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Dicas ||| Português 57

Voltar à Home ||| 30/06/2010 - Enviar para o Twitter!



Uma das coisas que mais gerou dúvidas na reforma ortográfica foi o uso do hífen. A grande maioria dos guias sobre a reforma deixaram este item em aberto ( aqui mesmo no site foi feito isso ). Mas ao escrever um texto para o site fiquei em dúvida sobre uma palavra que exigia ( ou não ) o uso dele, fui ao São Google para descobrir sua nova grafia.

Que grata surpresa. :)
Achei uma tabela, produzida pela Abril, com uma bela explicação sobre o novo uso do hífen.

Além da tabela existe um destaque para uma pequena gama de palavras que antes exigiam seu uso:

O hífen desaparece em algumas palavras compostas que perderam a noção de composição, por exemplo: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista.

Um dia, quem sabe, nós conseguiremos nos habituar com a mudança. ;)







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2 comentários para “Dicas ||| Português 57”

  1. Leandro Pena disse:

    Nossos avós que o digam.. quando paramos de colocar o acento circunflexo em algumas palavras e trocamos o ph pelo f.
    :P

    @Zé da Silva:
    De vez em quando leio um livro antigo ( e põe antigo nisso, hehehe ) onde a acentuação e grafia é bem diferente da atual.

    Tenho certeza que reclamaram da mesma forma que estamos fazendo agora. ;)

  2. puigllum disse:

    Prezado Zé da Silva:

    Muito interessante esse quadrinho publicado pela Editora Abril, que é um resumo das principais ocorrências do hífen, esse que representa, sem nenhuma dúvida, o ponto mais crucial do Acordo Ortográfico (AO).

    O que ocorre é que a ausência das regras, ou dos artigos que compõem o AO, ao contrário do que aparece noutros guias, dificulta-nos um pouco a compreensão dalguns pontos.

    Há também algumas omissões inexplicáveis, justamente naqueles pontos mais polêmicos, inclusive em situações que, digamos, são corriqueiras do linguajar jurídico, por exemplo, como são os prefixos «ab», «ad» e «ob», próprios dos chamados cultismos. Assim, «ab-rupto» ou «abrupto»? Esses prefixos fazem parte do grupo do «sob» e «sub», e deveriam aparecer no quadro.

    Nos prefixos «co» e «re», aparece como única ocorrência do hífen a ligação com palavras iniciadas por «h», sem nenhum exemplo delas, o que seria, no mínimo, uma distração do autor do quadro. Porém, nesse ponto, há divergência com outros manuais, inclusive com o próprio Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o VOLP, que registra TODAS as ocorrências do prefixo «co» sem hífen, com a consequente supressão do «h», como em «coerdade», «coerdar», «coerdeiro», e também «coabitar» (e seus derivados).

    Na nota 1, diz-se o seguinte: «não se usa hífen quando o segundo elemento perdeu o h original: «desumano», «inábil», mas o «subumano» também o perdeu, embora apareça grafado como «sub-humano». No dicionário Houaiss, anterior ao Acordo, já aparecem as duas grafias («sub-humano» e «subumano»).

    No prefixo «mal» (o que também se aplica ao «bem», mas esse não aparece no quadro) há a nota 2, segundo a qual, com esses prefixos, «usa-se o hífen quando forma com a outra palavra um adjetivo ou substantivo». Porém, em «benfazejo», «benfeitor» e «benquerença» não há hífen, por qual razão??
    Na nota 3, diz-se o seguinte: «quando a pronúncia for fechada (pos, pre, pro), liga-se sem hífen ao outro termo: preencher, posposto (exceções: preaquecer, predeterminar, preestabelecer, preexistir». No sul do Brasil, não há problema. No entanto, para um falante cearense ou baiano, essa regra não se aplica, já que eles pronunciam as pré-tônicas como semitônicas, aquela história do «pERnambucano»).

    O prefixo «para» (antigo «pára») foi omitido no quadro da Editora Abril. No entanto, o que fazemos com aquelas palavras que perderam (?) a noção de composição, como «para-raios» ou «pararraios», como é que se escrevem? O acento diferencial caiu, mas o outro problema não foi resolvido – escrevem-se com hífen ou sem ele? No VOLP, aparecem registradas as formas «para-raios», «para-brisa», mas «paraquedas»: por que será que nas duas primeiras não se perdeu essa noção, mas na última, sim?

    No início destas linhas, mencionei a existências «doutros guias». Um deles, o que eu considero o melhor, entre os diversos que se encontram disponíveis na internet, com informações claras sobre as regras (e não somente um resumo gráfico delas, como no caso do da Abril), é o «Guia Prático da Nova Ortografia», distribuído gratuitamente pela editora Melhoramentos, no seguinte endereço:

    http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf

    Cordiais saudações,
    puigllum

    @Zé da Silva:
    Muito obrigado pela complementação ! :)

    Darei uma olhada no material da Melhoramentos.

    Abraços !

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