Clube do Pai Rico
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Agora já posso comprar um carro !! Posso ?

Um dos maiores símbolos de status e “maioridade” da cultura nacional é o nosso querido amigo carro. Quantas e quantas pessoas você conhece que sonham em ter um desde jovem ? Quantas são as pessoas que você conhece que ao atingir 18 anos já traçavam seus planos em relação à aquisição de um automóvel ?

Não temos como negar: para muitos, um carro é o símbolo de que conseguiu chegar lá, que a partir do momento em que possui um, já manda no próprio nariz, é sinal de liberdade, de que atingiu a vida adulta. De que agora nada mais pode nos segurar. 🙂

Sim … eu até posso (aparentemente) ter exagerado um pouco … Mas saiba que para muitos a coisa funciona exatamente assim. Deus no céu e um carro na garagem. Amém !

Você pode observar: a pessoa consegue o primeiro emprego, as coisas começam a melhorar um pouco (em relação ao $$$) e os planos de compra de um possante já entram em ação. Planos e contas, claro. 😉

Para alguns, um sonho distante. Para outros impossível. Para alguns … um pesadelo. 🙁

Mas o desejo está lá. Eu quero um carro. Eu terei um carro ! Eu posso ter um carro !! 😀

Posso ?

Como disse, basta conseguir o primeiro emprego, bastam as contas começarem a entrar nos eixos, basta começar a sobrar um troco para que os cálculos comecem.

“Quanto sobra mensalmente do meu salário ?”, “Com R$500 mensais eu já posso comprar um carrinho legal !”, “Novo ou usado ?”, etc etc etc … São as perguntas que mais vemos serem feitas por quem está pensando em comprar um carro. Os números estão favoráveis. Ele já pode comprar um !! 🙂

Claro que pode ! Basta fazer um financiamento … 4 ou 5 anos e o carro já estará quitado ! “Tenho uma sobra de R$500 no meu orçamento, isso é suficiente para pagar a parcela do mês.” Show !!

Não é assim que a coisa funciona ? Basta que você tenha a disponibilidade de caixa para pagar a parcela do mês e pronto: o carro é seu ! 😀

Não ?

… e o combustível ?

É verdade … E o combustível ? A sua sobra de caixa de R$500 é suficiente apenas para pagar a parcela mensal do financiamento … 🙁

Pensa daqui … Pensa dali … Pronto, a solução aparece: o dinheiro que é ganho de vale transporte é suficiente para arcar com os gastos mensais com o combustível !! Fantástico !

Pronto ! Tenho dinheiro para pagar o financiamento e o combustível. Mais nada pode me impedir de comprar o meu tão sonhado carrinho …

Não ?

… onde vai estacionar ?

É verdade … Onde estacionarei o carro ? A dúvida é válida tanto para o estacionamento residencial, quanto para o local de trabalho …

Não são todas as residências que “permitem” que você estacione na rua, em frente à sua casa. O mesmo pode ser dito para o seu local de trabalho. Existem locais que simplesmente não oferecem esta possibilidade. Seja por motivos de segurança ou pela indisponibilidade de estacionamento propriamente dito.

Portanto … você terá mais um gasto: o estacionamento. Que tal uns R$250 mensais para isso ? É … esse é o valor médio de uma vaga de garagem (aluguel, mensalista em estacionamento rotativo, etc) aqui em Floripa. Tem como arcar com esse custo extra ? Não precisa ? Que bom ! 🙂

Agora já está liberada a compra do carro !

Não ?

… e o IPVA ?

É verdade … E o IPVA ? A sua grana está contada … Lembra ? Só tem o suficiente para a parcela do financiamento e o da gasolina … De onde vai arranjar para o IPVA ? Ao menos uns R$600, por ano, serão necessários para isso …

Sim, você precisará de pelo menos R$50 mensais para ficar em dia com as taxas e impostos do seu carro …

Você pensa … Lembra da necessidade e do desejo de se ter um carro … R$50 … Pensa … e enxerga a possibilidade de cortar em algum lugar, liberando os R$50 necessários. Vai ficar super apertado … Mas é o seu desejo ! É a sua necessidade !!

Pronto ! Já tem o dinheiro para a parcela mensal, para o combustível, não precisará arcar com o custo de uma vaga de estacionamento, e já desenterrou o necessário para pagar o IPVA. Já está pronto para comprar o carro !?

Não ?

… e a manutenção ?

É verdade … E a manutenção ? Putz … 🙁

Em uma pesquisa rápida, realizada no Twitter do Clube, levantamos o quanto foi gasto no ano passado com a manutenção do carro. Confesso que o resultado me assustou … Os valores gastos estão bem acima do que eu havia imaginado ! 😯

Talvez por terem sido bem acima do que eu gasto anualmente (em média) com o meu. R$2000 (adotei esse valor como sendo a “média”) gastos anualmente com a manutenção ?! Caramba !!!

Você está preparado para destinar R$170 mensais para uma poupança manutenção ? É perto disso que precisará para ficar em dia com o possante …

A coisa está ficando complicada, a compra começa a ficar cada vez mais distante …

… e o seguro ?

É verdade … E o seguro ?!

Caramba, mais isso ? Mais uns R$1200 anuais ? Mais cenzão por mês ? De onde arranjar isso ?

Não tem ? Não vai ter seguro ? E se acabar se envolvendo em um acidente ? E se for assaltado ? E se … ? Infelizmente é o tipo de gasto que torcemos para não ter utilidade, que não precise ser usado. Mas … como diz o nome, é um seguro. É para se proteger …

Não vai contratar ? Vai assumir o risco de se meter em uma bela encrenca ? Ou pior … correr o risco de perder o carro, caso se envolva em um acidente maior, ou até mesmo de roubarem ele … 🙁

É … não é só o financiamento !

Esse é o problema ! A maioria das pessoas que pensa em comprar um carro, e que enxerga apenas a parcela mensal do financiamento como a barreira para se comprar um carro, deixa de ver que a compra de um automóvel envolve uma gama de variáveis, uma lista de gastos extras e que são obrigatórios …

Enxerga a parcela pura e simples, e se esquece de todo o resto …

Somou os “extras” ? Viu que o valor deles é quase igual (se não superior …) ao que será gasto com a parcela do financiamento ?

Entendeu o “pesadelo” que falei lá no começo ? 🙁

A compra de um carro é algo que precisa ser muito bem analisada. Muito bem pensada. Muita reflexão … Infelizmente não é uma conta simples, e muito menos barata.

Mas me diga: você pensou em tudo isso na hora que comprou o seu carro ? Os valores apresentados combinam com o que você costuma desembolsar mensalmente ?

Desafio 15 dias: tá na hora do porquinho !!

 

Está na hora de pararmos de dar sempre as mesmas desculpas para não investirmos. Está na hora de parar de dizer: “Ah, não invisto porquê não tenho dinheiro … Não sobra nada no final do mês …”

Opa, tudo certo ? Aqui quem fala é o Zé da Silva do Clube do Pai Rico e hoje você dará o primeiro passo em busca do dinheiro que tanto faz falta na hora de investir. 😀

Hoje daremos início ao nosso desafio de 15 dias que te ajudará a alimentar o seu porquinho !! 😉

Será um processo de 15 dias, onde eu entrarei em contato com você, diariamente, dando instruções, orientações e dicas, de como e onde economizar no seu orçamento. Mas com um detalhe … As sugestões de economia que eu lhe enviarei priorizarão a manutenção das “coisas como estão”, sem cortes extremos no seu consumo, sem mudanças radicais na forma com que você leva a vida.

As indicações que lhe passarei priorizarão o melhor uso dos serviços e produtos que você já usa e é cliente atualmente. Chega de jogar dinheiro fora se você pode fazer com menos. (e em alguns casos, até mais do que já faz hoje, gastando menos !)

O nosso desafio terá a duração de 15 dias, como já foi dito. Acredito que um período mais curto ajuda a manter o ritmo e a empolgação inicial que é tão necessária para nos mantermos comprometidos com a proposta do desafio. Evita a dispersão. 😉

Além de enviar as dicas de economia propriamente ditas, passarei as orientações necessárias para que você possa se organizar financeiramente, para que possa saber onde gasta, com o que gasta, como gasta e quanto gasta.

Todas as orientações serão passadas por mensagens de áudio, com material complementar em texto se eu julgar necessário. (e provavelmente será sempre, hehehe)

O nosso contato será feito através do Telegram, ferramenta similar ao WhatsApp e que nos permite criar grupos maiores e onde a privacidade dos dados dos participantes é maior. Também teremos uma área de membros, onde todo o conteúdo passado diariamente será arquivado para consultas futuras.

Você pode ficar tranquilo, as sugestões que passarei são de fácil adoção e não tomarão muito do seu tempo. Se preferir, poderá fazer as atividades propostas ao final do dia de trabalho. Não tomarão mais do que 30 minutos do seu tempo. (encare essa dedicação como um investimento em você e em sua família !)

Como já disse, serão atividades simples e que te trarão uma bela economia em relação aos seus gastos atuais. 😉

Nada extremo. Nada exagerado. Nada que seja perigoso. Apenas pequenos ajustes que trarão uma otimização em seu orçamento doméstico. Pra que gastar mais se é possível fazer com menos ? 😀

Como participar do Desafio Zé ?

Para participar é fácil ! Basta que você se inscreva clicando aqui.

Você será encaminhado à página da Hotmart que é a empresa (a maior do segmento aqui no Brasil) que fará todo o processo de vendas e também a distribuição do conteúdo da área de membros. Ao confirmar sua inscrição, eles te encaminharão um e-mail com seus dados de acesso. 😉

Acredito que você esteja se perguntando quanto custará tudo isso … Não é mesmo ?

Deve estar pensando quão caro será … pois haverá uma grande dedicação e interação da minha parte. Contatos diários, além de todo apoio e retirada de dúvidas com cada um dos participantes. (as dúvidas poderão ser enviadas por e-mail, pela área de membros e pelo próprio Telegram)

Mas fique tranquilo, não será nada de outro mundo. Você já conhece o trabalho que realizo no Clube, sabe o quanto me dedico em prol da Educação Financeira do país. Já sabe que o que mais quero é poder ajudar o máximo de pessoas a terem uma vida financeira mais saudável.

Justamente por isso é que a sua inscrição para o Desafio 15 dias: tá na hora do porquinho !! custará apenas R$27 ! Sim, apenas vinte e sete reais. E já adianto que apenas uma das várias indicações que serão passadas te permitirá economizar este valor (ou até mesmo um valor superior a esse) todos os meses do ano. 🙂

Além disso, o “ato da cobrança” propriamente dito tem uma outra função, muito mais importante do que a minha remuneração por todo o meu envolvimento com as atividades. A cobrança pela inscrição lhe ajudará a se manter comprometido com o Desafio.

Por pagar para participar (e convenhamos, é um valor pequeno em relação ao que você poderá economizar após a participação do desafio), você estará mais empenhado em seguir as orientações e na adoção das dicas que serão enviadas. Damos mais valor por aquilo que gastamos dinheiro … É da natureza humana. 😀

As inscrições vão até o próximo dia 31/01. Depois disso elas se encerrarão e você perderá a oportunidade de participar do desafio.

Preparado ? Você aceita participar do desafio que te ajudará a fazer sobrar dinheiro todos os meses para que você possa criar seu colchão de segurança, ampliar seus investimentos e ver seu patrimônio crescer ?

Abraços !
Carlos Augusto Lippel – www.ClubedoPaiRico.com.br
Educação Financeira ao alcance de todos, há 16 anos, de forma prática e objetiva.

Como sair da pobreza absoluta e se tornar um milionário da noite para o dia ?

 

Sabe aquela velha briga de classes, onde os mais “abonados” têm injustas vantagens em relação às pessoas mais simples ? E os que formam a base da pirâmide enfrentam barreiras que os do topo nem cogitam sua existência ?

Preste atenção na imagem abaixo. Ela contém um dos ensinamentos mais importantes que você deve aprender em sua jornada rumo a uma vida financeiramente saudável. Observe-a com atenção e tente extrair os principais conceitos contidos nela. Já aviso que provavelmente gerará alguma discussão e “revolta” em determinados grupos de pessoas … Mas o conteúdo dela é fundamental para que você possa seguir adiante.

 

banco imobiliário da vida real com mudança de níveis

 

Conseguiu compreender a lição ? Consegue enxergar que as coisas são um pouco diferentes do que a propaganda “vermelha” tenta nos vender ?

Sim, quem está nos níveis mais elevados da pirâmide social tem inúmeras vantagens em relação aos que estão mais próximos da base. “Tem dinheiro de sobra“, diriam alguns. Em alguns casos isso até é mesmo uma verdade, mas a principal vantagem competitiva que eles têm é a disponibilidade de tempo para dedicar-se à Educação. Está lembrado que há alguns dias falamos sobre a relação direta em o tempo na escola e o tamanho da renda ?

