Posts com a Tag ‘Silvia Soares’

Colunistas ||| Devedor, Gastador, Poupador ou Investidor?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sempre houve um questionamento se as escolas devem ou não incluir no currículo escolar a disciplina Educação Financeira. Dever da instituição de ensino ou não, o fato é que as pesquisas apontam para um endividamento cada vez maior por parte dos brasileiros. Cada vez mais podemos presenciar os “estragos” que a falta de uma Educação Financeira faz na vida de muitas pessoas de diferentes classes sociais, o que nos remete a importantes questões: Devemos realmente esperar que o Governo decida se essa disciplina é realmente necessária? Enquanto isso, devemos deixar as nossas finanças nas mãos de instituições financeiras? Certamente não, mas para que isso não aconteça, ou não torne a acontecer, uma série de medidas se fazem necessárias.

Como qualquer outra disciplina, a Educação Financeira não é um conceito que se aprende da noite para o dia. Assim como o aprendizado de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e outras disciplinas, requer paciência e dedicação. Contudo, pode ser uma disciplina para se aprender sozinho, por etapas. No inicio parecerá difícil, mas com o tempo, ao se familiarizar com a linguagem financeira, perceberá o quanto é prazeroso ver seu pequeno patrimônio crescer gradativamente.

A Educação Financeira é um conjunto de orientações, métodos e conhecimentos sobre como utilizar os recursos financeiros de forma adequada para atender às necessidades e aos desejos. Assim como administramos tempo, casa, família, trabalho, a Educação Financeira pode ser entendida como uma boa administração das finanças pessoais para se atingir os objetivos.

Para isso, primeiramente é necessário saber em qual estágio você se encontra:

Devedor -> Gastador -> Poupador -> Investidor

Cada estágio tem suas particularidades e migrar para um estágio mais avançado requer sempre mais esforço e dedicação. Qualquer que seja o estágio, acredite ou não, todos querem as mesmas coisas: ganhar mais para saciar suas necessidades ou desejos, ou melhor, ganhar para gastar. É claro que as necessidades são diferentes e isso mostra a própria evolução em cada estágio, mas a forma como isso acontece e a maneira como lidam com as finanças pessoais será fator determinante.

Uma característica básica do estágio Devedor é que ele está sempre devendo alguém. Mal termina uma prestação e já está planejando a outra, em alguns casos o planejamento é tão “bem feito” que uma dívida começa no mês posterior ao término da outra, porque é a única forma que ele consegue obter algum bem. É muito comum frases como: “Eu não consigo guardar o dinheiro”, “Se eu não fizer uma prestação eu não consigo nada”, “Eu não iria comprar, mas estava em promoção”. Sempre há uma justificativa para que ele não admita o óbvio: não sei lidar com o meu dinheiro.

Se você se encontra no estágio do Devedor, significa que você está utilizando recursos de terceiros (cartão de crédito, cheque especial, empréstimos) em demasia, ou seja, você está entre os 60% dos brasileiros que se encontram endividados. A característica básica do devedor é que ele não consegue quitar suas dívidas em dia, muitas vezes, por ocorrer fatos alheios a dívida comprometida.

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Colunistas ||| Tesouro Direto foi o investimento da década

quarta-feira, 16 de março de 2011

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Assaf e publicada no site Exame mostra que o Tesouro Direto foi o investimento da década. Apesar de várias opiniões divergentes, o Tesouro Direto vem superando a expectativa do investidor mais conservador.

É claro que alguns pontos importantes devem ser considerados: a pesquisa avaliou o ganho patrimonial do índice com fluxo de caixa dos títulos públicos de um determinado papel; os resultados não contabilizaram o lucro com juros e dividendos das ações; a década avaliada envolve um período de crise ao qual a bolsa ainda não se recuperou por completo; várias pessoas investiram em determinados fundos de ações e foram bem-sucedidos ou usaram da técnica de só comprar as ações na baixa e vendê-las na alta. Se estas variáveis fossem consideradas seria provável que os rendimentos da Bolsa fossem superiores ao do Tesouro Direto. Contudo, não se pode negar que o Tesouro Direto teve um desenvolvimento fora do comum nos últimos anos, o que, apesar de não ser garantia de rendimentos futuros, vem atraindo vários investidores.

