Clube do Pai Rico
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“Eu estava comprado, vendi e agora estou descoberto …”

Pergunta:

Suponhamos que eu tenha comprado 500 opções do tipo CALL a 0,10, com preço de strike a 11,80. Vendi as 500. No entanto, vejo o preço da ação tender a ultrapassar os 11,80 e estou descoberto. Neste caso, ainda que a opção esteja agora mais cara que os 0,20 centavos, é preferível que eu as recompre (novamente 500 opções no mínimo), pois terei \”somente\” o prejuízo da compra das opções, certo? Ou seja, não terei mais nenhum compromisso de venda de ações que não possuo, correto?

Agradeço sua atenção.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Rafael ? 🙂

Não, você não está descoberto. Você está zerado. 😀

Como você estava comprado na CALL, na hora em que você fez a venda das 500 opções, você simplesmente encerrou essa operação inicial. Você estava posicionado em +500 CALL, quando vendeu as 500, passou a ficar com 0 CALL. 😉

Acredite: essa é uma dúvida muito comum.

Se você está comprando, e vendeu a mesma quantidade, do mesmo ativo (Opção), que tinha em carteira, você não fez um lançamento, você não fez uma operação de venda de Opções. Você simplesmente encerrou uma operação de compra. E ao encerrar essa operação de compra, você não adquiriu nenhuma obrigação … apenas deixou de ter o direito que a posse daquelas Opções te dava. 🙂

Uma sugestão de leitura, para ajudar a compreender um pouco melhor essa situação de comprado e vendido (o lançador) é o post: Quem é o lançador de Opções ?

De novo: você pode ficar tranquilo. Ao fazer esta venda que encerra uma operação originalmente comprada, você não está adquirindo nenhuma obrigação operacional. Ao zerar a operação de compra, você está apenas encerrando a operação de compra, deixando de ter o direito relativo àquela Opção. 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

Quem é o responsável pelo exercício ? E o que são os números depois das letras nas Opções ?

Hoje o responderei à duas dúvidas que chegaram sobre Opções. Resolvi responder em um único post pois, mesmo já tendo abordado em posts específicos, considero que a compreensão dos dois assuntos seja de fundamental importância para a participação no mercado de Opções. 🙂

Elas são:

o exemplo da tabela após a letra PETRG… tem números diferentes são muitas opções e preços diferentes, existe algum critério para a escolha?

E:

se eu comprar uma opcao de uma pessoa X e depois vender para uma pessoa Y, a pessoa Y exerce a opção, quem assume eu ou a pessoa X?

A primeira pergunta, enviada pelo Alex, é referente aos números que identificam o strike da Opção.

Lembra que o código das Opções nos fala “tudo” sobre elas ? (indico a leitura do post: “O código de uma Opção traz todas as informações necessárias para sua identificação ?“) Pois então, esses números servem para identificar o strike … Mas não, não existe nenhum critério para a escolha. 🙁

Já houve um tempo onde os números “coincidiam” com os strikes, mas isso foi num passado muito, muito remoto. No tempo em que o nosso mercado era bem menor … Havia pouca liquidez … e consequentemente, menos strikes.

Para você ter uma ideia, houve um tempo onde os strikes das Opções “pulavam” os strikes pares. Sim ! Seria algo parecido com as Opções de PETR4 tivessem apenas os strikes R$22, R$24, R$26, R$28 … E não os R$25,90, R$26,15, R$26,40, R$26,65, como acontece hoje.

Graças a essa “povoação” de strikes, ficou impossível de termos os números de identificação iguais ao strike. Até mesmo porque até pouco tempo atrás, usávamos apenas 2 dígitos para isso. Somente mais recentemente é que a B3 incluiu um 3 dígito, que serviria para ajudar na identificação dos strikes “quebrados”. (mas um R$26,65, por exemplo, ainda não seria possível …)

Então não existe um critério. Vai da “cabeça” de quem cria uma determinada Opção de um determinado strike. Mas sim, eles tentam criar com os números parecidos com os strikes. 😉

O ideal é você sempre se basear na lista de strikes disponíveis, apresentada no site da B3: Séries autorizadas | B3

Agora, a dúvida do Italo. Este é um dos conceitos mais importantes que envolve o tema Opções. 😀

De forma bem simples: assumindo que o X foi o “primeiro” lançador da Opção, e que o Y detém a mesma no dia do exercício, quem é responsável (quem tem a obrigação de alguma coisa) é o X. Você apenas “foi um elo de ligação” entre os dois. 😉

Se estivermos falando de uma CALL, e o Y solicitar o exercício, o X precisará entregar as ações “mãe” daquela Opção ao Y.

Se estivermos falando de uma PUT, e o Y solicitar o exercício, o X precisará comprar as ações “mãe” daquela Opção do Y.

Você não terá participação alguma neste procedimento, pois você não lançou uma Opção. (que é o que traz a obrigação) Você apenas vendeu uma Opção que tinha em carteira, zerando uma operação de compra e venda normal. 🙂

Como disse, você foi apenas um elo de ligação entre X e Y.

Espero ter ajudado ! 😀

Abraços !

Devo zerar o pó antes do vencimento de Opções ? Ou não … ?

Pergunta:

Zé, tudo bem?

Trocamos algumas mensagens no Twitter.

Tenho uma dúvida, não cheguei a encontrar este tema no blog, então resolvi te mandar um e-mail, de repente você opta até por criar um post sobre isso.

Hoje, dia 20ago, é dia de vencimento das séries G e S, e sexta-feira foi o último dia de negociação, o que significa, que hoje é dia de exercício, e não negociamos mais aquelas opções.

Eu estava (estou) vendido coberto em ITSAS966 (R$9,96) e ITSAG104 (R$10,41), como a ação fechou sexta-feira em R$10,27, acabei por nem ligar em zerar a posição, pois a opção iria virar pó. Aí, durante o final de semana, me perguntei, e se a ação tiver um “boom” para alguns dos lados, eu serei exercido? O mais seguro, para quem não quer ser exercido (carteira de longo prazo) seria “gastar a corretagem” para zerar a posição e lançar a seguinte, fazer a rolagem?

Espero que tenha explicado minha dúvida com clareza.

Abs
Aécio

Resposta:

Opa ! Tudo certo Aécio ? 🙂

Zerar, ou não zerar … Eis a questão. 😀

Olha … Esta é uma da questões mais pessoais que já vi sendo debatidas em relação à venda de Opções. Alguns defendem com unhas e dentes que a posição deverá ser encerrada, zerada, no máximo até a sexta-feira pré vencimento. Outros vão além e dizem que isso pode acontecer no máxima até quinta-feira … para não correr o risco de uma puxada na sexta.

Outros levam o pó até o fim, vão para o tudo ou nada do dia do vencimento. E o que der, deu. 😯

Como disse, é uma questão pessoal. Quer correr o risco de ser exercido na segunda, ou não ? Quer passar um final de semana mais tranquilo, ou topa ficar na pilha durante o sábado e o domingo ?

Claro … é pessoal, mas não pode ser 100% “torcida”.

Por exemplo, no teu caso, a G104 fechou MUITO perto do exercício. Concorda ? Pouco mais de 1% de alta e ela seria exercida. E cá entre nós … 1% é coisa tranquila de acontecer. Não é mesmo ? Foram apenas 14¢ de “folga” para escapar do exercício.

Zerar, ou não zerar ?

Concordo que a tentação de levar sempre para o pó é grande, eu mesmo costumo fazer isso. Sim, a grande maioria das operações que monto com o Double PUT Double CALL, faço visando carregar o pó para o vencimento. Só que só levo, se encontro um cenário favorável para isso.

Quando tomo a decisão de ir para o “tudo ou nada”, olho alguns pontos:

#1 – A posição vendida naquele strike é razoavelmente grande, a ponto de ter gente para te “ajudar” na defesa ?

#2 – Os gráficos do ativo (da ação) te apoiam nesta decisão ? Ou eles apontam alguma possibilidade de que na segunda-feira as coisas venham contra você ?

#3 – A distância entre o fechamento de sexta e o teu strike é minimamente confortável ? Ela conseguiria andar um pouco, antes de chegar perto de te exercer ?

Usando os teus exemplos, olhando apenas para a distância entre os strikes e o fechamento da ação, admito que dificilmente teria carregado a CALL para o vencimento. Já a PUT eu provavelmente carregaria. Mas de novo: isso apenas olhando os preços …

O conselho que sempre dou nestes casos é: faça o que te deixará mais confortável. Se você está cogitando ficar preocupado com a venda aberta, durante o final de semana, encerre na sexta-feira. Se está na dúvida se vai dar certo ou não, encerre na sexta-feira. Neste caso, a prioridade é a tranquilidade. 😉

Agora, sobre encerrar (recomprando) ou rolar a posição para a próxima série, vai depender do que você estiver vendo na tela. Se o cenário que te levou a montar o lançamento permanecer válido, a rolagem pode ser bem interessante. Por estarmos ATM, a gordura será das boas e a rolagem BEM rentável. Se as coisas mudaram … e estiver parecendo que o papel virá “contra você”, o encerramento puro e simples pode ser a melhor alternativa.

Espero ter te ajudado !! 😀

Ah !! Eu quase ia me esquecendo … Este problema só existirá até maio de 2021 !! Motivo ? “URGENTE !! A data do vencimento de Opções vai mudar !

Abraços !

“Eles vão exercer o meu pó ?”

Pergunta:

Bom dia, minha dúvida é a seguinte:

Comprei opções Call de uma determinada empresa, contudo, essas ações caíram e as opções também caíram dos 0,16 para 0,01, o que significa que viraram pó, né isso?

Mesmo assim, no dia do vencimento eu preciso entrar em contato com a corretora para bloquear o exercício?

Grato.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Erik ? 🙂

Isso, ela virou pó. Isso acontece quando a cotação da ação ligada à tua Opção, ficou abaixo do strike dessa Opção, no dia do vencimento dela.

“É preciso entrar em contato com a corretora para bloquear o exercício ?” Não. 🙂

Lembra, o exercício ocorre quando existe a condição necessária para isso. No caso de uma CALL, ele ocorre quando a cotação da ação ligada à Opção está acima do strike da Opção. E se ela virou pó, foi porque isso não aconteceu. 😉

Então, não … não é preciso solicitar o bloqueio. Ele não ocorrerá naturalmente, pois não existe justificativa para tal.

A tua Opção terá virado pó e, se esta foi a única operação do mês, poderás registrar o prejuízo desta operação para ser usado em uma compensação com um lucro futuro. Se foi uma de “algumas”, deverás somar todos os resultados obtidos no mês para fazer o cálculo do IR.

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Tendo um prejuízo, como faço a compensação com um lucro futuro ?

Pergunta:

Olá!

Gostaria que me esclarecesse uma dúvida sobre compensação de prejuízo com opções para pagamento de IR. Li duas coisa diferentes.

A primeira: somo o lucro obtido no mês e subtraio o prejuízo do mês anterior, então calculo 15% sobre o resultado e este será o meu IR a pagar (IR= (Lucro – Prejuízo)*0,15).
Exemplo: Lucro do mês R$ 2000,00 e Prejuízo anterior R$500,00
IR = (2000-500)*0,15=225 então pago R$225,00 de IR.

A segunda: somo o lucro obtido no mês, calculo o valor de IR a pagar (15% deste lucro) e subtraio o prejuízo do mês anterior deste valor de IR a pagar (IR=0,15*Lucro – Prejuízo).
O mesmo exemplo: Lucro do mês R$ 2000,00 e Prejuízo anterior R$500,00
IR = (2000*0,15) – 500 = 300 – 500 = – 200
Calculando desta forma continuo com um prejuízo a compensar de R$ 200,00

Qual das duas formas de calculo está correta?

Quero muito que me responda. Desde já agradeço.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Regina ? 🙂

A forma correta de compensação é a 1ª, com ganhos e perdas sendo compensados. 😉

Funciona da mesma forma que acontece dentro de um mês, onde você soma todos os resultados obtidos, para somente depois disso, calcular o IR devido. Exemplo: no mês de junho você fez algumas operações e ganhou R$100, perdeu R$200, ganhou R$500, ganhou R$100, ganhou R$200, perdeu R$300. No final do mês, o resultado obtido em junho foi de lucro de R$400. O imposto será de 15% sobre os R$400, portanto … R$60 de IR.

Para a compensação de prejuízos obtidos em meses anteriores, funciona da “mesma” forma. Você vai somando os resultados que forem sendo obtidos (pois você só poderá compensar um prejuízo que ocorreu agora, com lucros que virão a ocorrer no futuro), até zerar o “crédito”. 😉

Como no teu exemplo, em junho você teve perda de R$500 e em julho um lucro de R$2 mil. No saldo final, ficará com um lucro de R$1.500 e é sobre esse valor que deverá calcular o IR. 15% de R$1.500 = R$225 🙂

(a ser pago até o último dia útil do mês seguinte, no caso no último dia útil de agosto)

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !