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Comprar PUT para se proteger da queda. Até onde levá-la ?

Texto originalmente publicado em junho/2018, mas tendo em vista o atual momento do mercado, achei importante trazer o debate de volta à tona. 😉

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Pergunta:

Prezado,

Tenho 4000 ações Petr4. Comprei 4000 PetrS14 para proteger as mesmas contra a alta volatilidade negativa.
Pergunta? Devo esperar até o vencimento para vender as opções e com isso proteger as ações até esta data, já que a PetrS14 tem o Striker de 13,96?

Resposta:

Bom dia Olimpio,

A ideia de encontrarmos proteção contra a queda na compra de opções do tipo PUT é algo extremamente reconfortante. Passa tranquilidade ao investidor justamente nos momentos mais conturbados do mercado, como a atual correção que estamos vivenciando.

Mas … será que é isso tudo que falam ? Será que é realmente lucrativo ? Será que realmente nos protege ?

Ok, sim, é algo que nos protege. Mas até onde ? Até quando ?

Vamos ao seu exemplo: você comprou as S14 a quanto ? Quando ? Se foi quando a PETR4 estava perto dos R$17, deve estar rindo à toa. Se foi com ela nos R$15, provavelmente gastou uma bela grana … não ?

Existem dois “problemas” na estratégia de comprarmos PUT para proteger nossa carteira de uma queda:

#1 Qual PUT comprar ?

Na hora de decidirmos qual opção comprar, levantamos dois problemas: qual deve ser o vencimento escolhido ? E o strike ?

Para que a ferramenta tenha real utilidade, para que não paguemos caro demais, para que o fator tempo não destrua nossa operação, precisamos comprar uma PUT que esteja relativamente longe de onde estivermos no momento que fomos comprá-la.

O ideal é comprarmos uma opção que vença somente daqui 2 meses, ou mais. Que tenha como strike um valor distante da cotação atual em 15%, 20% … Neste momento surge mais um problema: existe liquidez para esta opção ? 🙄

Porque comprar em um vencimento “tão longe” ? Para que o theta não detone a opção com cada dia que passar sem que a ação derreta. Porque comprar com um strike “tão distante” ? Para que o custo da opção não pese no nosso bolso.

Quer ver um exemplo ? Hoje a PETR4 está R$14,50 e a S14 R$0,60. Se comprarmos ela agora, precisaremos ver a ação cair abaixo dos R$13,36 para que ela comece a ter validade no dia do vencimento. Se não for naquela direção você simplesmente rasgou 4% do seu patrimônio neste “seguro”. 🙁

Claro, você não precisa esperar o vencimento para vender está opção. A ideia é justamente o oposto disso … É ter a opção para te proteger de uma queda inesperada e rápida. Mas com o vencimento “grudado” é quase como se tivéssemos que pensar desta forma.

Se você comprar hoje a PUT e a PETR4 continuar caindo, a opção irá se valorizar, não precisando ir até os R$13,36 para que você obtenha lucro. Mas … a opção irá se valorizar num ritmo mais lento que o da ação … sempre. (em termos de R$, ok ?)

E isso nos leva à próxima pergunta:

#2 Quando vender a PUT ?

Seguro até o vencimento ? Vendo na primeira arrancada ? Espero encontrar um sinal de fundo ?

Segurar até o vencimento fará com que você precise que a queda seja ainda maior … Pois naquele momento a “gordura da opção” terá atingido seu menor valor. Quanto mais rápida for feita a venda da opção comprada para o seguro, por conta da velocidade da queda, melhor será o seu resultado. (olhando apenas esse ponto …)

O problema (quantos problemas, hein ?) é que neste momento você irá se perguntar: e se cair ainda mais ?

Quer ver um exemplo ? Vi muitos comprando PUTs quando PETR4 estava na região dos R$24, com strikes em R$21, R$22 e já fizeram a venda no primeiro momento de queda, com o papel nos R$19. Te pergunto: como ficou esse investidor ? Ganhou uma bolada naquele momento, protegeu sua compra ao ganhar R$1 ou R$2 naquela opção comprada, mas e agora com a PETR4 nos R$15 … quase R$5 de queda “extra” … sem proteção alguma … ?

Portanto tenho uma má notícia para te dar: você não encontrará proteção perfeita para a sua carteira com a compra de PUTs. Você conseguirá se proteger de parte da queda, mas não há garantia alguma de que conseguirá se proteger de toda a queda. Infelizmente … 🙁

Na minha opinião a venda da PUT que foi comprada como seguro deverá ocorrer na primeira queda mais “exagerada” da ação subjacente. No momento em que o lucro da compra já se mostrar satisfatório para você. Não existe uma técnica que poderá lhe assegurar tirar 100% de proveito da queda que beneficiaria a PUT.

Seria uma proteção extra, seria uma “mordida” no mercado para lhe gerar algum $$$. Mas a proteção completa … infelizmente não existe.

Você pode levar essa PUT até o dia do vencimento para garantir “proteção total” ? Pode. Mas, se você fizer isso todos os meses, as chances de que você só perca dinheiro com este seguro será quase que de 100%. A ideia é comprar uma proteção barata, distante, para aproveitar oscilações rápidas e “inesperadas”. Se for para fazer isso 100% das vezes … não será tão interessante assim.

Como já falei algumas vezes, eu não sou um grande fã da compra de opções … Prefiro fazer esta proteção através da venda de CALLs. É uma lógica diferente, mas que para a minha forma de operar faz total sentido. 😉

Você limita o ganho caso as ações subam ? Limita … Mas se isso ocorrer eu posso fazer uma outra coisa que os alunos do Double PUT Double CALL já sabem o que é. 😀

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !

ps: não conseguiu entender direito o que apresentei neste post ? strike, vencimento, CALL, PUT, lançar opções … tudo parece grego ? Se for o caso, sugiro que você dê uma olhada no curso Double PUT Double CALL, curso criado por mim para permitir que os interessados no investimento em Opções possam dar o seu primeiro passo. Nele falo sobre tudo isso e MUITO mais, além de compartilhar a estratégia que uso em meus próprios investimentos.

Tinha uma posição em ações, vendi e recomprei em seguida … Como isso afeta o preço médio ?

Pergunta:

Olá, tudo bem?

Uma dúvida em relação a Custo Médio de uma ação.

Eu tinha 300 JHSF3 a um custo médio de R$4,0624 e a último vez que eu tinha compra um lote dessas ações, tinha sido em 27/12/2019.

No dia 06/01/2020, eu vendi as 300 ações de JHSF3 por R$7,87 e comprei 300 no mesmo dia por R$7,85. Essa compra e venda no mesmo dia, caracteriza uma operação de Day Trade, e a rentabilidade da operação é a diferença entre os R$7,85 e R$7,87. É correto dizer então que, o meu custo médio continua sendo os R$4,0624 por ação, caso eu realize o lucro dela no Swing Trade?

Abraço,

Resposta:

Opa ! Tudo certo Fernando ? 🙂

Exato !! Teu preço médio de aquisição permanece sendo R$4,0624. Nada mudou em relação a isso. 😉

Só uma pergunta … você usou os teus custos operacionais (corretagem, emolumentos, etc etc etc) na formação do preço médio de aquisição dessas ações ? Sim ! Eles fazem parte. 😀

Sugiro a leitura complementar: Devo considerar meus custos operacionais na formação do preço médio ?

Sobre a operação do dia 6 de janeiro, ela um daytrade. O seu lucro na operação foi de 2¢ por ação negociada. Ou R$6,00.

Lembrando que a alíquota do IR para operações daytrade é diferente … Ao invés dos tradicionais 15%, para o daytrade o IR é de 20% sobre o lucro. Além disso, 1% do lucro já fica retido na fonte, então para o DARF você só precisa complementar com os 19% restantes.

Mas neste caso específico existe um porém … Digamos que esta seja a única operação daytrade do mês. Com um lucro de R$6 você teria que pagar R$1,14 (R$0,06 já ficou retido) de imposto de renda. Correto ? Faria um DARF para pagar isso e tudo certo. Sim ? Não … pois o valor mínimo de um DARF é de R$10. 😉

Se foi o único lucro a ser tributado, você precisará aguardar pelos próximos meses, até ter lucro suficiente para gerar R$10 em imposto.

Espero ter ajudado ! 🙂

Abraços !

Opções – O que é um straddle ?

Uma das coisas que mais me agrada no mercado de opções é a variedade de estratégias possíveis de serem realizadas com elas. As vantagens proporcionadas são muitas, podendo você tirar proveito de alguns pontos:

– fator tempo;
– volatilidade;
– alavancagem;
– proteção;
– etc etc etc

Mas hoje falarei sobre uma estratégia específica, que tira proveito de um item muito interessante, falarei sobre o Straddle, uma estratégia que tira proveito da volatilidade das cotações. Nome complicado, diferente … mas que no fundo “esconde” uma operação bem simples e intuitiva. 😉

A principal característica de um straddle é a que é uma operação de compra de opções. Sim, uma compra pura e simples. Bem, na verdade não é apenas uma compra, mas sim duas … O straddle é composto por duas compras, uma de uma CALL e uma de uma PUT.

Como você já sabe – ou ao menos já deveria saber … -, uma opção do tipo CALL se valoriza conforme o mercado sobe, enquanto uma opção do tipo PUT se valoriza conforme o mercado cai. Portanto, se a operação se caracteriza por estar comprada tanto em uma CALL como em uma PUT, ela se beneficia dos dois cenários.

Mas como ?

Bem, deixe-me tentar explicar um pouco melhor. 🙂

Enquanto a CALL se valoriza enquanto o mercado sobe, a PUT perde valor com a alta. Porém (sempre existe um porém, percebeu ?) a velocidade com que a CALL sobe é maior do que a PUT cai. Digamos que a alta seja de R$0,50 (cinquenta centavos). Com isso a CALL sobe R$0,30 (trinta centavos) enquanto a PUT cai R$0,22 (vinte e dois centavos).

O mesmo princípio se aplicaria numa queda de R$0,50 (cinquenta centavos), onde a PUT subiria R$0,30 (trinta centavos) e a CALL cairia R$0,22 (vinte e dois centavos).

(valores hipotéticos …)

Já conseguiu enxergar o “segredo” ? 😉

Como uma opção subiu mais do que a outra caiu, o lucro surgirá desta diferença.

A operação “precisa” ser montada em um strike ATM para que a flutuação das cotações seja aproveitada ao máximo. Mas nada impede que seja feita em outro strike.

Outro ponto importante: o straddle precisa ser feito de forma equilibrada, com as CALL e PUT sendo do mesmo strike (no caso da ATM), ou equidistantes da cotação atual para os outros casos. (na realidade quando não é feita com um strike ATM esta operação recebe outro nome, strangle, mas mantém o mesmo princípio)

Velocidade é o nome do jogo

Um dos itens que “turbinam” a operação chama-se velocidade. Quanto mais rápido ocorrer a variação, seja pra cima ou para baixo, maior será o lucro gerado pela estratégia.

Sim, é possível ganhar mesmo que o movimento seja lento, porém a amplitude (a alta ou a baixa) dele precisará ser maior.

Muitos costumam adotar a operação para dias “especiais”, como a divulgação de um resultado, ou de algum outro fato importante. (é, estou falando justamente nisso que você pensou)

Operação simples, tanto para ser montada, quanto para ser desmontada, onde o risco máximo de perda se resume ao valor gasto nas compras. O limite de ganho ? Não há. 😀

ps: como toda estratégia em bolsa o bom senso é peça fundamental …

Agora você entende porque insisto tanto para que você aprofunde seus estudos a respeito do tema Opções ? 😉

Deixo a indicação de alguns livros sobre o assunto:

Ganhando Dinheiro com Opções
Investindo no Mercado de Opções
Operando opções
Fique rico operando opções
Opções: do Tradicional ao Exótico

Você sabia que é possível revender uma Opção comprada e lucrar com isso ?

Pergunta:

Boa tarde, o que acontece se eu estiver com uma opção CALL a seco comprada com stike de 25,00 e o preço do papel tiver a 27,00 e eu não tiver dinheiro para exercer. Eu receberei a diferença entre o Strike e o valor atual? no exemplo acima 2,00? Entende, falo no caso de estar abaixo do valor, uma operação lucrativa, mas não tenho dinheiro pra comprar os papéis, receberia eu a diferença a mercado?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Gilderson ? 🙂

A sua dúvida é uma das que costumo receber com certa frequência. Mostra que tem bastante gente se interessando pelo mercado de Opções. E isso é MUITO bom !! 😀

Mas ela mostra que muitos estão focando num dos aspectos das Opções, deixando de lado um dos pontos básicos delas. 🙁

A pergunta padrão é que nem a sua: estou com uma Opção na mão que pode ser exercida por estar em região de exercício, mas não tenho dinheiro para tal … Como faço para lucrar ?

