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Rolagem de Opções do mesmo vencimento, com strikes diferentes, é daytrade ?

Pergunta:

rolagem opções no mesmo vencimento strike diferente é day trade?

ex: COGNI500
ROLAR PARA COGNI700

Resposta:

Opa ! Tudo certo Lavosier ? 🙂

Não, não é daytrade.

Mesmo com as operações ocorrendo “ao mesmo tempo”, a rolagem não é considerada daytrade. O motivo é o de sempre: só é daytrade quando a compra e venda do mesmo ativo acontece no mesmo dia. E não, eles não são o mesmo ativo. 😉

Como funciona a operação de rolagem ? (vou usar a nossa rolagem, a de quem lança Opções)

Você está vendido há alguns dias na COGNI500, em 1.000 opções, por exemplo. Para rolar sua posição da COGNI500 para a COGNI700, você irá recomprar a que está vendido, as 1.000 COGNI500, e em seguida irá vender o novo “alvo”, irá lançar as 1.000 COGNI700.

Como disse, as duas operações (compra de I500 e venda de I700) ocorrem praticamente ao mesmo tempo. Uma compra e uma venda, no mesmo dia. Porém, lembra que para ser daytrade, precisa ser compra e venda no mesmo dia, do mesmo ativo ? E não é esse o caso ! 😉

Ambas as Opções se referem às ações COGN3, ambas ao vencimento de setembro/2020, masssss a I500 é do strike R$5,00, enquanto a I700 é do strike R$7,00. São “coisas” diferentes, Opções diferentes.

Seria um daytrade, caso você recomprasse as 1.000 COGNI500 e em seguida relançasse as mesmas 1.000 COGNI500, no mesmo pregão. (ou qualquer outra quantidade)

Para ser um daytrade, é preciso que ocorra a compra e a venda do mesmo ativo (o mesmo código), no mesmo dia.

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

Vale a pena pegar uma faca caindo ?

Pergunta:

Olá Zé, tudo bem?
Primeiramente parabéns pelo seu site. Sou iniciante nos investimentos e estou estudando e iniciando na bolsa de valores. Gostaria de sugerir um tema para seus posts. Acredito que seria muito interessante e que iria ajudar muita gente, se você desse dicas \”básicas\” de como operar em meio a essa situação que estamos enfrentando em nosso país.

Por exemplo:

Vi uma oportunidade de comprar a PETR4 a um valor baixo (exemplo 7,60) e assim que ela subir a um valor X (exemplo 8,00) vender. Essa é uma estratégia válida? pode ate ser mais se pegar a faca caindo? ou seja, se eu comprar de 7,60 e ela cair mais, e mais e mais? quando vender? como definir um stop? ou como enxergar uma tendência de alta?

Acho que são dúvidas que muitos iniciantes têm e que a visão de um cara experiente seria muito bom.

Bom, isso é só uma sugestão de Post. Mais uma vez, parabéns!!

Resposta:

Bom dia Rodrigo,

Você praticamente está querendo um curso de como operar, em poucas linhas e de forma prática ? hehehe 😉

O que eu poderia indicar que se enquadrasse neste perfil ? Já conhece a série “Como o Zé ganha na Bolsa ?“, ela apresenta as coisas que olho para tomar a minha decisão sobre um trade, se devo ou não realizá-lo. São ferramentas simples, trabalhando em conjunto e que te dão um pouco mais de segurança na hora de entrar em uma operação. (ou de ficar de fora dela)

Indico que leia os 15 textos da série (e o extra também !), pois são escritos da forma mais simples que consegui, para facilitar ao máximo a compreensão dos indicadores e ferramentas que uso. 😀

Mas gostaria de focar num ponto levantado por você em sua pergunta: mas e se pegar a faca caindo ?

Este é o maior risco de quem opera se baseando apenas no fator “a cotação vem caindo, acho que já caiu demais …”. A ideia de pegar a faca caindo nos lembra do risco de entrar numa operação do tipo “está caindo, deixa que eu pego” e com isso perder alguns dedos da mão … Que seria +- como se você entrar na operação, arriscando a compra, mas correndo o risco de perder uma parte do patrimônio, na forma de STOP.

Sim, muitos já entram nesse tipo de operação pensando no STOP. “Se der errado, é só acionar o STOP e pronto !”. É o pensamento certo de todo e qualquer operador. Porém ao pegar a faca caindo, você tem chances mais elevadas de precisar do STOP. Então me diga, por qual motivo você acharia válido entrar em uma operação, sabendo que as chances de precisar do STOP são grandes ? Não seria muito mais interessante adotar uma série de indicadores e sinais gráficos que pudessem limitar a necessidade dele ?

Você limita as perdas ao usar o STOP, e se mantém no “jogo”. Não seria a mesma coisa de quem pega a faca e perder um ou dois dedos ? A mão contínua lá … Vale a pena pensar desta forma ?

Estou longe de dizer para que você não entre em uma operação já pensando em acionar o STOP, o que estou dizendo é que você precisa encontrar algo que te ajude a diminuir as chances de precisar dele. E este é o papel da análise dos gráficos. Eles te ajudam a encontrar padrões que apresentam uma chance maior de que a operação dê certo. Muito melhor, não ? 😉

Sim, o risco de precisarmos do STOP ainda existe, porém ele será acionado em um menor número de vezes do que o seria esperado na simples tentativa e erro do “já caiu demais”. Além disso, muitas vezes, a análise do gráfico te proporciona um melhor posicionamento para o seu STOP. Seja em relação ao tamanho dele, seja em relação ao “falso rompimento” (o famoso violino), que causa a sua perda, para em seguida retomar o movimento em que você acreditava.

Acredite: não vale a pena pegar a faca caindo ! Espere ao menos ela repicar antes de tentar uma aproximação !! 😉

Sobre como trabalhar com o STOP, indico – fortemente ! – a leitura do excelente:
Aprenda a Operar Vendido e Vencer na Bolsa em Queda“, de Alexander Elder.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

Posso comprar no fracionário e vender no lote padrão ?

Pergunta:

Boa tarde Zé!
Tudo certo?

Ainda sou novato no mercado de ações, mas com os aprendizados que já tive, comprei algumas ações no mercado fracionário para entender como funciona.
Minha dúvida: Caso eu achar interessante eu comprar mais ações dessas empresas que já tenho para fechar 100 ações, eu consigo vender o lote todo sem ser no mercado fracionário?

Exemplo: Tenho 14 ações da empresa X, comprarei mais 86 para fechar o 100. Conseguirei vender o lote direto?

Tenho essa dúvida, porque emiti uma ordem de compra de 25 ações da empresa Y, e ela só comprou 3 ações, sem experiência, emiti a ordem de compra da diferença e fui cobrado por duas corretagens.

Por isso pergunto, vai que vendo no mercado fracionário e não vende todas num futuro próximo.

Obrigado pela atenção!
Abraços!

Resposta:

Bom dia Diego, tudo certo ? 🙂

Sim ! Você poderá comprar “picadinho” no fracionário e depois vender no mercado padrão o lote de ações que tiver acumulado. 😀

Isso é na realidade bem comum de ocorrer com quem monta carteira de longo prazo com aportes constantes para a compra de ações para a carteira. Quando o capital disponível para estas compras não é suficiente para se comprar um lote integra, por que não comprar no fracionário ?

Afinal de contas não é para ir acumulando, mês a mês, pensando lá na frente ?

Mas Zé … e o custo operacional destas compras picadinhas ?

A cada dia que passa esse custo vem diminuindo. Lembra que do que falei no post “Corretoras zerando as tarifas !! Um pouco da história da Bolsa …” ? Hoje em dia já tem corretora que nem cobra mais para que você vá montando a sua carteira com calma ! 😉

Mesmo as que cobram, têm cobrado cada vez menos. 😀

Ainda sobre a tua dúvida Diego, a grande maioria dos homebrokers (para não dizer todos, pois não sei se TODOS fazem assim …) adota a seguinte postura: se você colocar para vender 101 ações de uma determinada empresa, ABCD4 por exemplo, o HB vai separar isso em duas ordens: 1 no fracionário e 100 no lote padrão. 🙂

Para você ver como é possível fazer o que você quer fazer. 😉

Você ainda poderia “amarrar” a sua ordem para que ela fosse executada apenas integralmente, como a ordem de compra das 25, por exemplo. Aparecendo as 3 disponíveis, o sistema não executaria pois não é a quantidade suficiente para te atender.

Da Wikipédia: “Em uma ordem “tudo ou nada”, a quantidade ofertada só é exibida no mercado se existir uma oferta para cobri-la.”

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

Como manter o lucro de uma trava de alta com PUT ?

Pergunta:

Boa noite amigo… Me tire uma dúvida por gentileza. Montei uma operação de trava de alta com PUT e obtive um crédito de 200 reais imediatos. Gostaria de saber quando posso desmontar essa trava para manter esse lucro… Devo aguardar até o exercício? Grato.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Cleiton ? 🙂

A operação de trava de alta com PUT, que prefiro chamar simplesmente de venda travada de PUT (pois é literalmente isso, hehehe), é caracterizada pela venda de uma PUT, com a compra de uma outra de strike inferior. Com isso a operação gera um crédito para quem a monta, tendo o prejuízo máximo e a chamada de margem limitados ao tamanho da operação, e o lucro ao valor recebido na montagem.

Um exemplo da operação seria a venda de 1.000 PETRU210, com a compra de 1.000 PETRU183. A primeira tem como strike os R$21,03, enquanto a segunda os R$20,78. Como a diferença entre as duas é de 25¢, e estamos montando a operação com 1.000 Opções em cada ponta, a perda máxima com a operação, seria de R$250, bem como sua chamada de margem. Já o ganho da operação, seria definido no momento da montagem da operação. PETRU210 sendo negociada a 43¢, enquanto a PETRU183 a 37¢, nos traria um prêmio de 6¢. (venda de U210, recebe 43¢ por Opção vendida, enquanto a compra de U183 nos custaria 37¢ por Opção comprada, restando 6¢ no bolso)

Como montaríamos com 1.000 Opções, receberíamos R$60 para montar essa operação. Sim, um retorno de 24% sobre o valor destinado (e em risco) na operação.

Dadas as características desta operação, a região de lucro máximo estaria com a ação acima dos R$21,03 no dia do vencimento, no dia 21 de setembro. As duas Opções teriam virado pó e o lucro (os 6¢) seriam integralmente embolsados.

Sabendo disso, retornamos à sua pergunta. 😉

Para que você consiga manter 100% do prêmio recebido na operação, precisará que a PUT de strike mais alto vire pó. E sim … isso tende a acontecer apenas no vencimento dela. Claro … Se ocorrer um movimento MUITO forte, que faça a ação subir muito, poderás encontrar a PUT de strike mais elevado valendo 1¢ antes disso. Mas ao zerar por 1¢, não manterias 100% do prêmio recebido na montagem. Isso só aconteceria com ela virando pó …

Sim, você pode encerrar esta operação a qualquer momento. Poderia desmontar com ela te gerando 5¢, 4¢, 3¢, 2¢ e 1¢ … Bastaria fazer a recompra da PUT que vendeu e a revenda da comprada, por um spread menor do que o obtido na hora em que a operação foi criada. 🙂

Mas para manter 100% do valor recebido no momento em que montou a operação, precisaria aguardar que as duas virassem pó. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Minhas opções viraram pó, como proceder em relação ao Imposto de Renda ?

Pergunta:

Ola, estou com uma duvida sobre Imposto de Renda nas opções, uma opção que virou pó eu posso abater do lucro com operações em opções?

Grata, Meire

Resposta:

Bom dia Meire,

Pode sim, afinal de contas, você teve prejuízo com elas. Não ? 😉

A ideia é bem simples: veja quanto pagou pelas opções que micaram e quanto gastou de corretagem. Este valor (a soma dos dois) pode ser abatido do resultado do mês. Mas lembre-se … operações normais devem ser somadas com operações normais e daytrades com daytrades … Ok ? 🙂

Ainda em relação à tua dúvida, existem duas “linhas de pensamento”. Em relação ao quê ? A como esta operação deve ser encerrada …

Por exemplo: ela é encerrada ao deixarmos a opção virar pó, e consequentemente sumir de nossa carteira após o dia do vencimento ? Ou para podermos considerar como finalizada precisamos realizar a venda dela a qualquer custo, pelo preço que for possível, até o vencimento ?

Acredite, tem muita gente que acha que a operação só será considerada encerrada, por parte da Receita, se houver uma operação de compra e uma de venda. E não tiro a razão de quem pensa desta forma … Devemos ser extremamente cuidados neste assunto. 😀

Mas … devido às características do mercado de opções … encerrar uma operação por “vias diretas” (através da venda) não é necessário, tampouco pode ser “possível” de ser feito em alguns casos.

Como disse, a opção simplesmente deixa de existir a partir do dia do vencimento. O que caracteriza sua “saída” da carteira. Por ser uma operação com prazo de vida determinado, ela literalmente se encerra no prazo final, no dia do seu vencimento. Além disso, quem opera opções sabe que muitas vezes, por mais que o investidor queira, vender a opção a “qualquer preço” pode simplesmente não ser possível. Quantas vezes você já viu uma opção ficar com ordens de venda de 1¢ por dias e dias até o vencimento encerrá-la ?

Em relação ao fim da “vida” da opção, uma analogia semelhante ocorre com a operação de venda de uma opção. A pessoa pode vender, ela virar pó, e não ter a operação de compra para fechar o trade. Como no dia do vencimento ela deixa de existir, ela deixará de fazer parte da sua carteira, caracterizando o encerramento da operação.

Em suma: você não precisa “encerrar” a operação para considerá-la encerrada na situação descrita por ti, no caso dela virar .

Lhe indico a leitura do livro “Imposto de Renda no Mercado de Ações” para ampliar ainda mais os teus conhecimentos nesta área. 🙂

 

Nota do Site:
5 Moedas

Imposto de Renda no Mercado de Ações
Murillo Lo Visco

Editora: Novatec
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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Espero ter lhe ajudado ! 😉

Abraços !