Clube do Pai Rico
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Problemas com o uso do STOP ?

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Antes de qualquer coisa, me responda: Você já teve problemas com o uso do STOP em suas operações bolsa ?

Que tipo de problema ? Colocar no lugar errado, seja muito perto do lugar “certo”, ou muito longe dele. Ou o pior caso: Não ter usado …

Você pode ter certeza, não foi o único que já enfrentou esse problema. Sim, generalizei a resposta, contando com 100% de respostas positivas à pergunta anterior. Por quê ? Porque 100% dos investidores já tiveram problemas ao usar o STOP. Se disser que nunca teve esse problema, me desculpe, você está mentindo. 🙂

O STOP é uma das ferramentas mais úteis para o investidor em bolsa, uma das mais úteis e ao mesmo tempo mais controversas. Útil pois salva seu capital e controversa pois não existe uma forma única de usa-la, existem tantas variações quanto for possível imaginar. Alguns colocam x% abaixo do valor de compra, outros um mesmo tanto em R$ … Outros colocam este percentual ou valor abaixo (ou acima) de um suporte/resistência. Ainda existem os que usam ferramentas de análise técnica para melhor posicionar. São tantas maneiras que é melhor eu não começar a tentar relaciona-las.

Um STOP mal colocado …

Sim, um STOP mal colocado pode trazer muita dor de cabeça. Seja por ter sido colocado muito abaixo de um suporte (ou acima de uma resistência), ou por ter sido usado de maneira precipitada …

Colocado muito longe do ponto “certo” é um prejuízo maior do que era para ter sido … Colocado antes da hora, é um prejuízo que poderia ser um lucro. Qual dos dois é pior ? Difícil de responder … perder dinheiro é sempre ruim.

O pior erro do STOP …

é não ter sido usado. Sim, sem dúvida alguma esta é a pior forma de usar esta ferramenta: Não usando-a. É a pior, a que traz mais prejuízo, a que mais dá raiva – mas rivaliza com o STOP antes da hora, a que mais dói.

Quer ver “dor de corno” maior do que aquela que dá depois de o mercado ter realmente ido contra a sua expectativa e você pensa: “Ah se eu tivesse usado o STOP naquele momento …”

Normalmente ele é mais indicado para quem usa a análise gráfica … mas tenho minhas dúvidas se não é indicado para todos os tipos de analistas. Cada um no seu tempo gráfico, mas com possibilidades de uso bem claras.

Mas quem é o culpado ?

Agora, você quer saber quem é o verdadeiro culpado pelos erros e problemas causados por um STOP mal (ou não) acionado ? VOCÊ ! Única e exclusivamente você !! (tá tá … pode ter dado erro na hora de passar a ordem ou qualquer coisa parecida … mas a priori a culpa é sua !)

Sabe aquele STOP que havia sido pré definido e não foi acionado ?
– “Rompendo tal ponto eu stopo essa operação”

??!!??

Ele já havia sido cadastrado na hora em que a operação foi montada ou você ficou de aciona-lo na hora que viesse a acontecer ? Se ele não foi acionado na hora planejada tenho quase certeza que foi porque você ficou com a segunda opção … estou certo ?

Sabe o que aconteceu ? Seu emocional falou mais alto nessa hora. Foi ele quem disse: “Espera mais um pouco … o mercado vai virar e a sua posição vai se tornar vencedora.” Não foi ?

O emocional é o seu maior inimigo na hora de operar. Na grande maioria das vezes é ele quem te dá uma rasteira … não são nem os tubas nem qualquer outra pessoa … é você mesmo.

Ele é quem te faz achar que está sempre certo. É ele que sempre te dá esperança para achar que todo o resto está errado, e você, como sempre, certo. É ele que te faz achar que mesmo contra sua posição, mostrar que tende a continuar contra, o mercado mudará de rumo e te trará lucro.

Como fugir desse erro ?

Se esse é o seu caso – e digo que é o meu … – a melhor alternativa talvez seja o uso de um STOP automático. Para quem usa Home Broker isso é mais fácil, pois já pode definir logo no início da operação. Para quem opera via telefone … já é um pouco mais complicado. Deixando o acionamento do STOP em modo automático você não será sabotado pela emoção, pois ela normalmente está pouco presente na hora em que tomamos a decisão de iniciar um trade. Normalmente ela aparece quando o negócio já está “dando errado”.

Lembre-se: Quanto menos emocional, e mais racional, for o seu método operacional, maior a chance de lucros.

Pode ter certeza. 😉

Educação Financeira ao alcance de todos

Você pode dizer o que quiser – que o Brasil é um país marcado pelas desigualdades sociais, que uns tem mais oportunidades que outros, mas com isso terá que concordar: A Educação Financeira está ao alcance de todos, sem distinção de cor, classe social, credo ou nível educacional.

Poderá argumentar que “não é bem assim …”, e terá como resposta “sim, é assim sim.”. O que pode não estar ao alcance de todos são algumas ferramentas de investimento, mas a Educação Financeira como ferramenta para manter o orçamento em dia e, porque não, ter uma melhor qualidade de vida, está.

Sempre foi assim, e por incrível que pareça, quanto mais fácil se torna o acesso a material destinado ao aprendizado deste assunto, mais longe parece ficar. Todos têm acesso ao imenso conteúdo da internet, desde os mais pobres até os mais ricos, dos mais velhos aos mais novos … mas mesmo assim parece que nunca foi tão “difícil de se aprender” …

Uma questão de … … … PRIORIDADES !

Argumentam que mesmo existindo toda uma gama de fontes sobre o assunto na internet, a maioria não tem como consultar este material. Ou por não ter computador, ou por não ter acesso à internet ou por mera falta de tempo. Engraçado … para o Facebook … WhatsApp … sites de fofoca … para isso todos encontram um “jeitinho”. Já imaginou se as pessoas fossem atrás de informação sobre como manter um orçamento “redondinho” da mesma forma que vão atrás de notícias sobre quem fulana está namorando, ou em qual loja fulano foi visto … Isso nada mais é do que definir prioridades, e infelizmente Educação Financeira (e pior, como um todo também …) não está no topo delas.

A grande maioria usa a desculpa de que não tem dinheiro, então porque “perder tempo” indo atrás de material relacionado com ele ? Que pena … não sabem que é muito diferente disto. (não sabem ou fingem não saber para poder continuar levando a vida exatamente como vêm levando …)

Não sabem que com o auxílio da Educação Financeira poderiam mudar por completo seu estilo de vida? Que poderiam sair do vermelho ? Que poderiam ter a vida que sempre sonharam … mas que pouco fizeram para realmente conquistar … ?

Mas isso pode mudar !

Mas a melhor parte disso tudo é que tudo pode mudar, e mais rápido do que muitos pensam. Um dos destaques da Educação Financeira é justamente o fato de que você não precisa ter tido um treinamento sobre o assunto desde sempre. Se, infelizmente, você só está tendo acesso agora, não importa. Nunca é tarde para aprender e pôr em prática os conceitos dela.

Claro, quem iniciou seu aprendizado ainda pequeno “leva uma vantagem” sobre quem só poderá começar quando adulto. Qual ? Teoricamente já tem suas contas em dia, já está no rumo certo. Quem começar mais tarde poderá encontrar este obstáculo, mas nada que alguns meses de dedicação não resolvam.

Como eu disse, ela é democrática, aceita todos, todos podem obter seus benefícios, basta querer. Basta ter vontade de mudar. Basta dar um basta !

Na minha opinião, existe uma frase que se encaixa perfeitamente no contexto. E tenho certeza que ela não foi dita pensando na sua vida financeira … 🙂

 

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Chico Xavier
(1910-2002)

 

Leia, releia, reflita, entenda. Nesta frase está escondido o segredo para o sucesso.

Mude, caso ainda seja necessário. Torne o dia de hoje o dia que mudou sua vida, que mudou o rumo dela.

“Só perde dinheiro quem vende”

Este post foi publicado aqui no Clube em 10 de agosto de 2011, mas como ontem surgiu uma discussão lá no Twitter (já me segue ?) relacionada ao tema, achei importante trazê-lo de volta. 🙂

Para você ter ideia, as duas ações usadas como exemplo nem existem mais … 😅

Leia, e depois deixe sua opinião nos comentários. 😉

—–

Hoje vou falar sobre uma das maiores besteiras que ouvimos no mercado financeiro, especialmente em momentos como o atual, onde tudo cai e o fundo parece não chegar nunca: A pessoa só perde dinheiro num investimento quando vende/zera sua posição.

Antes de qualquer coisa, você concorda com esse pensamento ? Pergunto isso pois você pode estar pensando dessa forma mais por “condicionamento” do que por qualquer outro motivo …

Ok, em termos contábeis a frase é verdadeira, você somente terá um prejuízo contábil a partir do momento em que realizar a venda, em que zerar a posição. Para a Receita Federal você não tem nem lucro nem prejuízo enquanto não zerar posição. Mas e em termos reais, será que a história é assim mesmo ?

Nos últimos dias temos visto muitos investidores (desde sardinhas até TOP 10 da Fortune) alegando estarem “tranquilos” com a queda apresentada até o momento em 2011. (já caiu mais de 26% …)

Alegam estarem tranquilos, pois continuam com as ações em suas carteiras, continuam sendo sócios de empresas reais, que não tiveram prejuízo já que as ações não foram vendidas, que as empresas continuarão gerando dividendos e blá blá blá. Será que é bem assim mesmo ?

Será que alguém que via o extrato de sua carteira de ações apresentando R$ 1.000.000,00 não fica nem um pouco … “afetado” ao ver que ela hoje vale algo próximo a R$ 500.000,00 hoje ? E olha que isso aconteceu com várias ações esse ano … Será que ele não considera a hipótese de ter perdido dinheiro ?

Certo, ele não chegou a ter o R$ 1.000.000,00, afinal de contas ele não vendeu as ações naquele momento. Ou a lógica só vale para quando cai ? “Quando cai eu tenho ações, quando sobe eu tenho dinheiro.” É assim que você pensa ? Ou a coisa vale para os dois casos ou não vale para nenhum deles …

Percebeu como tentamos contornar os problemas criando cenários que nos favoreçam, sempre ? É … essa é a natureza humana, sempre tentando encontrar conforto. Mas … não seria melhor encara-los de frente ?

Quer ver um exemplo de como isso é uma besteira enorme ? Vou dar dois exemplos, que vivi – não exatamente como mostrado no exemplo, ok ? -, quando tive em carteira ações da NET e da VIVO, na época com os códigos PLIM4 e TSPP4. Quem viveu o topo da bolha da internet se lembrará disso.

Hoje a PLIM4 é a NETC4 e a TSPP4 é a VIVO4. Imagine a alegria, e a “fortuna” de quem comprou estas ações no topo – ou próximo dele – e as mantém em carteira até hoje, pensando “Ah, sem problemas, ainda não perdi dinheiro, afinal não vendi as ações.”. Está sentado ? Prepare-se …

O topo da NETC4 foi R$ 464,12 … hoje vale R$ 14,15.

O topo da VIVO4 foi R$ 340,59 … hoje vale R$ 71,80.

Como disse, foram somente dois exemplos que “vivi”, por isso tenho na memória, mas certamente esses não são casos isolados … Será que quem segurou estas ações consegue pensar que “não perdeu dinheiro por não ter vendido” ?

Portanto amigo, assuma: você “perdeu dinheiro” (se preferir amenizar o termo) se o valor da ação no mercado está abaixo do seu preço médio de compra. Não tente se conformar com algo que está conceitualmente errado. Pode até não contar para a Receita, mas o seu bolso sentirá a perda.

Maldito IOF !! Ele comeu o meu rendimento !!

Não, não é assim que a coisa funciona. Pode respirar, pode ficar tranquilo. 🙂

Eu sei que muita gente se assusta ao ver um extrato de uma aplicação em renda fixa, em seus primeiros dias de aplicação, e repara que o rendimento esperado não está lá …

Olhando com mais cuidado, a pessoa repara que quem está “mordendo” o lucro é o famigerado IOF. É … 🙁

Mas calma, este é um tributo que foi criado para “atrapalhar a vida” dos que costumavam ficar pulando de galho em galho. Foi instituído para “forçar” os investidores a permanecer ao menos 30 dias com o investimento em carteira. Sim, pois como os investimentos onde o IOF incide, apresentam rentabilidade diária, muita gente ficava alguns poucos dias com aquele investimento em mãos e depois pulava para algum outro.

O IOF é o “Imposto sobre Operações Financeiras“, ele incide sobre operações de crédito, seguros e operações com recursos no exterior. Nos investimentos ele tem uma característica especial: é regressivo. Isto é, a cada dia que passa, você vai pagando um percentual meno do imposto, até chegar a zero no 30º dia.

São investimentos sujeitos ao IOF: CDB, Letras de Câmbio, Fundos DI, Fundos de Renda FixaTesouro Direto.

Como dito, você só pagará o imposto se resgatar a aplicação antes do 30º dia. A “regressabilidade(inventei a palavra agora) obedece a seguinte tabela:

Dias % do rendimento
1 96%
2 93%
3 90%
4 86%
5 83%
6 80%
7 76%
8 73%
9 70%
10 66%
11 63%
12 60%
13 56%
14 53%
15 50%
16 46%
17 43%
18 40%
19 36%
20 33%
21 30%
22 26%
23 23%
24 20%
25 16%
26 13%
27 10%
28 6%
29 3%
30 0%

 

Sim, o imposto incide apenas sobre o seu rendimento. O valor original nunca será afetado pelo tributo. 🙂

Não falei que você podia ficar tranquilo ? 😉

A mordida será percebida apenas durante o período inicial, apenas nos primeiros 30 dias do investimento. E de forma cada vez mais leve.

“Zé, então se pretendo retirar antes de 30 dias, deixo o dinheiro parado na conta ?”

Não, não deixa não. 😀

Mesmo já sabedor de que o IOF irá comer parte do seu rendimento, você sabe que é somente sobre o rendimento. Então … é melhor abrir mão de parte do rendimento, e ganhar alguma coisa, do que deixar o dinheiro parado na conta sem obter nada por ele. 😉

Além disso, pode ser que você não venha a precisar resgatar antes dos 30 dias. Com isso, não haverá incidência alguma do IOF e a rentabilidade do período seja integralmente sua.

De novo: o IOF incide somente sobre a rentabilidade e vai diminuindo a cada dia que passa, até completar 30 dias de “vida”. 🙂

Todo começo de ano é a mesma coisa …

Já virou hábito do brasileiro, chega janeiro e o povo tasca a reclamar da concentração de contas pesadas justamente no começo do ano. Justamente quando “… estamos sem dinheiro …”, mas precisa mesmo ser assim ?

Claro … não vou nem comentar o fato de estarem “sem dinheiro“, pois o 13º acabou de ser dado. (farei de conta que não sei que ele ou foi usado para gastar e gastar e gastar nas festas de final de ano, ou foi para a quitação de dívidas que surgiram durante o ano que passou)

Mas então, de que forma proceder para não sermos “pegos de surpresa” (mesmo todos sendo sabedores que no começo do ano temos IPTU, IPVA, material escolar, etc) pelos gastos do começo do ano ? Simples !! Planejamento é a resposta. 🙂

Não é nenhuma surpresa

Antes de mais nada: vamos acabar com essa história de que é uma conta inesperada, que nos pegou de surpresa. Todos sabem, e estão mais do que acostumados, que o mês de janeiro é caracterizado por estes gastos padrão, normalmente altos – eu sei -, que tanto incomodam a população.

E o pior é que esta é uma tarefa simples ! Não será preciso nenhum cálculo matemático complexo, somente uma folha de papel, uma caneta e o seu comprometimento. Só !

Coloque nesta folha quais são as contas que deverão ser pagas no início do ano, normalmente temos o IPTU, IPVA e o material escolar. Coloque do lado de cada uma delas o valor que “te pegou de surpresa este ano”, afinal você não tem como saber o valor a ser pago em 2013, a única informação que temos é a dos anos já pagos.

Com o valor em mãos a coisa fica fácil, muito fácil ! Pegue-o e divida por 12, coincidentemente o número de meses do ano. Pronto, agora você já sabe o valor que precisará separar mensalmente de seu orçamento para que não seja pego de “surpresa” todos os anos. Pegue o valor (x/12) e deposite todos os meses em uma caderneta de poupança. (sim, o mais simples de todos para não criar dificuldade alguma …)

“Tá, mas esse não será o valor que pagarei no ano que vem !!”

Exato ! Lembra que falei que realmente não temos como saber o valor exato dos pagamentos a serem efetuados no próximo ano ? Mas quer ver como chegaremos bem próximos disso ?

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