Focando na dúvida: se a sua Opção é exercível, mas você não tem $$$ em caixa para tal, não tem problema. A maioria das corretoras fará o exercício, comprando as ações (no caso da CALL) por R$25,00 (o strike, o valor do exercício), para em seguida vendê-las no mercado. Então você poderá lucrar sim. 🙂

Mas … me parece que a maioria das pessoas que me envia esta pergunta se esquece do fato que elas poderiam lucrar de outra forma, uma das mais simples … revendendo com lucro as Opções que têm em carteira. 😀

SIM !!! A sua Opção CALL, com strike nos R$25, estará valendo pouco mais de R$2,00 no último pregão negociável, a sexta-feira pré vencimento (sugiro a leitura deste post: Opera opções ? Cuidado com o último pregão negociável …), com a ação mãe valendo R$27. Você pode simplesmente revender esta Opção e embolsar o lucro.

Você não precisa esperar o vencimento propriamente dito para realizar esse lucro. 😉

Isso mesmo … Você pode revender a Opção com lucro, da mesma forma que faria com uma ação que estivesse proporcionando lucro. 😀

Ok … Pode ser que na sexta-feira a Opção que você tem em mãos não estivesse em região lucrativa. Devido a um evento no final de semana ela se valoriza, lembra do ataque às instalações Árabes, há alguns meses, que fez exatamente isso ? Dai sim a ideia de precisar exercer na própria segunda-feira, sem ter a grana para tal, se faria necessária.

Sem essa situação, a revenda pura e simples da Opção, se mostraria mais simples e direta. Não é mesmo ?

Pois então, para reforçar: você pode comprar uma Opção e revender, antes do dia do vencimento dela, para obtenção de lucro, caso haja esta possibilidade. O exercício em si não é a única forma de se lucrar com uma Opção. 😉

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

Qual é o real risco de um exercício antecipado para o lançamento coberto ?

Pergunta:

Olá Zé. Obrigado pelo ótimo conteúdo.

Eu estou começando a operar com lançamento de opção coberta e achei isso um mundo maravilhoso por permitir maior controle do risco, embora limite os ganhos.

Lendo seus artigos, eu descobri que se a opção for do tipo americana, pode ser exercida a qualquer momento, até mesmo antes do vencimento. Isso me deixou encucado porque é uma situação que eu não havia previsto e pode quebrar o seu planejamento, já que tira o controle da mão do lançador.

Porém, analisando mais a fundo, percebi que como o valor da opção de compra é sempre maior que o ativo menos o strike, só vai haver uma situação em que um titular de opção de compra vai exercer antes do vencimento, caso o ativo suba depois de ele já ter adquirido a opção. Então posso presumir que como lançador, corro o risco de ser exercido antes do vencimento, somente se o ativo subir mais que o strike mais o premio recebido na opção? E pela sua experiência isso é comum acontecer? Ou o pessoal acaba realizando o lucro vendendo a opção e exercer antes do vencimento acaba não sendo uma pratica muito comum?

Abraço,
Fernando

Resposta:

Opa ! Tudo certo Fernando ? 🙂

Opções realmente nos permitem aproveitar diversas oportunidades do mercado. O lançamento coberto é uma das formas. E cá entre nós, se feito de forma planejada e com uma estratégia, você pode fazê-la de forma a “atrapalhar” a ocorrência desse exercício. 😉

Como sugestão de leitura, indico o post: “Venda coberta é muito mais do que vender e ser exercido“. 🙂

Como você bem disse, as Opções do tipo Americano permitem que o exercício a qualquer momento. Mas, acredite, são eventos raros de vermos acontecendo. Poucos são as vezes que vi isso ocorrendo comigo, conto nos dedos de uma mão. 😀

É um evento raro, pois os motivos que levam a um exercício antecipado não ocorrem a todo momento. No post “O que justificaria um exercício antecipado de Opções ?” falei sobre eles.

Uma forma muito eficaz de impedir que exista o risco de exercício antecipado, é lançando apenas Opções do tipo Europeu. Ao contrário das Americanas, as Europeias só permitem o exercício no dia do vencimento. Falei sobre isso no vídeo abaixo:

Você não precisa ficar preocupado com o exercício antecipado. Motivo ? Mesmo se acontecer, você consegue “dar a volta por cima” e ainda tirar proveito disso. No Double PUT Double CALL tem uma aula específica sobre o tema. Nela falo exatamente o que deve ser feito em caso de exercício antecipado e como lucrar com ele. 😉

De novo: é evento raro e não será isso que te impedirá de tralhar com o lançamento coberto. Além disso, sendo coberto … basta entregar as ações e pronto ! O prêmio já é seu, o valor recebido pelo exercício já era conhecido por ti. A única coisa diferente é que foi antecipado. 😀

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !