Clube do Pai Rico
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Zé, você não entende quem tem pouco dinheiro para investir …

Um site de Educação Financeira tem, em teoria, o propósito principal de levar informação e conhecimento ao maior número de pessoas possível. Sem priorizar grupo social ou nível de renda. Desde dos que tenham milhões disponíveis para investir, até aqueles que não conseguem poupar um único centavo …

E não podia ser diferente. Para que as finanças de uma nação mudem, de verdade, uma série de fatores são necessários. Dentre eles (para não dizer o principal), a Educação Financeira. Mas uma Educação Financeira amplamente difundida. Que entregue aos envolvidos o conhecimento necessário para lhes ajudar a pensar por conta própria, que possam tirar todas as conclusões necessárias assim que as dúvidas surgirem. Nada de fórmulas prontas ou mágicas que permitam o sucesso com 100% de garantia.

Você conhece o Clube, não é assim que a coisa funciona por aqui. 😉

Sim, durante MUITO tempo foquei (talvez até mesmo exageradamente, minha culpa …) no tema Bolsa de Valores. Falei tanto sobre ela por ser minha área de atuação no mundo dos investimentos, por ser o ramo que mais intimidade tenho, por ser a modalidade que (acredito) tenho mais conhecimento acumulado. Em uma reflexão mais profunda, cheguei à conclusão que realmente estava deixando um pouco de lado o básico da Educação Financeira, e vi que isso fazia falta aos leitores do Clube. Reflexão feita, correção de rota efetuada. 🙂

Hoje cá estamos falando MUITO sobre EF 101 e o resultado disso vem sendo fantástico ! Vejo que realmente errei ao não oferecer – no volume adequado – este tipo de conteúdo aqui no Clube. Erro corrigido e em tentativa de redenção.

Mas você continua sem entender quem tem pouco dinheiro Zé …

Quem me chamou a atenção para esse fato foi o Paulo, em um comentário no post de ontem (Com R$30 é possível atingirmos R$1 milhão ?). Mas será que eu realmente deixo de lado quem tem pouco capital disponível para seus investimentos ? 🙁

Pensei … Pensei … Pensei … E cheguei a conclusão de que não, e que além de não deixar de lado, sou um dos poucos que realmente tenta dar a orientação necessária para este grupo (tão grande, infelizmente) de pessoas que precisam mudar suas vidas financeiras. E mudar para melhor. 😀

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Vamos falar sobre o economês ?

Você, leitor assíduo do Clube do Pai Rico, sabe que nestes 18 anos de história abordamos os mais diversos assuntos. Finanças pessoais, Educação Financeira, Investimentos, Ações, Opções, Tesouro Direto … etc etc etc.

Praticamente tudo o que aqui foi apresentado veio do conhecimento que adquiri em minha jornada. Foram anos e anos de experiência sendo compartilhados aqui com vocês. Experiências passadas, novas e até mesmo expectativas em relação a novidades tão novas que ainda não geravam nenhuma opinião formada sobre o assunto.

Foram pouquíssimas as vezes em que algo foi publicado apenas por “necessidade de atender uma demanda específica” de alguém. Arrisco a dizer que 99% do que publiquei surgiu de uma (ou mais) experiência pessoal. Senti na pele o que compartilhei. Aprendi. Ganhei. Perdi. Sofri. Comemorei.

Mas sempre priorizei dividir o que de melhor eu tinha: aquilo que eu “sabia que sabia”. (por mais que às vezes não soubesse tanto assim)

SEMPRE !

E para facilitar esse compartilhamento de conhecimento assumi o compromisso de fazer isso da forma mais simples possível. Da forma que viesse a facilitar ao máximo a compreensão daquilo que estivesse apresentando. Afinal de contas, se eu “sei” do que estou falando, e estou disposto a dividir com outras pessoas, nada mais justo do que ajuda-las, de todas as maneiras possíveis, a compreender aquilo que estava sendo dito.

Sempre ouvi que a melhor forma de se ensinar algo era adotando a seguinte postura: uma criança de 10 anos conseguirá entender aquilo que estava sendo dito ? Se não, você precisaria simplificar ainda mais as coisas.

E se tem uma coisa que complica a vida de quem está lendo/ouvindo/vendo o conteúdo que se propõe a compartilhar um conhecimento é o linguajar. É o uso de um “idioma” específico da área. Em suma …

… o economês

Vai dizer que não é verdade ?

Me diga se uma conversa onde são usados somente termos técnicos, ou “dialetos” específicos da área, não dificulta a compreensão daquilo que está sendo dito ? Por que alguém prefere usar termos bonitos (leia-se técnicos), ao invés de palavras práticas e do dia a dia, na hora de fazer uma apresentação, na hora de explicar alguma coisa para alguém.

É para mostrar que sabe mais do que a pessoa que está lhe “ouvindo” ? É para demonstrar autoridade em relação ao assunto abordado ? Ou é pura e simplesmente para deixar a pessoa sem entender direito aquilo que está sendo debatido, mantendo-se a necessidade de um “interlocutor”, de um “tradutor”, para que ela continue seguindo o seu caminho ?

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Devo quitar minhas dívidas ou formar meu colchão de segurança ?

A bola foi levantada pelos amigos Rodrigo e  Alcimar nos comentários do excelente artigo de Silvia Soares: tendo alguma dívida, devo quitá-la ou formar meu colchão de segurança ?

Dê uma olhada nos comentários em questão:

Olá,

O texto está excelente, porém uma dúvida apareceu: Tempos atrás fiz um curso de finanças/investimentos onde uma das regras do palestrante era a de guardar os 10% do salário independente da minha situação atual, ou seja, mesmo que eu estivesse devendo cheque especial por exemplo, deveria guardar o dinheiro antes de pagar as contas, pois ele serviria mais tarde para me livrar das dívidas.

Só que sempre ficou a dúvida, se eu guardar na poupança (até se ter suficiente para outra aplicação) 10% de meu rendimento, mesmo que isto signifique ficar devendo cheque especial, no final das contas, o meu rendimento será muito menor do que os juros do cheque. Então, qual é o método mais recomendado?

Abraços e parabéns!
Rodrigo

Não concordo com a ideia de que não se poder guardar ou investir nada enquanto se está endividado, em uma fase ruim, guardei 10% de tudo que ganhava, mesmo deixando de pagar alguma conta no mês, e isso me salvou, quando tive um problema de saúde e precisei de grana, ao invés de me enrolar mais ainda com minhas dividas pude utilizar o dinheiro que estava guardado. Além do mais com dinheiro faltando você consegue diminuir gastos, porque só te resta isso.

As dividas devem ser negociadas, nunca enroladas. Acredito no pagamento das dividas o mais rápido possível, mas sem nunca esquecer de guardar pelo menos 10% para que em caso de emergência não ter que voltar com dividas que já foram pagas ficando num eterno endividamento.

Alcimar

E ai, concorda, discorda ? Ou dá corda ? 🙂

Será que ao destinar 10% para o colchão a pessoa está agindo da melhor maneira ? Está agindo de uma maneira financeiramente inteligente ou apenas criando um escudo “moral” contra problemas de grana futuros ?

Vamos às contas !

Uma pessoa ganha R$ 2.000,00 – portanto “deve” separar R$ 200,00 todos os meses. O dinheiro que é separado vai para um fundo de renda fixa que rende algo perto de 1% ao mês (sim, é um valor alto e raro, mas é um exemplo … ok ?) para formar o colchão de segurança dela. Mas de outro lado ela tem uma dívida de R$ 1.000,00 que cresce numa proporção de 10% ao mês. Vale a pena destinar os R$ 200,00 para o colchão deixando a dívida de lado ? Claro que não ! A dívida crescerá ~R$ 100/mês enquanto o colchão cresce apenas R$ 2,00. A dívida crescerá numa velocidade muito superior ao colchão …

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Antes de se tornar um piloto da Fórmula 1, você precisa aprender a … ?

Pense numa criança que adora assistir às corridas da Fórmula 1. Ela ama aquilo ! Ama tanto, que ao perguntarem para ela o que ela será quando crescer, a resposta que surge imediatamente é “Serei um piloto da Fórmula 1 !!!”

A criança vai crescendo e a vontade aumentando, até o ponto em que os pais começam a incentivar aquele sonho.

Neste momento aquela criança começa o processo de preparação para se tornar um piloto profissional de corrida. Começa pelo kart, aprende a pilotar, se destaca, ganha algumas provas, passa a ganhar todas, começa a correr na Fórmula Ford, passa a correr provas da Fórmula 3, se destaca, ganha as provas, migra para a Fórmula 1 e vira ídolo.

Aquela criança saiu do zero, transformando um simples desejo em realidade. Ela evoluiu, aprendeu o que precisava para se tornar um piloto profissional, um ídolo na modalidade.

Ela se destaca tanto que faz com que outras crianças passem a desejar o mesmo, passem a almejar uma carreira de piloto de Fórmula 1.

E nesse momento surge uma pergunta …

O que é preciso fazer para se tornar um piloto de Fórmula 1 ?

Você partiria direto para um carro de uma das grandes equipes, “giraria a chave” e sairia correndo ?

Ou você começaria devagar, evoluindo aos poucos, adicionando um pouco mais de potência e um pouco mais de velocidade aos poucos ?

Indo ainda mais longe: você, sem saber absolutamente nada sobre como pilotar um carro (quanto mais um de Fórmula 1 …), o que faria ? Pegaria uma Ferrari para dar umas voltas a 350km/h ? Ou começaria mais devagar ?

Sim, você começar devagar. Bem devagar …

Na verdade, você começaria parado. Você antes de tudo aprenderia como ligar o carro. Aprenderia para o que serve um volante, qual a função de cada um dos pedais (freio, acelerador e embreagem). Aprenderia sobre os efeitos da velocidade sobre o carro, sobre como ele se comporta no momento da freada se estivermos rápidos demais. Aprenderia que para o carro andar ele precisa de combustível, que sem ele não haveria como ele sair do lugar.

Em suma: você começaria pelo básico do básico. Antes de se tornar um piloto profissional, você precisaria aprender a dirigir um carro. Você precisaria aprender o que faz um carro se mover, como fazer ele se mover.

Depois disso sim, você passaria a injetar mais potência no motor, pisar mais fundo no acelerador, deixar para frear mais perto da curva.

Não é mesmo ?

E neste momento eu te pergunto …

Por que seria diferente na hora de se investir na Bolsa ?

É … Vejo muitas e muitas pessoas que desejam começar a investir na Bolsa. Querem investir, graças as oportunidades que viu, das que ouviu falar. Quer começar, mas já quer começar voando baixo. Quer começar diretamente no cockpit de um carro da Fórmula 1. Quem sabe até mesmo de um mais rápido, para já ir diretamente aos 500km/h !

Infelizmente vejo isso acontecer. E vejo muito.

Muitos interessados em investir em Bolsa querem pular etapas. Querem sair do zero, querem deixar de ser um investidor da Caderneta de Poupança e migrar diretamente para o investimento em Bolsa, operando no daytrade com alavancagem de 1:100 … 🙄

Se isso ocorresse com o exemplo da Fórmula 1, pegando a pessoa que ainda não sabe ligar um carro comum, e a colocando para acelerar uma McLaren a toda, numa reta gigante, antes “daquela” curva. O que provavelmente aconteceria? …

Isso mesmo: um acidente.

A mesma coisa acontece na Bolsa ! A pessoa que entra, sem ter formado a base realmente necessária para se investir com segurança e conhecendo como aquilo funciona, corre um grande risco de se acidentar no primeiro “imprevisto” que surgir.

Se você não parte diretamente para um carro de Fórmula 1, porquê faria isso na hora de investir na Bolsa !!?

Agora você entendeu o motivo para eu ter criado o curso Minha 1x na Bolsa, que fornece aos alunos todo o conhecimento de base, apresentando os detalhes sobre o funcionamento do investimento em ações, desde o mais básico “o que é uma ação”, “o que é a Bolsa”, passando pela abertura de uma conta na corretora, mostrando como se realizar uma compra de uma ação na prática, para em seguida apresentar uma estratégia simples de investimento, que não requer muito tempo, ou uma análise mais aprofundada, permitindo a ele investir de uma forma diversificada e um pouco mais segura ?

O Minha 1x na Bolsa é ideal para você que hoje investe apenas nas formas mais tradicionais de investimento (poupança, CDB, Tesouro Direto, Fundos …) e deseja sentir o gostinho da velocidade que a Bolsa pode proporcionar. Com o equipamento correto, com a segurança necessária, com o conhecimento que te permitirá desfrutar de uma prova oficial. 😉

Com o conhecimento adquirido lá, você poderá evoluir aos poucos. Poderá partir para o investimento em Opções, no índice futuro, no dólar, no daytrade … Pois terá obtido todo o conhecimento necessário para isso, para seguir adiante.

Me diga: por que se arriscar a correr um acidente desnecessário ? Qual o motivo para você querer ir diretamente aos 500 km/h sem ao menos saber como ligar o seu carro ? 😀

Aprendendo a usar o STOP na base da dor !

Existe uma ferramenta que é fundamental para todo e qualquer investidor que deseja proteger seu capital, não importando qual a estratégia adotada, tampouco a escola (fundamentalista ou gráfica) escolhida … O STOP é obrigatório e ponto final.

Volta e meia falo sobre sua importância aqui no Clube:

– STOP !!! – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?
– Problemas com o uso do STOP ?

Falo e continuarei falando enquanto for necessário. 😉

E ontem me surgiu um pensamento interessante sobre o tema que preciso compartilhar com você.

Ele surgiu após um tweet enviado por um seguidor do Clube (já nos segue ?) e que dizia o seguinte:

Bah! hoje aprendi na dor a importância do Stop Loss!
 

Ao ler a mensagem direcionada a mim, perguntei:

Mas aprendeu usando, ou vendo que precisaria ter usado ?
 

E é a partir daqui que o pensamento que preciso dividir com você começa …

Existe alguma diferença entre aprender usando ou ver que precisaria ter usado ?

Sim, acredite. Na verdade, existe uma enorme, uma gigantesca diferença.

Ao se aprender algo pelo uso, você sentiu na pele a necessidade de tomar tal atitude, viu como funcionava, quais os efeitos de seu uso no seu patrimônio, na proteção dele.

Ao se aprender vendo que precisaria ter sido usado … Você realmente aprendeu ? Será ? Afinal de contas você ainda não usou, e se não usou algo que precisaria ter sido usado, é porque ainda não compreendeu (e tampouco sentiu seus efeitos) exatamente todas as consequências geradas pelo uso.

Existe uma diferença absurdamente grande entre dizer que aprendemos sobre a importância de algo, especialmente que tem como função proteger, por vermos a falta que fez, ou por termos usado e como ele nos protegeu. Por mais que você admita que entendeu os reais motivos que te exigem usar tal proteção, a lição só se mostrará como tendo sido plenamente compreendida a partir do momento em que você usar a proteção.

Se você vai lá, investe, e perde, para depois dizer “ah se eu tivesse usado o STOP !!”, sem tê-lo usado, quem te garante que usará na próxima oportunidade em que ele for exigido ? No máximo você pode afirmar que vivenciou a importância de seu uso. Mas dizer que aprendeu sobre a necessidade de uso, somente depois que tiver passado pela experiência completa: o STOP se fez necessário e você foi lá e fez uso dele.

A teoria é diferente da prática !!

Para algumas pessoas as duas coisas (usar e ver que precisava usar) têm a mesma importância e resultado …

Não ! Definitivamente NÃO !!!

A teoria é bem diferente da prática. Você ver que algo teria utilidade é importante. Mas você só compreenderá 100% de sua função a partir do momento em que se faz necessário.

Usando um exemplo bem bobo, mas que demonstra a diferença entre prática e teoria. Ok ?

Tenho uma filha de 5 anos, a Helena (que você já conhece se viu a página “Sobre” aqui do Clube). Até pouco tempo nós andávamos com ela no carrinho … E aqui cabe a pergunta: você já chegou à conclusão que a qualidade das nossas calçadas são mais do que péssimas ? Provavelmente … Mas você já sentiu na pele o quão ruins elas são ? Esburacadas, desniveladas, estreitas, com acesso precário (custava fazerem rampas de acesso decentes e não apenas rampas para dizer que existem rampas ?), etc etc.

Sempre achei que elas fossem ruins. Sempre achei que as pessoas que empurravam seus carrinhos de bebê, ou ainda pior … os que são cadeirantes, tinham problemas para usar as nossas belas calçadas. Via que eram ruins, mas só a partir do momento que passei a empurrar o carrinho da Helena senti o quão ruins eram.

Analogia tola … Talvez. Mas garanto que quem empurrou um carrinho (ou usa cadeira de rodas) sabe exatamente sobre o que estou falando. Sabe exatamente qual é a diferença entre ver que são ruins e sentir que são.

A mesma coisa acontece em relação ao STOP. Só no momento em que você usa é que você se dá conta de quão importante e fundamental ele é para a sua estratégia em Bolsa. Só após usar você sente todos os efeitos dele …

… e eles não são só bons não. Você sente na pela um misto de “ufaaaa” com “droga, perdi“.

Mas te garanto: é momentâneo ! Passa ! E depois você se dará conta que ainda está vivo e pronto para a próxima oportunidade. 😉

Acredite: ver a necessidade é diferente de usar e sentir na pele a sua necessidade.

Isso está sendo falado por uma pessoa que em 2005 não usou e que perdeu tudo o que tinha … (e que me levou à criação do método Double PUT Double CALL, mas esse é um papo para outra hora)

Sim, após não usar o STOP eu vi a necessidade. Mas garanto que só aprendi mesmo, depois de usar em uma outra oportunidade em que ele foi necessário e que graças a isso pude permanecer vivo no mercado para uma próxima oportunidade. 😀

Eu só aprendi, de verdade, quando fui lá e usei. Se não tivesse usado … teria falado “é, eu deveria ter usado … de novo“. Isso demonstraria que eu tinha aprendido a importância dele ? Pense, de verdade, sobre isso. 😉

Para encerrar, gostaria de compartilhar com você um pensamento que publiquei há alguns dias nas minhas redes sociais, mais especificamente no meu twitter e no meu instagram:

 

 

Sim, você pode copiar, compartilhar, dividir com quem realmente te importa. No futuro todos eles irão te agradecer. 🙂