Clube do Pai Rico
Solicite o seu agora mesmo!

Como funcionam os aportes em CDB e fundos de Renda Fixa ?

Motivado por um comentário do Fabrício, resolvi fazer este post para apresentar alguns detalhes importantes (e interessantes, por que não ?) a respeito do investimento em renda fixa. São algumas “particularidades” que merecem destaque e um pouco da sua atenção. 😉

Irei focar nos investimentos em CDB e fundos de renda fixa, mas o que for dito para o CDB também é válido para seus investimentos no Tesouro Direto. Os pontos em questão são: tributação e rentabilidade.

Fundos de Renda Fixa

Quando você decide aplicar seu dinheiro em um determinado fundo, você o fará sempre no mesmo instrumento. Se é o fundo “xyz”, do banco ABC, cada novo depósito que você fizer, entrará neste fundo e receberá a mesma rentabilidade que os aportes anteriores (e os futuros) receberem. O bolo é tratado da mesma maneira, não existe distinção do dinheiro em relação à rentabilidade obtida.

Se você aplica R$500,00 mensais neste fundo, a parcela que foi investida há 12 meses, receberá a mesma rentabilidade do dinheiro que foi aplicado no mês passado. Digamos que no mês em questão, o fundo se valorizou 0,95%. Todo o dinheiro aplicado receberá o mesmo “fator de correção”. (não é exatamente este o termo, mas creio que ele auxilia na compreensão)

De novo: não existe distinção entre o período em que o dinheiro foi aplicado no que se refere à rentabilidade.

Para o cálculo do Imposto de Renda, será usada a tabela progressiva, que leva em conta o tempo “de vida” da sua aplicação:

Tabela de Imposto de Renda para Investimentos de Renda Fixa
Prazo de Aplicação Alíquota de IR
Até 181 dias 22,5%
de 181 dias até 360 dias 20%
de 361 dias até 720 dias 17,5%
Acima de 721 dias 15%

 

Cada depósito (mensal, no caso), terá o seu período único. Portanto uma aplicação feita há 2 anos (24 meses), sofrerá uma tributação diferente da aplicação que foi feita há 5 meses. Quanto maior o período “de vida” desta aplicação individual, menor será o valor a ser pago para o IR.

Um fato interessante é que o sistema dos bancos já faz a escolha das aplicações mais antigas na hora do resgate. Quando você solicita o resgate ao seu gerente, o sistema escolhe automaticamente a(s) parcela(s) mais antigas para retirar. Desta forma você sempre paga a menor quantia possível de imposto de renda que a sua aplicação permite. Você não corre o risco de sacarem de um depósito recente, que paga mais IR, sendo que tem um mais antigo que pagaria menos.

Lembrando: tudo é tratado de forma única em relação à rentabilidade, porém individualmente quando tratamos do Imposto de Renda. Tudo de forma automática. 🙂

CDB, Tesouro Direto …

Para essas ferramentas de investimento a coisa muda um pouco …

Como você faz cada aplicação em momentos diferentes, está sujeito a contratar rentabilidades diferentes para cada um dos aportes. É uma característica natural destes investimentos, fique tranquilo. É questão de “oferta e demanda”, você poderá conseguir contratar um retorno de 95% do CDI para o CDB do mês atual, porém no mês que vem conseguirá apenas 93% do CDI. Já para o seguinte poderá conseguir 97% do CDI … Como dito, a negociação da taxa ocorre a cada aporte.

Com isso, cada contrato terá o seu “fator de correção”, apresentado em contrato e no sistema do banco. Desta forma a parcela que foi depositada há 16 meses poderá render 93% do CDI, enquanto a do mês passado 97% do CDI. Cada aporte terá o seu “fator de correção”, mas nada impede que o mesmo fator seja aplicado a mais de um contrato. Pode ser que na hora da negociação dos últimos 3 aportes, a taxa ofertada pelo banco fosse de 95% do CDI.

De novo: cada aporte terá a sua rentabilidade individual.

Em relação à tributação, teremos a mesma tabela progressiva atuando sobre os ganhos desses investimentos. Cada contrato terá o seu período e portanto poderá sofrer um desconto diferente no momento do resgate. Mas aqui existe um fato interessante: desta vez não será o sistema o responsável por escolher quem deverá ser sacado no momento do resgate. Aqui, o responsável é você. 😀

Como as rentabilidades de cada contrato “são diferentes”, você poderá achar mais interessante sacar uma aplicação mais recente, que paga uma parcela maior de IR, porém que apresenta um retorno inferior a uma mais antiga, que pagaria um valor menor de imposto, mas que rende mais. Por exemplo, a mais recente te entrega 91% do CDI, enquanto a mais antiga 99%. Mesmo pagando um pouco mais de imposto, pode ser que a “troca manual” seja justificada.

Isso é muito interessante, pois lhe permite manter os títulos com maior rentabilidade, usando os que rendem menos quando surgir uma necessidade.

Lembrando: tudo é tratado de forma independente, tanto em relação à rentabilidade quanto à tributação. Tudo de forma “manual”. (em relação à taxa de rentabilidade quanto a qual contrato será encerrado no momento do saque)

Coisas simples, mas que fazem muita diferença

Como dito, algumas particularidades, coisa simples, mas que fazem bastante diferença neste tipo de investimento.

Nada que exija que você perca sua noite de sono, preocupando-se com o funcionamento, mas que precisam de um minuto (acho que literalmente) da sua atenção para conhecer. 😉

Está interessado em participar do curso Iniciando Seus Investimentos ? (ISI !)

Como você já sabe, venho desenvolvendo nos últimos meses um novo curso para vocês, amigos e membros do Clube. 🙂

Um curso que trará de volta uma das séries de posts que mais sucesso fez aqui no site, o Iniciando seus Investimentos. Lembra ? Uma série de textos, voltados ao início da jornada que tanto nos encanta. Textos publicados na origem do site, há mais de 10 anos. Como o tempo voa … 😀

O motivo para eu trazer este tema “de volta” ? (não é bem de volta … pois ele nunca deixou de ser abordado)

Percebi que havia uma necessidade, um interesse crescente de boa parte dos leitores que chegam diariamente ao site, de material voltado à Educação Financeira de base. Sim, muitos que são recém chegados neste espaço, vieram em busca de informações sobre o início de seus investimentos. Sobre como começar, porquê começar, por onde começar. Querem saber quais são as alternativas de investimento disponíveis para o perfil de investimento delas (iniciantes), quais os riscos, vantagens e desvantagens de cada tipo de investimento existente. Muitos buscam um auxílio na hora de criar um planejamento financeiro, ou na hora de traçar suas metas e objetivos, ou ainda qual o tipo de investimento a ser usado para um determinado cenário e qual deve ser evitado.

Coisas que para muita gente pode parecer básico demais … Mas que para uma GRANDE parte da população é um grande mistério. E se você é um dos que pensa que é algo “muito simples”, lembre-se do seu começo … quando esse tipo de informação e conhecimento ainda não fazia parte do seu dia a dia.

Tudo passa a ser simples depois de aprendido, depois de conhecido, depois de compreendido. Mas e para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer, de aprender ? E o mais legal de tudo: sei que para muitos de vocês, que consideram isso o “básico”, o Clube foi a porta de acesso à informação necessária para tornar isso uma realidade. 😀

Sei que para muitos de vocês, foi justamente a série “Iniciando seus Investimentos” que possibilitou dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. E é por isso que estou trazendo ela de volta, mas agora em formato de curso.

A preparação do conteúdo está na reta final, em poucas semanas estará tudo pronto e finalmente poderei disponibilizar as aulas a todos os interessados. Pode ter certeza que tudo está sendo preparado com o mesmo carinho e dedicação de sempre, aquele “toque especial” que você sabe que somente o “Zé” se preocupa em trazer aos seus textos.

Nada de economês, nada de enrolação, tudo sempre indo direto ao ponto, de forma simples e descomplicada. Sempre pensando em facilitar a compreensão do que está sendo apresentado. 😉

Hoje eu gostaria apenas de compartilhar essa informação com você. Gostaria de prepará-lo para o que está por vir. 😀

Vou aproveitar a oportunidade para abrir uma lista de pré inscrição, uma lista VIP de interessados no curso. Basta você deixar seu nome e seu e-mail, para que eu possa entrar em contato contigo, passando mais detalhes sobre o curso e permitindo que avise (em primeira mão) quando ele estiver disponível.

Pode ficar tranquilo que não será enviado nenhum tipo de spam, a lista servirá apenas para facilitar o contato entre vocês, interessados, e eu. 🙂

Ah ! Aproveito para pedir um favor também … Se você conhece alguém que PRECISA desse tipo de conteúdo e orientação, indique o curso a ele. Você pode indicar este post para que ele também faça a sua pré inscrição. Afinal de contas, a intenção do curso é ajudar o máximo possível de pessoas, ajudar todos que desejam ampliar seus conhecimentos sobre investimentos e dar um rumo em suas finanças pessoais.

E pode ficar tranquilo … será 100% acessível e pensado na realidade dos que mais precisam deste tipo de conhecimento. Longe das maluquices que tenho visto surgir ali e acolá. 😉

Vamos lá, preencha o formulário abaixo e aguarde as novidades chegando em seu e-mail. 😀

 

Lista VIP para o Iniciando Seus Investimentos (o método ISI !)

* obrigatório




Maldito IOF !! Ele comeu o meu rendimento !!

Não, não é assim que a coisa funciona. Pode respirar, pode ficar tranquilo. 🙂

Eu sei que muita gente se assusta ao ver um extrato de uma aplicação em renda fixa, em seus primeiros dias de aplicação, e repara que o rendimento esperado não está lá …

Olhando com mais cuidado, a pessoa repara que quem está “mordendo” o lucro é o famigerado IOF. É … 🙁

Mas calma, este é um tributo que foi criado para “atrapalhar a vida” dos que costumavam ficar pulando de galho em galho. Foi instituído para “forçar” os investidores a permanecer ao menos 30 dias com o investimento em carteira. Sim, pois como os investimentos onde o IOF incide, apresentam rentabilidade diária, muita gente ficava alguns poucos dias com aquele investimento em mãos e depois pulava para algum outro.

O IOF é o “Imposto sobre Operações Financeiras“, ele incide sobre operações de crédito, seguros e operações com recursos no exterior. Nos investimentos ele tem uma característica especial: é regressivo. Isto é, a cada dia que passa, você vai pagando um percentual meno do imposto, até chegar a zero no 30º dia.

São investimentos sujeitos ao IOF: CDB, Letras de Câmbio, Fundos DI, Fundos de Renda FixaTesouro Direto.

Como dito, você só pagará o imposto se resgatar a aplicação antes do 30º dia. A “regressabilidade(inventei a palavra agora) obedece a seguinte tabela:

Dias % do rendimento
1 96%
2 93%
3 90%
4 86%
5 83%
6 80%
7 76%
8 73%
9 70%
10 66%
11 63%
12 60%
13 56%
14 53%
15 50%
16 46%
17 43%
18 40%
19 36%
20 33%
21 30%
22 26%
23 23%
24 20%
25 16%
26 13%
27 10%
28 6%
29 3%
30 0%

 

Sim, o imposto incide apenas sobre o seu rendimento. O valor original nunca será afetado pelo tributo. 🙂

Não falei que você podia ficar tranquilo ? 😉

A mordida será percebida apenas durante o período inicial, apenas nos primeiros 30 dias do investimento. E de forma cada vez mais leve.

“Zé, então se pretendo retirar antes de 30 dias, deixo o dinheiro parado na conta ?”

Não, não deixa não. 😀

Mesmo já sabedor de que o IOF irá comer parte do seu rendimento, você sabe que é somente sobre o rendimento. Então … é melhor abrir mão de parte do rendimento, e ganhar alguma coisa, do que deixar o dinheiro parado na conta sem obter nada por ele. 😉

Além disso, pode ser que você não venha a precisar resgatar antes dos 30 dias. Com isso, não haverá incidência alguma do IOF e a rentabilidade do período seja integralmente sua.

De novo: o IOF incide somente sobre a rentabilidade e vai diminuindo a cada dia que passa, até completar 30 dias de “vida”. 🙂

Prédios de papel – Fundos de Investimento Imobiliário

Você já pensou em investir em prédios de papel ?

Não … eu não estou louco.

Uma alternativa simples e que torna viável, para qualquer pessoa, o investimento em imóveis. Mas não, não são prédios como os apresentados acima. 🙂

O investimento em “imóveis de papel” seria o equivalente às ações, as empresas de papel. Sim, estou falando dos FIIs ! 😉

Da mesma forma que uma ação representa um “pedaço” de uma empresa, um Fundo de Investimento Imobiliário representa um pedaço de um imóvel. E da mesma forma que você compra uma ação (ou tantas quantas quiser e puder), para se tornar sócio de uma empresa, você pode comprar FIIs para ser um dos proprietários de um determinado imóvel (ou de uma “coleção” de imóveis).

A ideia não é nova. Já foi apresentada aqui no Clube em outras oportunidades, como no post “Quero investir em imóveis para aluguel, mas isso dá tanto trabalho …“, mas quanto mais informação e conhecimento tivermos sobre as alternativas de investimento disponíveis, melhor fica. Concorda ? 😀

Pois então … Na minha busca constante por aprendizado, encontrei um novo livro sobre o tema Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Mesmo não sendo a minha praia, pois como você já sabe, meu foco, hoje, é 100% no investimento com Opções, aprender é sempre bom. Sem contar que isso me ajuda a ajudar mais pessoas. 😉

E confesso que esta leitura me agradou bastante. Ela foge um pouco do que eu já tinha visto sobre o assunto. Motivo ? Ela foca em algo que ainda não tinha encontrado: “Valuation” de FIIs.

Sim, cálculos que podem ajudar o investidor a determinar se um certo FII está caro ou barato ! 😯

Mas o mais legal mesmo, foi a apresentação de um cálculo onde o autor determina o preço de um imóvel para locação. Com base nas projeções de valor de aluguel, inflação, etc etc etc, ele mostra qual o valor justo para a compra/venda. Algo que eu realmente nunca tinha visto antes ! 🙂

Claro, além disso, é apresentado todo o conteúdo de base sobre o investimento. Os tipos de FII existentes, como se negociar (comprar e vender na Bolsa), os custos, IR … Foi um dos melhores que já li sobre o tema. 😀

SIM !! Leitura mais do que indicada !! 😉

 

Nota do Site:
5 Moedas

Fundos de Investimento Imobiliário
Roni Antônio Mendes

Editora: Novatec
Ano: 2018
Edição: 1
Número de páginas: 255
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

O Tesouro Direto é protegido pelo FGC ?

Pergunta:

Ze, os investimentos feitos no Tesouro Direto estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito?

Em caso afirmativo, o que acontece quando os investimentos no TD atingem 250.000 reais? Posso contratar outra financeira para fazer custódia de mais papéis que compro no TD, para assim, evitar ultrapassar o limite do fundo garantidor de crédito em uma instituição?

Resposta:

Bom dia Jackson,

Não, o investimento em Tesouro Direto não é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A única garantia que temos em relação ao dinheiro aplicado no TD é realmente a promessa de que o governo federal vai honrar com seu compromisso … Em teoria esse é a “maior garantia” que um investimento pode ter. 😉

Falei sobre isso em um vídeo publicado no canal do Clube no youtube:

 

Digamos que se o governo não honrar seus pagamentos é porquê a coisa está feia e provavelmente o FGC também não daria conta de restituir todos os seus participantes. Então … seria uma garantia acima da garantia. 🙂

É … se houvesse uma quebradeira generalizada, mas generalizada mesmo, o FGC não teria recursos suficientes para entregar a grana da galera … 😯

Então, mesmo não tendo acesso ao Fundo Garantidor de Crédito, o investimento no Tesouro Direto é tão seguro quanto o de um investimento protegido por ele. 😀

“Ah, e se a corretora onde eu comprei o título quebrar, o que acontece ?”

Nada. 🙂

Da mesma forma que acontece com as ações, a custódia dos títulos do TD é feita pela Bolsa, através da CBLC. Se a corretora que você usou para comprar o título quebrar, você só precisará abrir uma conta em outra corretora e transferir sua “custódia” para ela.

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !