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Venda coberta é muito mais do que vender e ser exercido

Muita gente ao ouvir sobre as tentações da venda coberta (afinal de contas, quem não quer uma fonte de fluxo de capital “infinito” e de alta rentabilidade ?) acaba achando que o negócio é fácil, simples e sem segredos. E é ai que acaba se decepcionando …

Ela pode ser fácil, simples e sem segredos ? Pode. Isso dá a garantia de que basta vender uma opção, coberta pela carteira, embolsar o lucro e sair para o abraço ? Olha … acho que não. 🙂

A venda pura e simples, na expectativa de ser exercido (isso é, você embolsa o valor da venda da opção, entrega a sua ação e recebe o valor acordado no momento da venda da opção), pode parecer ser um ótimo negócio, ainda mais se for uma venda ATM, a mais “gorda” de todas. Mas acredite, nem tudo são flores quando se trata de opções …

Numa passada de olho rápida é “óbvio” que a venda coberta ATM, torcendo pelo exercício, com recompra das ações após exercido, é o melhor dos mundos: risco zero e lucro alto (é possível de se obter até 5% ao mês desta forma …), mas o negócio não é bem assim …

Em um estudo muito interessante, Paulo Portinho – autor do livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios(LEIA !!!) -, fez uma simulação sobre o comportamento de uma carteira formada por PETR4 ou VALE5 (as ações que possuem maior liquidez em bolsa, portanto ideais para estratégias envolvendo opções) adotando estas premissas: venda ATM, nos primeiros momentos do exercício, por um alto prêmio, torcendo pelo exercício, para recomprar as ações, para realizar nova venda e recomeçar o processo. O resultado ? Uma bela surpresa … a estratégia que em teoria é fantástica, e líquida e certa, se mostra uma estratégia “perdedora”.

Não, a venda coberta nestas condições apresentadas não te trará prejuízo, mas pelo estudo foi possível se notar que se você tivesse mantido as ações em carteira, pura e simplesmente, teria obtido um resultado mais interessante … 😯

É … a estratégia que tanto defendo, a venda coberta, se mostrou não sendo o “sonho” que “vendo” para vocês. E acreditem, MUITOS vieram “esfregar” o estudo na minha cara, usando como defesa para atacar o que falo que faço, e que me dá lucro. Conversando com o Paulo, apontei o que acredito ser o Calcanhar de Aquiles da simulação feita por ele: o estudo não leva em consideração uma peça fundamental … o investidor. Não leva em consideração se o investidor adota alguma estratégia diferente da compra no começo, a qualquer preço, em qualquer situação, ou se ele aguarda o momento “certo” para realizar esta venda.

Pense comigo: se você lança a qualquer momento, terá uma probabilidade “x” de ser exercido. Correto ? Mas e se você fica aguardando por alguma sinalização do mercado, daquelas que tanto espero, que me apresentam chances “um pouco maiores” de estar certo ? O número de vendas exercidas é muito menor ! (e isso influencia, e muito, no resultado final)

Pois bem, saibam que a venda coberta é muito mais do que vender e ser exercido. A venda coberta exige do investidor um “pouco” de estudo, uma preparação extra para que consiga ter uma leve vantagem sobre a média do mercado. Afinal de contas, 100% de acerto não existe em lugar nenhum …

Um outro problema para quem entra no mundo do lançamento de opções, o lado psicológico da coisa. Você determina que comprará a ação, lançará a opção dela, embolsará o lucro e comprará as mesmas ações logo após exercido. Certo ? Ok … Mas você estará preparado para vender uma opção de R$20,00, quando o seu preço médio de compra é de R$25,00 ? Acredite, esse ponto, esse minúsculo ponto, impede que muitos investidores levem o plano adiante. São os investidores que enquanto conseguem vender uma opção mais cara do que o seu valor médio de compra, dizem (e fazem) que a estratégia é perfeita. Mas quando a cotação começa a cair e o preço da ação começa a se distanciar do preço da ação em carteira … acabam “deixando de lado”.

Existem muitas formas de se ganhar dinheiro com a venda coberta, até mesmo a “vender a opção, deixar ser exercido e recomprar as ações”, fiz um post onde aponto 3 dessas formas, mas são apenas algumas delas …

Acredite: para se ganhar dinheiro de verdade com a venda coberta de opções, por um longo período, obtendo uma certa vantagem em relação ao mercado – e em especial ao Buy & Hold -, é preciso dedicação e estudo. É preciso estar preparado para um ou outro “acidente de percurso” durante a longa jornada, além de possíveis ajustes de estratégia … Mas, garanto, o resultado é maravilhoso. Justifica cada gota de suor que você precisou exalar durante o processo. 😉

Estude o funcionamento do mercado de opções – o meu curso, o Double PUT Double CALL, é uma ótima alternativa ! -, dedique-se ao estudo da análise técnica – é ela que lhe trará aquela leve vantagem que falei – e mantenha-se nos trilhos. 😀

Boa sorte !

IFR – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?

Hoje é chegada a hora de falar sobre o IFR, um dos indicadores mais conhecidos do mercado. (para não dizer o mais conhecido …)

Um dos principais motivos para a popularidade por ele adquirida está no fato de sua fácil leitura e interpretação. Um detalhe ? A forma que você provavelmente usa não é a única correta. 😉

O IFR mostra como está o mercado

Simples, rápido e prático. O IFR mostra como está o mercado, sobre-comprado ou sobre-vendido. Basta olhar o gráfico onde seus valores estão plotados e você terá a resposta imediatamente. Pronto. Fácil não é mesmo ? 🙂

Claro … como qualquer ferramente de Análise Técnica o IFR não pode ser usado de forma isolada, bem como existem diversas formas de calibragem. Existem operadores que adotam o período de 9 dias, alguns de 14 e outros com outros períodos, mas os mais comuns são os que citei. Além disso também existem variações dos valores que indicam o ponto de sobre-compra ou de sobre-venda, para alguns eles são 30 e 70, para outros 20 e 80. (estes números são literalmente os valores plotados pela ferramenta)

Acima da marca superior (70 ou 80) indica sobre-compra, abaixo da inferior (20 ou 30) indica sobre-venda. Mas como eu disse você não deve levar em consideração isto como verdade absoluta, nada impede que ele fique apresentando a marca máxima, de 100, por semanas, bem como o contrário, que fique marcando 0. Já vi isso acontecendo muitas vezes, no próprio movimento atual, que considero iniciado em outubro de 2002 o Ibovespa ficou 7 semanas seguidas (no gráfico semanal) marcando 100 para somente ai iniciar uma correção nas cotações …

Então simplesmente estar acima da marca superior não é sinal de que vá cair, e consequentemente abaixo da inferior será sinal de alta. Este indicador deverá ser usado em conjunto com outros e a soma de indicações lhe trará um pouco mais de certeza na possibilidade de um novo movimento.

E quais as outras formas de usar ?

Tenho certeza que a forma apresentada já era de seu conhecimento, mas o uso do IFR para verificar divergências, também era ? 🙂

Pense no seguinte, o IFR vai subindo, caindo, subindo e caindo, porém os fundos vão mostrando uma clara tendência de alta. Enquanto isso, no gráfico das cotações, o negócio não é assim tão bom … A formação de fundos maiores não se repete. Fique atento, pois uma oportunidade de compra pode estar surgindo. O contrário também é verdadeiro. (na análise técnica as coisas servem para comprar e vender, bastando ser o contrário)

E o que eu uso ?

Eu costumo usar a forma tradicional, a mais básica possível. (se prestarem atenção, em praticamente todos os indicadores que apresentei olho a forma mais básica possível … tudo visando facilitar a leitura)

Uso somente a informação de sobre-compra ou sobre-venda, obviamente em conjunto com outras ferramentas e indicares. 😉

Uso o IFR com período de 9 dias, e como marcas uso 20 e 80. Adoro quando ele atinge o 0 ou 100 (e isso acontece muito, em todos os tempos gráficos …), liga a luz amarela e eu fico na expectativa de sinalização de outros indicadores. Lembre-se, não é porque atingiu 0 ou 100 que uma indicação de operação foi dada, isso serve apenas de alerta para o que pode estar por vir.

Não que eu fique esperando atingir 0 ou 100, o rompimento do 20 ou 80 já é o suficiente para chamar a minha atenção, mas o 0 ou 100 além de acender a luz aciona a sirene também, hehehe. 😉

Exemplo

O gráfico que estou de olho neste exato momento é o apresentado abaixo. O IFR zerado serve para colocar a ação no meu radar. A partir deste momento fico aguardando que outros sinais sugiram a entrada na operação.

Comprar somente porque o IFR está zerado ? Não !! Definitivamente não !! Ele é somente um dos ingredientes que deve ser usado nesta “receita”. 😉

E você, costuma usar o IFR ? De qual forma ?

Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e o Twitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

Outros textos desta série:

Um resumão de tudo o que já passei

Não sabendo de nada, segui os outros …

A minha escolha: Análise Gráfica !

STOP !!

Um estranho no ninho

Suportes e Resistências

Candlestick

Volume

Médias Móveis

Fibonacci

Suporte e Resistência – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (VI)

Como havia sido dito no texto da semana passada, esta semana marca o início da parte “técnica” propriamente dita do meu método operacional.

E como não poderia deixar de ser, acredito que como primeiro texto “técnico”, decidi começar com o conceito mais básico de todos os que regem minhas operações. Como se ganha dinheiro na bolsa ? Um doce para quem acertar … vai … pode chutar à vontade … tenho certeza que vai acertar. 🙂

A ideia mais simples de todas, para quem quer ganhar dinheiro com ações é: compre barato e venda caro. (ou vice versa)

Sim, o mais óbvio de todos os conselhos que você já ouviu até hoje sobre como ganhar dinheiro com ações … o mais óbvio e certamente o único que não existe outra alternativa. Claro ! Você só pode ganhar dinheiro negociando ações se conseguir vender por um preço mais alto do que o de compra ! Se você não fizer isso “invariavelmente” perderá dinheiro. (estou considerando negociação com ações pura, ok ? Sem nenhum outro instrumento em conjunto …)

Mas … e como eu faço para identificar (e especialmente diferenciar) o barato do caro ? Perguntando ao mercado !

O que é o mercado ?

Vamos, me responda, o que é o mercado ? O mercado de ações não é nada mais do que um conjunto de pessoas interessadas em comprar e vender ações ? E as cotações do mercado, não são um registro das atividades destas pessoas ? Não são as cotações que nos mostram se uma ação se valorizou ou se perdeu valor ? Se isso é verdade, então não devemos olhar para elas para ver onde está o barato e o caro ?

Certo … vamos pensar mais um pouco … em teoria, quando muitas pessoas compram uma ação é porque elas consideram que ela vai subir, correto ? Ou em outras palavras … compraram porque consideraram que a ação estava barata, e conseguiriam vender por um preço mais elevado. Correto ?

Ok … para quem opera olhando gráficos, poderá visualizar “facilmente” o momento onde este grupo de pessoas resolveu que era hora de comprar. O gráfico marca um fundo. (ou um topo caso esteja subindo e o grupo tenha considerado que era hora de vender, ou melhor dizendo: que estava caro)

Olhe a imagem abaixo, feita na última terça feira (dia 13/04) durante o pregão:

Olhando este gráfico – da PETR4, um gráfico diário – podemos ver a marcação de dois pontos importantes: Topo e Fundo. Olhando para o topo dele, podemos ver que inicialmente, na segunda barra, o mercado “pesou” e as cotações sofreram uma queda. Ok. É interessante notar que a queda não iniciou um processo de correção mais forte, pois apenas quatro barras depois as cotações já testavam mais uma vez aquele último topo. Percebeu o que aconteceu logo em seguida ?

Um suporte, ou resistência como o apresentado acima, é uma região onde os participantes do mercado costumam olhar o que os outros fazem/fizeram. Lembra … compre barato e venda caro ? Num primeiro momento os investidores acharam que estava caro, e as cotações cederam. Mas em seguida o mercado resolveu testar esta “teoria”. As cotações voltaram a subir, e o que aconteceu ? Muitas pessoas pensaram: ” Opa … calma lá … poucos dias atrás o mercado considerou que estava caro … e estava nessa região … acho melhor eu me desfazer da minha posição … vai que comece a cair novamente … ”

O mercado (e claro, as cotações …) é formado por um conjunto de opiniões, ele mostra o que os investidores acham a respeito das ações.

Suportes e Resistências

Suportes e Resistências nada mais são do que as regiões que marcam estes momentos. Um suporte marca o momento onde os investidores consideram barato e uma resistência marca o momento onde eles acharam que estava caro.

Muitos analistas cometem um erro “básico/sério/grave” … consideram como suporte e resistência o ponto onde o gráfico marcou um topo/fundo. Na realidade o ponto serve para que liguemos o modo “sinal amarelo”, mas o que vale mesmo é a região em torno deste ponto … Algumas vezes a ação respeita exatamente o ponto, mas não é obrigatório que seja assim. O que importa é que ela respeite a região de suporte/resistência.

Continuemos olhando exatamente o mesmo gráfico. Você vê como o topo foi marcado “exatamente” no mesmo ponto ? Você pode ver como a resistência foi confirmada exatamente no ponto que havia marcado o topo anterior ? E o suporte caracterizado pela barra verde no meio do gráfico ? Você consegue ver que ela marcou um funco, correto ? (depois dela as cotações subiram) Consegue ver que a região de suporte que ela forma está sendo testada pela última barra mostrado no gráfico ? Mas o mais importante, consegue ver que – diferentemente do que aconteceu na formação da resistência – o suporte não foi marcado pelo ponto (o fundo da barra verde) ? A última barra do gráfico chega a perfurar aquele ponto (que no caso era R$ 34,12 – indo até R$ 33,90) para somente depois iniciar a recuperação ?

O que vale são as regiões de suporte e de resistência. Ok ?

Além dos suportes e resistências formados pelos topos e fundos anteriores, existem outros tipos, como os formados pela extensão/retração de Fibonacci (que será assunto de um próximo post desta série) e os números “redondos”. Por exemplo, 69.000 pontos, 70.000 pontos … sendo que os mais “fortes” são os marcados pelas dezenas. Como suportes e resistências são formações “psicológicas” em relação ao caro/barato, nada mais justo do que números fortes também o serem.

Outro ponto a ser destacado: uma resistência hoje vira suporte “amanhã” – e vice-versa. Se ali foi um ponto onde houve briga para segurar, depois de ultrapassada, a região também sofrerá uma força, mas na direção contrária. Se hoje a dificuldade é de romper para cima, após o rompimento, numa correção a seguir, a região atuará como suporte das cotações.

E o que o Zé faz ?

Uma das coisas que olho é exatamente isso, vejo se as cotações estão em um suporte ou uma resistência. Eu dificilmente faço alguma coisa sem ser nestes pontos … no meio do caminho fico somente olhando pro gráfico, sem fazer nada … (normalmente … é claro, afinal este é somente um dos itens que olho)

Quando um suporte vai se aproximando, vou me preparando para iniciar uma operação de compra. Quando uma resistência se aproxima vou me preparando para iniciar uma venda. No meio do caminho não faço nada … fico só olhando … descansando para o próximo trade. 😉

Como disse, são alguns itens que olho na hora de decidir se entro numa operação ou não, tenho um checklist mental onde marco qual foi a sinalização de cada um dos itens. Este é o primeiro: A ação está cara ou barata ? Não será somente esta resposta que determinará se entro ou não na operação, lembre-se sempre disso … Ela serve principalmente para “chamar a minha atenção” para o ativo e me preparar para o tipo de operação que está por vir.

Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e o Twitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

Outros textos desta série:

Um resumão de tudo o que já passei

Não sabendo de nada, segui os outros …

A minha escolha: Análise Gráfica !

STOP !!

Um estranho no ninho

Ps: Este texto foi escrito no dia 13, no momento em que copiei o gráfico apresentado … O suporte mostrado funcionou ou não ?

Fibonacci – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (X)

Num texto anterior, também pertencente a série “Como o Zé ganha na Bolsa“, falei um pouco sobre o conceito de Suportes e Resistências, e sobre como trabalho com eles. Naquele momento apresentei somente os Suportes e Resistências visíveis. Agora que tal falar um pouco sobre os “invisíveis” ? 🙂

Sim, algo meio estranho, mas real. Já ouviu falar de Fibonacci ? 😉

A razão Áurea

Leonardo Fibonacci, matemático Italiano que descobriu a sequência de números que leva seu nome, a sequência de Fibonacci. De fácil compreensão, ela é formada sempre da seguinte forma: O próximo número será a soma dos dois anteriores, sendo que a sequência é iniciada pelos números 0 e 1.

Até ai tudo bem … o grande “detalhe” desta sequência é que ela está presente em praticamente tudo que encontramos na natureza. 😯

Seja na projeção de quantos coelhos teremos depois de algumas gerações (um dos exemplos mais clássicos para demonstrar o seu funcionamento), ou na formação da casca do caracol, ou na organização das sementes de um girassol, ou na proporção entre alguns dos ossos do corpo humano … podemos encontrar a sequência propriamente dita, ou a relação entre seus números em praticamente tudo. O vídeo abaixo é um ótimo exemplo disso:

 

E já que está presente em tudo … por que não estaria presente na bolsa ? 🙂

Continue lendo …

Zé, quais informações você olha no começo do dia ? (para a Bolsa)

Conforme os anos vão se passando, vamos adquirindo hábitos e criando uma rotina que nos ajuda a otimizar o tempo e obter melhores resultados com aquilo que temos. Com meus investimentos em Bolsa não poderia ser diferente ! 🙂

Com quase 20 anos de olho na telinha, acompanhando as cotações e gráficos dos ativos, uma série de informações foram sendo anexadas a uma pequena relação de coisas que olho logo no começo do dia. Informações que me ajudam a compreender (ou ao menos tentar …) melhor o que está ocorrendo, tanto aqui quanto lá fora.

Algumas são puras, as consumo diretamente na fonte. Outras precisam de algum tipo de preparativo, preciso cole-las, analisar, filtrar, processar para ai sim ter algo em mãos que possa ser consumido. 😉

Informações simples, disponíveis para todos os interessados. Mas que, infelizmente, muitas vezes são deixadas de lado … O motivo ? Desconhecimento de sua existência em grande parte das vezes. Noutras é por pura comodidade mesmo …

Para mim é algo tão natural conferir tudo logo no começo do dia, enquanto estou na fase de “acordando” (pré café), que não consigo imaginar o quão difícil é fazer isso, para justificar qualquer tipo de “preguiça” para ver. O mais interessante é que as informações contidas nestes dados é tão importante, de interpretação tão fácil, com um retorno tão bom, que não consigo mais me imaginar operando sem elas.

Quem me segue no twitter (se ainda não segue, está perdendo … já são quase 13 mil seguidores !) acompanha uma grande parte do que vejo. Costumo compartilhar lá os dados que mais me chamam a atenção em cada análise diária. Claro que não tenho como compartilhar absolutamente tudo, nem todos os dados são facilmente apresentados em apenas 140 caracteres … 🙁

E justamente esse foi o motivo que me levou a criar esta lista de itens que olho logo no começo do dia, antes de iniciar meus negócios em Bolsa. 😉

Você verá, tudo muito simples !

Uma coisa eu garanto: é tudo muito simples. A grande maioria deles não precisa de muito processamento. Somente uma pequena parte precisa de algum conceito ou reflexão mais profunda. Mas para você, que já está habituado com o que é publicado aqui no Clube, a coisa já está bem mais mastigada. 😀

Vamos à lista ?

– Fluxo de Capital Estrangeiro

Essa é uma informação que considero ser tão importante que tem espaço garantido aqui no site do Clube há muitos anos. Um post criado exclusivamente para divulgar o desempenho dos gringos em relação à nossa Bolsa.

Desde 2003 são eles que ditam as regras do jogo na Bovespa. É graças ao fluxo de grana deles que os maiores movimentos ocorrem por aqui. Concorde você ou não. 🙂

Diariamente eu colho os dados do site da bovespa, processo em uma planilha (que serve para manter as contas em ordem), e apresento o resultado final aqui no Clube. Se você tiver interesse de saber onde olhar a informação em sua fonte, o site é esse.

– Aluguel de ações

Por que olho a situação das ações alugadas ? Simples: elas têm grande poder de fogo.

Prioritariamente são usadas em operações de venda, onde o investidor tem como expectativa a queda das cotações. Portanto saber quando as posições apresentam crescimento pode ajudar a identificar uma pressão vendedora e portanto uma possibilidade de correção .

Mas não é só isso. Números muito altos em situação de alta, com resistências sendo rompidas, podem ser traduzidos em mais força na compra. Contraditório ? Não !! A pressão é vendedora, mas se a coisa vai contra o plano original, é chance de STOP ! Com o encerramento das operações de venda, daquela massa de vendedores, a compra realizada por eles pode catapultar as cotações. (sim, foi o que vimos acontecer durante parte da alta deste ano)

Importante ? Sim, tanto que tem espaço em outro post diário aqui no Clube. 😉

Quer olhar direto na fonte ? Aqui.

– Posição vendida em opções

Para quem opera na venda de opções, saber quem são suas companhias e qual a força deles é fundamental para ter um pouco de “vantagem” no campo de batalha. Peixes grandes e tubarões devoram os sardinhas … É a lei da selva sendo respeitada.

Olho duas coisas: a posição vendida em si e o índice de qualidade dessa venda. A posição em si me informa o tamanho do buraco que temos pela frente. Qual é o poder de fogo do “inimigo” – ou na maioria das vezes, do companheiro de trincheira. A interpretação desse dado é parecida com a do aluguel de ações.

Já o índice de qualidade me informa quem está na batalha. Sardinhas ou tubarões ? Saber isso é muito importante. Quem você gostaria de ter ao seu lado ? Um sardinha ou um tubarão ? E contra você ? 🙂

Além disso, uma distorção nos dados pode dar uma pista importante de uma mudança no cenário … Vimos isso na última semana do vencimento de opções de outubro. Lembra ?

Acho que esse é o dado que mais precisa de tratamento e processamento. Mas se você quiser olhar direto na fonte, o link é esse.

– Os gringos e o índice futuro

Você já conhece a importância dessa informação. Vai na mesma linha do fluxo de capital estrangeiro, mas de forma mais “instantânea”, sabe ?

Outro dado que forneço diariamente lá no twitter, mas se você quiser acompanhar diretamente no site da bovespa, o link está aqui.

– Bolsas mundiais

Preciso explicar o motivo ? 😉

Os negócios começam mais cedo lá fora. Como tudo está conectado, o desempenho deles influencia diretamente o que vai acontecer aqui. Portanto …

Acompanho tudo em um site da CNN, que apresenta tudo na mesma página, de forma bem prática.

“Só isso” !!

Pronto. Falei que eram somente alguns dados …

Pode parecer muita coisa, mas com o passar do tempo verá que não é. Um dado parece estar “conectado” ao outro, influenciando o outro. E isso ajuda a enxergar melhor o cenário como um todo.

Mais uma pecinha do grande quebra-cabeças que é a forma com que eu opero. 😀