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Tributação nos Investimentos – o guia completo (e prático !)

Se tem uma coisa que dá um belo nó na cabeça de muita gente, especialmente de quem está começando, são as regras de tributação para investimentos. São diversas, cada investimento tem a sua, uma hora é uma coisa, na outra é uma coisa diferente … que a pessoa se sente perdida na hora em que começa a se aprofundar um pouco no assunto.

O problema é que você precisa entender direito como funciona o Imposto de Renda para seus investimentos. Você não tem escapatória … Além de poder manter as coisas em dia com o leão, você precisa ter esta informação em mãos na hora de comparar a rentabilidade oferecida pelas diversas modalidades de investimento disponíveis. Se não tiver … estará comparando maçãs com laranjas, e isso não é algo recomendado neste universo.

São tantas alíquotas … Tantas regras específicas … Tantas particularidades … Por onde começar ?

Tipos de Tributação

Antes de qualquer coisa: você precisa saber quais são os tipos de tributação que incidem sobre seus investimentos.

Existem algumas formas de tributação: isento, renda fixa, ações e IRPF. Separei nestes quatro grupos para facilitar a compreensão e até mesmo a apresentação. 😀

Cada tipo incide sobre um determinado tipo, ou grupo, de investimento e tem suas regras regulamentadas pela Receita. São regras relativamente estáveis, sem alterações frequentes (como estamos acostumados aqui na terrinha), e de fácil identificação/aplicação.

Isentos: Como a própria identificação aponta, são os investimentos livres da incidência do Imposto de Renda. Recebem esta vantagem justamente para atrair mais investidores para eles. São exemplos de investimentos isentos de tributação: caderneta de poupança, LCI, LCA e algumas debêntures.

Renda Fixa: São os investimentos mais tradicionais do mercado. O porto seguro de quem deseja botar seu rico dinheirinho para trabalhar. Neste tipo de investimento a tributação incide sobre o lucro de acordo com o tempo decorrido entre o início e o resgate.

Para saber qual será a alíquota que incidirá em sua aplicação, veja a tabela abaixo:

Tabela de Imposto de Renda para Investimentos de Renda Fixa
Prazo de Aplicação Alíquota de IR
Até 181 dias 22,5%
de 181 dias até 360 dias 20%
de 361 dias até 720 dias 17,5%
Acima de 721 dias 15%

 

Por exemplo: você realizou um investimento em um CDB no dia 23/03/2016 e fará o resgate no dia 18/09/2017. Isso é o equivalente a 1 ano e meio, ou 544 dias. Pela tabela, vemos que a alíquota referente a esse período é de 17,5%. Portanto este será o valor destinado ao Importo de Renda, 17,5% do lucro auferido no período.

São exemplos de investimento que adotam esta tabela: CDB, Tesouro Direto, Fundos de Renda Fixa, Fundos Multimercado, Fundos Cambiais.

Ações: este tipo de tributação é usado para … ações ? 😉

Sim, ações, FII (Fundos de Investimento Imobiliário), ETF (Exchange Traded Funds). Ou simplificando: aqueles investimentos negociados na Bolsa de Valores. 🙂

A tributação para esse tipo de investimento é bem simples. A alíquota incide também sobre o lucro auferido na operação e é dividido em dois “subtipos“: normal e daytrade. A modalidade normal é toda aquela operação que tem mais do que um dia de “vida”. Ou seja, você compra hoje e vende amanhã, depois de amanhã, semana que vem, mês que vem, ano que vem, etc etc etc. Para o caso de compra e venda no mesmo dia, damos o nome de daytrade.

Para operações “normais”, a alíquota do Imposto de Renda é de 15% sobre o lucro. Para as do tipo “daytrade” ela é de 20%. Sobre o pagamento do imposto de renda para ações indico a leitura deste post, onde uma enorme quantidade de participações dos leitores mais do que completou as informações sobre o assunto. 😀

IRPF: esta é a forma de tributação mais conhecida por todos. É aquela que você sente mensalmente, em seu salário. É literalmente o Imposto de Renda, na renda. 😉

Que tipos de investimento são afetados por esta alíquota ? Seu investimento direto em imóveis de aluguel, por exemplo. O valor obtido mensalmente pelo pagamento entrará em sua renda mensal e deverá respeitar à tabela do IRPF.

Tabela de Imposto de Renda Pessoa Física – 2020
Base de cálculo mensal Alíquota Parcela a deduzir do imposto
Até R$1.903,98
De R$1.903,99 até R$2.826,65
7,5% R$142,80
De R$2.826,66 até R$3.751,05
15% R$354,80
De R$3.751,06 até R$4.664,68
22,5% R$636,13
Acima de R$4.664,68
27,5% R$869,36

 

Os que pagam menos IR são os melhores ?

Não necessariamente … 🙂

Se um investimento paga mais ou menos IR “não importa”. O que realmente conta na hora de escolhermos o melhor investimento é o resultado final proporcionado por ele. Você precisa fazer uma comparação justa, levando em consideração o retorno “limpo” de cada investimento.

Por exemplo, comparando um investimento em CDB (tributado) com um em LCI (não tributado), precisamos incluir em nossas contas o desconto do IR do CDB. Digamos que a oferta que você viu de um CDB tinha um rendimento de 100% do CDI, enquanto a LCI era ofertada por 88% do CDI.

Qual dos dois vale mais a pena para um período de investimento de 9 meses ? (assumindo que todas as outras variáveis – aporte mínimo, tempo de permanência, etc etc etc – sejam iguais)

Como vimos, o investimento em LCI é isento de IR, portanto o seu ganho com esta aplicação será de 88% do CDI no período. Já no CDB incide a tabela de renda fixa, e para o período em questão, o IR para este tipo de investimento é de 20% sobre o lucro. O que joga o rendimento dele para 80% do CDI neste período …

Neste caso, qual dos dois é mais interessante do ponto de vista do rendimento ? 😉

E se ao invés de 88% do CDI para o LCI tivéssemos 82% do CDI e para o CDB 105% do CDI ?

Para lhe ajudar, uma fórmula simples que ajuda na comparação:

Taxa LCI/LCA = Taxa do CDB x (1 – imposto de renda)

Taxa LCI equivalente = 105 * (1-0,2) = 84%

Conseguiu enxergar este importante detalhe ? Não é porque um investimento é isento de tributação, ou porque paga uma tarifa mais alta, que ele é um investimento melhor ou pior do que um outro. A tributação é apenas mais um dado a ser levado em consideração em nossa tomada de decisão. 🙂

Juros compostos e a regra dos 72

Você sabe a importância dos juros compostos para o universo financeiro ? Conhece o real poder deles ? E a regra dos 72, já ouviu falar ?

Hoje falaremos sobre a “maior força do universo”. (dizem que foi o Einstein quem falou …)

Se você investe, ou pensa em investir, este é um dos motores desta máquina tão maravilhosa. 🙂

Saiba mais sobre a fantástica ferramenta que faz com que o seu exército de funcionários (o seu dinheiro trabalha por você, lembra ?) acelere o ritmo de produção a cada novo turno trabalhado. 😉

 

 

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ps: alguém perceberá o easter egg existente no vídeo ? 🙄

Tenho R$100 de sobra do meu salário todo mês, como investir e em que investir ?

Pergunta:

Tenho 100 de sobra do meu salário todo mês, como investir e em quer investir?
 

Resposta:

Bom dia Cleiton,

Existe uma infinidade de alternativas de investimento para quem tem R$100 disponíveis. De forma mensal então … 😉

Vou apresentar uma lista das que me vêm à mente, ok ?

Caderneta de Poupança: (sim, por quê não ?)

O investimento mais tradicional de todos … Que permite qualquer tamanho de investimento … Protegido pelo FGC … De fácil acesso, extrema liquidez, o investimento mais “papai com mamãe” que existe. 🙂

Hoje rende 70% da SELIC, aproximadamente 3,85% por ano. E como é isento de IR, é isso que você receberá.

Tesouro Direto:

O queridinho de 11 em cada 10 educadores financeiros, afinal com apenas R$30 é possível de se iniciar. Como já vimos em outra oportunidade, a coisa não é beeeem assim … Mas é assim. 😉

Existindo 3 alternativas:

Tesouro SELIC: a partir de R$100, entregando 100% da SELIC, mas com desconto de IR de acordo com a tabela.

Tesouro Prefixado: a partir de R$30, com rendimentos prefixados, entre 5,45% e 6,97% ao ano. Também conta com desconto de IR de acordo com a tabela.

Tesouro IPCA: a partir de R$40, com rendimentos entre 2,63% e 3,52% ao ano + a correção pelo IPCA. Também conta com desconto de IR de acordo com a tabela.

CDB:

Nos bancões você encontrará CDBs apenas para valores maiores … Se encontrar para R$100, será um que oferece algo perto de 80% do CDI (que é quase a mesma coisa que a SELIC), mais o desconto do IR.

Se for em um banco menor, encontrará CDBs oferecendo 100% do CDI, mais o desconto do IR, mais algum risco por conta do “tamanho do banco”.

Mas em ambos os casos, você é protegido pelo FGC. 🙂

Fundos de renda fixa:

Encontrará ? Sim. Mas com taxas de administração lá no alto. Coisa de 1%, 1,5% ao ano. Em um investimento que rende 5,5% isso é MUITA coisa ! Cai para 4% ao ano, mais o desconto do IR

Ações:

Sim !! Você pode investir em ações com um valor como R$100. Deverá partir para o mercado fracionário, de menor liquidez, mas com valor de “entrada” mais baixo. O problema aqui é o peso das taxas operacionais em cada aporte que for feito.

Deverá buscar uma corretora com uma taxa de corretagem mais baixa e que te ofereça isenção na custódia. 😉

Mas é renda variável … Não existe como você imaginar quanto virá a obter de rendimento.

FII:

Mesma coisa que as ações.

Hoje existem corretoras que já lhe oferecem corretagem grátis para que você possa operar com os Fundos de Investimento Imobiliário. Sensacional, não ? 😀

Mais algum ?

Certamente que sim ! Provavelmente dezenas de outras oportunidades … mas estas são algumas que me lembrei.

Agora … existe uma que a maioria simplesmente ignora. Uma que dá retorno certo e garantido. Uma que te oferece o menor nível de risco que se possa imaginar. Sabe qual é ?

A EDUCAÇÃO ! Sim, a educação te oferece acesso a todos estes investimentos que falei. Só falei porque parti em busca de informação e estudei sobre o tema. Se não tivesse, não saberia que eles existem e não poderia estar aqui falando sobre eles para você …

A educação transforma, por mais batida que a frase possa parecer. Ela é libertadora e gratificante.

Você pode partir em busca de estudo na web, existem infinitas fontes de informação na internet. Pode buscar em livros, pois com R$100 terá acesso alguns bons livros que te permitiriam conhecer melhor as oportunidades que existem.

Poderia fazer um de meus cursos, por exemplo. Gostaria de aprender sobre Bolsa ? O Minha 1x na Bolsa está disponível por parcelas mensais de R$47 ! O Double PUT Double CALL, por parcelas de R$97 !!

Ah, mas se eu usar esse dinheiro para o meu estudo, e não colocá-lo diretamente em investimentos, estarei deixando de obter o rendimento que ele poderia ter durante aquele período …

Lembra, será um investimento em educação. Você investirá a quantia hoje, mas em pouco tempo estará sabendo mais sobre outras oportunidades de investimento que te poderão trazer um rendimento muito superior às alternativas que tem disponíveis hoje. É uma das trocas mais justas que existe.

Justa e indicada. 😉

Quer deixar “pra depois” ? Deixe … Mas em algum momento você precisará destinar parte do seu capital ao investimento em conhecimento. E saiba que quando você fizer isso, dirá: “Por que eu não fiz isso antes ??!”

Invista. Existem inúmeras possibilidades disponíveis. Mas não se esqueça de investir em educação e conhecimento também. É isso que fará com que você cresça e atinja níveis nunca antes imaginados. 😀

Se você acha que a educação é cara, é porque não imagina o preço a ser pago pela ignorância …

Derek Bok

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

Como funcionam os aportes em CDB e fundos de Renda Fixa ?

Motivado por um comentário do Fabrício, resolvi fazer este post para apresentar alguns detalhes importantes (e interessantes, por que não ?) a respeito do investimento em renda fixa. São algumas “particularidades” que merecem destaque e um pouco da sua atenção. 😉

Irei focar nos investimentos em CDB e fundos de renda fixa, mas o que for dito para o CDB também é válido para seus investimentos no Tesouro Direto. Os pontos em questão são: tributação e rentabilidade.

Fundos de Renda Fixa

Quando você decide aplicar seu dinheiro em um determinado fundo, você o fará sempre no mesmo instrumento. Se é o fundo “xyz”, do banco ABC, cada novo depósito que você fizer, entrará neste fundo e receberá a mesma rentabilidade que os aportes anteriores (e os futuros) receberem. O bolo é tratado da mesma maneira, não existe distinção do dinheiro em relação à rentabilidade obtida.

Se você aplica R$500,00 mensais neste fundo, a parcela que foi investida há 12 meses, receberá a mesma rentabilidade do dinheiro que foi aplicado no mês passado. Digamos que no mês em questão, o fundo se valorizou 0,95%. Todo o dinheiro aplicado receberá o mesmo “fator de correção”. (não é exatamente este o termo, mas creio que ele auxilia na compreensão)

De novo: não existe distinção entre o período em que o dinheiro foi aplicado no que se refere à rentabilidade.

Para o cálculo do Imposto de Renda, será usada a tabela progressiva, que leva em conta o tempo “de vida” da sua aplicação:

Tabela de Imposto de Renda para Investimentos de Renda Fixa
Prazo de Aplicação Alíquota de IR
Até 181 dias 22,5%
de 181 dias até 360 dias 20%
de 361 dias até 720 dias 17,5%
Acima de 721 dias 15%

 

Cada depósito (mensal, no caso), terá o seu período único. Portanto uma aplicação feita há 2 anos (24 meses), sofrerá uma tributação diferente da aplicação que foi feita há 5 meses. Quanto maior o período “de vida” desta aplicação individual, menor será o valor a ser pago para o IR.

Um fato interessante é que o sistema dos bancos já faz a escolha das aplicações mais antigas na hora do resgate. Quando você solicita o resgate ao seu gerente, o sistema escolhe automaticamente a(s) parcela(s) mais antigas para retirar. Desta forma você sempre paga a menor quantia possível de imposto de renda que a sua aplicação permite. Você não corre o risco de sacarem de um depósito recente, que paga mais IR, sendo que tem um mais antigo que pagaria menos.

Lembrando: tudo é tratado de forma única em relação à rentabilidade, porém individualmente quando tratamos do Imposto de Renda. Tudo de forma automática. 🙂

CDB, Tesouro Direto …

Para essas ferramentas de investimento a coisa muda um pouco …

Como você faz cada aplicação em momentos diferentes, está sujeito a contratar rentabilidades diferentes para cada um dos aportes. É uma característica natural destes investimentos, fique tranquilo. É questão de “oferta e demanda”, você poderá conseguir contratar um retorno de 95% do CDI para o CDB do mês atual, porém no mês que vem conseguirá apenas 93% do CDI. Já para o seguinte poderá conseguir 97% do CDI … Como dito, a negociação da taxa ocorre a cada aporte.

Com isso, cada contrato terá o seu “fator de correção”, apresentado em contrato e no sistema do banco. Desta forma a parcela que foi depositada há 16 meses poderá render 93% do CDI, enquanto a do mês passado 97% do CDI. Cada aporte terá o seu “fator de correção”, mas nada impede que o mesmo fator seja aplicado a mais de um contrato. Pode ser que na hora da negociação dos últimos 3 aportes, a taxa ofertada pelo banco fosse de 95% do CDI.

De novo: cada aporte terá a sua rentabilidade individual.

Em relação à tributação, teremos a mesma tabela progressiva atuando sobre os ganhos desses investimentos. Cada contrato terá o seu período e portanto poderá sofrer um desconto diferente no momento do resgate. Mas aqui existe um fato interessante: desta vez não será o sistema o responsável por escolher quem deverá ser sacado no momento do resgate. Aqui, o responsável é você. 😀

Como as rentabilidades de cada contrato “são diferentes”, você poderá achar mais interessante sacar uma aplicação mais recente, que paga uma parcela maior de IR, porém que apresenta um retorno inferior a uma mais antiga, que pagaria um valor menor de imposto, mas que rende mais. Por exemplo, a mais recente te entrega 91% do CDI, enquanto a mais antiga 99%. Mesmo pagando um pouco mais de imposto, pode ser que a “troca manual” seja justificada.

Isso é muito interessante, pois lhe permite manter os títulos com maior rentabilidade, usando os que rendem menos quando surgir uma necessidade.

Lembrando: tudo é tratado de forma independente, tanto em relação à rentabilidade quanto à tributação. Tudo de forma “manual”. (em relação à taxa de rentabilidade quanto a qual contrato será encerrado no momento do saque)

Coisas simples, mas que fazem muita diferença

Como dito, algumas particularidades, coisa simples, mas que fazem bastante diferença neste tipo de investimento.

Nada que exija que você perca sua noite de sono, preocupando-se com o funcionamento, mas que precisam de um minuto (acho que literalmente) da sua atenção para conhecer. 😉

A ilusão do grande prêmio

Existe um lado do comportamento humano que me chama bastante a atenção: a esperança. Ela é o que nos move, é o que nos alimenta, o que nos empurra pra frente. Mas ela também é responsável por nos mantermos estáticos em relação a situações que não mereciam que nos comportássemos assim …

Por exemplo: é a esperança na melhora que fez com uma grande quantidade de pessoas se agarrasse às suas OGX, vendo-as virar pó. Na verdade, foi a mesma esperança que fez com muitas e muitas pessoas entrassem nessa grande furada … (falei sobre isso no post “O poder da esperança“, de 2013)

Graças a esperança, muitos viram isso acontecer e nada fizeram:

Este é um dos lados da esperança, o de que as coisas irão melhorar. Mas não é sobre ele que quero falar …

Você muito provavelmente já tenha visto pessoas ligadas ao mercado falando sobre a forma com que os investidores deveriam se comportar. Especialmente em Bolsa …

Que ao investir em uma ação, ou em várias, a pessoa deveria ter em mente que ela está ali esperando por uma oportunidade de ouro. Que ela está ali em busca daquela empresa que irá multiplicar seu valor por dezenas, centenas, milhares de vezes. Está ali em busca do pote de ouro, do grande prêmio.

A chama da esperança é alimentada constantemente. A oportunidade de uma vida está ali, ao alcance de todos, logo ali na esquina. Uma explosão, um retorno extraordinário, algo surreal, muito além dos seus sonhos … Ou resumindo: algo quase impossível de ocorrer. Mas se acontecer, lhe renderá histórias pelo resto de sua vida. 🙄

Não existe meio termo, é 8 ou 80. E esse pensamento é bem representado por muitas estratégias envolvendo opções, por exemplo. Estratégias que se baseiam em investimentos pequenos, facilmente suportados pelo bolso do investidor, e que se perdidos não farão falta.

Dizem que o investidor poderá tentar diversas vezes. 1, 2, 5, 10, 20 vezes … até o momento em que acerta em cheio. Até o momento em que encontra o pote de ouro, o grande prêmio. Mas, até lá, ele vai perdendo … e perdendo … e perdendo.

Pouco, é verdade. Mas o que aquele investidor conhecerá, por um bom tempo, serão apenas derrotas.

Será que alguém consegue sobreviver ao longo prazo desse jeito ?

Penso em um atleta, que sonha em se tornar profissional. Será que ele suportará anos e anos e anos sem conhecer a vitória, sem ganhar nenhuma premiação, sem experimentar o gostinho da conquista, apoiado apenas na promessa de que no futuro, com a insistência destinada aquilo, ele terá a chance de ganhar ?

Será ?

Será que aquela série “sem fim” de derrotas não fará com que o atleta desista de tudo ? Será que a série de derrotas não fará com que abandone o seu sonho ? Será que as perdas sucessivas não irão minar, não irão detonar o lado psicológico dele ?

Será que o mesmo não ocorrerá com esse investidor que acredita na promessa de que algo inacreditável virá em um momento futuro ?

Será ?

Por menores que sejam as perdas, a sequência de derrotas vai diminuindo a confiança de que aquilo um dia virá a funcionar …

E ao pensar nisso, eu pergunto: não seria muito mais lógico adotarmos uma estratégia que te possibilite ganhar na grande maioria das vezes, valores mais realistas (mas considerados altos para a maioria dos outros envolvidos) ? Não seria muito mais interessante para a longevidade desse investidor, uma estratégia que lhe mostrasse o sabor da vitória constantemente, e que ao somarmos os resultados obteríamos algo parecido com aquela “explosão” prometida ?

Será que o sentimento de esperança que existe dentro de nós é mais forte do que o lado lógico da coisa ? 🙁

É mais fácil você mover uma tonelada de açúcar, com seus braços, de uma vez só, para o outro lado do depósito. Ou carregar a mesma tonelada em quantidade menores, “de punhado em punhado” ?

Pode até dar mais trabalho … Mas carregando aos poucos a tarefa é ao menos possível. 😉

Ficar acreditando que será possível levantarmos aquela tonelada de uma só vez, ao invés de ir realizando a tarefa aos poucos … não acaba fazendo com que a pessoa desista de tudo em um determinado momento ? Sendo que se tivesse feito o transporte aos poucos, provavelmente já teria terminado.

A mesma analogia serve para o mundo dos investimentos. Não seria muitos mais lógico realizarmos diversas operações, com ganhos factíveis, ao invés de ficarmos na expectativa daquela grande promessa, daquele grande prêmio, que nem se tem certeza de que virá ?

Não seria mais interessante uma estratégia que te oferece ganhos constantes e que podem ser mantidos e conquistados, por um longo período de tempo ?

Sim, foi pensando desta forma que desenvolvi o método Double PUT Double CALL. Operações que oferecem rendimentos acima da média, mas longe das promessas de milagre de duplicação diária de pães e peixes que vemos sendo ofertadas no mercado.

Ou o poder que a esperança exerce sobre nós é tão grande que acaba destruindo todo o nosso lado lógico, dando prioridade às promessas ?

Na sua opinião, o que faz com que um investidor dê preferência por algo que promete a multiplicação “instantânea” do capital ao invés de algo que lhe permite colher belos frutos por muito e muito tempo ?