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Só quem vende uma Opção descoberta é considerado um “lançador” ?

Pergunta:

Pegando gancho na sua resposta, surgiu uma outra duvida se puder me ajudar a esclarecer…

Tendo por base sua resposta “lançador é quem começa uma operação vendendo o que não tem. Lançador é aquele que faz uma venda, sem ter o ativo, a Opção, em carteira”. Desta forma se eu faço uma trava de baixa ou de alta onde vendo um ativo que não tenho na carteira, eu passo a ter obrigação, sou considerado lançador?

Ou por ser uma operação especifica não me enquadro como lançador, seria apenas uma venda a seco de uma opção para ser o lançador?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Reinaldo ? 🙂

Sim, você se torna um lançador. A descrição é exatamente essa: vender o que não tem. A única diferença, é que você fez uma venda travada. 😉

Existem 3 tipos de lançadores: coberto, travado e descoberto.

O lançador coberto, é aquele que vende uma Opção da ação que tem em carteira. Por exemplo, ele tem 1.000 PETR4 na carteira e lança 1.000 PETRE199. Ele lançou (iniciou uma operação do zero, sem ter a Opção na carteira), e está usando as próprias ações como garantia da operação.

Se for exercido nesta venda, ele entrega as ações que tem em carteira e está tudo ok. 🙂

O lançador descoberto, é aquele que vende uma Opção, pura e simples. Por exemplo, ele lança 1.000 PETRE199, sem ter nenhuma ação de PETR4 em carteira. Por conta da venda (lançamento), precisará deixar algum tipo de garantia para a Bolsa, a margem de garantia. Poderá ser em $$$, CDB, Tesouro Direto, ações de outras empresas. (são os principais ativos usados como garantia)

Se for exercido, ele precisará comprar as ações no mercado, pelo preço que estiver sendo oferecido … (e é justamente esse o risco da venda descoberta !)

ps: Sim, ele pode ter as PETR4 em carteira, mas aloca-las na carteira de garantia (onde passam a valer “$$$”), ao invés de serem alocadas na carteira de cobertura. Isso caracterizaria a venda como descoberta, mesmo a pessoa tendo as ações em carteira …

O lançador travado, é aquele que vende uma Opção, sem ter a ação “mãe” na carteira. Mas não faz a venda isolada. Ao mesmo tempo, ele compra uma outra Opção, da mesma ação, em um strike ou vencimento diferente. Por exemplo, ele lança 1.000 PETRE199 e compra 1.000 PETRE217.

Se for exercido na PETRE199, ele poderá exercer a PETRE217 e com isso trava o tamanho do prejuízo. O strike da E199 é R$19,97 e o da E217 é R$20,97. Com isso, a perda máxima dessa operação é de R$1 para cada Opção lançada. Claro, se estiver R$20,47 no mercado, ele não precisará exercer a E217 … Ele simplesmente compra por R$20,47, perdendo 50¢ por Opção que havia lançado, e pode revender suas E217 no mercado, abatendo parte da perda. 😉

Vale tanto para a trava de baixa quanto para a de alta. 🙂

Como sugestão, indico alguns textos relacionados ao tema:

Opera com travas ? Abra o olho …
Definindo o (“melhor”) intervalo de uma trava com opções
Zé, o que você acha da operação “Trava de Alta” em Opções ?
E se não tiver liquidez para desmontar a trava de alta ?

Ah ! E o post citado pelo Reinaldo em sua pergunta é o: “Quem é o lançador de Opções ?

Espero ter ajudado ! 😉

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Abraços !

Uma dúvida sobre IR com o exercício de Opções e o limite de isenção dos R$20 mil

Pergunta:

Olá Zé, pode tirar uma dúvida? situação teórica: lancei 1000 put de petro. strike 20,00 recebi o prêmio de 0,30, e fui exercido.

1 – Não preciso pagar darf pelo prêmio da put correto?

2 – O preço médio da ação na carteira será 19,70 correto?

Agora vou lançar call sobre as 1000 ações,

3 – Para não pagar darf eu teria que lançar no strike 19,70? ou teria que lançar por exemplo no strike 19,50 por causa do prêmio da call de 0,20?

Não sei se conseguiu entender hehe, mas agradeço qualquer ajuda.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Adriano ? 🙂

#1 – Isso ! Por ter sido exercido, não precisará recolher IR pelo prêmio recebido no lançamento da PUT. Agora, se tivesse encerrado a operação antes do vencimento, ou se ela tivesse virado pó, o Imposto de Renda deveria ser recolhido normalmente. 😉

#2 – Quando somos exercidos em uma PUT, somos obrigados (quem compra uma Opção tem um direito, quem lança uma Opção tem uma obrigação) a comprar a ação “mãe” pelo valor do strike da Opção que lançamos. Para a questão do IR, o preço médio desta aquisição será igual ao strike – o prêmio recebido no lançamento em que fomos exercidos.

Falo mais sobre a parte do Imposto de Renda ao ser exercido em uma PUT no post: Fui exercido em uma opção PUT que vendi, como fica o cálculo do imposto ?

Portanto, é isso mesmo: o preço médio de aquisição das ações será de R$19,70

#3 – A venda de ações via exercício de CALL, não é isenta de IR … Não importando a soma atingida no exercício.

Se você lançou 100 Opções, e foi exercido, recebendo R$20 por Opção exercida via CALL, recebendo R$2 mil no total, (lançou por 30¢ no strike R$19,70) – sim, da mesma forma que no exercício da PUT o prêmio é descontado do PM, no exercício da CALL ele é acrescentado a ele – precisará recolher o IR sobre os R$30 que obteve de lucro.

Agora, se você fizer como falou, lançando no strike R$19,50 e recebendo 20¢ pela CALL vendida, não precisará pagar nada de imposto na operação. Afinal de contas, não teve lucro algum nela. 😉

De novo: a isenção do IR para vendas inferiores a R$20 mil no mês, é aplicada apenas às ações. Todo o resto não conta com esse benefício …

Espero ter te ajudado ! 🙂

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Abraços !

O que olhar: volume financeiro ou número de negócios ?

Pergunta:

Quando se analisa o volume de negócio das Opções, ou até mesmo das ações, o que é mais importante: o volume financeiro ou a quantidade de negócios?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Diogo ? 🙂

Volume financeiro, sem sombra de dúvidas !

Um número de negócios elevado, não quer dizer muita coisa … Apenas que muitos negócios foram realizados naquele ativo. E isso não traz nenhum sinal … nenhuma consequência … nenhum resultado prático. (ao menos eu não consigo encontrar nenhum, hehehe)

Por exemplo: recentemente, a B3 alterou o lote padrão dos ETFs de renda variável, bem como de suas Opções. O que antes era negociado em lotes de 10 (o que já é um lote menor que o padrão, de 100), agora pode ser negociado de forma unitária. Sim, de 1 em 1. 🙂

Com isso, houve uma explosão no número de negócios envolvendo as Opções de BOVA11. Elas têm liderado, muitas vezes, o ranking diário de … número de negócios.

Dê uma olhada neste tweet:

Isso mesmo ! 9 das 10 Opções “mais negociadas” na B3 no dia de ontem, eram de BOVA11. Mas repare com mais carinho …

Viu o volume financeiro ? É … 🙄

De novo: o número de negócios em si, não quer dizer muita coisa … Neste caso, as pessoas podem negociar de “1 em 1”, enquanto nos outros ativos, de “100 em 100”. Só isso já gera a possibilidade de termos 100x mais negócios em uma Opção de BOVA11, do que numa de PETR4, por exemplo. Mas usemos a própria lista, tem uma Opção de USIM5 ali.

Veja quão desproporcional é o volume financeiro negociado nela, em relação às outras 9. 😉

Agora, vamos um pouco mais adiante. Olhe a lista das 10 Opções com maior volume financeiro de ontem:

Repare o número de negócios das que realmente mais giraram $$$ !

Então, de novo, o número de negócios puro e simples não quer dizer muita coisa …

Em se tratando de Opções, gosto de olhar em conjunto o número de Opções negociadas, o volume financeiro, e o número de participantes (titulares e lançadores). Acho que isso nos traz mais informações do que o número de negócios puro e simples. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Um daytrade afeta o preço médio da minha carteira ?

Pergunta:

Minha duvida é referente ao preço medio !

Se tenho 2.000 açoes da empresa X em custodia a um preço medio de R$50,00 em um determinado dia compro mais 400 açoes dessa mesma empresa X a R$35,00, porem vejo que ela valorizou e decido fazer um day trade com essas 400, vendendo a R$38,00.

A duvida é : meu preço medio anteriormente de R$50,00 é alterado ouuuuu… o day trade nao altera no preço medio do ST ?

Fico no aguardo e Obrigado !!!!

Resposta:

Opa ! Tudo certo Giovanni ? 🙂

Não, o preço médio anterior não é alterado.

O daytrade é um evento “especial e específico”. Nele ocorre apenas uma operação financeira, sem a troca de ações propriamente dita entre os participantes. Digamos que a pessoa que te vendeu as 400 ações é o individuo A, você o B e quem comprou de você, o C. No daytrade, a ação passa diretamente de A para C. Você fica no meio da transação, ficando apenas com o financeiro da “intermediação”. (seja ele lucro ou prejuízo)

Portanto, um daytrade não altera o preço médio original de uma posição. Afinal de contas não há uma compra de ação para a carteira propriamente dita. O teu preço médio permanece sendo de R$50 nas 2.000 ações originais, e você tem um lucro de R$3 por ação no daytrade.

Na verdade, você pode perceber que operações normais e daytrades nunca se misturam. São separados em todos os momentos. Exemplo: o IR para uma operação normal, é de 15% sobre o lucro. Em um daytrade, 20%. Prejuízos a serem compensados, só poderão ser compensados quando usamos operações normais com normais, e daytrades com daytrades. 😉

De novo: o daytrade é apenas uma operação financeira, não existe a troca de ações propriamente dita. 🙂

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Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

Comprando no fracionado, o preço médio de entrada no lote cheio varia ?

Pergunta:

Olá!
Comprando no fracionado, o preço médio de entrada no lote cheio varia?

Obrigado!
Excelentes explicações!!

Resposta:

Opa ! Tudo certo Ricardo ? 🙂

Antes de mais nada, muito obrigado !! É sempre um prazer poder ajudar ! 😀

Sobre a tua dúvida, sim, se você tiver uma posição anterior, formada apenas por lotes “cheios”, ao comprar no fracionário, seu preço médio irá ser alterado.

Na verdade, quando uma ação está na sua carteira, ela não se separa em lotes “cheios” e lotes “fracionados”. Quando em nossa posse, são ações de uma mesma empresa e ponto final. 😉

Por exemplo, se você possui 200 ações de PETR4 e compra mais 42, através do mercado fracionário (pelo código PETR4F), você terá no final um total de 242 ações preferenciais da empresa PETROLEO BRASILEIRO S.A. PETROBRAS. 🙂

Então, quando você compra mais ações, via mercado fracionário, isso influencia no preço total de aquisição da sua posição. 😉

Voltando ao exemplo, se você tem um preço médio de aquisição das suas 200 PETR4 originais em R$28, e agora compra mais 42 por R$28,11, o preço médio total da sua posição fica em R$28,02.

(lembrando que na hora que calculamos o preço médio de aquisição, bem como o de venda das ações em carteira, devemos levar em consideração os custos operacionais !)

Sobre o tema, algumas leituras sugeridas:

– Posso comprar no fracionário e vender no lote padrão ?
– Se acumular 100 ações no fracionário, estou liberado para lançar CALLs dela ?
Devo considerar meus custos operacionais na formação do preço médio ?

Espero ter te ajudado ! 🙂

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Abraços !