Comentários ||| Proponho um exercício ! #8
Você deixou sua opinião, ou melhor … você participou do “Proponho um exercício !” #8 ? Não ? Então o que acha de passar no post e deixar o seu comentário ? Já ? Então sigamos adiante. 🙂
A grande maioria dos participantes sugeriu uma boa conversa como solução para o problema. Ok, provavelmente não seja uma solução imediata, mas é um bom começo. Mas … pense comigo: se a solução fosse tão simples, será que veríamos tantos casamentos acabando por causa do dinheiro ? Não existe um consenso sobre o percentual exato de matrimônios que acabam por problemas financeiros, mas o índice é alto e há quem arrisque o palpite de que 50% das separações sejam motivadas por causa da grana. 😯
Claro, os motivos são vários … o cônjuge não ganha o suficiente para arcar com as despesas básicas da casa (levando-se em conta uma família com padrão mais simples, e não por quererem gastar mais do que podem), ou então o companheiro (ou companheira) não ajuda na hora de pagar as contas, seja porque gasta em coisas em benefício próprio ou simplesmente por não trabalhar – sem haver nenhum impedimento para isso. Ou então o caso “vivido” pelo nosso amigo Zé, onde ganhava muito bem e de repente viu as coisas indo por água abaixo.
Entenda de uma vez por todas: o ser humano consegue se “adequar” às facilidades, à boa vida, às comodidades que o dinheiro traz, num piscar de olhos. Mas, quem já provou da fruta, quando precisa retrair o padrão de vida, sofre muito.
Uma boa conversa … sim, essa é a “única” alternativa para o problema do Zé. (admitindo que ele não tem como recuperar a parcela de dinheiro que “perdeu”) Mas, será que esta tarefa será fácil ? Olha … muito provavelmente não. Na grande maioria das vezes o desgaste que este tipo de conversa traz ao casal é tão grande que o que unia aquelas duas pessoas acaba se dissolvendo …
Veja que o próprio Zé passou por um tempo de aperto antes de se tocar da necessidade de mudança. Como os dois vivem “a mesma vida”, era de se esperar que o casal percebesse o problema juntos. Se houver a necessidade de um dos dois chamar a atenção do outro para o que está acontecendo, a chance de problemas é grande.
E não, o “despertar” não é exclusividade do homem, já vi muitos casos onde quem assumiu as rédeas foi a mulher, mas a grande maioria deles teve o desfecho mais tradicional … a separação.
Não estamos habituados a falar sobre dinheiro em casa, com nossos pais e irmãos. Quando nos casamos, levamos mesmo hábito para o novo lar … e este é um dos motivos para que uma boa conversa, neste momento, acabe não surtindo o efeito desejado.
Entenda que é necessário que se converse sobre dinheiro, sobre finanças, sobre gastos, dentro de casa, na rua com os amigos, com o máximo possível de pessoas (de seu laço de convivência …). Você deve falar sobre o dinheiro quando as coisas estão boas e quando elas estão ruins, isso facilitará sua vida, justamente quando a necessidade de uma conversa mais séria chegar. Como já existe o histórico do papo dinheiro no recinto familiar, a introdução do assunto não trará as consequências desastrosas que normalmente traz.
Sim, conversar com o cônjuge é a “única” solução, como falei acima, mas o segredo é falar sobre ele desde sempre, e não só quando as coisas já estão indo rumo ao buraco. Se as coisas estão indo bem, poderão melhorar, se estão mal, certamente melhorarão. 😉