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“Fiz daytrade e não tive sucesso. Dá para viver de Opções ?”

Pergunta:

Fiz daytrade e não tive sucesso. Dá para viver de Opções ?

 

Resposta:

Opa ! Tudo certo Leandro ? 🙂

Pergunta complexa essa, não é mesmo ?

Por quê ? Por uma série de motivos … (literalmente)

Quer ver ?

O sucesso no mercado, especialmente no lado do trader, depende de uma série de fatores. Algumas vezes são grandes e importantes detalhes, outras são tão pequenos que por conta disso, acabam ficando “escondidos” e não detectados.

Por exemplo, pode não ter dado certo por conta de alguma “deficiência” no lado da análise gráfica. Você não está conseguindo identificar direito os pontos de entrada, ou os gatilhos de entrada. Outra possibilidade pode residir no lado técnico na coisa. Suas operações precisam ser (ou são) mais rápidas do que o teu sistema permite que sejam. Pode ser um problema com a corretora, com a sua plataforma de negociação, com a sua conexão com a internet, no seu computador … Pode ser alguma coisa envolvendo o uso propriamente dito da plataforma operacional …

Outra possibilidade, alavancagem. Você não usava mais do que comportava ? Ou até mesmo menos do que precisava para que o breakeven das operações fosse atingido ? Outra, o seu STOP, como ele vinha sendo usado ? Gráfico ? Financeiro ? Temporal ? Usava ?

Estes são apenas alguns poucos pontos que consegui lembrar agora. Certamente existem muitos outros …

Agora, “Não deu certo no daytrade, dará com Opções ?” …

Se aquilo que te fez não obter sucesso no daytrade, for trazido para o “mundo das Opções”, possivelmente não dará certo também. Esse é o motivo para que analisar e observar tudo o que fazemos enquanto estamos operando, seja tão importante. Ver o que deu certo quando deu certo. Ver o que deu errado quando deu errado. Ver o que deu certo quando deu errado. E claro, ver o que deu errado quando deu errado.

E isso será o tempo que te ajudará a obter as respostas. Dificilmente será algo que virá rapidamente … A não ser que seja um erro mais “básico”. Sabe ?

O “mundo das Opções” é bem diferente do das ações e dos futuros. Por exemplo, quando você compra um contrato do índice futuro do Ibovespa, precisa que o mercado suba para que possa obter o seu lucro. Já nas Opções, quando você vende uma PUT (ela perde valor conforme o ativo “mãe” se valoriza, portanto uma operação que também se beneficia da alta), você pode ganhar em três situações: quando o ativo sobe, quando ele fica de lado, e até mesmo quando ele apresenta uma leve queda. Essa é uma característica das Opções. 🙂

E o contrário é verdadeiro: quem compra uma PUT, perde dinheiro quando o ativo “mãe” sobe, fica de lado ou apresenta leve queda …

Como eu disse, é uma pergunta complexa que acredito não ter uma resposta “certa”. O ideal é que você analise tudo aquilo que aconteceu, tentando encontrar o que pode ter “ajudado a dar errado”. Além disso, ao mudar de área, na tentativa de obter um resultado diferente, estudar uma estratégia vencedora, que já venha sendo testada a mais tempo. Uma estratégia que tenha conseguido sobreviver ao teste do tempo. 😉

Essa estratégia que vem dando certo, e que vem se mostrando válida com o passar dos anos, possivelmente engloba todos aqueles pontos que citei acima, como possíveis “vilões” no que deu errado, de forma a aumentar as chances de obtenção de lucro de quem a usa. Provavelmente ela tem “barreiras” e “proteções” que impeçam que os problemas cresçam e acabem atrapalhando para que o investidor possa sobreviver no longo prazo.

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

STOP automático é 100% de certeza de tranquilidade ?

Pergunta:

Boa noite.

Parabéns, muito bom o site.

Gostaria de tirar uma duvida com relação a compra de ações Day Trade.
Por exemplo, se eu agendar uma compra no dia anterior para o dia seguinte no valor de R$ 10.000,00 em um determinado ativo.
O valor esta em R$ 10,00, eu faria uma compra de 1000 ações.
Programo um start de compra de R$ 0,02 acima do valor de fechamento do dia atual, R$ 10,02 para o dia seguinte e a venda até encerrar o pregão e um stop loss de R$ 0,02 abaixo do meu valor de compra, R$ 9,98
O meu risco total seria de R$ 20,00 e mais a corretagem correto ?
Ou, pode acontecer do stop loss falhar ? Se houver um gap corro risco também ?

Obrigado.

Willian

Resposta:

Bom dia Willian,

Pelo o que entendi você gostaria de “automatizar” o processo de operação de um daytrade. Isso ?

Sinceramente ? Tem tanta coisa que pode dar errado … 🙁

Principal motivo: STOP muito curto … Mas vamos lá. 😉

Ao indicar ao sistema uma compra de 1.000 ações com o preço acima dos R$10,02, você corre o risco de entrar a qualquer preço. (literalmente falando) Alguns sistemas permitem que seja inserido um valor limite para essa entrada, mas eu não sei lhe dizer se é um padrão …

Já pensou você deixar esta ordem de compra e no dia seguinte o papel abre rasgando em alta, aos R$10,50 (por exemplo) ? Só que imediatamente após a abertura some a ponta compradora e a melhor oferta fica somente nos R$10,30 … O seu STOP estaria lá nos R$10,48, lembra ?

Alguém que havia comprado no dia anterior, por R$10,00, acha que o R$10,30 oferecido lhe satisfaz e vende por esse preço. Neste momento o sistema reconhece que é hora de seu STOP entrar em ação.

Ele colocará uma ordem de venda por R$10,48 ou venderá no comprador ? Admitindo que ainda existe disponibilidade de compra pelos R$10,30 … você aceitaria vender por este preço ? 20¢ (R$200) de prejuízo mais corretagem.

Mas, e se da mesma forma que ao sumir o comprador na abertura, a próxima ordem de compra estiver apenas nos R$10,10 ? O sistema de STOP vai lá e vende sua posição e você assume um prejuízo de 40¢ (R$400) mais corretagem.

Ou ainda pior … ele deixa a sua ordem de venda lááá nos R$10,48 e o papel inicia um processo de correção e fecha aos R$9,75 …

Como seria ? 🙄

Claro … Estou traçando um cenário hipotético, hecatômbico, em uma ação com pouca liquidez. Mas que é algo perfeitamente possível de vermos acontecendo. 🙁

Operar no daytrade é algo que exige atenção do investidor. Dedicação total e olho grudado na tela. 🙂

Claro … Quem opera daytrade dificilmente o fará em uma ação com baixa liquidez, você diria. Eu digo que já vi MUITA gente operando micos, com pouca liquidez, visando o daytrade.

Em uma ação com mais liquidez isso dificilmente aconteceria. Os saltos dentro do pregão são raros e quase inexistentes. Q-U-A-S-E … Talvez não na intensidade que apresentei, mas possíveis.

Outro detalhe é em relação ao tamanho do STOP. Para se operar no daytrade, com um STOP tão curto, é necessário que o ativo seja muito, mas MUITO líquido mesmo. Tipo dólar ou índice futuro do Ibovespa. Eu não consigo pensar em outro além deles.

E olha … mesmo com eles é algo curto demais. A chance de ver o STOP sendo acionado por qualquer “espirro” é enorme.

Minha sugestão: quer operar de forma mais automática ? Esqueça o daytrade e parta para operações um pouco mais longas. Operações de alguns dias … algumas semanas … Além disso, pense em usar um padrão de STOP um pouco maior, para evitar que ele seja acionado a todo momento. Com esse aumento no STOP perderá um pouco mais a cada erro, mas se fizer a coisa do jeito certo, evitará que seja acionado a toda hora e que crie inúmeras oportunidades de acionamento.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

 

ps: Adotar o uso de um STOP mais “gordo”, em uma operação que fuja do daytrade, é garantia de que tudo dará certo ? Infelizmente não …

Da mesma forma que o GAP da abertura, ilustrado no post, criaria uma distorção e poderia trazer “problemas”, um GAP de abertura para baixo também poderia morder o seu bolso de forma mais forte que a esperada. Digamos que fosse de 10¢, mas se abrir abaixo disso … ele seria acionado e a perda seria maior do que a imaginada/programada.

O STOP é uma ferramenta que nos traz mais segurança, mas infelizmente ela não tem como nos garantir 100% da que gostaríamos de ter. 😉

(sim, usei exemplos extremos … mas que considero como sendo importantes de serem apresentados)

Tinha uma posição em ações, vendi e recomprei em seguida … Como isso afeta o preço médio ?

Pergunta:

Olá, tudo bem?

Uma dúvida em relação a Custo Médio de uma ação.

Eu tinha 300 JHSF3 a um custo médio de R$4,0624 e a último vez que eu tinha compra um lote dessas ações, tinha sido em 27/12/2019.

No dia 06/01/2020, eu vendi as 300 ações de JHSF3 por R$7,87 e comprei 300 no mesmo dia por R$7,85. Essa compra e venda no mesmo dia, caracteriza uma operação de Day Trade, e a rentabilidade da operação é a diferença entre os R$7,85 e R$7,87. É correto dizer então que, o meu custo médio continua sendo os R$4,0624 por ação, caso eu realize o lucro dela no Swing Trade?

Abraço,

Resposta:

Opa ! Tudo certo Fernando ? 🙂

Exato !! Teu preço médio de aquisição permanece sendo R$4,0624. Nada mudou em relação a isso. 😉

Só uma pergunta … você usou os teus custos operacionais (corretagem, emolumentos, etc etc etc) na formação do preço médio de aquisição dessas ações ? Sim ! Eles fazem parte. 😀

Sugiro a leitura complementar: Devo considerar meus custos operacionais na formação do preço médio ?

Sobre a operação do dia 6 de janeiro, ela um daytrade. O seu lucro na operação foi de 2¢ por ação negociada. Ou R$6,00.

Lembrando que a alíquota do IR para operações daytrade é diferente … Ao invés dos tradicionais 15%, para o daytrade o IR é de 20% sobre o lucro. Além disso, 1% do lucro já fica retido na fonte, então para o DARF você só precisa complementar com os 19% restantes.

Mas neste caso específico existe um porém … Digamos que esta seja a única operação daytrade do mês. Com um lucro de R$6 você teria que pagar R$1,14 (R$0,06 já ficou retido) de imposto de renda. Correto ? Faria um DARF para pagar isso e tudo certo. Sim ? Não … pois o valor mínimo de um DARF é de R$10. 😉

Se foi o único lucro a ser tributado, você precisará aguardar pelos próximos meses, até ter lucro suficiente para gerar R$10 em imposto.

Espero ter ajudado ! 🙂

Abraços !

Se acumular 100 ações no fracionário, estou liberado para lançar CALLs dela ?

Pergunta:

Olá, Zé !
O lote fracionário se torna um lote padrão ao atingir as 100 ações para fins de venda de call coberta de opções?

Ex. Tenho 99 PETR3F e ao comprar + 1 PETR3F

Agora terei 100 PETR ? (sem o F) e pronto para usar na venda de calls?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Maria ? 🙂

Na verdade, sempre que você compra uma ação, seja através do código PETR3, ou através do PETR3F, estará comprando PETR3. 😉

Na sua carteira irá aparecer como xxx PETR3. Por exemplo, se você comprar 50 PETR3F e 100 PETR3, aparecerá como 150 PETR3. 🙂

A diferença entre o código PETR3 e o PETR3F é apenas o tamanho do lote padrão de negociação. Enquanto no PETR3 você pode negociar apenas em múltiplos de 100, no PETR3F você poderá comprar de “uma em uma”.

Então, sim, se você, hoje, possui 99 PETR3 em carteira, ao comprar mais 1 PETR3, passará a ter 100 PETR3 e com isso poderá fazer um lançamento coberto de CALL delas. (a grande maioria das Opções possui um loto mínimo padrão de 100 Opções, com algumas exceções apresentando lotes de 10 Opções, e no caso de ETFs de renda variável – como o BOVA11, de forma unitária)

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

Recomprar as ações exercidas no vencimento de opções é considerado daytrade ?

Pergunta:

Saudações,

Parabéns pelo trabalho prestado a comunidade financeira!
Gostaria de sanar uma dúvida quanto a uma operação com opções, pois, neste mercado sou incipiente:

Por exemplo, tenho uma posição de 2k em BBAS3 e realizei a venda coberta de 1k em BBASL62. No dia do exercício, efetuo a compra de 2k de BBAS3 a um preço superior ao strike no qual fui exercido. Neste caso, ocorre uma operação de day trade e, assim, como ficaria a posição no ativo? Nesta situação, ao final teria uma posição de 3k e um novo preço médio, além de um prejuízo a ser registrado na categoria day trade, correto?

Feliz ano novo!

Atenciosamente, Welton

Resposta:

Bom dia Welton,

Muito obrigado !! Quanto mais pessoas impactarmos, mais pessoas se livrarão das algemas que a pressão financeira cria. 😉

Uma dúvida muito comum e que tem uma resposta que vai completamente contra a lógica da coisa, hehehe. 😀

Vamos lá: você tem 2.000 BBAS3 e vende 1.000 BBASL62 (cobertas por suas ações). No dia do exercício, que foi no dia 19/12/2016, você foi exercido nesta venda. Como você disse, a cotação da BBAS3 estava acima do strike dela. Desta forma ficou com 1.000 BBAS3 em carteira.

O recebimento do valor originado deste exercício será creditado em sua conta na quinta-feira seguinte ao vencimento. E esse é o sinal para que a resposta surja … 🙂

Reparou que o exercício da opção ocorre como se fosse uma venda normal ? Pois então … é assim que a coisa flui para a Bolsa. É uma operação “compromissada”, com data marcada para o seu encerramento.

Agora é que vem o detalhe que encerra a “discussão”. No dia do exercício você efetua a compra de outras 2.000 BBAS3, com um preço acima do apresentado pelas ações que já possui em carteira. Com isso ficará com 3.000 BBAS3, e terá como preço médio (x+2y)/3 … Grego ? Não, bem simples na verdade, hehehe. O preço médio será o valor médio das suas 2.000 BBAS3 “originais”, que agora são apenas 1.000, mais duas vezes o preço médio das 2.000 BBAS3 novas. Tudo isso dividido por 3, afinal agora são 3.000 ações que integram a sua carteira.

O resultado final seria um prejuízo na categoria daytrade ? Não ! (um categórico não …)

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