Clube do Pai Rico
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“Faço Buy & Hold, por isso não uso STOP !”

(ou uma outra variação, “não uso gráficos para investir, por isso não uso STOP“)

Acredite: muitos são os que ainda pensam desta forma … 🙁

Muitas vezes a confusão ocorre quase que por ser uma “defesa” da escola de investimento. Pois então … 🙄

Quem normalmente pensa/age/fala desta forma, costuma ser a mesma pessoa que olha com desdém para os que investem com apoio dos gráficos. Pessoas que não acreditam na utilidade da ferramenta, e que por isso ignoram tudo o que estiver “relacionado” a ela.

spoiler: não, uma coisa não está relacionada à outra !

O que é um STOP ?

Nada mais do que uma ferramenta que ajuda o investidor a estancar a sangria. Ao encerrar uma operação que vem dando errado/apresentando perdas, a pessoa impede que a coisa saia do controle, que as perdas sejam muito grandes, ou que ela fique em uma posição perdedora. (não se esqueça disso)

Como costuma funcionar ?

Ao atingir um certo nível no gráfico (uma cotação do ativo em negociação), ou um valor financeiro previamente estabelecido (a operação já está gerando uma perda de R$xxx, por exemplo), a pessoa encerra a operação. E ela faz o encerramento justamente para evitar “o pior”.

E justamente por isso, quem costuma investir tendo como guia a filosofia B&H, diz que o STOP não tem função pra ela. Afinal de contas, o que um gráfico pode “dizer” pra ela ? E perdas financeiras temporárias e momentâneas muitas vezes são na verdade oportunidades de novas compras.

Pois bem … E se eu te disser que mesmo quem faz B&H deveria olhar com carinho para um uso “controlado” do STOP ? Sim ! STOP para quem faz buy & hold !

Lembra daquilo que eu disse para você se esquecer ? “ou que ela fique em uma posição perdedora” …

– “Mas Zé, já falei que uma perda temporária muitas vezes é uma oportunidade pra mim !”

Sim, eu sei disso. Me lembro que você me falou … Mas neste caso, a posição perdedora a que me refiro é “mais ampla”. No sentido de: e se as condições que te levaram a comprar aquela determinada ação deixaram de existir ? Seja uma vantagem competitiva, seja um cenário, seja um tipo de resultado ~padrão que te levava a acreditar na sua tese de investimento naquela empresa … Mesmo se isso mudar, você manterá esta ação em sua carteira de Buy & Hold ?

Como já falei outras vezes, muitos são os que confundem o Buy & Hold com “compra e esquece !”. NÃO !!! Mesmo quem faz B&H deve acompanhar deve acompanhar as empresas que integram sua carteira de ações. E ajustes precisam e devem ser feitos conforme a situação mude.

Se aquilo que te levou a comprar uma determinada ação deixou de existir, por qual motivo tu ainda manténs ela em carteira !?

Claro … Não será qualquer “soluço” que te fará abandonar sua tese de investimento. Até mesmo porque não será qualquer “espirro” que te fará acreditar em um determinado ativo a ser encarteirado. Mas existirão mudanças (muitas vezes estruturais) que precisam te fazer repensar a sua posição …

De novo: não é porque você comprou uma ação para “todo o sempre”, que precisará ficar com ela pra sempre. Chova ou faça sol …

No momento em que aquilo que te fez comprar, deixar de existir, você deveria pensar com carinho em se desfazer da sua posição. Deveria stopar sua operação. (olha o STOP fundamentalista aí minha gente !)

Sim, um STOP para quem não usa gráficos. Um STOP para quem é investidor de longo prazo. Um STOP para quem é fundamentalista … E é desse STOP que eu falo: encerrar a operação que está dando errado. (da mesma forma que o teu amiguinho que usa gráficos faz, mas por motivos diferentes)

Portanto, sim: quem faz Buy & Hold também deveria ter me mãos suas regras de STOP. Serão (bem) diferentes de quem opera com gráficos … Mas existirão.

E o ideal é que você desenvolva as tuas próprias regras. Use a experiência de outras pessoas como guia, mas os detalhes podem ser seus. 😉

Posso te dar uma série de exemplos onde um STOP “fundamentalista” teria impedido que muita gente visse seu patrimônio derretendo. Teriam saltado fora de algumas canoas furadas em que se meteram, mas que ficaram abraçados até o final, por acreditarem em uma virada mágica, em um turnaround salvador e potencialmente lucrativo. 🙁

Entenda: não é porque você não gosta das ideias do “outro time”, que deve ignorar toda e qualquer coisa que ele fale … Combinado ? 😀

Leituras complementares e importantes:

– “Só perde dinheiro quem vende“
– O que eu acho da estratégia Buy & Hold
– STOP !!! – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?
– Problemas com o uso do STOP ?
– Aprendendo a usar o STOP na base da dor !
– A pior forma de se ganhar na Bolsa ? Quando o errado dá certo …

Vale a pena pegar uma faca caindo ?

Pergunta:

Olá Zé, tudo bem?
Primeiramente parabéns pelo seu site. Sou iniciante nos investimentos e estou estudando e iniciando na bolsa de valores. Gostaria de sugerir um tema para seus posts. Acredito que seria muito interessante e que iria ajudar muita gente, se você desse dicas \”básicas\” de como operar em meio a essa situação que estamos enfrentando em nosso país.

Por exemplo:

Vi uma oportunidade de comprar a PETR4 a um valor baixo (exemplo 7,60) e assim que ela subir a um valor X (exemplo 8,00) vender. Essa é uma estratégia válida? pode ate ser mais se pegar a faca caindo? ou seja, se eu comprar de 7,60 e ela cair mais, e mais e mais? quando vender? como definir um stop? ou como enxergar uma tendência de alta?

Acho que são dúvidas que muitos iniciantes têm e que a visão de um cara experiente seria muito bom.

Bom, isso é só uma sugestão de Post. Mais uma vez, parabéns!!

Resposta:

Bom dia Rodrigo,

Você praticamente está querendo um curso de como operar, em poucas linhas e de forma prática ? hehehe 😉

O que eu poderia indicar que se enquadrasse neste perfil ? Já conhece a série “Como o Zé ganha na Bolsa ?“, ela apresenta as coisas que olho para tomar a minha decisão sobre um trade, se devo ou não realizá-lo. São ferramentas simples, trabalhando em conjunto e que te dão um pouco mais de segurança na hora de entrar em uma operação. (ou de ficar de fora dela)

Indico que leia os 15 textos da série (e o extra também !), pois são escritos da forma mais simples que consegui, para facilitar ao máximo a compreensão dos indicadores e ferramentas que uso. 😀

Mas gostaria de focar num ponto levantado por você em sua pergunta: mas e se pegar a faca caindo ?

Este é o maior risco de quem opera se baseando apenas no fator “a cotação vem caindo, acho que já caiu demais …”. A ideia de pegar a faca caindo nos lembra do risco de entrar numa operação do tipo “está caindo, deixa que eu pego” e com isso perder alguns dedos da mão … Que seria +- como se você entrar na operação, arriscando a compra, mas correndo o risco de perder uma parte do patrimônio, na forma de STOP.

Sim, muitos já entram nesse tipo de operação pensando no STOP. “Se der errado, é só acionar o STOP e pronto !”. É o pensamento certo de todo e qualquer operador. Porém ao pegar a faca caindo, você tem chances mais elevadas de precisar do STOP. Então me diga, por qual motivo você acharia válido entrar em uma operação, sabendo que as chances de precisar do STOP são grandes ? Não seria muito mais interessante adotar uma série de indicadores e sinais gráficos que pudessem limitar a necessidade dele ?

Você limita as perdas ao usar o STOP, e se mantém no “jogo”. Não seria a mesma coisa de quem pega a faca e perder um ou dois dedos ? A mão contínua lá … Vale a pena pensar desta forma ?

Estou longe de dizer para que você não entre em uma operação já pensando em acionar o STOP, o que estou dizendo é que você precisa encontrar algo que te ajude a diminuir as chances de precisar dele. E este é o papel da análise dos gráficos. Eles te ajudam a encontrar padrões que apresentam uma chance maior de que a operação dê certo. Muito melhor, não ? 😉

Sim, o risco de precisarmos do STOP ainda existe, porém ele será acionado em um menor número de vezes do que o seria esperado na simples tentativa e erro do “já caiu demais”. Além disso, muitas vezes, a análise do gráfico te proporciona um melhor posicionamento para o seu STOP. Seja em relação ao tamanho dele, seja em relação ao “falso rompimento” (o famoso violino), que causa a sua perda, para em seguida retomar o movimento em que você acreditava.

Acredite: não vale a pena pegar a faca caindo ! Espere ao menos ela repicar antes de tentar uma aproximação !! 😉

Sobre como trabalhar com o STOP, indico – fortemente ! – a leitura do excelente:
“Aprenda a Operar Vendido e Vencer na Bolsa em Queda“, de Alexander Elder.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

O que é o Circuit Breaker ?

Post originalmente publicado em 9 de agosto de 2011, mas por conta de um GOLPE, considerei de fundamental importância trazer de volta …

______

Ontem os noticiários foram invadidos por um termo não muito comum no mercado financeiro. Melhor, não que não seja muito comum, mas sim um termo que marca um evento raro de acontecer.

O Circuit Breaker nada mais é do que um disjuntor/fusível que é acionado sempre que o mercado ultrapassa um determinado nível, para “proteção” do sistema. (sim, eu sei que para mim – que sou engenheiro eletricista – esse é um termo/conceito mais do que natural …) Aqui na Bovespa o Circuit Breaker é acionado sempre que o índice apresenta uma queda superior a 10%. E ontem quase tivemos mais um …

O índice Bovespa chegou a atingir a marca de -9,74%, faltando muito pouco para que tivéssemos o primeiro CB desde a crise de 2008. Naquele ano tivemos 6 CB, entre os dias 29/09 e 22/10 – sendo que no dia 6/10 ele foi acionado duas vezes.

Como funciona ?

Ao atingir a marca de 10% de queda as negociações são interrompidas, normalmente por 30 minutos, para que os investidores possam “esfriar suas cabeças”, “reformular suas estratégias” ou para ser mais claro, usando o conceito apresentado pela Ana Flávia (@afvilaca):

CB é tipo um coffee break na bovespa?
huahuahuhua só rindo pra não chorar…

E é assim que muitos operadores encaram essa pausa, um momento para aliviar a tensão. 🙂

A intenção do CB é fazer com que os investidores tenham um momento para pensar, para ver se o que está acontecendo não é pura e simplesmente uma manobra de manada. (coisa do tipo: já que todos estão vendendo vou vender também)

O código de uma Opção traz todas as informações necessárias para sua identificação ?

Pergunta:

Exemplo:

PETRG19 – Opção da Petrobras PN, do tipo CALL, com vencimento em julho, com strike em R$18,96.

Tudo isso saiu daqueles 7 caracteres …

Como vc sabe que é a “PN”?
E como sabe que o strike é exatamente “18,96”?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Edvaldo ? 🙂

Para ambientalizar todo mundo, a pergunta surgiu no post “Você sabe quais são os códigos de vencimento das opções ?“.

Bom … como posso dizer … não, nem todas as informações saíram daqueles caracteres. 🙁

Do código “PETRD270” (vou usar essa de exemplo para poder ilustrar melhor), sabemos imediatamente que se trata de uma Opção de Petrobras, do tipo CALL, com vencimento em abril. Graças ao número 270, conseguimos identificar a opção na relação disponibilizada pela B3, obtendo o restante das informações: strike R$26,25 e vencendo em 2019.

E isso nos leva a uma discussão que já tive com alguns amigos …

A B3 precisa rever as regras de formação do código das Opções. E rápido !

São alguns pontos que seriam interessantes de serem revisados:

  • Onde identificamos que se trata de uma ON ou de uma PN ?
  • Onde identificamos que se trata de uma Opção que vence em 2019, em 2020 ou em 2021 ?

“Ah Zé … tu podes ver isso tudo na tabela disponibilizada por eles !”

Sim, posso. Mas se eles podem colocar essa informação extra, por que não fazer isso ?

Por exemplo: poderiam incluir o já tradicional 3 ou 4 no código, da mesma forma que é feita com a ação. PETRD270 é uma PN ? Então seria PETR4D270. Incluiria apenas o número, antes do parâmetro referente ao vencimento, e isso identificaria de imediato se é uma ON ou uma PN.

“Mas Zé, isso pode ser facilmente identificado pelo investidor ao ver o “nome” do ativo que está sendo negociado …”

Sim, olhe a imagem abaixo: (mais especificamente na barra de título do box de cotação)

Vendo isso, não tem como errar. Mas não são todos que usam ferramentas que apresentam as informações tão completas como o Broadcast …

Sei de MUITOS casos onde a pessoa operou com uma Opção, pensando que era “outra”. No caso, trabalhou com uma Opção de Petrobras, imaginando ser de PETR4, e na verdade era de PETR3 …  Culpa do investidor desatento ? Sim, culpa do investidor desatento. Ele poderia ter ido ao site da B3 para confirmar se o código era mesmo da PETR4. Mas se é possível entregar a informação diretamente, com a inclusão de apenas mais 1 dígito … Por que não ?

Você pode reparar que olhando um pouco mais abaixo na imagem, no lado direito, temos também a data de vencimento da Opção. Então não precisaria também … né ? De novo: nem todas as ferramentas de cotação/homebroker apresentam isso de forma tão simples, direta e completa.

Esse é um problema mais recente: o mercado de Opções vem ganhando liquidez para prazos cada vez maiores. Até pouco tempo, só tínhamos liquidez para Opções com vencimento no próximo vencimento. E olha que isso acontecia de 2 em 2 meses, diferente do vencimento mensal atual. Pensar em ter liquidez em 2019 para Opções de 2020, e em alguns casos até mesmo para 2021 ? Nem pensar …

A solução também poderia ser simples: incluindo os dois dígitos do ano, após a letra do vencimento. Exemplo: PETRD270, viraria PETRD19270.

A pessoa ainda precisaria “procurar” pelo strike … Mas ao menos, mais informações estariam disponíveis no ticker.

PETR4D19270. Nem é tão complicado … vai. 😀

Eu não tô querendo complicar … só estou querendo atualizar, adaptar as coisas para a nova situação que vivemos. 😉

Como disse, até pouco tempo atrás, nós tínhamos vencimentos bimestrais, com o strike pulando … Era assim: PETRD26, PETRD28, PETRD30. Próximo vencimento ? PETRF26, PETRF28, PETRF30.

Sim ! De dois em dois meses (como ocorre com o futuro do índice), com strikes apenas em preços pares !! Quando eu operava com Telemar, na estratégia de “Renda Fixa com Opções“, era assim que funcionava. Você não precisava se preocupar com o ano de vencimento daquela Opção … Você mal e mal tinha Opções da série “seguinte” (no caso, a H) disponíveis !

Você praticamente não precisava pesquisar os strikes. Na maioria das vezes o número do código era o strike direto. (até estranhávamos quando não era, hehehe)

Só que hoje as coisas não são mais assim. Ainda bem ! 😀

Em Petrobras, temos 4 strikes dentro do “mesmo real”. (R$26,00 – R$26,25 – R$26,50 – R$26,75)

Temos Opções disponíveis para dezembro de 2020 ! 😀

De novo: o investidor PRECISA saber exatamente o que está fazendo, o que deseja negociar. Mas não custa nada entregar mais alguns itens de “segurança” que possam ajudá-lo a evitar um erro. Concorda ?

E sim, como você deve estar imaginando, são os investidores mais novos, os que começam a operar, que mais estão propensos a cometer esse tipo de erro. 🙁

É mais informação a ser aprendida ? É. Mas convenhamos .. Para quem aprende a identificar a Opção através do código PETRD270, aprender a identificar o que é a PETR4D19270 não precisará de nenhum esforço extra. Concorda ?

É apenas uma ideia. É apenas um pensamento sendo colocado em discussão, visando facilitar as coisas para todos. 😉

Quem nunca foi “seco” em uma Opção, achando que era outra ? Seja por conta do ON ou PN, seja por conta do ano de vencimento …

Candlestick – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?

Existem várias maneiras de olharmos o gráfico propriamente dito, em linha, em barras e o famoso/poderoso/salve salve Candlestick. Preciso dizer qual é o modelo escolhido por mim ? 🙂

Antes de saber da existência deste estilo de gráfico – quando comecei a operar, eu usava o tradicional gráfico em linha:

Mas … olhe para este gráfico, ele parece não passar informação “alguma” … fica tudo meio vago, mostrando somente o caminho percorrido pelas cotações em determinado período de tempo, concorda? E como eu não sabia nada de nada, e não precisava ter informação alguma de lugar algum, era mais do que o suficiente, eu só queria era saber das cotações, hehehe.

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