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Bancos já projetam boom no crédito imobiliário

Voltar à Home ||| 10/08/2009 - Enviar para o Twitter!



Só não entendo como podem comemorar a “possível” chegada do boom imobiliário aqui no Brasil. Foi justamente ele que criou a crise que ainda estamos passando …

Mas tem uma … tem lugares que não acompanhariam, na minha opinião, ou melhor, não suportariam esse boom. Floripa, oi ?

Bancos já projetam boom no crédito imobiliário

São Paulo, 10 – O otimismo dos profissionais que trabalham com crédito imobiliário beira a euforia. Depois de décadas de desempenho errático, que deixaram o Brasil na lanterna do ranking que mede a relação entre esses financiamentos e o Produto Interno Bruto (PIB), a maioria deles não tem dúvidas: agora, o negócio vai deslanchar.

“Os astros finalmente se alinharam. Nunca tivemos uma combinação como a atual”, diz o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Grupo Santander Brasil, José Roberto Machado. “O boom imobiliário mundial dos últimos anos começa agora a acontecer no Brasil”, completa o consultor técnico da vice-presidência da Caixa Econômica Federal, Teotônio Costa Resende.

São basicamente duas as razões que explicam o bom humor dos executivos. A queda da taxa básica de juros (Selic) para níveis historicamente baixos, que encontrou terreno fértil graças à melhora das leis que regulamentam o crédito imobiliário, a partir de 2004. Entre outros pontos, a legislação facilitou a retomada de imóveis com prestações em atraso.

Devem-se somar a esses fatores as perspectivas para financiamento de imóveis voltados para a baixa renda no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. “Estamos preparados para atender a todas as faixas de renda”, afirma o superintendente executivo do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, Cláudio Borges. “A baixa renda é onde está a demanda.”

Segundo especialistas, o déficit habitacional no Brasil está em 8 milhões de unidades e aumenta a cada ano por causa do crescimento vegetativo.

Algumas movimentações recentes no mercado dão pistas do que deve ocorrer nos próximos meses e anos. No início de agosto, por exemplo, a Equity International, que pertence ao bilionário americano Sam Zell, anunciou a intenção de abrir uma empresa de crédito imobiliário no Brasil. Procurada pelo Estado, a companhia não se manifestou.

Desde que o Banco Santander divulgou oficialmente que fará uma oferta pública de ações (OPA) no Brasil, analistas especulam sobre o destino que será dado ao dinheiro obtido na operação, estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho & Associados, não tem dúvidas. “O banco aplicará os recursos no mercado imobiliário, onde tem experiência internacional”, afirma.

Machado não comenta a especulação, mas deixa claro que o apetite do Santander no segmento é realmente grande. “Com ou sem OPA, vamos trabalhar para o banco crescer na área”, diz. “O Santander gosta de crédito imobiliário.”

Segundo os executivos, um dos maiores atrativos desse tipo de financiamento é a possibilidade de fidelizar o cliente. Ao longo de 20, 30 anos, o correntista acaba adquirindo outros produtos, como cartão de crédito, seguro de vida, etc.

Outra razão é o baixo índice de inadimplência. “Com a alienação fiduciária (mecanismo implementado no Brasil em 2004), o mutuário que deixa de pagar três prestações perde o imóvel”, explica o vice-presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Rogério Caffarelli. “Por isso, todos se viram e acabam dando um jeito de manter o pagamento. Aqui, esse índice está perto de zero.”

Embora seja uma instituição com mais de 200 anos de história, o BB é um novato em crédito imobiliário. Foi autorizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a atuar no segmento apenas em maio do ano passado. O primeiro produto da área para pessoas físicas saiu do forno há exatamente um ano e, para empresas, em dezembro.

Um dos desafios que o mercado brasileiro ainda não resolveu diz respeito à fonte de recursos. Hoje, 96% do estoque de crédito imobiliário (R$ 74 bilhões) vem da poupança, no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O restante é oriundo de capital próprio dos bancos e de instrumentos financeiros como Letras Hipotecárias e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Por lei, os bancos brasileiros devem direcionar 65% dos depósitos da caderneta para financiar imóveis. “A maioria das instituições já está com a exigibilidade cumprida”, observa o diretor de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa. “A perspectiva de crescimento maior (do segmento) passa pela busca de outras fontes de recursos.”

SECURITIZAÇÃO

Na semana passada, um passo decisivo foi dado nesse sentido, segundo o diretor da Brazilian Securities, Fabio Nogueira. A Câmara aprovou a Medida Provisória 460, que, entre outros pontos, autorizou a criação de fundos de investimento que tenham na carteira CRIs. “Há 10 anos, esperávamos por esse momento”, comemora.

A empresa de Nogueira é uma securitizadora. Em outras palavras, cria produtos financeiros a partir de obrigações de crédito. Exemplo prático: pega diversos financiamentos originados por uma varejista, os empacota e vende para investidores dispostos a correr o risco.

Se o presidente Lula assinar a MP, companhias como a Brazilian Securities poderão criar fundos de CRIs. “Será uma opção ideal para pessoas que buscarão diversificar seus investimentos em meio à queda da taxa de juro”, afirma. As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de S.Paulo.







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5 comentários para “Bancos já projetam boom no crédito imobiliário”

  1. Leonardo carignano disse:

    tomara que com isso fique mais fácil conseguir credito.

    Sem muito blablabla e com mais dinheiro ficando disponível pa galera investir

    Amen hehehe

    @Zé da Silva:
    Também estou nessa torcida. Mas acima de tudo, estou torcendo para que não seja “100%” direcionado à população de baixa renda … :)

  2. Roma9 disse:

    Zé eu acho que vamos ter um Boom, mas vai ser pelo menos no início um Boom saudável, com uma nova precificação dos ativos imóveis devido ao menor custo de oportunidade (taxa de juros menor) e maior facilidade de crédito. Tem muito caminho para andar aqui os imóveis ainda estão baratos comparado a lá fora e o crédito é MUITO pequeno.

    Vale lembrar que não foi só o crédito que levou a bolha, mas sim os juros reais negativos, negligência dos bancos, leis que davam incentivos fiscais e protegiam o tomador que poderia devolver o imóvel, regulamentação frouxa e por ai vai. Uma situação com certeza diferente da brasileira.

    Outra coisa aqui é que o sistema financeiro é muito travado, a regulamentação é muito rígida o que obriga os bancos a serem cautelosos e ter um crédito caro. Do jeito que o negócio funciona aqui eu apostaria no máximo numa ressaca.

    @Zé da Silva:
    Olha … só não concordo com uma coisa. :)

    Os preços aqui estarem baratos comparando com lá fora … dependendo da praça analisada, ok … mas dependendo … Floripa de novo ? Oi ! :)

    Sério … aqui em Floripa o negócio beira ao absurdo. Apartamento de 60 m² ( literalmente ) por mais de R$ 300k ! E não é apartamento de luxo … isso é só por ser no centro da cidade … Não é imóvel de praia, nem na beira mar …

    Mas sobre o boom daqui trazer problemas, até onde vi, eles estão incentivando mais os imóveis voltados à população de baixa renda …

  3. Roma9 disse:

    Zé lá fora o pessoal ganhar 4% a.a real de forma “segura” já é considerado bom negócio. Quanto a Floripa eu não conheço, mas eu acho que essas bolhas Brasileiras tem pouca capacidade de afetar o setor produtivo. O que agente as vezes não analisa é que lá os preços subiam com liquidez, aqui eles sobem, mas a liquidez é reduzida. Lá o preço subia o banco ligava para o cara perguntando se ele não queria mais dinheiro(crédito). Quando caiu o cara não pagou o banco ai que o negócio foi pro brejo. Lá o pessoal tem uma conta garantida dando o imóvel de garantia o que está começando a ocorrer no Brasil. O Santander que tem expertise nessa área e não se ferrou muito com o subprime, mas com o Madoff dançou bonito. Já esta disponibilizando uma linha de crédito livre (pode usar aonde quiser sem dar satisfação) de juros de 1,49%a.m (se não me engano) com garantia em imóveis até 60% do valor do imóvel e um máximo de 200k.

    Zé quantas pessoas você conhece que se os imóveis caíssem 30% iam quebrar?

    @Zé da Silva:
    Concordo contigo, bem diferente … o problema maior deles foi mesmo as hipotecas … aqui é coisa pouco usada.

    Agora, gostei dessa linha do Santander … não pareceu “tão ruim” … :)

  4. Leonardo Carignano disse:

    po eu quero uma linha dessa!!!

    para quando você acredita que estará disponível ?

    @Zé da Silva:
    Vou ver se descubro alguma coisa. :)

  5. Odair Frederico disse:

    Olá pessoal quando estiver disponivel favor postar…blz..

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