Clube do Pai Rico
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Adeus Petrobras ! O nosso relacionamento foi bom enquanto durou …

É … nem todo relacionamento dura para sempre. E este é um que está bem próximo de seu fim … 🙁

Algo que foi muito bom enquanto durou. Desde 2009 eu foquei minhas operações em Bolsa nas ações desta empresa. Montei uma boa carteira de ações dela. Vendi (muitas e muitas vezes) suas opções. Obtive um belo lucro. Mas … nada dura para sempre.

Você que acompanha o Clube há mais tempo, se lembra que há alguns anos decidi focar toda a minha estratégia nas ações e opções da PETR4. Foram muitos anos de lançamento de suas opções (especialmente das CALL, com o uso de PUTs somente há poucos anos), que gerou um bom capital que foi usado para aumentar a posição em carteira dela.

Você que acompanha o Clube certamente se lembrará que em 2015 eu desfiz minha posição. Vendi todas as ações, perto dos R$13, em abril. De lá pra cá, a grana ficou sempre no CDB (por que no CDB Zé ?), que foi usado como garantia de minhas operações de venda, tanto de CALL, quanto de PUT, da mesma PETR4. Como falei no post, estava desistindo da empresa (pois não terias mais suas ações em minha carteira), mas não abandonando a negociação de suas ações e opções.

A volatilidade do papel só me trazia benefícios, pois isso me possibilitava realizar meus trades. Mas … nada dura para sempre.

A desabada final

Desde o final de 2015, temos visto o papel enfrentar uma queda “sem fim”. Saímos dos R$7,00 para vermos um novo patamar em nossas telas: R$4 …

A situação da empresa é cada vez mais complicada … A tempestade perfeita que a atingiu fica cada vez mais forte. A cada dia que passa, a cada notícia que é divulgada, a coisa parece mais complicada para uma (possível ? improvável ?) recuperação da empresa. Mas não é exatamente isso que vem me fazendo pensar sobre a manutenção, ou não, de nosso relacionamento.

O que vem me fazendo refletir é aquele número ali de cima … os R$4. Por quê ?

Com o papel a R$4, as opções dela valem cada vez menos. Tanto as CALL quanto as PUT … Com o papel a R$4, somente as opções ATM (muito próximas da cotação do momento) apresentam algum valor. Somente as opções ATM (e as muito próximas dela) apresentam a tradicional liquidez de outrora.

Se a minha estratégia atual se baseia no lançamento de opções “levementeOTM, visando obter uma vantagem por causa de sua distância, como posso manter o foco em uma ação que não apresenta opções OTM com um valor que apresente um risco VS retorno que me agrade ?

Como manter meu foco nas ações da Petrobras, se para obter o valor que considero “justo” pela venda das opções, eu preciso:

1) Trazer a venda para opções muito próximas da cotação atual, aumentando desta forma o risco envolvido nesta venda. Ao trazer para perto do dinheiro, meu “espaço de manobra” (um espaço entre a cotação atual e o strike da minha venda, que permite que o papel suba e eu permaneça ganhando) diminui drasticamente. Isso aumenta consideravelmente o risco da operação e a quantidade de vezes que aciono meu STOP.

2) Aumentar, consideravelmente a quantidade de opções negociadas em cada operação. Isso pode aumentar o valor obtido na operação, quando vencedora. Porém amplifica a perda, na mesma proporção, em caso de necessidade de acionamento do STOP.

Só desvantagens …

Sim, neste momento, manter minha estratégia focada – única e exclusivamente – nas opções de PETR4, me traz somente desvantagens. Manter minha estratégia focada na Petrobras, só aumenta o meu risco … só me atrapalha na manutenção dos resultados que venho obtendo nestes muitos anos da estratégia.

Sim, você leu direito: estou prestes a abandonar a Petrobras e me preparando para migrar para um novo afair. O alvo ainda não foi definido. Pode ser que vá para a Vale. Pode ser que vá para o Itaú. Pode ser que vá para a BM&FBOVESPA. (talvez Bradesco … talvez Ambev …)

Nada está decidido. Preciso escolher uma ação que me proporcione uma liquidez decente em suas opções, que apresente uma boa volatilidade, que não custe R$4. 😉

Mas nada está decidido, mesmo. Pode até ser que eu permaneça com a Petro. Basta que suas cotações apresentem alguma reação, que abandonem a casa dos R$4. Que volte a ser negociada mais perto dos R$7, R$8. Nesta faixa eu consigo manter a minha estratégia intacta, afinal o resultado obtido no segundo semestre do ano passado me mostrou isso. Mas perto dos R$4 é impossível de permanecer nela …

A ideia permanecerá sendo ter um alvo único. Essa dedicação me permite obter um retorno que me agrada. Não vejo motivos para mudar esse ponto da estratégia. Mas em uma ação que vale R$4 … isso é praticamente impossível.

É uma pena … foi tudo tão bom enquanto durou … 🙁

lenços de papel

Zé, como anda o seu 4º teste com a compra de volatilidade ?

Como você deve estar lembrado, no dia 15, falei que estava me preparando para o meu 4º teste com uma estratégia em opções que podia se beneficiar de um – possível – movimento (neste caso numa expectativa de alta nas cotações de PETR4) mais forte na cotação da ação. Leia o que falei para se inteirar do assunto.

No post falei que aguardava a sinalização, a indicação que a alta teria início, para montar a operação. Aguardei … Aguardei … Aguardei. Até que ela veio, na sexta-feira passada, dia 19. De lá pra cá vimos a cotação subir bastante. O papel saiu da casa dos R$4,50, na sexta, até os R$5,30 na terça. “Acertou na veia !” você pode poderia pensar. Poderia …

Falta de liquidez

É … nem tudo são flores meus amigos. 🙁

Eu estava de olho em duas opções para essa operação: PETRC69 e PETRC77, com os strikes em R$3,00 e R$3,50, respectivamente. Como era um teste, não poderia entrar com carga total, mas também não valeria a pena montar uma operação muito pequena. A minha intenção era a de vender 30.000 PETRC69 e comprar quantas PETRC77 o momento me permitisse.

Você está lembrado que a operação consiste da venda de uma opção, com a compra em maior quantidade de uma de strike superior em maior quantidade. No momento em que o sinal foi dado, a proporção era a de 1:1,4. Traduzindo: eu poderia comprar 40% mais C77 do que as C69 vendidas. Traduzindo de novo: Eu poderia comprar 42.000 C77 com a venda das 30.000 C69.

E neste momento o problema apareceu …

Enquanto eu observava as cotações, aguardando a sinalização de que o papel poderia subir, as duas opções apresentavam uma liquidez interessante, suficiente para que eu montasse a operação nesta proporção. Mas … infelizmente … na hora em que a coisa dizia “vai Zé, monta !” a coisa desandou. Liquidez extremamente reduzida, 1.000 pra lá, 2.000 pra cá … Antes era sempre na casa dos 20.000 em ambas.

Quando vi aquilo pensei: “Será que posso montar esta operação ?“. Se a liquidez já diminuiu tanto naquela situação, imagine quando a ação subir e o strike da opção estiver ainda mais distante da cotação do papel ? Quanto mais distante, menor é a liquidez …

Pensei … Pensei … E pensei. Resultado ? Não montei. 🙁

Fiz bem ?

Na segunda e terça-feira, com a arrancada do papel, a operação já se mostrava lucrativa. E bem lucrativa. Mais de R$3.000,00 de lucro (levando-se em consideração que o risco máximo de perdas era de R$15 mil, a coisa se mostrava muito interessante) para desmontar.

O problema ? A falta de liquidez permaneceu. Na verdade, ela piorou um pouco !

Pior do que piorar, em determinados momentos a liquidez era zero. Zero ! Se eu quisesse/precisasse encerrar a operação, não teria como. Não havia nenhum vendedor da C69, a parte vendida da operação que precisava ser comprada para encerrar.

E não foi por pouco tempo não …

Quando não eram as pequenas ofertas que impediriam o encerramento da operação, era a completa ausência de pontas interessadas que impediam.

Resumo: Fiz bem e não fiz. 😯

Fiz bem, por não correr o risco de ter uma operação em mãos que poderia se mostrar problemática na hora de encerrar. Não fiz bem, pois deixei de ganhar uma bela quantia em uma operação de testes …

Mas como lidar com esta operação então ?

Olha … Acredito que um dos principais problemas desta operação, em específico, seja o baixo valor da ação “mãe”. Além de precisar de uma forte alta (forte mesmo, subiu quase 15%) para apresentar um belo lucro, qualquer variação mais forte fazia com que o strike das opções usadas se distanciassem demais da cotação atual.

Como usar a estratégia então ? Lotes menores ? Possivelmente seria a melhor alternativa. Porém com essa solução, eu limitaria – e muito ! – o meu retorno. Estar preparado para zerar (e montar) a operação aos poucos, precisando desta forma correr o risco de que um movimento mais explosivo (como foi visto neste caso) atrapalhasse um pouco o processo de encerramento.

A parte mais importante da operação, que não ocorreu, foi ver que:

1) A estratégia é válida, me permitindo ganhar em momentos de alta, sem a necessidade de colocar dinheiro novo na mesa;

2) A pouca liquidez exige uma calma (extra) na hora de montar e desmontar a operação;

3) A operação exige que o investidor esteja preparado para o risco de ver a liquidez sumir completamente, impossibilitando o encerramento da operação em determinados momentos.

O resultado financeiro me agradou bastante (bastante mesmo, afinal foram 20% sobre o capital efetivamente colocado em risco, sem colocar dinheiro propriamente dito). A adoção de opções ITM (dentro do dinheiro) se mostrou mais interessante do que os testes em que usei opções OTM. 🙂

Acho que voltarei a falar sobre esta estratégia em um futuro próximo. 😉

Em busca da próxima oportunidade de investimento

A rotina para quem vive de investimentos, especialmente para os que vivem dos em Bolsa, é um eterno jogo de paciência. Ficamos na expectativa de vermos uma nova sinalização de trade, esperando pela próxima chance de entrarmos na melhor oportunidade de investimento daquele instante. 🙂

E garanto para vocês: só consegue sobreviver aquele que consegue obedecer este “pré-requisito”, e fica aguardando que uma sinalização seja dada, que uma operação, com baixo índice de chances de erro, surja para fazer o faz me rir do mercado. 😉

Inúmeras oportunidades surgem diariamente, em diversos ativos. Possibilidades de compra, de venda, em ações, em opções, em commodities, em futuros. Oportunidades não faltam, mas como conseguir aproveitar o máximo delas ? Sinceramente ? Não sei lhe responder, pois estou aqui, aguardando a chance de aproveitar o mínimo possível delas. De preferência, apenas uma que me garanta o mês. 😀

Sim, eu opero desta forma. Fico o “dia inteiro na frente do computador” aguardando por um sinal, por uma indicação de uma operação que me garanta um bom retorno. E sim, na maioria das vezes o que acontece é que aguardo uma única operação no mês, que me proporcione um bom índice de retorno com um baixo nível de risco. Fico de tocaia, esperando um movimento em falso … BANG !

Olhando vários ativos, para filtrar o melhor sinal dentre eles ?

Não. Olho apenas para a PETR4, acompanhada dos índices (Ibovespa, Dow Jones e SP&500) para obter um reforço na “teoria da operação”, ou uma negação para fazê-la. Sim, apenas uma ação é negociada por mim. Na verdade vendo e compro (necessariamente nessa ordem, hehehe) suas opções. Uma forma mais rápida, mais alavancada, mais … “favorável para o meu lado”.

Acompanhando apenas uma ação fico mais concentrado, conseguindo aproveitar melhor o que surge, conseguindo filtrar melhor o que vejo. Poderia até negociar com mais ações e obter o mesmo resultado (ou maior, vai saber …), mas a estratégia tem funcionado para mim deste jeito, nos últimos muitos anos. Por que mexer em time que está vencendo ? 😉

Na verdade eu já tive experiências onde acompanhava mais ativos, no meu início em Bolsa. O resultado era muito diferente do atual. Ok … a experiência que eu tinha era muita pequena, nem sequer comparável com a que tenho hoje. Mas como disse … se está funcionando, por que mudar ?

Acompanhando apenas um ativo fico na frente do computador o dia inteiro, mas com a possibilidade de fazer muitas outras coisas enquanto isso. Ver um bom filme ? Posso. Ver um seriado ? Claro ! Ler um livro ? Por que não ? Precisa dar um saída ? Sem problema, basta acompanhar via celular …

Acompanhar um ativo me dá liberdade, me permite aproveitar meu dia, mesmo ficando ligado no que acontece na Bolsa.

Mas como pagar as contas desse jeito ?

Como disse, espero por uma oportunidade, com baixo risco, mas com o retorno necessário para arcar com meus gastos mensais. Preciso esperar mais ? Preciso ficar posicionado por mais tempo ? Preciso ficar dentro do mercado por mais tempo, aumentando desta forma o meu risco ? Talvez … mas é assim que tenho feito, e é assim que tem funcionado. 🙂

Claro, a “pressão” das contas existe para todos, e comigo não podia ser diferente. Mas enquanto não surge a oportunidade de investimento que vai garantir o mês, o meu colchão de segurança me protege. 😉

E não poderia ser diferente ! Já pensou você operando, precisando realizar uma operação para levantar o dinheiro do mês, sem aparecer um sinal claro ? Muito provavelmente você acabará entrando em uma operação “não muito segura”, apenas para tentar ganhar algo. Já imagina qual é o possível cenário após essa entrada, não é mesmo ?

Sim, você entrará na operação, muitas vezes contrariando sua estratégia, numa operação com mais risco do que de costume … e ela dá errado. Perda …

O que funciona para mim é justamente a proteção de não “precisar” do dinheiro daquela operação. Alivia a pressão de ter de fazer dinheiro, ajudando a enxergar as coisas de forma mais clara. E isso pode fazer toda a diferença na hora de decidir se uma operação é válida ou não.

Ontem mesmo tive um exemplo …

Quem me acompanha no twitter deve ter visto eu falando no final do pregão sobre a minha vontade de vender alguma coisa de PETR4.

As condições do gráfico intraday apontavam para a possibilidade de uma corrigida para hoje. Aos menos algumas das coisas que olho diziam isso. Mas não existia um sinal claro de que era a hora de vender. O papel estava sendo negociado por R$7,65 …

Era apenas o meu feeling, o meu sentimento (que muitos dizem fazer parte da experiência acumulada, mas melhor não entrarmos nesta discussão agora, hehehe) de que a coisa poderia mudar. Só que não havia uma confirmação desta condição de venda. Portanto …

A minha intenção era a de realizar uma venda curta, aproveitando o possível alívio nos indicadores de curto prazo, possivelmente já no começo do pregão de hoje. Isso eu achava, sem sinal de que “faria” isso ? Não fiz.

O papel fechou em R$7,70. No after, nos R$7,80. Quase 2% em relação ao ponto em que montaria minha venda. 🙂

Se fiz bem em não me ouvir ? Dentro de mais alguns minutos saberei. Mas de uma coisa eu já sei: acertei ! Por quê ? Simples, obedeci à minha estratégia. 😀

Se o que vem funcionando é ficar no aguardo de uma sinalização do mercado para montar a operação, fazer uma operação só porque “achei que cairia” iria contra ao método que venho adotando. Este é o primeiro passo para a perda …

Nunca entrou no achismo Zé ? Conta outra …

Sim, e justamente por ter feito isso algumas vezes, sei que não é o melhor a ser feito. Muitas vezes acertei. Muitas mesmo, foram mais acertos do que erros. Porém, os erros falaram mais alto do que os acertos …

Sim, também já precisei realizar uma operação para cobrir uma parte dos gastos do mês. A consequência ? Criei uma operação que precisou ser carregada por vários meses, que acabou me trazendo um baixo retorno, quando comparado com o risco que corri com ela. Felizmente não gerou uma perda tão grande quanto poderia a que poderia ter sido criada (graças à rolagem, e tem gente que fala mal dela !!), mas tive uma boa dose de stress que não seria necessária se respeitasse à estratégia.

A luta que um investidor trava diariamente não é contra os comprados ou os vendidos, tubarões ou sardinhas, nem mesmo contra o mercado como um todo. A verdadeira batalha de um investidor é consigo mesmo. O inimigo, muitas vezes, está mais perto do que gostaríamos que ele estivesse …

Zé, por que você usa a corretora do seu banco ?

Uma pergunta (em tom de repreensão) que costumo ouvir muito é: Zé, por que você usa a corretora do seu banco ? Não é a pior opção de todas ? Eles não te cobram a tabela bovespa para a corretagem ? Então, por que você faz isso ?

Eu tenho certeza que você já leu o post “Qual corretora escolher para operar ?“, e provavelmente já saiba os motivos que me levaram a escolher a corretora que uso (desde o início !), mas não custa nada eu tratar desse assunto de forma mais direta. 🙂

Alto custo de corretagem ?

Este, para você, pode ser o maior problema relacionado a uma corretora. Pois saiba que não é. Existem tantos outros motivos para você evitar uma corretora … O quanto eles cobram é apenas um dos itens que precisam ser levados em consideração na hora da escolha.

Ok … Existem corretoras que te cobram R$5 por operação, enquanto a minha pode me cobrar até R$5.000,00 em alguns casos. Estou perdendo dinheiro ? Depende do seu ponto de vista !!

Você já parou para pensar que esta operação que me custou R$5.000,00 (de corretagem), poderia não ser permitida nesta corretora que me cobraria R$5 ? Sim, a maioria das corretoras que cobra taxa de corretagem fixa não permite operações mais “exóticas” através do homebroker. Não é uma regra, mas a grande maioria não te deixa efetuar venda de opções descobertas, por exemplo. As que deixam, exigem que você use a mesa de operações para realizar esta venda. E sabe o que acontece na mesa ? Você paga corretagem tradicional.

De novo … não é a regra, mas a maioria adota esse posicionamento.

Eu estou gastando R$4.995,00 a mais do que alguém que usa uma corretora com baixo custo de corretagem. Mas do que adianta isso se essa corretora não me permite fazer esta operação ? Gasto R$5k ? Mas isso me proporciona fazer uma operação que me gera R$30k~R$40k.

Estou perdendo dinheiro ? Ou estaria tendo um custo de oportunidade elevadíssimo ao adotar a corretora mais barata ? Como disse, a resposta depende do seu ponto de vista.

Comodidade

Ao usar a própria corretora do banco, ganho um benefício que não é encontrado em corretoras “independentes”: a minha conta corrente é a mesma que a minha conta de operações. Isso traz um conforto tão grande … 🙂

Você não precisa ficar se preocupando em transferências de uma conta para a outra (em relação aos gastos pessoais, da conta da corretora para a pessoal, e dos investimentos, da pessoal para a da corretora). E isso para aliviar na correria do dia a dia, é uma bela ajuda.

Sei que é uma comodidade “boba” para alguns … Que tudo poderia ser feito através do site do meu banco/site da corretora … O problema é que existem limites (de valor, por exemplo) que poderiam impedir o uso dessa ferramenta.

Sem contar que manter os investimentos no meu banco traz uma série de benefícios. Como, por exemplo, me isentar da tarifa de manutenção da minha conta (e dos cartões de crédito). Lembra que para algumas pessoas é vantajoso ter uma conta em banco “VIP” ?

Outro benefício é poder fazer as minhas operações via telefone. Basta eu ligar para a corretora e passar a ordem. Não tenho a necessidade de estar preso ao computador e com uma conexão decente. E isso, para quem quer ter liberdade na hora de investir na bolsa faz muita diferença.

Centralização = Confiança

Um outro benefício que tenho por centralizar tudo no meu banco, é em relação à confiança que tenho com o que acontece ali. Sei que posso ficar tranquilo com o desenvolvimento das minhas operações, pois conheço a equipe que me presta esse serviço. Tenho contato pessoal (e próximo) dela.

Quem nunca ouviu uma história de confusão envolvendo sua corretora e suas operações ? Como o “sumiço” de um TD, de um visitante do Clube, que estava sendo usado como margem em suas operações. Não estou dizendo que não existem contratempos, mas sei que quando algo de diferente ocorre, a minha equipe está pronta e disposta a me ajudar. Da forma mais rápida e eficiente possível.

Está lembrado de um dos principais conselhos de Robert Kiyosaki nos livros da série Pai Rico ? “Tenha uma equipe de apoio de qualidade e especialmente de confiança”.

Por trabalharem juntos (banco e corretora), um sempre tenta ajudar o outro na hora de resolver um problema ou sanar uma dúvida. Afinal ambos trabalham no mesmo time. Experimente precisar de uma “união” entre gerente do banco e corretor (para descobrir algo) em algum caso mais complicado para você ver o que é bom … Com raras exceções, o negócio vira um jogo de empurra e você fica assistindo tudo sem obter a resposta que tanto precisa.

Concluindo

Lembre-se: estes são os motivos que me levaram a escolher a minha corretora para realizar as minhas operações. Esses são os pontos que considero mais importantes e que pesaram mais na minha decisão. Nada impede que para você a coisa seja diferente …

Se você não pretende fugir do básico (compra e venda de ações), a corretora que te oferece um menor custo operacional possa ser o mais indicado. Mas entenda que não existe uma receita de bolo, algo pronto e enlatado, que diga o que é melhor para todos. Cada caso é um caso, e vários são os aspectos que precisam ser analisados na hora de tomar a sua decisão. A escolha de sua corretora é ponto importante (e fundamental !) para a obtenção de sucesso no mercado. 😉

Esteja atento a isso ! 😀

Pergunte ao Pai Rico ||| 386

Pergunta:

Zé, boa tarde!

Gostaria de sanar umas dúvidas em relação a suas operações de venda coberta:

1 – Qual o motivo da última operação para zerar a sua posição? Foi por conta da situação atual da petrobras?

2 – Como você tem bastante experiência na operação de venda coberta, é possível rentabilizar todos os meses vendendo opção de compra? No caso, fiz umas simulações vendendo opções ATM e o resultado seria de até 50% a.a. Qual a rentabilidade ao ano sobre o valor investido você conseguiu durante o período?

3 – A operação de venda de PUT, ainda é muito difícil pela falta de liquidez. É comum tentar vender put e não conseguir?

Obrigado pela atenção,
Rafael

Resposta:

Bom dia Rafael,

Ver que várias dúvidas vêm surgindo, em relação às minhas estratégias, é uma coisa muito boa !! Mostra que o que foi apresentado despertou o interesse de várias pessoas, e que em breve poderei ter companheiros de estratégia, que abandonaram o óbvio do “comprar ações de boas empresas para o longo prazo”. 😀

Perguntas importantes as suas, vamos ver se consigo respondê-las da melhor forma, de modo a sanar suas dúvidas. 😉

1- No post “E a tempestade “perfeita” pegou a Petrobras …” listei uma série de eventos que estavam ajudando a Petrobras a se comportar da forma que vem se comportando. (caindo sem parecer querer encontrar um fundo)

Naquela ocasião acabei não listando o problema da dívida (especialmente a parte em dólar) da empresa, pois a cotação ainda não havia explodido. A meu ver, naquele momento os pontos que apresentei eram os que mais pressionavam as cotações.

O post foi publicado em dezembro de 2014, e vimos a queda até março de 2015. Encontramos um suporte na região dos R$8,00 e começamos a subir. E foi justamente essa alta que me chamou a atenção. Saímos de R$8 e fomos subindo sem encontrar barreira alguma: R$9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 … Algo muito estranho para a ação de uma empresa que permanecia enfrentando todos os problemas que apresentei, nada havia mudado … Algo de estranho rondava essa alta.

Eu não consegui “aguentar” até os R$15. Perto dos R$13, preferi sair da “pista” do que acabar me envolvendo em um acidente mais a frente. Ainda bem que tive sorte e acabei acertando. Hoje o papel voltou e devolveu tudo o que havia subido, e mais um pouco.

O que me levou a zerar minha carteira de ações foram as contradições entre a cotação que o mercado apresentava e as condições da empresa. (e uma dose extra de sorte, é claro)

Ainda não consigo enxergar a minha volta ao papel. Preciso de mais alguns “sinais” de que a coisa vai melhorar. O reajuste nos combustíveis foi apenas o primeiro passo para qualquer coisa melhor. Falta muita coisa ainda. 🙁

 

2- Sim, é plenamente possível rentabilizar mensalmente a carteira com a venda coberta de opções. Venho fazendo isso há anos ! 🙂

(se analisarmos com carinho, permaneço fazendo isso, hehehe)

Sobre quanto é possível de se obter com esta estratégia, dai a coisa já complica um pouco … Varia muito ! Varia de acordo com a estratégia adotada pela pessoa (se ela venderá em determinado momento do exercício, ou após um sinal de reversão, ou por um determinado preço …), e da situação do mercado.

Se é possível obter 50% ao ano com esta estratégia ? Sim ! Tive anos onde obtive 100%, 80%, 60% … Levando-se em conta a desvalorização da carteira em si, afinal a PETR4 só se fez cair desde 2010, foi um ótimo rendimento ! 😉

A definição de uma estratégia de venda é fundamental para a otimização dos ganhos. E é nessa etapa que o seu estudo e dedicação serão recompensados.

 

3- Infelizmente o mercado de PUT ainda é bem pequeno. São poucas as ações que oferecem alguma liquidez para levarmos nossas estratégias adiante.

No post “Quer comprar ações com desconto ?” falei sobre a estratégia “pura” de venda de opções (PUT) para a obtenção de lucro. (encare como lucro do dinheiro envolvido na operação, ou como compra mais barata da ação)

Já em outras duas ocasiões (Venda de PUT “com problemas” … e Venda de PUT “com problemas” … 2) abordei, justamente, os problemas que envolviam a falta de liquidez no mercado de PUTs e a estratégia de venda continuada destas opções.

Se está encontrando problemas de liquidez nas opções da ação escolhida por você, você precisa escolher uma das alternativas: ou muda a ação “alvo”, ou deixa a estratégia de lado até que o mercado ofereça o volume “desejado” para que você negocie estas opções.

Se não me engano já temos um mercado aceitável para algumas ações: PETR4, VALE5, BBDC4, ITUB4

Espero ter lhe ajudado. 🙂

Abraços !