Pois então … as pessoas mais abonadas têm a vantagem de poder se dedicar, exclusivamente, aos estudos. Durante o tempo que “quiserem”. Podem completar o ensino básico, o ensino médio, concluir o ensino superior, provavelmente na universidade (e no curso) que quiserem, fazer cursos de especialização (pós, MBA, etc), sem a pressão de ter que colocar comida na mesa. Sem precisarem se preocupar com as contas … Eles têm o dinheiro (dos pais) que permitem que isso aconteça.

Já na classes mais próximas da base a história é justamente a contrária. Graças à situação financeira da família, muitas crianças se vêm obrigadas a largar os estudos para poder ajudar a complementar a renda familiar. Precisam abrir mão do ensino médio (algumas até mesmo da conclusão do básico), arranjar um emprego e ajudar a pagar as contas. Essa é uma história comum entre as famílias mais simples. Alguns até conseguem levar o trabalho em conjunto à escola, porém neste momento o aprendizado acaba não sendo completo.

Vantagem “injusta”

Lembra que o filho do “rico” pode se dedicar somente à escola ? (que provavelmente será particular) Graças a isso ele tem mais tempo livre para estudar em casa, bem como para descansar, e absorver aquilo que foi aprendido. Enquanto isso, no outro lado da balança, o jovem mais simples que ainda pode ir à escola (trabalhando e estudando ao mesmo tempo) tem pouco tempo livre para complementar o que foi visto em sala de aula e ainda menos para recuperar as energias.

A vantagem competitiva dos mais ricos, muitas vezes, não é o dinheiro em si. O que lhes dá uma vantagem “injusta” é esta possibilidade de dedicar-se exclusivamente aos estudos. O dinheiro em si, pode ser um catalizador para a perda do status social de alguns jovens. Quantas histórias já ouvimos de pessoas que tinham de tudo, das famosas dinastias (famílias que tinham fortuna e destacavam-se perante a sociedade), e que do nada passaram a viver uma vida mais simples ? Normalmente na troca de uma geração pela seguinte …

Sim, foram crianças que tiveram acesso a toda a educação que precisavam e que se podia imaginar. Mas que por alguma razão acabaram não aproveitando. Filhos que só queriam saber de festa e “aproveitar a vida” …

É uma vantagem “injusta” do ponto de vista que a oportunidade de dedicar-se inteiramente aos estudos deveria ser oferecida aos dois grupos. Porém esta não acaba sendo a realidade …

Outro exemplo de que a vantagem “injusta” não é o dinheiro puro e simples ? Quantas e quantas histórias de pessoas que ganharam prêmios milionários (loteria ou em programas de TV) e que em pouco tempo acabaram perdendo tudo ? Mais exemplos ? Esportistas que ganham verdadeiras fortunas, ao largarem a carreira veem-se em problema em pouco tempo. Ambos, muitas vezes, não tiveram a oportunidade real de se dedicar aos estudos enquanto jovens. “Do nada” surge uma bolada e aquilo acaba desaparecendo na mesma velocidade …

Sim, o dinheiro faz MUITA diferença

Não sou louco para negar a linha de pensamento que diz que o dinheiro (puro e simples) faz MUITA diferença. Ele é capaz de permitir que um jovem mais abonado possa tentar diversas vezes, diversos tipos de empreendimento, quebrando de vez em quando, até encontrar um que lhes traga o sucesso. Já para quem tenta empreender, sem esta segurança por trás …

O dinheiro te permite ter as mais diversas experiências. Te permite conhecer diversas culturas, diversos tipos de serviços (em diversos países), possibilitando que você encontre algo que outros não pensariam em criar. Mas dificilmente acontecerá sem ter a base educacional que já falamos.

Dizer que o dinheiro não faz diferença alguma ? Impossível …

Dizer que o dinheiro sozinho é quem faz a diferença ? É errado também …

No frigir dos ovos, quem se atém a esse ponto, que só usa o argumento do “ah, mas ele só se deu bem porque a família dele já tinha dinheiro blá blá blá” acaba perdendo uma ótima oportunidade de aprender com quem teve a oportunidade e que, acima de tudo, a aproveitou.

Não seria muito mais interessante descobrir o que deu tão certo na vida de alguém bem sucedido, para tentar replicar na sua própria vida ? Não dá mais tempo ? Que tal aprender para permitir que seus filhos tenham esta oportunidade ?

