Pai Rico - Fórum - Índice do Fórum -> Imóveis
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FTremonti



Registrado em: Quinta-Feira, 7 de Outubro de 2010
Mensagens: 20

MensagemEnviada: Seg Nov 29, 2010 2:43 pm    Assunto: Talvez ... Responder com Citação

Talvez seja uma bolha ...

Mas quando esta bolha estourar, se estourar, o que ira acontecer?

Será que existem mais novas construções do que pessoas a procura?

Os precos dos imóveis irão cair ?

E aqueles que compraram a preço de ouro, irão vende-lo a preco de banana?

Esta pessoa que esta guardando dinheiro para comprar seu apto a vista ... com o preço despencando irá comprar somente um, ou pensará e comprará logo 2 para que lhe gere renda ?

Talvez essa bolha seja uma bolha que ao estourar renasça novamente de seus resíduos ...

Não acredito nesse termos ... é um mercado em ascensão. Os preços de imoveis estao caros ... e vao sempre subir ... sempre tem gente comprando ... casando, indo morar sozinho ... pessoas de outros estados vindo trabalhar ... Disso as pessoas não irão desistir ... a evolução e a nossa cultura faz com que a gnt compre casas e vá morar sozinho ... A cultura do brasileiro é ter uma casa propria ... Mesmo que nao tenha ... vivera de aluguel ... E gerará renda para aquele que comprou o imovel ... pode ser que nao no valor estimado ... mas ainda é uma renda e um patrimonio ...

O brasileiro é rico! Vejam os impostos que pagamos de boca calada ... vejam os financiamentos que fazemos ... Olhem as pessoas que compram carros em um financiamento acima de 3 anos ...

Este mercado nunca ira estourar ... só tende a prosperar ...

A situação precisa ser analisada minuciosamente ...
Fora as outras coisas, isto depende de um desejo ou satisfação pessoal.

Supomos que existe um terreno que irá erguer um prédio em uma regiao onde vc sempre sonhou morar e o projeto é incrivel !! Pronto! acabaram-se todos os estudos ... voce ira comprar custe o que custar ...
Vou citar um exemplo de um empreendimento que lancaram proximo ao estadio do Palmeiras aqui em SP ... é o sonho dos palmeirenses morar em frente ao estadio ... sendo assim, lançaram a 9.500 o m2 ... vendeu em um dia ...
Detalhe ... 98% das pessoas que compraram, compraram para morar, nao para investir ...

Me estendi ... obrigado por aqueles que chegaram até esta linha ...

Grande abraco!!
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F.I.
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Registrado em: Domingo, 24 de Outubro de 2010
Mensagens: 341

MensagemEnviada: Seg Nov 29, 2010 3:26 pm    Assunto: Responder com Citação

FTremonti,

Permita-me discordar do que disse.

Quando temos uma bolha ou ela é esvaziada ou ela explode, em ambos os casos a economia vai sentir, nem preciso de dizer qual é o pior dos casos. Por exemplo, o que a China está fazendo é tentando esvaziar sua bolha no mercado imobiliário. Aqui no Brasil o governo parece ainda não reconhecer tal bolha.

De qualquer forma esvaziando ou estourando a bolha o preço vai cair sim, faz parte do clico do mercado. Ora os preços estão altos demais, ora estão baixos demais.

A única verdade que existe no mercado é que não existe certeza de nada, se alguém tiver certeza de algo seria muito fácil ficar rico não? Portanto não podemos afirmar que "esse mercado nunca vai estourar".

Abcs,
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http://www.financasinteligentes.com/
Análises, investimentos e finanças. Estudos e projeções para os mercados nacionais e internacionais.
Conheça o meu livro "Muito prazer, Sr. Mercado": http://www.financasinteligentes.com/p/muito-prazer-sr-mercado.html
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FTremonti



Registrado em: Quinta-Feira, 7 de Outubro de 2010
Mensagens: 20

MensagemEnviada: Seg Nov 29, 2010 3:30 pm    Assunto: Responder com Citação

Mas é claro que pode discordar ...

O que digo é que um "lar" é uma necessidade da população ...

Independente do preço ... todos necessitam ...

O que dizer da comida? que subiu esse mes um absurdo ...

Vamos parar de comer ?

As pessoas nao vao parar de comprar ...

Em relacao aos valores ... acham que esta caro ... mas o que esta barato?!

O que abaixou o preco nos ultimos anos ?

Abraço!!!
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cirso



Registrado em: Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2009
Mensagens: 35
Localização: Campo Grande - MS

MensagemEnviada: Seg Nov 29, 2010 5:14 pm    Assunto: Responder com Citação

Os possíveis cenários para o crédito imobiliário brasileiro

Diante da crescente demanda por crédito imobiliário, existe possibilidade real de em 2014 os recursos da poupança se tornarem insuficientes para financiar a produção e aquisição de imóveis, paralisando o mercado. No seminário Dia do Crédito Imobiliário, promovido pelo Secovi-SP em 23 de novembro, em que as alternativas a esse esgotamento foram debatidas por representantes de bancos públicos e privados, Osmar Martinez, gerente nacional de Negócios Imobiliários para Pessoa Jurídica do Bradesco, expôs os quatro cenários possíveis para o crédito imobiliário brasileiro: manutenção da exigibilidade dos recursos da caderneta de poupança com Selic em alta; manutenção da exigibilidade com Selic baixa; fim da exigibilidade com a Selic elevada; e fim da exigibilidade com a Selic baixa.

Considerando que a poupança cresce a 20% ao ano, enquanto o crédito imobiliário cresce a 40%, a melhor opção é que a poupança deixe de ser a principal fonte de financiamento. “Esta última possibilidade - fim da exigibilidade dos recursos da poupança e Selic baixa - é o melhor dos mundos, pois será possível investir os ativos dos bancos em fontes primárias (empreendimentos imobiliários) e secundárias (papéis de crédito imobiliário)”, disse Martinez.

“O custo do dinheiro é medido pelo quanto de moeda é investido na economia. Sem que o banco tenha de aplicar um teto máximo de recursos em habitação e obedecer o Mapa4, o crédito imobiliário passa a ser, efetivamente, negócio”.

Fontes alternativas de recursos

Com a previsão de esgotamento da poupança, Luiz Antônio Nogueira de França, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), defendeu o covered bonds, a securitização, a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LTI (Letras Financeiras com Lastro Imobiliário) como fontes de recursos para o crédito imobiliário.

Martinez, do Bradesco, defendeu o estímulo à emissão de LCI e Fernando Baumeier, superintendente da área de Planejamento e Funding de Negócios Imobiliários do Santander, considerou os covered bonds como a grande saída para a falta de recursos no Brasil, pois o risco fica completamente com os bancos, além das LCIs, da securitização e dos fundos de pensão.

“Na Alemanha, esse instrumento de crédito, que já tem mais de 50 anos de uso, não registrou um único default. E na Espanha, 50% da carteira hipotecária foi gerada com covered bonds, que distribuirão 28 bilhões de euros até 2020. Esse mercado é pujante e assegura os investidores e os sistemas bancários”, concluiu.

Hus Morgan Daroque, superintendente de Crédito Imobiliário do grupo Itaú-Unibanco, defendeu um mix de três fundings: poupança (captação de curto prazo), securitização e covered bonds ou LCIs, que são fontes de captação de longo prazo.

Da mesma forma pensa o superintendente executivo de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa. “A poupança não acabará, mas vai depender da quantidade de fundings disponíveis. A composição desses fundings garantirá o crescimento do mercado e da economia”, opinou.

O presidente do comitê de produtos financeiros imobiliários da Anbima, Rodrigo Machado, disse que apesar de o covered bonds ser uma solução possível para a falta de crédito imobiliário, o instrumento atrela o mercado à capacidade de endividamento do investidor, e isso não é muito seguro. “O mercado de capitais, por sua vez, é limitado à capacidade de poupança do mundo”, defendeu.

Conforme Machado, os fundos de pensão ainda não trabalham com toda a sua capacidade e assim como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são ativos de longo prazo, indexados a preços e com boas garantias para os investidores. “O mercado secundário ainda não é uma realidade, mas estamos transformando essa indústria, que tem condições de ser o pilar de sustentação do setor imobiliário quando os recursos da poupança se tornarem insuficientes”, finalizou.

Para incentivar o avanço da securitização no Brasil, Sergio Odilon dos Anjos, do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, defendeu o cadastro positivo, pois a previsão contratual mitiga riscos financeiros, que por sua vez evitam a criação de passivos para as instituições financeiras. “Transparência nas operações permitem favorecimento aos clientes. Deve-se lembrar que o crédito imobiliário é a porta de entrada para fidelizar a relação desses clientes com os bancos”.

Na análise do representante do Banco Central, as letras financeiras com lastro imobiliário têm público distinto, são instrumentos modernos e devem ser estimulados. “Aperfeiçoamentos precisam ser feitos com muita cautela para que as LFIs não percam suas características”, recomendou.

Quanto às novas fontes de recursos, Odilon dos Anjos falou da necessidade de melhorar o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), a fim de permitir a ampliação dos prazos de financiamento. “Afora isso, as condições são satisfatórias para estimular o mercado secundário, pois a inadimplência permanece em queda e o mercado adotou o loan-to-value definido no tratado de Basiléia II, que permite a mitigação de riscos financeiros”.

Fonte: Redação
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Dornel
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Registrado em: Sexta-Feira, 20 de Março de 2009
Mensagens: 168

MensagemEnviada: Ter Nov 30, 2010 11:04 am    Assunto: Responder com Citação

Faltam 2 meses Laughing
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Eko



Registrado em: Terça-Feira, 6 de Novembro de 2007
Mensagens: 38

MensagemEnviada: Qua Dez 01, 2010 2:44 am    Assunto: Responder com Citação

Eu penso que a bolha não vai estourar, e sim muchar.
Compartilho a idéia que não existe motivo para venda desesperada de imóveis. Sem isso, a bolha não estoura, mas...

Moro em Curitiba e venho observando o mercado utimamente.
Pude observar que:
Semana a semana a quantidade de páginas dos classificados aumenta, tanto de venda quanto de locação.
Isso poderia indicar apenas o aquecimento do mercado, mas pra mim é o excesso de oferta.

Apesar do IGP-M indicar alta constantes nos alugueis, vejo em alguns apartamentos no centro eles sendo locados por 0,5% do valor de venda.
Isso obviamente não é muito atrativo para os que investem no setor

Perto do meu trabalho tem um prédio que posso observar diariamente ( um exemplo pontual não serve para provar nada, mas ilustra bem a situação ).
Nele tem 1 apartamento a venda e 4 para locação.
É uma contrução com uma certa idade, mas bem localizada. E também do tipo que se alugaria "fácil", apartamento pequeno, condominio baixo, aluguel acessivel, perto de tudo...

Há mais de dois meses que observo as mesmas placas de anuncio.
Há mais de dois meses os cinco proprietários estão sem rendimento nenhum.
Numa conta bem ficticia, se levar 2+ meses pra alugar cada 1 dos apartamentos, para alugar os 4 levaria no minimo 8+ meses.
Essa espera toda para conseguir um rendimento de, quem sabe, 0,5% a.m?

Sem contar as dezenas de lançamentos que irão ser entregues nos proximos anos.
Parte de quem comprou esses lançamentos, deixará de pagar aluguel, para morar no ap recem comprado. Inundando ainda mais a oferta de alugueis.

Lógico que no Brasil a idéia de que: "imóvel é sempre o melhor investimento" é muito forte e isso segura os preços.
Mas no momento em que a renda proveniente dos alugueis deixar de entrar no bolso dos proprietários, eles busrarão alternativas de investimento.
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Luis Otávio
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Registrado em: Quinta-Feira, 3 de Janeiro de 2008
Mensagens: 637

MensagemEnviada: Qua Dez 01, 2010 8:28 am    Assunto: Responder com Citação

Pela Geração:
A bolha vai estourar?

Heitor Mello Peixoto
O Estado de S.Paulo - 30/11/10

O Brasil vive um boom imobiliário. Milhões de famílias adquirem o primeiro imóvel, mudam para um maior ou investem num ativo real que tende a se valorizar com o tempo. É uma euforia geral. Nunca antes neste país o preço dos imóveis subiu tanto em tão pouco tempo.

Um amigo, por exemplo, vendeu há três anos um imóvel de dois dormitórios nos Jardins, em São Paulo, por R$ 160 mil. Hoje esse imóvel custa R$ 450 mil - valorização de 30% ao ano por quatro anos consecutivos. Um retorno invejável se comparado a outras aplicações. Pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) revela que o preço do metro quadrado de imóveis de dois dormitórios em São Paulo subiu 42,86% no primeiro quadrimestre de 2010, na comparação com igual período de 2009.

Segundo cálculos do administrador de investimentos Fabio Colombo, o capital investido no período em CDIs valorizou-se 9,19% e na caderneta de poupança, 6,68%. Em ouro, teve desvalorização de 6,84% e, em dólar, retração de 23,83%. Outro estudo da Embraesp mostra que o preço médio do metro quadrado do apartamento de um dormitório subiu 75% entre 2008 e 2010.
A questão é: esse crescimento é sustentável? Vivemos uma bolha imobiliária?

Para o grande grupo que afirma que não (banqueiros, investidores e construtores), esse crescimento é sustentável e a tendência é de mais alta nos preços. Essa maioria argumenta que o crédito imobiliário no País é baixo em relação ao PIB, algo em torno de 2%, insignificante se comparado aos 68% nos EUA, 75% na Inglaterra ou 20% no Chile. Também aponta o grande déficit habitacional do País, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 como impulsores do crescimento do setor.

Não nos vamos iludir. Vivemos uma bolha imobiliária e ela pode estourar em breve. Alguns "sinais periféricos", no jargão dos futuristas, nos levam a pensar assim.

Regras básicas do negócio de imóveis: um pronto vale mais do que na planta, o aluguel gira em torno de 0,5% a 1% do seu valor, o preço do metro quadrado de dois semelhantes varia consideravelmente se tiverem "idades" muito diferentes. Para uma boa compra, muita pesquisa e paciência. Tais regras não valem atualmente.

Pode parecer sedutor um apartamento na planta no litoral sul de São Paulo vendido pelo mesmo preço de outro já pronto no mesmo empreendimento, em outra torre, com melhor localização. Mas o valor é parcelado, terá incidência de juros após a entrega das chaves. Tão estranho quanto isso é o fato de esses imóveis serem vendidos pelo mesmo preço de uma cobertura vizinha, pronta há três anos, mas com o dobro da área útil.

E por que pagar 50% a mais pelo metro quadrado por uma diferença de apenas três anos entre os imóveis, já que as demais condições (localização, infraestrutura, etc.) são as mesmas? A justificativa do corretor é a grande alta no preço dos terrenos nos últimos três anos. Ah, bom, então está explicado! Imóveis têm sido vendidos no prazo de uma semana - o prazo normal era de meses e até anos em épocas anteriores. Quebras de lógica assim já ocorreram no boom dos negócios da internet, no final dos anos 1990, e no boom dos flats em São Paulo, no início dos anos 2000. Ambas viraram bolhas que estouraram.

Recente reportagem na TV mostrou um casal que foi passear num shopping, entrou no estande de uma construtora e saiu com apartamento novo. Compra de apartamento por impulso? Essa é nova. Os aluguéis reforçam a suspeita. Em tese, a locação de um imóvel que duplicou de preço deveria também dobrar. Mas a renda do inquilino não duplicou no mesmo período. Se esses aumentos generalizados forem absorvidos pelo mercado, causarão pressão inflacionária generalizada pelo País. Imóveis residenciais para todas as faixas de renda e comerciais de todos os tamanhos sofrem alta. Pesquisa da Cushman & Wakefield aponta, por exemplo, que o preço em reais de locação do metro quadrado comercial de alto padrão, no Rio de Janeiro, subiu 60% entre o terceiro trimestre de 2009 e o terceiro trimestre de 2010.

Essa pressão inflacionária, se somada a outras possíveis, como o aumento da taxa de câmbio, pode desencadear inflação, já que um quinto dos bens consumidos hoje no Brasil provém do exterior. Mais inflação significa aumento da correção e do valor das parcelas de financiamentos superior ao que muita gente pode pagar. Começaria uma onda de inadimplência. Resultado: algo semelhante à crise do subprime americano. E lá a taxa de juros do crédito imobiliário é de 5%, ante os 12% daqui.

Se os aumentos de aluguel não forem absorvidos pelo mercado, o investimento em imóveis deixaria de ser interessante, pois o valor da locação cairia muito em termos porcentuais em relação ao valor do imóvel. Investidores teriam de vender "estoques" e buscar algo mais rentável, desencadeando uma onda de vendas, contribuindo para estourar a bolha.

O brasileiro, em geral, calcula se a parcela cabe no salário, esquece taxas de juros, manutenção, impostos e fator de correção monetária escolhido.

Também nunca teve tanta disponibilidade de crédito, e aproveita - para imóvel, carro, eletrodomésticos, computador, etc. Recente Relatório de Inflação do Banco Central informa que as dívidas "comem" 23,8% da renda dos brasileiros, ante 17,02% dos americanos. E se a inflação subir? E se a China parar de crescer tanto? E se todo esse dinheiro estrangeiro que inunda o Brasil deixar o País em busca de outras praias, como será o dia seguinte?

Em tempo: há uns dois anos não víamos tantos anúncios de imóveis novos em jornais com comparativos de preços por metro quadrado. Será um sinal de mudança no rumo dos ventos?
Agora é acompanhar a escolha de toda a equipe de Dilma, a inflação, a entrada de recursos no País, o desemprego e o mercado imobiliário em si. Sinceramente, espero estar errado. Mas não vou investir no mercado imobiliário até 2012.

SÓCIO-FUNDADOR DA EYESONFUTURE (WWW.EYESONFUTURE.COM.BR), CONSULTORIA ESPECIALIZADA EM CENÁRIOS EMPRESARIAIS, FOI SÓCIO-FUNDADOR DA BUSINESS SCHOOL SÃO PAULO (BSP)
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Aroldo



Registrado em: Quinta-Feira, 18 de Novembro de 2010
Mensagens: 11

MensagemEnviada: Qua Dez 01, 2010 9:11 am    Assunto: Responder com Citação

Matéria de O Globo e ontem mostra queda do déficit habitacional e confirma alguns pontos que citei em texto publicado aqui neste site:


30/11/2010 - 09:14h
Déficit habitacional cai e se aproxima do número total de domicílios vazios

Enquanto total de residências cresceu 25,5%, população subiu 12,3%

Cássia Almeida – O GLOBO

● O Censo populacional de 2010, divulgado ontem pelo IBGE, trouxe números que indicam que o déficit habitacional ficou menor no Brasil. O número de domicílios ocupados subiu 25,5% em dez anos, enquanto a população cresceu menos da metade: 12,3%. São 56,5 milhões de domicílios ocupados, para 190,7 milhões de habitantes. Assim, o número médio de moradores por casa baixou de 3,75 em 2000 para 3,3 este ano.

— Houve queda da taxa de fecundidade, que influencia esse indicador. Mas isso mostra também que o déficit habitacional caiu no período, com o número de casas subindo mais que a população — avaliou o demógrafo José Eustáquio Diniz, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), ligada ao IBGE.

E o número de casas vazias, ou seja, que estão sendo construídas, postas para alugar ou vender e abandonadas somam seis milhões de unidades, 9% do total. Número suficiente para praticamente resolver o déficit habitacional brasileiro, que está em torno de sete milhões, pelas projeções atuais, que devem ser refeitas com os números do Censo.

Neste levantamento, os agentes acharam o dobro do número de residências fechadas, onde não foi encontrado o morador para ser entrevistado. Foram 901 mil casas fechadas, 1,34% do total, contra 528 mil em 2000, que representava 0,97% do total de domicílios. Porém, pela primeira vez, o IBGE estimou o número de moradores para essas casas fechadas:

— Estimamos o número de moradores conforme o perfil do município, pelo tamanho, se era urbano ou rural. Repetimos o número de moradores do domicílio com essas características para outro fechado — explicou Marco Antonio dos Santos Alexandre, coordenador técnico do Censo.

Sobe em 46% número de casas de veraneio

Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, essa metodologia é usada largamente em países como Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, México e Nova Zelândia. Também se estimou o número de moradores na contagem populacional que aconteceu em 2007, mas a metodologia é usada pela primeira vez em um Censo. Com essa estimativa, a população cresceu dois milhões. Sem ela, ficaria inferior a 190 milhões, pelas contas de Alves, da Ence.

— Com o trabalho de supervisão, conseguimos entrevistar moradores de 600 mil domicílios que encontramos fechados nas primeiras visitas dos recenseadores — disse Nunes.

No Estado do Rio de Janeiro, o percentual de casas fechadas ficou acima da média nacional: 2,1% contra 1,34% do resto do país. Na cidade, a parcela fica ainda maior: 2,7%. Foram encontradas 126.382 casas fechadas no Estado do Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo em que convive com déficit habitacional projetado em sete milhões de residências, há no país 3,92 milhões de casas ocupadas por poucos períodos no ano. Ou seja, a família tem casa de campo ou de praia, na maioria das vezes. Foi um crescimento de 46% na década e corresponde a quase 6% dos domicílios no país.

Já as residências coletivas, onde se incluem hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamentos de trabalhadores e outros, somaram 110 mil domicílios.
_________________
Aroldo Batista
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FTremonti



Registrado em: Quinta-Feira, 7 de Outubro de 2010
Mensagens: 20

MensagemEnviada: Qua Dez 01, 2010 9:38 am    Assunto: Responder com Citação

Há 3 anos atrás comprei um apto ...

Acabo de vende-lo por exatamente o dobro do que paguei...

100% de lucro ... em tres anos ... 33 ao ano ...

Nao pagarei imposto por ser minha primeira venda de imovel e nao ultrapassar o valor de 440 mil ...

Bom, sobre a questao de pq pagar em 3 anos conforme citado no post anterior ... Simplesmente pq a pessoa quer morar ali e ponto.

Nestes 3 anos a pessoa casou ... comecou a namorar ... sabe-se la ... mas ha 3 anos atras nao tinha a intenção de morar ali ... onde era um terreno largado ...

Investir pra alugar ... nao se trata somente do lucro que vc tera ... mas tbm do patrimonio que esta crescendo ... tem gente que gosta ... mesmo sendo de 0.5 ao mes dizer que tem um apto ... sei lá ...

Com o dinheiro da venda, ja investi em mais 4 ... sendo 1 comercial e 3 residenciais ... compro na planta e vendo mais tarde ...

Vou contando minha experiencia ... na luta para que esta bolha nao estoure ...

Abraços!!!
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FTremonti



Registrado em: Quinta-Feira, 7 de Outubro de 2010
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MensagemEnviada: Qui Dez 02, 2010 9:21 am    Assunto: Responder com Citação

Sim, o poder de compra do dinheiro futuro tem que ser equivalente ao poder de compra do dinheiro atual...

Se por exemplo, voce quer juntar 100 mil em 3 anos nao basta apenas juntar 3125 por mes ... e sim os 3125 + a inflacao para ai sim ter o mesmo poder de compra de 3 anos atrás ...

Discordo quando diz que esta pagando menos pelas coisas ...

Se considerarmos a inflacao ( uns 4% ao ano ) os valores estão cada vez mais desproporcionais ...

Em relacao a investir em imoveis, concordo contigo que nao basta comprar na planta e vender ... e sim construir.

Porem, quando fecho uma compra, tiro todas as taxas e anuencias possiveis e negociaveis ... fazendo com que tenha o lucro semelhante ao da incorporadora referente ao imovel( nas devidas proporções, é claro ). Da mesma forma, a imobiliaria lhe cobra uma taxa chamada SATI ... Esta sati nao entra em meus planos ... ela é ilegal ...

Pretendo fazer um capital, para aí sim, investir realmente em imoveis, ou seja, comprar terrenos, construir casas e assim vai. Adoro este mercado ...

Tbm sou novo neste tipo de investimento, espero nao ter dado apenas sorte na primeira vez em que consegui 100% de retorno ... vou informando voces de tudo que acontecer ...

Se isto é uma bolha ou nao, vamos ter que esperar pra ver ... Caso realmente seja, terei de assumir novos planos ...

Grande Abraço a todos!
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imhotep
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Registrado em: Sexta-Feira, 14 de Agosto de 2009
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MensagemEnviada: Qui Dez 02, 2010 11:47 am    Assunto: Responder com Citação

Mullencampf escreveu:
Citação:
Pretendo fazer um capital, para aí sim, investir realmente em imoveis, ou seja, comprar terrenos, construir casas e assim vai. Adoro este mercado ...

Tbm sou novo neste tipo de investimento, espero nao ter dado apenas sorte na primeira vez em que consegui 100% de retorno ... vou informando voces de tudo que acontecer ...

Se isto é uma bolha ou nao, vamos ter que esperar pra ver ... Caso realmente seja, terei de assumir novos planos ...


que bom hehe, mas se é bolha ou não é... se esse é o mercado que vc quer atuar, no meu ver, nao vai importar muita coisa..... quem vai se lascar com a bolha é quem tah de gaiato nesse mercado e nao quem ja vive este mercado a 20 30 40 anos...

se voce investe esperando ganho de capital fique BEEEMMM esperto, agora se vc investe para fluxo de caixa.... relaxe, se for bolha mesmo vc so tem a ganhar.....

boa sorte .... e saiba que pra quem é expert no mercado que atua, pode vim crise, bolha, deflação, inflação..... vai se mante no pario e quanto maior as diversidades maiores as possibilidades de lucro...

nos mantenha informados dos erros e acertos


E lembrando - perder dinheiro também faz parte do jogo...
Se não quer perder dinheiro (ao menos na cara), fique na poupança...
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FTremonti



Registrado em: Quinta-Feira, 7 de Outubro de 2010
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MensagemEnviada: Qui Dez 02, 2010 1:46 pm    Assunto: Responder com Citação

pow galera, curti os comentarios de voces...

valew ae!!

Irei informando voces dos passos de meus investimentos...

Atualmente estou com 4 propriedades ... em diferentes pontos( de SP ) sendo que 3 são residenciais e 1sala comercial...

eu concordo com os precos exorbitantes dos imoveis ... tenho como exemplo o meu proprio apto que tive um retorno de 100% em 3 anos ... Duvido muito ter este mesmo retorno nas proximas vendas .....

mas ja tenho um plano de venda com lucro superiores as aplicacoes que conheco ...

Atualmente vendo esta unidade: http://bit.ly/hlL0yd

Ela tbm ficará pronta em 3 anos ...Nao acredito que terei lucro de 100% e comprei esta unidade para vender no comeco do ano que vem ... daki uns 3 meses no maximo ... só pra dar uma alavancada nos investimentos ...

tenho uma sala comercial que saira em agosto do ano que vem ...

com esses investimentos já vou conseguindo me situar e ver realmente o que esta acontecendo com este ramo...

Grande abraco a todos!
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Aroldo



Registrado em: Quinta-Feira, 18 de Novembro de 2010
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MensagemEnviada: Qui Dez 02, 2010 5:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Em alta aluguel segue valorizando, não sofre pressão de novos lançamentos e não toma conhecimento da bolha imobiliária, veja abaixo matéria do Brasil Econômico:


Imóveis
Aluguel sobe mais que renda do brasileiro
Carolina Alves (calves@brasileconomico.com.br)
02/12/10 16:09

Em três anos, o empresário Arthur Freire viu o aluguel do apartamento onde mora subir 53%.

O valor do imóvel de 54 metros quadrados que alugou com a sua esposa, na região central da capital paulista, passou de R$ 1,3 mil por mês para R$ 2 mil, comprometendo uma parcela cada vez maior da renda familiar, até atingir o patamar de 40%.

Com o custo pesando mais no bolso, há seis meses Freire começou a procurar um novo imóvel para morar.

Quando sua irmã lhe avisou de uma vaga no prédio onde ela morava - com o dobro da metragem - o empresário foi negociar o aluguel com o proprietário. O valor cobrado da irmã é de R$ 1,6 mil. O proprietário, porém, pediu R$ 1,8 mil pelo outro apartamento.

"Tentei negociar, mas não recebi retorno. Tive de correr atrás da imobiliária, que fez pouco caso da oferta. A impressão que tenho é que a procura é tanta que eles não precisam se esforçar pelo cliente. Como tem pouco imóvel em relação ao número de pessoas que querem alugar, perdi a voz ativa nas negociações", afirma Freire.

Nas alturas
Acompanhando a valorização do preço do imóvel, o aluguel cresceu 24% nos últimos três anos em todo o país. Em algumas regiões, contudo, a variação foi superior à expansão do rendimento real do brasileiro.

No estado de São Paulo, o aluguel cresceu 51% no período, enquanto o rendimento subiu 36%.

Já no Rio, o aluguel teve alta de 57% nos últimos doze meses (único histórico disponível) - enquanto o rendimento apresentou elevação de 13% nesse intervalo. Os dados são do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O crescimento da renda está pressionando o valor do aluguel. O mercado imobiliário ficou muito tempo estagnado, com baixos investimentos. Desta forma, a oferta não conseguiu acompanhar a forte alta da demanda, o que recaiu sobre os preços", analisa o economista Fernando Garcia, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ele ressalta que o imóvel vendido ainda na planta na capital paulista valoriza-se em torno de 3% ao ano desde 2007.

"Se o imóvel novo está mais caro, isso puxa o preço do imóvel mais velho e, consequentemente, do aluguel, que é uma espécie de juros sobre o uso da habitação", complementa.

O imóvel, por sua vez, está cada vez mais caro por conta da crescente oferta de crédito no mercado, um fator cujo peso passou de 3% para 5% do PIB em dois anos.

Programas como o Minha Casa, Minha Vida, contribuíram para a expansão do crédito e, consequentemente, para a especulação de pequenos investidores, ,que compram um imóvel na planta com o objetivo de alugá-los para terceiros.

"São investidores de pequeno porte, geralmente da classe C. Isso não é ruim para o mercado, pois eles se tornam uma fonte de financiamento extra para os imóveis novos e estimulam a oferta", pondera Garcia.
No caso do Rio de Janeiro, outro fator que contribuiu para a valorização do aluguel foi a instalação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) em regiões de alto índice de violência.

"Bairros como a Tijuca e Botafogo, muito desvalorizados pela falta de segurança, são hoje mais demandados por conta das UPPs. Já os eventos esportivos, como Copa e Olimpíadas, estão atraindo muitas pessoas para o Rio, o que contribui para o aumento considerável dos imóveis e, consequentemente, dos aluguéis", explica Antonio Paulo Monnerat, vice-presidente de Locação do Secovi-RJ.
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Aroldo Batista
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