Clube do Pai Rico
Solicite o seu agora mesmo!

Como funciona a tributação de operações do tipo Long & Short ?

Pergunta:

Boa tarde! Li em alguns lugares (nenhuma fonte extremamente confiável – mas também não encontrei nada no site da receita) que para long & short deve-se somar o valor da venda no mês em que for feita a recompra e não no mês em que a venda a descoberto tiver sido realizada. Exemplo: Venda de 11 mil da ação X e compra de 11 mil da ação Y em jan/17 e aí, em fevereiro, compra da ação X por 10500 e venda da ação Y por 11500. Lucro de 1000. Tributável ou não? se considerarmos a lógica de somar tudo no mês da recompra seria (venda total de 22500)… É este o entendimento?

Resposta:

Bom dia Fernanda,

Uma dúvida bem interessante !! Muita gente acaba se enrolando um pouco quando a coisa foge do tradicional “comprei n ações em janeiro e as vendi em fevereiro”, o que é a coisa mais natural que pode existir. 🙂

Quando as coisas estão dentro de um padrão, é simples. Mas e quando elas mudam um pouco … ?

Vamos a “regra” básica sobre cálculo do IR para ações ?

O lucro/prejuízo é auferido quando ? No momento em que a operação é encerrada.

Por exemplo: se compramos 1.000 PETR4 em janeiro e as vendemos em fevereiro, com um lucro de R$1.000. Qual será o IR a ser pago ? Isso, R$150 a ser pago até o último dia útil do mês de março. (o DARF sempre terá como prazo limite o último dia último do mês seguinte à obtenção do lucro)

Outro exemplo: se vendermos 1.000 PETR4 em janeiro e as recomprarmos em março, com um lucro de R$2.000. Qual será o valor a ser pago de IR ? E quando ? O valor a ser pago é de R$300 (15% sobre o lucro para operações comuns), mas e a data limite para o pagamento ?

Se usarmos a lógica de que é a venda quem cria o fato gerador do IR, o pagamento “deveria ser feito” até o último dia de fevereiro. Correto ? Mas o problema é que a operação ainda não terá sido concluída ! Como saberemos qual deverá ser a base de cálculo para o imposto ?

Sim, o imposto deverá ser pago até o último dia útil do mês de abril, mês seguinte à conclusão da operação. Afinal de contas foi em março que ela foi encerrada. Concorda ?

De novo: o fato gerador do imposto é o encerramento da operação.

A venda da ação serve somente para ver se você estará, ou não, dentro do limite mensal de vendas. Aquele que diz que se você vender até o valor limite de R$20 mil estará isento do pagamento de IR sobre o lucro auferido. 😉

Voltando ao teu exemplo, como funcionaria a tributação do Long & Short ?

Se olharmos com atenção, o L&S nada mais é do que um conjunto de operações. Duas operações feitas ao mesmo tempo para se aproveitar de uma possível distorção entre elas. Pode ser que as duas subam, mas se a que foi comprada subir mais do que a que foi vendida, terá lucro. Se as duas caírem, mas o lucro da que foi vendida for maior do que a que foi comprada, também gerará um resultado positivo no final. Claro, ainda existe a possibilidade da venda dar lucro e da compra também. Restando as outras possibilidades para a geração de um prejuízo …

Mas o IR em si, como é calculado ?

Como disse, são duas operações: uma compra e uma venda. Então, o correto é vermos quanto de lucro foi conquistado na operação comprada e quanto foi o da operação vendida. O fato gerador da operação comprada será a venda das ações em carteira, enquanto o da operação vendida será a reposição delas.

No teu exemplo o início da operação foi em janeiro. Você vendeu R$11 mil. Se não houve nenhuma outra operação nesse mês, não haverá a necessidade de recolhimento de IR referente ao mês de janeiro (com pagamento em fevereiro), pois não houve nenhum fato gerador de IR, tampouco foi ultrapassado o limite de R$20 mil em vendas no mês.

O encerramento da operação se deu em fevereiro, com um lucro de R$1 mil e vendas que totalizaram R$11,5 mil. Correto ? Haveria necessidade de pagamento do IR, de R$150, neste caso ? Não, pois o limite de R$20 mil não foi ultrapassado.

Se o que a Receita leva em consideração para a determinação do limite que diz se o rendimento é, ou não, tributável é a venda, é a venda daquele mês que devemos levar em consideração. 😉

Sempre que ocorre uma venda de ações é recolhido um pequeno percentual – 0,005% sobre o valor da operação, diretamente na fonte, para que a Receita saiba quanto foi movimentado naquele mês. Sim, esse pequeno valor pode ser deduzido do imposto a pagar quando ele surgir. 😀

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

A PetroRio vale mais do que a Petrobras !? Como !!?

Pergunta:

Boa tarde, Zé!

Estou fazendo o curso “Minha 1ª vez na bolsa” e cheguei neste post, então fui pesquisar sobre essas empresas, as ações da PetroRio, antiga HRT, valem mais do que as ações da Petrobrás!! Porque? Você poderia me explicar? Desde já agradeço.
Ah..e parabéns pelo curso, estou gostando muito, obrigada por disponibilizá-lo para nós leigos, a um preço acessível.

Resposta:

Bom dia Divania,

Antes de mais nada, quem agradece sou eu. Agradeço por você me dar a oportunidade de compartilhar contigo aquilo que aprendi, o conhecimento que acumulei em 20 anos de jornada. 🙂

O preço acessível do Minha 1x na Bolsa foi uma de minhas prioridades ao criar o curso. Oferecer um conteúdo que permita que o interessado entenda o funcionamento da Bolsa, aprenda a investir nesse mercado, sabendo o que faz, e o porquê faz. Se fosse um preço mais alto, certamente impediria que muitos tivessem acesso a ele. 😉

Sobre o post em questão, o “Quais as empresas (ações) beneficiadas pela MP 651 ?“, onde falo sobre um conjunto de empresas que permitem que negociemos com suas ações com isenção total do Imposto de Renda sobre o lucro auferido. A lista é pequena … mas que pode interessar a alguns investidores. 😀

Sobre a tua dúvida, é algo bem comum. A confusão entre cotação da ação e “valor da empresa” é normal. Te pergunto, quem está valendo mais: a empresa ou a cotação das ações dela ?

Sim, a cotação da PRIO3, agora R$66,30, está mais alta do que a da PETR4, agora em R$17,95. Mas e o valor da empresa ? (dados de julho de 2018)

As ações da PetroRio têm valor de mercado de R$901.581.000, enquanto a Petrobras PN R$235.453.000.000 … 😉

Lembre-se: uma ação é apenas “um pedaço” de uma empresa. Cada empresa tem um número diferente de ações, tanto em circulação, quanto existentes. E é isso que vemos no caso da PetroRio e da Petrobras. Uma ação da PetroRio custa R$66,30, mas ela possui 13.337.000 ações. Já a Petrobras, uma ação custa R$17,95, mas com 13.044.500.000 ações PN.

Então, neste caso, o que custa mais caro é a ação da PetroRio, e não o valor dela. Da mesma forma que não podemos comparar a cotação de um índice de ações, Ibovespa com Dow Jones, por exemplo, pois são coisas diferentes, que medem/acompanham coisas diferentes, não podemos comparar, pura e simplesmente a cotação de uma ação com outra. 🙂

A ação mede o valor de mercado de uma empresa, e não o valor da empresa propriamente dito. É sempre importante nos lembrarmos disso. A ação mede quanto o mercado acredita que aquela empresa esteja valendo, e não o seu valor “real”.

Espero ter te ajudado. 😀

Abraços !

Qual é o risco de quem trabalha com a rolagem de Opções ?

Pergunta:

Olá Zé, tudo bem?

Agradeço novamente por sua resposta para minha dúvida de venda de opções cobertas. E esse tópico acabou gerando uma outra Dúvida: Caso eu faça uma venda descoberto de opções, me torno o lançador, correto?

Vamos supor que eu esteja montando uma estratégia de rolagem de opções lançando opções para o vencimento próximo afim de recomprá-las e ir rolando… Se eu lançar a opção (digamos uma call europeia) e comprar a mesma call (mesmo strike) até a data anterior ao exercício, eu estou desobrigado ou poderei ser exercido? Qual é o risco desse tipo de operação, excetuando a valorização da opção?

Agradeço novamente a atenção,
Gabriel

Resposta:

Opa ! Tudo certo Gabriel ? 🙂

Sim, caso você comece uma operação de venda com Opções, sendo coberto, descoberto ou travado, você estará se tornando um lançador de Opções. Lembrando: uma nova operação, “do zero”, começando por uma ordem de venda. 😉

Para ajudar a refrescar a memória de todos, sugiro ler o post: “Quem é o lançador de Opções ?

Não é o fato de estares coberto ou descoberto que te torna um lançador de Opções, mas sim ter começado uma nova operação a partir de uma venda.

Sobre a estratégia de rolagem, apresentada no post ““Renda Fixa” com opções – CALL“, não, você não corre o risco de ser exercido. 🙂

Como é uma CALL do tipo europeu, você só pode ser exercido no dia do vencimento. Então, se fizer a recompra dela, não poderá mais ser exercido, não correrá mais este risco. Lembrando que o último dia que podemos negociar com Opções é o último pregão antes do vencimento. Tradicionalmente a sexta-feira anterior ao dia do vencimento.

No momento em que você recompra a Opção, encerrando o seu lançamento original, você se desliga daquele contrato de direitos e obrigações.

“Qual é o risco desse tipo de operação, além da valorização da opção ?”, tirando a chance de valorização (por isso indico que a rolagem seja feita sempre de forma coberta), você também corre o risco de encontrar pela frente uma Opção de baixa liquidez. Dependendo de quão ITM ela esteja, corre o risco de não encontrar liquidez suficiente para fazer a rolagem …

Mas esse é um risco, que não é bem um risco … Lá no Double PUT Double CALL eu falo sobre como “reagir”, caso isso venha a acontecer. Existem duas formas, uma delas seria a mesma adotada para um caso de exercício antecipado … 😉

(como usamos o modelo europeu neste exemplo, não há esse risco)

De novo: sugiro que a operação de rolagem, a “renda fixa” com Opções, seja feita SEMPRE em cima de uma posição coberta. Isso elimina o risco de precisar “correr” atrás do preço, e traz ainda mais tranquilidade a uma operação simples e rentável. 🙂

Espero ter ajudado ! 😀

Abraços !!

Compro um pozinho, vendo por R$1 e fico com o lucro. Ou tem alguma complicação ?

Pergunta:

Oi, parabéns pelas explicações!

Tenho uma dúvida, supondo que eu tenha apenas R$ 100,00 em carteira e neste mês estou de olho numa ação que está cotada em R$ 19,00 (+/-), então, se eu comprei 1000(mil) opções (call) dessa ação à R$ 0,05 com o preço de exercício em R$ 21,00 para o vencimento no mês seguinte, paguei pelo meu direito de call R$ 50,00, certo? Antes do vencimento, por exemplo, a ação já se encontra cotada em R$ 23,00 e as minhas mil opções estão agora valendo R$1,00 cada, como eu não tenho condições de ter o valor ($) do exercício em carteira no dia do vencimento, eu poderia encerrar a minha posição destas opções atuais, vendendo-as no HomeBoker e lucrando R$ 1000,00 menos os R$ 50,00 iniciais + corretagens ??

Eu estaria apenas cedendo o meu direito à outra pessoa e lucrando com a variação das minhas opções de call, certo?

Não teria complicação de nenhum tipo ?

Obrigado pela paciência e atenção!

Sucesso!

Resposta:

Opa ! Tudo certo Victor ? 🙂

Exatamente isso !! Ao revender as Opções que você comprou, repassaria os direitos atrelados a ela à pessoa que comprou de ti. E não, não teria complicação alguma com o processo …

Mas … (sempre tem um mas, hehehe)

Existe um detalhe importante na simulação. Um “erro” conceitual, por assim dizer. 😉

Digamos que você comprou a opção por 5¢. Perfeito. O strike dela fica nos R$21. Perfeito. Antes do exercício, o papel chega nos R$23 e a opção que você comprou por 5¢ está agora por R$1 … NÃO !!! Ela não estará valendo R$1 …

Não, ela estará valendo no mínimo R$2 !! 😀

O valor de uma opção é formado por duas partes: o valor intrínseco e o valor extrínseco. VI e VE, respectivamente. O valor intrínseco, nada mais é do que a cotação da opção – o strike dela. Como está valendo R$23 e o strike é de R$21, o valor intrínseco da opção, é de R$2. Já o valor extrínseco da opção é formado pela “gordura” da opção. O tempo e a volatilidade se encarregam de criar esse valor. O VE é igual à cotação da opção – o VI. Por isso disse que a tua opção estaria valendo no mínimo R$2. 😉

Como a cotação da ação mãe é superior ao strike, a opção sempre terá valor intrínseco, valor real. Pode não ter mais VE algum, mas VI ela precisa ter.

Então, no teu exemplo, a opção que tu comprou por 5¢, estaria valendo no mínimo R$2. Os teus R$50 teriam se multiplicado e estariam valendo R$2 mil ! 🙂

Mas … isso é raro de acontecer. 🙁

É o que falo no post “Opções: O que é melhor, rendimento modesto e constante ou uma rara explosão ?“. Mesmo sendo algo raro, pois o papel precisa se mover fortemente, de forma rápida, na direção do teu strike, é o tipo de operação que a maioria das pessoas escolhe para começar no mundo das Opções.

Justo a operação que apresenta as menores chances de lucro …

Mas voltando à tua pergunta, a ideia é justamente essa: compra por 5¢, revende por “R$2” e fica com o lucro, se desligando de todas ligações com o contrato adquirido. 😉

Aos que se interessaram pelo tema, convido para conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções. Onde, além de apresentar a teoria delas, compartilho a minha estratégia de investimento em Bolsa. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Helô convida o Carlos Lippel (Clube do Pai Rico)

Ontem participei de uma LIVE no canal da Helô Cruz, mestre do Valuation. O convite foi feito para eu falar de um assunto que tanto me agrada: Opções !! 😀

Uma excelente oportunidade de conversar com tradicionais investidores de longo prazo (a maioria dos que usam a análise fundamentalista tem esse perfil), mostrando que o uso de Opções em suas carteiras pode lhes trazer muitos benefícios. Leia-se: LUCROS !! 😉

Tentei ajudá-los a desmistificar alguns pontos do mundo das Opções. Afinal de contas, muita gente ainda acha que é um investimento MUITO arriscado, que só serve para quem investe pesado, 24h na frente do PC, que só dá para comprar … e acredito que consegui atingir meu objetivo. 🙂

Bom, melhor do que ficar explicando, é te convidar a assistir ao vídeo. Vamos lá ?

Aos que se interessaram pelo tema, convido para conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções. Onde, além de apresentar a teoria delas, compartilho a minha estratégia de investimento em Bolsa. 😉