O problema é que a discussão acaba sempre chegando da pergunta que incomoda muita gente: Quantas famílias miseráveis conseguiram subir na vida a ponto de se tornarem milionárias ? Não seria muito mais interessante estas mesmas pessoas se perguntarem: O que é preciso para que uma família de miseráveis se torne uma família de classe média ? (e não vale usar a definição que o PT tentou emplacar, abaixando os valores para incluir mais gente nela) O que é preciso para que esta família agora possa ascender à alta ? E agora, o que fazer para formarem uma dinastia ?

Não … querem que, num passe de mágica, seja tudo automático e instantâneo. Não querem enxergar que o crescimento financeiro se dá aos poucos. Um degrau de cada vez.

Depois disso tudo …

… retorne à imagem que deu início a esse texto. Tente enxergar o que está nela sob esta ótica.

O que você me diz ?

Todo começo de ano é a mesma coisa …

Já virou hábito do brasileiro, chega janeiro e o povo tasca a reclamar da concentração de contas pesadas justamente no começo do ano. Justamente quando “… estamos sem dinheiro …”, mas precisa mesmo ser assim ?

Claro … não vou nem comentar o fato de estarem “sem dinheiro“, pois o 13º acabou de ser dado. (farei de conta que não sei que ele ou foi usado para gastar e gastar e gastar nas festas de final de ano, ou foi para a quitação de dívidas que surgiram durante o ano que passou)

Mas então, de que forma proceder para não sermos “pegos de surpresa” (mesmo todos sendo sabedores que no começo do ano temos IPTU, IPVA, material escolar, etc) pelos gastos do começo do ano ? Simples !! Planejamento é a resposta. 🙂

Não é nenhuma surpresa

Antes de mais nada: vamos acabar com essa história de que é uma conta inesperada, que nos pegou de surpresa. Todos sabem, e estão mais do que acostumados, que o mês de janeiro é caracterizado por estes gastos padrão, normalmente altos – eu sei -, que tanto incomodam a população.

E o pior é que esta é uma tarefa simples ! Não será preciso nenhum cálculo matemático complexo, somente uma folha de papel, uma caneta e o seu comprometimento. Só !

Coloque nesta folha quais são as contas que deverão ser pagas no início do ano, normalmente temos o IPTU, IPVA e o material escolar. Coloque do lado de cada uma delas o valor que “te pegou de surpresa este ano”, afinal você não tem como saber o valor a ser pago em 2013, a única informação que temos é a dos anos já pagos.

Com o valor em mãos a coisa fica fácil, muito fácil ! Pegue-o e divida por 12, coincidentemente o número de meses do ano. Pronto, agora você já sabe o valor que precisará separar mensalmente de seu orçamento para que não seja pego de “surpresa” todos os anos. Pegue o valor (x/12) e deposite todos os meses em uma caderneta de poupança. (sim, o mais simples de todos para não criar dificuldade alguma …)

“Tá, mas esse não será o valor que pagarei no ano que vem !!”

Exato ! Lembra que falei que realmente não temos como saber o valor exato dos pagamentos a serem efetuados no próximo ano ? Mas quer ver como chegaremos bem próximos disso ?

Continue lendo …

As lições sobre dinheiro que só uma mesada nos traz

Muitos de nossos problemas financeiros começam já na infância. Seja por falta de conhecimento dos pais, ou por causa da realidade em que a criança está inserida. Mas se os pais soubessem como uma pequena atitude poderia ajudar seus filhos … 🙁

São muitas as famílias onde não existe o uso da ferramenta, popularmente conhecida como mesada, que poderia ajudar bastante nos primeiros – e fundamentais – passos de uma Educação Financeira de qualidade. Algumas por não ter a condição financeira ideal para fornecer uma quantia mensal a seus filhos. Outras por não ter a mínima noção do dinheiro e da importância que um orçamento (controlado e “restrito”) tem nesta etapa de crescimento e aprendizado das crianças.

Não ter uma mesada …

Sim, é “errado” você não criar uma mesada para seus filhos, dando preferência por dar o dinheiro necessário a cada nova necessidade deles. No momento em que você cria um valor mensal, definido e recorrente, você estará proporcionando ao seu filho um pouco da realidade que encontrará na vida adulta. Lá existirá o salário, que deverá ser usado (da melhor forma possível) para viabilizar o orçamento da pessoa.

A partir do momento que você não cria a “instituição” mesada, e entrega dinheiro à criança a cada solicitação, a cada nova necessidade dela, você passa uma imagem errada do que ela (provavelmente) encontrará na vida adulta: a de que o dinheiro é infinito e que basta você querer que ele estará lá. (podendo até mesmo ser prolongado o assistencialismo dos pais)

Mas o mais provável é que veremos a criança substituir os pais pela figura do banco, através do cheque especial e do cartão de crédito. Lembre-se: ela não teve acesso a um treinamento muito importante que toda a criança deveria ter desde pequena. Não ter que lidar com um orçamento limitado faz com que conceitos básicos de Educação Financeira sejam desconhecidos para ela. As chances de vermos um adulto que não tem controle algum sobre seus gastos, parecendo que ganha pouco (por maior que seja seu salário), são grandes.

Uma situação diferente é vivida pelo adulto que não teve mesada quando criança, mas por falta de condições financeiras da família. Ela provavelmente tenha tido uma infância com acesso restrito a determinados produtos e serviços. Não ganhava a mesada, mas também não ganhava o dinheiro que “precisava” (ou queria) quando pedia. Ela não terá a experiência (real, pois quem precisava se virar nos 30 eram os pais) de um orçamento limitado. Um adulto com este tipo de experiência corre o risco de se perder nos gastos a partir do momento que passa a receber um salário.

E isso é muito comum !! Por não ter tido acesso às coisas que tinha vontade quando mais jovem, a partir do momento que passa a ganhar o seu próprio dinheiro, através do trabalho, a pessoa gasta “à vontade”. Porém as chances de que o erro seja repetido por um prazo mais longo são menores do que as da pessoa que foi criada ganhando tudo que queria ao pedir.

Mas como calcular o valor da mesada ?

Uma pergunta importante e que terá uma resposta: varia de criança para criança. 🙂

As crianças têm necessidades diferentes, elas têm interesses diferentes. Portanto cada criança apresentará um “orçamento” diferente. É com base neste orçamento que você deverá calcular o quanto deve ser pago mensalmente à criança. Não existe uma fórmula mágica que indique um valor único para uma criança só ao sabermos a idade dela, por exemplo. Dependerá do meio em que ela vive, das condições financeiras dos pais, da idade dela, etc etc etc.

Alguns pais acham que os gastos com educação também devem fazer parte do orçamento, da mesada. Outros não … Por exemplo, gastos com fotocópias, material de apoio – lápis, caneta, caderno, borracha – e merenda. Ao incluir estes itens no valor da mesada, você estará passando o recado que todo e qualquer gasto que ela venha a ter é de responsabilidade dela, e que o dinheiro que ela tem atende a essa necessidade. Ao deixar de fora, talvez passe o recado de que “ah, algumas coisas você pode deixar que o pai te ajuda“, sabe ?

Acredito que o ideal seja incluir realmente todos os gastos que fazem parte do orçamento da criança nas contas que apontarão o valor da mesada. Afinal de contas é você que vai pagar mesmo … 😉

Uma coisa é importante: um acompanhamento de como a criança vem gastando o dinheiro. Ver se ela está direcionando os valores que você lhe entregou para as devidas finalidades. Ou você nunca deixou de comprar algo que precisava para ir num bar com os amigos, ou para comprar uma roupa nova ?

Vou dar um exemplo: nas contas da mesada existiam os gastos com merenda, um misto-quente e um refrigerante. Esse valor se repetiria os 5 dias da semana, as 4 semanas do mês. Certo ? Mas e se a criança deixasse de comer o lanche durante alguns dias … O valor deve ser “apreendido” ou deve ser mantido pela criança ? Ela deixou de comer porque não tinha fome, ou porque queria economizar ? Ela aprendeu a economizar, ou forçou uma economia para acumular um trocado extra ?

O assunto te interessa ?

Se sim – e tenho a certeza de que a sua resposta foi sim – lhe indico a leitura do livro “Mesada não é só dinheiro” de Reinaldo Domingos. Nele o tema é amplamente discutido, apresentando diversas formas de mesada que uma criança pode receber, com importantes lições em cada uma delas.

Uma leitura tranquila e agradável, obrigatória para todo e qualquer pai que se preocupa com o futuro financeiro de seus filhos.

 

Mesada não é só dinheiro

Nota do Site:
5 Moedas

Mesada não é só dinheiro
Reinaldo Domingos

Editora: DSOP
Ano: 2015
Edição: 1
Número de páginas: 150
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Compre seu livro no Submarino

 

Mas me diga … como você lida com este tema em sua casa ? Como funciona a mesada de seus filhos ?