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Como funciona o exercício de opções ?

Uma dúvida de grande parte dos investidores em Bolsa, que ainda não investem em opções, é em relação ao exercício das opções propriamente dita. Como funciona, porque alguém exerce, porque não exerce, quando é vantajoso, quando não é, quando ocorre …

Você já sabe as respostas para estas perguntas ? Se ainda não sabe, será um prazer lhe ajudar a elucidá-las. 😉

O que é o vencimento das opções ?

Uma das principais características das opções é em relação ao seu “prazo de validade”. Sim, as opções “morrem” e após isso deixam de existir em sua carteira.

O prazo limite é o vencimento da opção. É neste dia (a 3ª segunda-feira do mês) que os detentores, os titulares (os comprados em uma opção) devem decidir se irão, ou não, exercer seu direito adquirido através do contrato estabelecido no momento em que a opção foi negociada. Lembra ? O comprador tem o direito de escolher se vai, ou não, exercer a opção que tem em seu poder. Enquanto isso a pessoa que vendeu a opção (o lançador) tem o dever, a obrigação de acatar a decisão tomada por quem está comprado.

É no dia do vencimento que grande parte das operações são fechadas, ou apenas deixadas “para morrer”. (quando a opção virá pó, por exemplo)

Justamente por isso, o dia do vencimento de opções é marcado por uma intensificação da briga entre comprados e vendidos. 🙂

Quando é válido exercer ?

Quando a cotação da ação subjacente é condizente com o strike da opção que está em seu poder. Por exemplo, digamos que você tem em sua carteira uma opção do tipo CALL com strike em R$11,00 e que a ação atrelada a ela está sendo negociada no mercado por R$12,33. É o dia do vencimento e você precisa se decidir se vai ou não exercer o seu direito adquirido por conta da posse da opção.

O que você acha ? Claro que sim ! Se é o dia do vencimento, você não poderá mais negociar diretamente a opção (não pode mais comprar ou vender uma opção). A única forma de lucrar com esta operação é através do exercício propriamente dito.

Você entra em contato com a sua corretora, até às 13h – não precisa deixar para a última hora, hehehe – do dia do exercício (de novo, a 3ª segunda-feira do mês), e informa que deseja exercer o seu direito sobre aquela CALL. Neste momento a corretora assume às rédeas e faz o que é preciso ser feito para que tudo aconteça.

Você irá adquirir a ação subjacente àquela opção, pelo preço de R$11,00 por ação. 🙂

Quer manter estas ações em sua carteira ? Basta ter o valor disponível para a compra na sua conta em D+3.

Não quer manter as ações ? Pode fazer um “daytrade(que não é daytrade, saiba mais aqui): exerce a opção, comprando a ação e já a coloca a venda em seguida. Desta forma você lucraria R$1,33, sem as taxas de corretagem. 😉

Poderia ter vendido as opções na sexta-feira anterior, último dia de negociação das opções ? Poderia … Mas vai que na sexta a ação valia apenas R$10,80 e graças a um fato ocorrido durante o final de semana é que aconteceu a forte valorização ?

Este é um dos motivos para muitos carregarem um “bilhete de loteria” para o dia do vencimento em si.

Do outro lado, teríamos o mesmo exemplo da opção com strike nos R$11,00, porém sem a valorização do final de semana. A ação abre segunda-feira, dia do exercício, valendo R$10,80 e não passa disso. Em nenhum momento a cotação passa dos R$11,00 … Portanto, neste caso, você não tem motivos para exercer a sua opção.

Por que exercer, pagando R$11,00, se você pode encontrá-la no mercado por R$10,80 ? 😀

Não existe um motivo para isso. 😉

Para saber se vale a pena, ou não, exercer, basta ver a cotação da ação subjacente e o strike da opção que você tem em carteira. Se o strike for inferior ao preço praticado pelo mercado, o exercício é válido. Se o strike for mais alto do que o preço apresentado no mercado, não se justifica o exercício.

Claro, simplifiquei as contas … Deixei de fora os custos com corretagem, afinal eles variam de acordo com a sua corretora. E sim, você deve incluir nas contas para ver se vale a pena ou não exercer !! Some o custo de corretagem ao strike da opção. Esse valor precisa ser inferior ao valor apresentado pela ação no mercado.

E o valor que gastei com a compra da opção ?

Foi pro espaço … PLUFT !

Foi o preço que você pagou, foi o seu “sinal de entrada”, para entrar na operação, para fazer o contrato que lhe daria o direito de decidir se valeria a pena, ou não, adquirir a ação no dia do vencimento. 🙂

Só quem vende uma Opção descoberta é considerado um “lançador” ?

Pergunta:

Pegando gancho na sua resposta, surgiu uma outra duvida se puder me ajudar a esclarecer…

Tendo por base sua resposta “lançador é quem começa uma operação vendendo o que não tem. Lançador é aquele que faz uma venda, sem ter o ativo, a Opção, em carteira”. Desta forma se eu faço uma trava de baixa ou de alta onde vendo um ativo que não tenho na carteira, eu passo a ter obrigação, sou considerado lançador?

Ou por ser uma operação especifica não me enquadro como lançador, seria apenas uma venda a seco de uma opção para ser o lançador?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Reinaldo ? 🙂

Sim, você se torna um lançador. A descrição é exatamente essa: vender o que não tem. A única diferença, é que você fez uma venda travada. 😉

Existem 3 tipos de lançadores: coberto, travado e descoberto.

O lançador coberto, é aquele que vende uma Opção da ação que tem em carteira. Por exemplo, ele tem 1.000 PETR4 na carteira e lança 1.000 PETRE199. Ele lançou (iniciou uma operação do zero, sem ter a Opção na carteira), e está usando as próprias ações como garantia da operação.

Se for exercido nesta venda, ele entrega as ações que tem em carteira e está tudo ok. 🙂

O lançador descoberto, é aquele que vende uma Opção, pura e simples. Por exemplo, ele lança 1.000 PETRE199, sem ter nenhuma ação de PETR4 em carteira. Por conta da venda (lançamento), precisará deixar algum tipo de garantia para a Bolsa, a margem de garantia. Poderá ser em $$$, CDB, Tesouro Direto, ações de outras empresas. (são os principais ativos usados como garantia)

Se for exercido, ele precisará comprar as ações no mercado, pelo preço que estiver sendo oferecido … (e é justamente esse o risco da venda descoberta !)

ps: Sim, ele pode ter as PETR4 em carteira, mas aloca-las na carteira de garantia (onde passam a valer “$$$”), ao invés de serem alocadas na carteira de cobertura. Isso caracterizaria a venda como descoberta, mesmo a pessoa tendo as ações em carteira …

O lançador travado, é aquele que vende uma Opção, sem ter a ação “mãe” na carteira. Mas não faz a venda isolada. Ao mesmo tempo, ele compra uma outra Opção, da mesma ação, em um strike ou vencimento diferente. Por exemplo, ele lança 1.000 PETRE199 e compra 1.000 PETRE217.

Se for exercido na PETRE199, ele poderá exercer a PETRE217 e com isso trava o tamanho do prejuízo. O strike da E199 é R$19,97 e o da E217 é R$20,97. Com isso, a perda máxima dessa operação é de R$1 para cada Opção lançada. Claro, se estiver R$20,47 no mercado, ele não precisará exercer a E217 … Ele simplesmente compra por R$20,47, perdendo 50¢ por Opção que havia lançado, e pode revender suas E217 no mercado, abatendo parte da perda. 😉

Vale tanto para a trava de baixa quanto para a de alta. 🙂

Como sugestão, indico alguns textos relacionados ao tema:

Opera com travas ? Abra o olho …
Definindo o (“melhor”) intervalo de uma trava com opções
Zé, o que você acha da operação “Trava de Alta” em Opções ?
E se não tiver liquidez para desmontar a trava de alta ?

Ah ! E o post citado pelo Reinaldo em sua pergunta é o: “Quem é o lançador de Opções ?

Espero ter ajudado ! 😉

O tema te interessa ? Você tem vontade de investir com Opções ? Te convido a conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções ! Será um prazer lhe ajudar neste processo de aprendizado !! 😀

Abraços !

Uma dúvida sobre IR com o exercício de Opções e o limite de isenção dos R$20 mil

Pergunta:

Olá Zé, pode tirar uma dúvida? situação teórica: lancei 1000 put de petro. strike 20,00 recebi o prêmio de 0,30, e fui exercido.

1 – Não preciso pagar darf pelo prêmio da put correto?

2 – O preço médio da ação na carteira será 19,70 correto?

Agora vou lançar call sobre as 1000 ações,

3 – Para não pagar darf eu teria que lançar no strike 19,70? ou teria que lançar por exemplo no strike 19,50 por causa do prêmio da call de 0,20?

Não sei se conseguiu entender hehe, mas agradeço qualquer ajuda.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Adriano ? 🙂

#1 – Isso ! Por ter sido exercido, não precisará recolher IR pelo prêmio recebido no lançamento da PUT. Agora, se tivesse encerrado a operação antes do vencimento, ou se ela tivesse virado pó, o Imposto de Renda deveria ser recolhido normalmente. 😉

#2 – Quando somos exercidos em uma PUT, somos obrigados (quem compra uma Opção tem um direito, quem lança uma Opção tem uma obrigação) a comprar a ação “mãe” pelo valor do strike da Opção que lançamos. Para a questão do IR, o preço médio desta aquisição será igual ao strike – o prêmio recebido no lançamento em que fomos exercidos.

Falo mais sobre a parte do Imposto de Renda ao ser exercido em uma PUT no post: Fui exercido em uma opção PUT que vendi, como fica o cálculo do imposto ?

Portanto, é isso mesmo: o preço médio de aquisição das ações será de R$19,70

#3 – A venda de ações via exercício de CALL, não é isenta de IR … Não importando a soma atingida no exercício.

Se você lançou 100 Opções, e foi exercido, recebendo R$20 por Opção exercida via CALL, recebendo R$2 mil no total, (lançou por 30¢ no strike R$19,70) – sim, da mesma forma que no exercício da PUT o prêmio é descontado do PM, no exercício da CALL ele é acrescentado a ele – precisará recolher o IR sobre os R$30 que obteve de lucro.

Agora, se você fizer como falou, lançando no strike R$19,50 e recebendo 20¢ pela CALL vendida, não precisará pagar nada de imposto na operação. Afinal de contas, não teve lucro algum nela. 😉

De novo: a isenção do IR para vendas inferiores a R$20 mil no mês, é aplicada apenas às ações. Todo o resto não conta com esse benefício …

Espero ter te ajudado ! 🙂

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Abraços !

Candlestick – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?

Existem várias maneiras de olharmos o gráfico propriamente dito, em linha, em barras e o famoso/poderoso/salve salve Candlestick. Preciso dizer qual é o modelo escolhido por mim ? 🙂

Antes de saber da existência deste estilo de gráfico – quando comecei a operar, eu usava o tradicional gráfico em linha:

Mas … olhe para este gráfico, ele parece não passar informação “alguma” … fica tudo meio vago, mostrando somente o caminho percorrido pelas cotações em determinado período de tempo, concorda? E como eu não sabia nada de nada, e não precisava ter informação alguma de lugar algum, era mais do que o suficiente, eu só queria era saber das cotações, hehehe.

Continue lendo …

O que olhar: volume financeiro ou número de negócios ?

Pergunta:

Quando se analisa o volume de negócio das Opções, ou até mesmo das ações, o que é mais importante: o volume financeiro ou a quantidade de negócios?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Diogo ? 🙂

Volume financeiro, sem sombra de dúvidas !

Um número de negócios elevado, não quer dizer muita coisa … Apenas que muitos negócios foram realizados naquele ativo. E isso não traz nenhum sinal … nenhuma consequência … nenhum resultado prático. (ao menos eu não consigo encontrar nenhum, hehehe)

Por exemplo: recentemente, a B3 alterou o lote padrão dos ETFs de renda variável, bem como de suas Opções. O que antes era negociado em lotes de 10 (o que já é um lote menor que o padrão, de 100), agora pode ser negociado de forma unitária. Sim, de 1 em 1. 🙂

Com isso, houve uma explosão no número de negócios envolvendo as Opções de BOVA11. Elas têm liderado, muitas vezes, o ranking diário de … número de negócios.

Dê uma olhada neste tweet:

Isso mesmo ! 9 das 10 Opções “mais negociadas” na B3 no dia de ontem, eram de BOVA11. Mas repare com mais carinho …

Viu o volume financeiro ? É … 🙄

De novo: o número de negócios em si, não quer dizer muita coisa … Neste caso, as pessoas podem negociar de “1 em 1”, enquanto nos outros ativos, de “100 em 100”. Só isso já gera a possibilidade de termos 100x mais negócios em uma Opção de BOVA11, do que numa de PETR4, por exemplo. Mas usemos a própria lista, tem uma Opção de USIM5 ali.

Veja quão desproporcional é o volume financeiro negociado nela, em relação às outras 9. 😉

Agora, vamos um pouco mais adiante. Olhe a lista das 10 Opções com maior volume financeiro de ontem:

Repare o número de negócios das que realmente mais giraram $$$ !

Então, de novo, o número de negócios puro e simples não quer dizer muita coisa …

Em se tratando de Opções, gosto de olhar em conjunto o número de Opções negociadas, o volume financeiro, e o número de participantes (titulares e lançadores). Acho que isso nos traz mais informações do que o número de negócios puro e simples. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !