Clube do Pai Rico
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Preciso aguardar o exercício de Opções para realizar o lucro da minha operação ?

Pergunta:

Olá, Zé! Tudo bem?

Gostaria de tirar uma dúvida em relação às PUTs.

Estou comprado em BOVAS75. No caso dela ganhar valorização até o vencimento, eu posso optar por vender as puts que comprei aos invés de exercer meu direito de venda do papel? No caso de vendê-las, eu corro o risco de ser exercido por quem comprar ou essa obrigação é de quem lançou as puts pela primeira vez? Seria como se eu estivesse desfazendo/revertendo a operação?

Parabéns pelo blog e conteúdo compartilhado.

Obrigado!
Bruno Mendes

Resposta:

Opa ! Tudo certo Bruno ? 🙂

Sim, você poderá revender a opção, embolsando o lucro, não dependendo do evento do exercício em si.

Esta é uma confusão MUITO comum ! Muitos acham que as operações com Opções só podem ser desmontadas no ato de exercer, ou ser exercido. NÃO !!! Você pode negociar com elas, em operações de compra e de venda, como faria com uma ação.

Você comprou uma Opção, CALL ou PUT, e ela se valorizou ? O lucro já te agrada ? Você pode simplesmente revender a Opção comprada, encerrando a operação, e se desligando de qualquer vínculo com ela. Quem opera na COMPRA de uma Opção, terá apenas DIREITOS. Então você nunca correrá o risco de ser exercido em uma operação de COMPRA. (sim, fiz questão de repetir, hehehe)

Quem corre o risco de ser exercido é o lançador de Opções. 😉

Zé, o exercício pode ser um caminho para realizar o lucro ?

Sim, em alguns casos, pode. Especialmente em Opções com pouquíssima liquidez. No caso, não existem interessados em comprar ou vender aquela Opção, você não tem para quem entregar as que você tem em carteira. Neste caso, o exercício pode ser a “única” alternativa. Mas, normalmente, a realização do lucro acontece de forma normal, através da revenda da Opção comprada.

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

Ao comprar uma ação viramos sócios da empresa. Mas até onde somos responsáveis por ela ?

Pergunta:

Boa tarde Zé.

Tenho vontade de começar a investir em ações, mas não tenho ainda o conhecimento necessário nem o capital. Como muitos outros busco informações aqui com você, e tenho uma duvida que com certeza deve ser de iniciante. A partir do momento que se compra ações de uma empresa, você se torna sócio da mesma, correto? E com a compra dessas ações você espera que essa empresa suba de valor na bolsa e também tenha lucros pra poder receber os dividendos, estou correto? Mas se essa empresa tiver prejuízo, os acionistas também tem que arcar com essa divida? É logico proporcionalmente ao seu número de ações.

Obrigado

Resposta:

Bom dia Leonardo,

Não sei se é uma dúvida tão de iniciante assim … Sabia ? 🙂

Sim, sua descrição está correta: compramos ações na esperança de que as empresas cresçam, obtenham lucro, distribuam entre os acionistas, e por consequência apresentem uma boa valorização no preço das ações.

Alguns compram com o intuito de ficar com as ações para sempre. Gostariam de viver apenas com os dividendos gerados por elas …

Outros compram na expectativa da valorização, preferindo vendê-las assim que o ganho de capital oferecido pela ação for condizente com o imaginado.

Isso é o que Robert Kiyosaki chama de ganho de capital vs fluxo de caixa. Nos livros ele costuma exemplificar com imóveis, mas no fundo é a mesma coisa. Algumas pessoas compram casas para revenda, assim que apresentam valorização. Outras compram para viver com o aluguel gerado pelo imóvel.

Os dois estão certos, pois em ambas as situações o ganho pode ser obtido. São estratégias diferentes, com expectativas e horizontes diferentes. 😉

Como você bem disse, a empresa precisa lucrar para que haja a distribuição de dividendos. Sem lucros … de onde sairá o dinheiro a ser dividido entre os sócios ? Estamos vivenciando um exemplo muito claro dessa situação com a Petrobras. Até pouco tempo, apresenta lucros pomposos … mas por causa da bela administração do governo petista (que priorizou o petrolão, alavancando exageradamente a empresa, para inflar ainda mais os contratos dela) a coisa desandou.

Passou a ter prejuízos seguidos, e com isso houve a interrupção da distribuição de dividendos. Sem lucro, sem dividendo. Simples assim …

Claro … nada impede que o setor contábil das empresas adotem artifícios “criativos” para “gerar” lucro, proporcionando desta forma dividendos que não deveriam existir. E sim, isso aconteceu/acontece …

Sobre a tua preocupação em específico, tenho uma boa notícia. Ao comprar uma ação de uma empresa, através da Bolsa de Valores, você se torna “sócio” da empresa, porém um “sócio especial”. Esta sociedade nos blinda através da chamada responsabilidade limitada, que nada mais é do que proteger o investidor contra eventuais problemas na empresa. O limite de responsabilidade do acionista é o valor de suas ações. Nada de colocar em risco o patrimônio pessoal. 😀

De novo: graças à responsabilidade limitada, um investidor põe em risco apenas o valor apresentado por suas ações. Não há risco algum para o patrimônio dele. Você nunca arriscará mais do que a perda integral do valor da ação.

Por exemplo: a ação custa R$10. Você tem 1.000 ações, consequentemente o seu patrimônio total investido nesta ação é de R$10 mil. Sua perda máxima, haja o que houver, será de R$10 mil e ponto final.

A empresa dá lucro ? Você recebe dividendos. A empresa tem prejuízo, você não recebe nada e provavelmente verá a cotação da ação minguar … minguar … minguar … até virar .

Veja que o prejuízo da empresa não será “debitado” do valor da ação. Ao menos não diretamente … Pode até ser que o mercado a puna através das cotações. Mas simplesmente chegar lá e descontar do valor da ação (da mesma forma que o faz quando há um dividendo), não ocorre …

É um lado do mercado acionário que existe para trazer um pouco de tranquilidade ao investidor, que já sabe de antemão o risco máximo de perdas que tem em seu portfólio. Qual ? Isso: o valor investido na ação. 😉

Se quiser saber mais sobre o investimento em Bolsa, convido a dar uma olhada no meu curso, o Minha 1x na Bolsa !!

Espero ter lhe ajudado ! 😀

Abraços !

Fui exercido em uma venda descoberta de Opções … Como funciona ?

Pergunta:

Boa tarde.. se lancei a opção a descoberto (vendi o que não tinha) e fui exercido no vencimento como funciona na prática? Sou obrigado a comprar pelo preço de mercado do dia do vencimento? Ex. Petrf205 strike de 20,55 e o valor da ação PETR4 em 20,30 p.e.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Patrick ? 🙂

Exato ! Se você foi exercido em um lançamento descoberto de CALL (por favor, NÃO FAÇAM ISSO !!!), você precisará entregar à pessoa que te exerceu, as ações subjacentes à Opção vendida.

Como você não tem em mãos a ação em questão, precisará comprar no mercado para ter o que entregar. 😉

No teu exemplo, seria o “sonho” de todo e qualquer pessoa que foi exercida no dia do vencimento. Poder comprar por R$20,30 a ação que foi exercido em R$20,55. Para quem não conhece o “mundo” das Opções, ao ser exercido em uma CALL de R$20,55, a pessoa receberá R$20,55 para vender as ações para a outra pessoa.

Se recebeu R$20,55, e no mercado já está R$20,30, a pessoa que foi exercida terá um lucro de 25¢ (além do prêmio que já recebeu pelo lançamento da Opção) para concluir a operação. O GRANDE problema, é que normalmente, o que acontece é o contrário … O que costumamos ver é a pessoa que foi exercida por R$20,55 precisando comprar a ação no mercado por R$21, R$22, R$23 …

Isso, você entendeu. O “padrão” é precisar pagar mais caro no mercado do que o valor que será recebido no exercício. E se você precisará pagar mais caro por algo que receberá menos, o que vai acontecer ? Um prejuízo !

Entendeu o motivo para eu dizer que não é indicado fazer vendas descobertas de Opções ?

O exemplo que foi apresentado pelo Patrick é o “utópico” (sim, acontece … mas não é o que costuma acontecer). O “padrão” é esse acerto de contas do exercício de uma Opção descoberta, trazer perdas para quem as lançou. E como você já imaginou, não existe um limite para essa perda em um lançamento descoberto. De novo: entendeu o motivo para eu dizer para que você não faça vendas descobertas de Opções ?

Sobre a compra em si, algumas corretoras fazem a compra da ação, para entregar no exercício (se você não as têm em carteira), de forma automática, no momento em que o exercício ocorre. Não importando o preço da ação no mercado … Sim, compra à mercado.

Outras avisam o cliente sobre o exercício e ele é o encarregado de comprá-las no momento que julgar como sendo o “ideal”.

Mas, de novo (já sendo chato até …): não faça lançamentos descobertos de Opções … Por favor !! 🙂

Combinado ? 😀

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

O problema das Opções é que elas morrem no final …

Pergunta:

Comprei opções, mas não efetuei a compra na data prevista. As opções sumiram, perdi o dinheiro e as opcoes? Alguém pode ajudar?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Jones ? 🙂

Sim … Infelizmente você perdeu a grana que investiu na compra das Opções. 🙁

A principal característica das Opções é que elas têm um “prazo de validade“, elas têm “vida útil“. Vivem até um determinado dia, o dia de seu vencimento. Depois disso elas morrem … deixam de existir … viram pó.

Você pode trabalhar com elas até o seu vencimento (comprar e vender até o último pregão antes dele, exercer e ser exercido até o vencimento), depois disso acontece o que você viu acontecer: elas somem da tua carteira.

Você tinha duas alternativas: encerrar a operação de compra, revendendo as Opções que comprou, ou exercer no dia do vencimento (se houvesse motivo para que isso fosse feito), que seria o “não efetuei a compra na data prevista” que você citou.

Sugiro duas leituras para te ajudar a compreender essa dinâmica da reta final do vencimento de Opções:

– Como funciona o exercício de opções ?
– Opera opções ? Cuidado com o último pregão negociável …

Encare o ocorrido como “custo de aprendizado”, para que isso nunca mais ocorra. 😉

Mas destaco algo interessante … Você não foi a única pessoa que me mandou essa dúvida. Estranhamente recebi outros contatos relatando a MESMA coisa ! Pessoas que tinham comprado Opções e que chegaram na reta final do vencimento sem saber que elas morriam !! 🙁

Como disse, essa é a principal característica das Opções …

Tenho a impressão de que muita gente está entrando no mercado de Opções, mais especificamente na compra de Opções, sem saber exatamente como elas funcionam. E isso me preocupa muito !

Lembra que eu te falei do custo de aprendizado ? Que tal você partir em busca de informação para evitar que esse tipo de erro volte a ocorrer ? Leia livros, converse com quem já investe, faça cursos.

O tema te interessa ? Você tem vontade de investir com Opções ? Te convido a conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções ! Será um prazer lhe ajudar neste processo de aprendizado !! 😀

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

No Tesouro SELIC a liquidez é imediata como na poupança ?

Pergunta:

Boa tarde Zé, fiz algumas simulações no site do tesouro direto e até o momento não notei a vantagem de trocar a poupança pelo tesouro SELIC, ao menos para quem tem pouco dinheiro e pretende usar no curto/médio prazo. No tesouro SELIC a liquidez é imediata como na poupança?

Resposta:

Bom dia Vinicius, tudo certo ? 🙂

Uma hora as pessoas conseguirão entender o “x da questão”, e você me mostra que sim, muita gente enxerga o outro lado da moeda. Obrigado Vinicius !! 😉

Sim, como falei no post “O Tesouro Direto é realmente tão mais vantajoso que a Poupança ?” o lado rentabilidade da coisa, para pequenos valores, é indiferente para a poupança e o Tesouro SELIC. Sim, dá na mesma !! (se não acredita, leia o post indicado)

E eu pergunto: não é justamente para valores menores que eu indico a poupança ? Não é justamente para quem não conseguiu atingir os quase R$100 necessários para comprar uma fração de um título do Tesouro que eu indico a poupança ? E ainda assim, cheio de ~”veja bem” …

IR, custo de transferência, taxa de custódia, aporte mínimo, etc etc etc …

E você lembrou de um outro ponto BEM importante: a liquidez.

Não, a liquidez do Tesouro Direto não é igual à da poupança. Não é instantânea como a dela.

Quando você solicita um resgate do investimento no Tesouro, ao vender os seus títulos em carteira, o crédito do dinheiro na conta ocorrerá apenas em D+1. O que isso quer dizer ? Simplesmente que ao vender o seu título hoje, a grana só entrará na sua conta amanhã.

A caderneta de poupança é um investimento do tipo D+0. É o único investimento que oferece isso ? Não, não é … Existem diversos fundos de renda fixa que oferecem. Existem diversos CDBs que oferecem. Mas o Tesouro Direto, o queridinho da torcida do Corinthians é D+1, grana na conta somente no dia seguinte.

Além disso … existe a possibilidade de em um determinado momento o sistema, a negociação de títulos do Tesouro Direto ter sido congelada. É, isso acontece.

Em momentos de maior volatilidade, como a que foi vista durante a greve dos caminhoneiros, as negociações com títulos do Tesouro são congeladas e ninguém pode fazer nada. Precisa do dinheiro que está lá ? Dançou … espere o mercado voltar à ativa.

E olha que naquela ocasião foram 3 dias (se não estou enganado) sem negócios. Ok, o Tesouro consertou isso, e agora, mesmo quando ele está fechado, você pode deixar sua ordem de venda para que ela ocorra quando os negócios voltarem ao normal …

Mas a grana continuará caindo na sua conta apenas em D+1

Portanto, para quem sente a necessidade de liquidez imediata, daquela pediu levou, o Tesouro Direto não é a alternativa mais indicada. Existem algumas possibilidades que atendem esta necessidade, como eu já disse: caderneta de poupança, CDB, fundos de renda fixa … Mas não o Tesouro Direto.

Sim, use o TD !! Sim, use a poupança !! Sim, use o CDB !! Sim, use um fundo de renda fixa !! Mas cada um dentro da sua realidade, da sua possibilidade, da sua necessidade !! 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !