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Venda de opções (CALL e PUT) cobertas por ações

O tema “venda coberta de opções” não é uma grande novidade, você já leu bastante coisa sobre o assunto aqui no Clube – e quem sabe fora dele também … Mas já percebeu que só falam na venda coberta da CALL ? Por que nunca falam sobre a venda coberta de PUT ?

Opa … já falamos sobre isso ! Lembra ? Sim, falamos sobre a venda de PUT, mas não a venda coberta delas … Por quê?

Por um simples motivo: não existe venda coberta (literalmente falando) de opções do tipo PUT. Elas têm como característica básica serem operações de venda descobertas em que há a necessidade de depositarmos alguma garantia para levar adiante a operação.

Teoricamente falando não é bem assim … Poderíamos dizer que uma venda de PUT é coberta pelo próprio dinheiro, não? Afinal a contraparte da operação, o que deve ser entregue em caso de exercício, é o dinheiro, o cash, a bufunfa, o faz me rir … ou como você preferir chamá-lo.

Mas isso é uma definição que a própria Bovespa adota: a venda de PUT é descoberta (ou travada) e ponto final.

Tá mas e o título deste post ?

Calma pequeno gafanhoto … 🙂

A operação de venda de CALL quando se tem ações em carteira, que servirão de cobertura, de garantia, de margem, para ela é considerada trivial, não é mesmo ? Você vende a opção, tem suas ações em carteira e pronto: as ações servirão para garantir a operação e no caso de exercício elas irão para o detentor das opções. Simples assim.

E na venda de PUT, o que precisamos colocar na carteira para garantir a operação enquanto ela está “viva” ? Qualquer coisa que a bolsa aceite como garantia: dinheiro, CDB, títulos do Tesouro, ações … Opa, ações ? Opa, venda coberta de opções por ações ? Opa, onde foi que li isso mesmo … 😉

Sim, é possível realizar uma venda “coberta” de opções do tipo PUT com a cobertura sendo feita por ações. O pior é que algumas corretoras consideram esta forma mais “correta” do que a coberta por dinheiro … mas tudo bem.

É um bom negócio ? Olha …

Lembra que quando colocamos uma ação como garantia em uma venda (seja de opções ou de ações alugadas) ela sofre um desconto (tabelado pela bovespa) e seu valor bruto – bem como o líquido … – irá oscilar conforme a ação for oscilando ? Pois bem, pense comigo:

1) Quando você está vendido em uma CALL e o papel sobe, levando para a área de exercício, o valor da chamada de margem também sobe. Se a margem é feita por ações, o valor delas sobe junto e não existe problema algum com isso. Você sempre terá o valor necessário para garantir sua operação, desde que o número de opções vendidas seja limitado ao número de ações – considerando que estamos falando de mãe e filha – em carteira.

2) Quando você está vendido em uma PUT e o papel cai, levando para a área de exercício, o valor da chamada de margem sobe. Se a margem é feita por ações, o valor vai na direção oposta do tamanho da chamada de margem … E agora ?

Sim, poderá chegar um momento onde você tem um valor de chamada de margem (o total) maior do que o valor que suas ações podem oferecer. E não importa se o número de opções vendidas é igual ao de ações na carteira.

Sentiu o drama ? É possível usar ações para cobrir uma venda de PUT ? Sim, é. É o ideal ? Não, longe disso !

Para garantir sua venda de opções do tipo PUT, o ideal é ter $$ em conta. Sim, o CDB e o título do Tesouro são tão bons quanto o dinheiro vivo. Mas quando usamos ações … a coisa complica um pouco.

Mas me diga: você já passou por uma experiência do tipo ? 🙂

A pior forma de se ganhar na Bolsa ? Quando o errado dá certo …

Calma Zé … você está louco !! Como pode ser ruim ganhar na Bolsa ?!!?

É … É exatamente isso que você leu: existe uma forma ruim de se ganhar dinheiro na Bolsa. A pior de todas na verdade … 🙁

Pense na seguinte situação. Você está realizando uma operação errada, seja por conta de uma tomada de decisão na hora errada, seja por conta da escolha da ação errada, seja por desrespeitar uma ordem de STOP, e mesmo fazendo alguma dessas coisas (ou todas elas ao mesmo tempo), o resultado final da operação é positivo. Lucro bom é lucro no bolso, lembra ?

Não … A coisa não é bem assim que funciona …

Por quê ? Simples !!! Você está fazendo algo errado, mas se no final ela acaba trazendo o resultado “esperado” … qual será a lição aprendida naquela ocasião ?

NENHUMA !!! Você acabará achando que aquilo é algo normal, até mesmo correndo o risco de achar que aquilo é certo. E quais são as chances de que você retorne a adotar tal atitude ? … Isso mesmo: se deu certo, não tem razão para mudar. E você segue carregando o erro até que … BAAAAANNNNGGGG !!!

Pense na seguinte situação:

#1 Mercado subindo

Até Merposa sobe forte, e é nela que você deposita suas esperanças. Não existe motivo para que você compre aquela ação. Mas você compra … e no final sai com lucro.

Uma excelente escolha pensará você. Correto ? Mas se até a Merda em Pó SA sobe … é porque a situação está favorável e TUDO sobe. Não foi uma decisão sua (a escolha da empresa certa, por exemplo) que fez você ganhar dinheiro.

Se você ganhou dinheiro com uma má escolha … Até quando elas serão lucrativas ?

#2 Não acionou um STOP

Você entrou em uma operação, e no início já determinou que ela seria encerrada caso apresentasse uma queda de 10¢. A operação vai dando certo até um determinado momento … quando passa a cair e o seu prejuízo a aumentar. 5¢ … 8¢ … 10¢ … Está na hora de sair ! Você pensa. Mas na hora de encerrar você pensa e dá mais 1¢ de “crédito”. A operação continua andando, aparece 11¢ de perdas, é o seu “novo” limite, caso apareça 12¢ (e você acabou de dar mais 1¢ de crédito …) você acaba a operação. O 12¢ não surge …

Na verdade ela passa a melhorar ! 5¢ ! 2¢ !! E o lucro volta a pintar na telinha ! 🙂

Você encerra a operação com o lucro imaginado na hora que começou a operação e está tudo certo.

Está ? Você não respeitou o seu STOP !! E se de 12¢ tivesse aumentado para 15¢ ? E para 20¢ ? 🙄

É … nas duas operações você teria obtido lucro. E como lucro é o objetivo de quem opera, está tudo certo. Não é mesmo?

Não ! Claro que não !!

Você obteve um lucro em cima de um erro ! Foi uma operação errada que acabou dando certo. Um alívio. Uma alegria. Um erro !!

Como disse, quais são as chances de você voltar a agir da forma errada ? E quais serão as chances de que nesta próxima operação, com a atitude errada, você veja a sua perda sendo muito superior ao lucro obtido no erro que deu certo?

Acredite … se você acertar, baseando-se em um erro, você não terá aprendido lição alguma e muito provavelmente voltará a repetir o mesmo erro no futuro. O pior … corre o risco de ser atingido pelo erro em uma operação de maiores proporções e com isso a perda jogar tudo o que conquistou pelo ralo.

Se você precisa torcer para que uma operação dê certo, aprenda a torcer para que uma operação errada dê errado … O feedback que ela lhe trará será valioso, a lição aprendida será fixada em sua mente e, muito provavelmente, não voltará a repeti-la.

Já o erro que deu certo … Sim, o erro ficará te rondando e te tentando. Você continuará a achar que mesmo errado está certo. E para que isso passe para um “eu dito o caminho que o mercado deverá tomar” é um pulo.

O pior erro que se pode cometer na Bolsa é obter lucro a partir de uma operação errada. De uma estratégia errada. De uma decisão errada. De novo: quando estiver errado, torça para que o erro se concretize. Você carregará a lição para todo o sempre e isso lhe ajudará a seguir em frente no mercado. Lhe ajudará a se tornar um investidor de sucesso no mercado.

O contrário disso ? Você viverá eternamente com o “fantasma” do erro que deu certo te rondando.

E acredite: nem mesmo os investidores mais experientes estão isentos de cair nesta tentação … 🙁

E você, tem alguma história de operação errada que acabou dando certo e se tornou lucrativa ?

Os prêmios do lançamento coberto de Opções reduzem o meu preço médio ?

Pergunta:

Boa tarde Zé. Vendo CALL de uma ação que comprei por 20.00, toda vez que vendo CALL e vira pó, vou deduzindo do preço da ação, a renda dos prêmios? Já vendi mais de 8 vezes e tudo vira pó. Se deduzir, vai chegar um tempo que o custo da ação vai ser negativa?

Resposta:

Opa ! Tudo certo “MoneyMakers” ? 🙂

Não. O prêmio obtido com o lançamento coberto de CALL não deve ser usado na redução do preço médio de compra da ação. (o famoso PM)

Sempre que você faz um lançamento, e ele é bem-sucedido – virando pó, o valor obtido deve ser incluído no teu balanço de resultado mensal para o cálculo do Imposto de Renda. (lembrando que o lucro com Opções é tributado mesmo com vendas mensais abaixo dos R$20k, pois Opções não entram na regra de isenções que é apenas para ações)

Neste caso ele é uma operação independente da tua posição em ações daquela empresa. Elas serviram apenas como garantia para a tua operação. 😉

A única interação entre o preço da ação e o prêmio do lançamento coberto ocorre quando há o exercício. Falo mais sobre isso neste post: “Fui exercido em uma opção CALL que vendi, como fica o cálculo do imposto ?(e mesmo assim não é sobre o PM, mas sim sobre o preço de venda da ação)

Agora, se você quiser fazer esta conta “mental”, de que o preço da ação vai sendo reduzido a cada prêmio obtido (bem como a cada dividendo, JCP, etc), permitindo assim que você se sinta confortável para trabalhar em strikes mais baixos, sinta-se à vontade. 😀

Se ocorrer o exercício, e você vender as ações em um strike abaixo do teu PM, terá gerado um prejuízo para o IR, que poderá ser usado para compensar lucros futuros. Prejuízo 100% contábil, pois você verá que no seu bolso a situação é outra. 😉

Espero ter ajudado. 🙂

O tema te interessa ? Você tem vontade de investir com Opções ? Te convido a conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções ! Será um prazer lhe ajudar neste processo de aprendizado !! 😀

Abraços !

Fui exercido em uma opção CALL que vendi, como fica o cálculo do imposto ?

Há algum tempo, recebi uma pergunta relacionada ao exercício de Opções (PUT):

Olá Zé. Tudo bem?

Será que você pode me ajudar com uma dúvida a respeito do imposto de renda em opções?

Minha dúvida é a seguinte, se eu fizer a venda de uma Put e no vencimento ela \”virar pó\” pagarei 15% de imposto (operação não day trade) sobre o valor recebido menos os custos da operação, estou certo?

Caso eu seja exercido na data de vencimento pelo valor do strike da opção como fica o calculo do imposto?

Você poderia me ajudar com esta questão?

Abraços,
Kelson

Essa dúvida foi respondida no post: “Fui exercido em uma opção PUT que vendi, como fica o cálculo do imposto ?“. 🙂

Agora, chegou a “mesma” pergunta, mas sobre um exercício de Opções do tipo CALL. Sim, a resposta é basicamente a mesma, só mudando os nomes e a ordem das coisas. Portanto, não custa nada eu responder “de novo”, mas com as substituições necessárias. Tudo para facilitar a sua compreensão. 😉

A parte referente ao pó, não muda: Se você vender uma opção, seja ela CALL ou PUT, e ela acabar virando pó (não der exercício nela), você deverá pagar 15% de IR sobre o lucro da operação: valor recebido pela venda – custos operacionais. (corretagem, emolumentos …)

O que precisa dos ajustes é a parte referente ao exercício. 🙂

Existem duas possibilidades:

#1 Você ser exercido e vender as ações da carteira

As ações vendidas via exercício das CALLs terão como valor de venda: preço de exercício da opção – custos operacionais + valor do prêmio da opção (o valor obtido com a venda das opções no início da operação)

Portanto, o prêmio recebido no lançamento da CALL deverá ser somado ao ganho obtido entre a diferença do strike e do seu valor de compra da ação. E o mais … inusitado: todo este resultado deverá entrar na sua declaração de Imposto de Renda como sendo um ganho de Opções. 🙂

Não será um ganho ação + um ganho opção … Será apenas um ganho: Opção !

E isso te leva a uma conclusão: venda de ação via exercício de opções não tem o benefício da isenção dos R$20k ! 😉

(afinal de contas, foi uma operação de Opções, e elas não entram nas contas da isenção)

#2 Você ser exercido, vender as ações via exercício e recomprá-las no mesmo dia

(um caso típico de exercício de uma venda descoberta)

Neste caso, o cálculo do ganho líquido será: valor obtido com a venda das ações via exercício + valor do prêmio da opção – preço de compra da ação.

E sim, a mesma conta é válida para o caso de você fazer a venda no mesmo dia com prejuízo. 🙂

Ah !! Não se esqueça: compra as ações exercidas no vencimento de opções CALL não é considerado daytrade.

E só lembrando: quer se aprofundar no estudo sobre o tema Opções ? Conheça o Double PUT Double CALL, meu curso sobre Opções onde apresento a estratégia que uso em meus próprios investimentos em Bolsa. 😉

Espero ter ajudado quem tinha esta dúvida. 🙂

Abraços !

Como pagar menos Imposto de Renda no investimento em ações ? (LEGALMENTE !!!)

Pergunta:

Apenas por título de curiosidade, existem pessoas que tentam encaixar suas estratégias de venda – quando por ventura o movimento estiver extremamente a favor – entre o último e primeiro dia do mês?

Exemplo hipotético: Vendi R$18.000 no dia 30, obtive R$3.000 de lucro. Comprei R$21.000 no dia 31, vendi R$20.000 no dia 01 obtendo R$1.000 de lucro.

Resposta:

Bom dia Leonardo,

Olha … conheço algumas estratégias que têm como objetivo reduzir o peso do Imposto de Renda sobre o lucro obtido no mercado de ações. Mas confesso que desta forma que você apresentou, é a primeira vez que vejo. 🙂

Primeiro falarei sobre a sua dúvida. Em seguida apresentarei 4 estratégias fantásticas para economizar na hora de pagarmos o Imposto de Renda sobre o lucro obtido com ações.

A priori não tem nada de errado com a estratégia apontada por ti. Basta que você tenha disciplina para seguir o planejado, torcer para que não tenha nenhum movimento explosivo de alta na abertura do dia 31, e com isso tem em mãos uma forma de economizar na hora de alimentar o leão. 😉

O interessante é destacarmos que da forma que você apresentou, existe dinheiro novo na mesa e ainda restará dinheiro dentro do negócio durante o mês “atual”. Vou explicar um pouco melhor. Se você vendeu R$18k, obtendo lucro de R$3k, é porque entrou com R$15k. Correto ? Na hora que você voltou à Bolsa com R$21k, é porque você acrescentou outros R$3k ao montante original. Ao vender R$20k no mês seguinte, você ainda mantém R$1k em ações. (a não ser que o mercado tenha caído e os R$20k desta venda sejam o valor integral da sua carteira)

Se os R$1.000,00 permaneceram na Bolsa, você precisará torcer para que o mercado não reverta o movimento altista neste momento, para que você possa retirar o valor integralmente, ou quem sabe com um pouco mais de lucro. Se o mercado reverter, você pode perder parte do que sobrou …

Vamos assumir que a sua posição acionária é superior aos R$18.000,00 da venda realizada no dia 30, para termos uma justificativa da adoção da estratégia. Ok ? Digamos que ao invés de sobrar R$1.000,00, conforme as contas apresentadas por ti, o saldo total que sobrou para o mês “atual” seja de R$10.000,00. (R$3.000,00 de dinheiro novo e R$7.000,00 antigos)

Isso faz com que você tenha um valor total de R$25.000,00 antes da primeira venda de R$18.000,00. Assumindo que o lucro seriam os mesmos R$3.000,00, ao vender os R$25.000,00 integrais, o IR sobre esse valor seria de R$450,00. Foi esta a economia que você teve durante o processo. Ok ?

Por que fiz todas estas contas e simulações ? Para lhe mostrar que os R$5.000,00 que sobraram na carteira, e precisam ser vendidos no próximos mês estão em risco, e a estratégia só se mostrará válida caso não haja uma queda superior a 9% neste período. Se virmos uma queda de 9%, os R$5.000,00 restantes se transformarão em R$4.550,00 e esta manobra terá se mostrado desnecessária … 🙁

Consegui me fazer entender ? 😀

Espero que sim. 😉

Mas como dito no título deste post, quais seriam as maneiras de se pagar menos Imposto de Renda sobre o lucro com ações ?

1- Respeitando o limite de vendas mensais de R$20.000,00

Sim, justamente o que você propôs. Se você vender, mensalmente, uma quantidade de ações de sua carteira, de valor inferior a R$20.000,00, estará isento da tributação.

Normalmente é adotado por quem tem carteiras um pouco maiores do que o limite. Motivo ? Justamente esse risco de que uma correção apareça no meio do caminho e que acabe perdendo no próprio mercado o benefício gerado pela manobra financeira. Você precisa colocar na balança se o valor economizado nesta venda particionada não poderia ser perdido em uma correção no valor da ação.

Costumamos ver este parcelamento das vendas nas carteiras de investidores de longo prazo, que foram montando a sua posição no decorrer de anos. Os preços de compra são variados, portanto nada mais “natural” do que vermos os preços de venda também os sendo. Graças à natureza da formação de carteira de longo prazo, este tipo de investidor está habituado a ver a volatilidade envolvida no mercado, e com isso não se afeta tanto ao “precisar” vender uma posição por um preço mais baixo do que a da venda do mês anterior.

De novo: acredito que é preciso uma boa reflexão sobre a utilidade desta estratégia para carteiras com valor muito próximo ao do limite de R$20.000,00 … 😉

2- Vendendo sua carteira, recomprando-a em seguida, quando a cotação for inferior ao seu preço médio

Isso, estou sugerindo que você crie um prejuízo proposital em sua carteira de ações. 😀

Você faz a venda no final do dia, para recomprar a posição no dia seguinte. Precisará torcer para que não haja uma abertura explosiva, para manter o mesmo número de ações (ou algo muito próximo a isso), para não gerar uma perda indireta pela adoção da estratégia.

Esta também é uma forma de economia com o IR adotada por investidores que visam um prazo mais longo. Digamos que no decorrer dos anos, a pessoa acumulou uma posição de 50.000 PETR4, com preço médio de R$18,00. Hoje elas estão sendo negociadas por R$9,00, e graças a isso sua carteira apresenta uma perda de 50%. Correto ? Sim, correto. Mas se você investe no longo prazo isso acaba sendo algo … “normal” de se ver, por causa da volatilidade do mercado.

Se você decidir vender suas ações hoje, para recomprá-las amanhã, digamos pelos mesmos R$9,00 do fechamento, terá mantido a mesma carteira de ações, 50.000 PETR4, porém o preço médio delas “mudará”. Ao invés de sua carteira “valer” R$900.000,00, ela passará a valer R$450.000,00. Mas … não é justamente esse o valor que a sua carteira valia antes da venda ? Sim ! Este era o valor de mercado dela naquele momento. Os R$900.000,00 são apenas números que fazem parte do passado e que você torce para ver acontecendo de novo. 😉

Sabe aquela história de que “Só perde dinheiro quem vende” ? É algo parecido com isso, mas em benefício do investidor.

Você sabe onde foram parar os outros R$450.000,00 que sumiram ? Estão na sua declaração de Imposto de Renda, na coluna “Prejuízo a compensar“. Isso mesmo ! O dinheiro “sumiu” e graças a isso você agora poderá realizar novas operações lucrativas, até o limite de R$450.000,00, sem precisar pagar por isso. 😀

Para quem investe em ações no longo prazo, é muito comum usar opções para rentabilizar a carteira. Todo o dinheiro que você obtém nesta rentabilização acaba sendo tributado. A partir do momento em que você adota esta estratégia que apresentei, você adia o pagamento lááá pra frente, podendo aumentar a posição desta ação em sua carteira (através da compra de novas ações com o lucro das operações), pois agora o lucro estará isento do IR. Lembrando que se a estratégia – vender para recomprar em seguida – não tivesse sido adotada, toda e qualquer operação que viesse a rentabilizar esta carteira seria tributada.

Você nada mais fez do que uma manobra contábil. Porém uma completamente legal e que não lhe acarretará problema algum com a Receita. 😉

Você consegue enxergar que desta forma poderá voltar a ter os R$900.000,00 de outrora, de forma muito mais “rápida” ? Sem precisar aguardar que a ação que está em sua carteira volte a valer os R$18,00 originais ? Você obteve um ganho fiscal que lhe ajudará a recuperar espaço perdido de uma forma muito mais rápido e acima de tudo: dentro da lei.

3- Viver apenas de dividendos

Este é o sonho de muitos investidores. Muitos mesmo !!

Atualmente isentos de tributação, os dividendos são o lucro gerado pelas empresas em que você investe, retornando para o seu bolso. 🙂

Para muita gente, esta é a forma mais tranquila de se economizar com o Imposto de Renda. Você se preocupa somente em ir aumentando a sua posição acionária, comprando mais e mais ações ao longo dos anos, sem realizar nenhuma venda. Enquanto a carteira vai sendo montada, você reinveste os dividendos na compra de mais ações.

Tradicionalmente esta estratégia é usada por muitos como o plano de aposentadoria ideal. Suas ações permanecerão gerando retorno, sem que você precise gerenciá-las. E ainda melhor: sem precisar pagar Imposto de Renda sobre o que acumulou.

Em contrapartida, esta é uma estratégia que leva muitos anos (na maioria das vezes) para se tornar realmente válida. Como dito, na maioria dos casos será usada somente no momento em que a pessoa se aposenta. Muitos argumentam que justamente isso impede sua adoção por “pessoas normais”, que desejem usufruir dos lucros ainda “jovens”.

Questão de prioridades, meus amigos … Prioridades … 😉

4- Operar somente com as ações que são isentas de Imposto de Renda

Sim, existe um determinado grupo de ações, que possuem características específicas, que são 100% isentas de IR. Não importa quanto você movimente. Se for uma das ações presentes nesta lista, o lucro obtido com elas é 100% livre de IR. Quais são ?

– Brasilagro
– CR2 Empreendimentos Imobiliários
– General Shopping Brasil
– HRT Participações em Petróleo
– Nutriplant
– Renar Maçãs
– Senior Solution

Neste post você poderá entender um pouco melhor quais as regras adotadas para que elas fossem incluídas nessa listagem.

Juntando tudo …

Mas esta é a melhor parte ! Nada impede que você adote as 4 estratégias que apresentei, em conjunto !

Venda menos de R$20.000,00 mensais enquanto jovem, para adquirir um bem, realizar uma viagem, etc etc. Venda/recompre, gerando um prejuízo a compensar, permitindo uma aceleração nos ganhos originados na rentabilização de uma carteira de longo prazo. E que aproveite os dividendos desta carteira que montou, na hora de se aposentar. E se puder ser com uma das ações listadas, isentas de IR … melhor ainda ! 😉

Desta forma você poderá potencializar o retorno obtido em seus investimentos em ações, dentro da lei, sem prejudicar ninguém. O único que não irá gostar muito desta história será o leão … Pois desta forma você não o estará alimentando “direito”. 😀

o leão não está gostando da história 720