A pesquisa considerou o ganho médio obtido em toda a última década por quem investiu em notas do tesouro nacional com rendimentos pós-fixados vinculados a um índice de inflação. O resultado das ações, por sua vez, foi medido pelo Ibovespa, o principal índice de ações de bolsa paulista. A pesquisa mostrou que, na média, os títulos públicos foram uma melhor opção.

Um ponto interessante ao qual quero chamar a atenção é que entre escolher este ou aquele investimento, só perdeu quem não investiu.

As aplicações incluídas na pesquisa apresentaram um desempenho superior ao da inflação na última década, com exceção ao dólar. A inflação de 90% acumulada pelo IPCA nos últimos dez anos foi menor que a taxa Selic (317%), o ouro (303%), a renda fixa (270%), o CDB (248%), os imóveis (131%) e, quem diria, a tradicional caderneta de poupança (124%).

Fonte: Exame

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Colunistas ||| Criar bons hábitos financeiros leva tempo, mas a recompensa é grande

quarta-feira, 2 de março de 2011

Se você quer tomar as rédeas de sua vida financeira, saiba que apesar de toda a informação disponível, criar bons hábitos financeiros leva tempo. Para aquele que está engatinhando na área de poupar e investir, os termos estranhos, a quantidade de taxas, os imprevistos e até a decisão entre investir neste ou naquele fundo pode ser o fator decisivo entre ganhar e perder dinheiro.

É importante ressaltar sempre que não há fórmula mágica no mundo financeiro. Se alguém souber como dobrar o capital investido em curtíssimo prazo, essa pessoa, com certeza, guardará a informação para si mesma e, mesmo assim, não será uma receita. A máxima “se você fizer as coisas do mesmo jeito, obterá sempre os mesmos resultados” não funciona no mundo das finanças. Se eu indicar passo a passo, os meus investimentos dos últimos 5 anos e você os seguir a risca, não terá os mesmos resultados, você poderá ganhar bem mais ou até muito menos.

Contudo, mesmo não havendo receitas ou fórmulas mágicas, alguns hábitos ajudam muito e, se você não tiver paciência para segui-los, com certeza não terá para entrar no mundo financeiro, pois os pilares do mundo das finanças são: controle, disciplina e conhecimento.

Se você realmente está disposto a mudar de vida, um importante passo é controlar os gastos. Por mais chato e simples que pareça, não conheço uma fórmula melhor e mais fácil do que anotar gasto a gasto, seja em uma planilha, dessas disponíveis em qualquer site de finanças, ou até uma mais simples feita por você mesmo. Anotar os seus gastos funciona como ir a um psicólogo. Uma das máximas da psicologia diz que se você ouvir a si mesmo em voz alta, você estimula e aprimora a capacidade de se abstrair da situação. Não se vendo na situação você conseguirá tomar decisões imparciais. Da mesma maneira, anotar os gastos fará você visualizá-los, analisá-los e pontuá-los. Isso levará a uma reflexão do que poderá ser reduzido e até excluído, mesmo que temporariamente. Não se iluda com a ideia de que você pode ter o que quiser a todo o momento, muitas vezes quando você escolher uma situação abrirá mão de outra. Anotando todas as dívidas, você saberá exatamente de quanto poderá dispor. Essa parte chama-se controle.

Conseguindo equilibrar os gastos e verificando que eles são menores do que o rendimento mensal haverá um bom fluxo de caixa, ou seja, as suas entradas (salários e/ou rendimentos) serão maiores do que a sua saída (despesas diversas). E se você conseguir que este cenário permaneça estará no caminho da disciplina. Excluir um gasto exagerado pode até parecer fácil, contudo, manter o orçamento equilibrado é o grande desafio, pois você terá que fazer o mais difícil: dizer não; “esse mês não dá”; “esse mês não posso”. Esse será o seu ônus e, ao mesmo tempo, o grande avanço para a disciplina. Não significa que você irá se privar de várias coisas, mas significa que você precisará programar várias delas. Acredite, depois de alguns “não” virão vários “sim”. Essa disciplina te proporcionará uma sobra que poderá ser investida em reserva de emergência que, como já foi mencionado no post anterior, não é um investimento, é apenas uma folga para pensar com calma frente aos imprevistos.

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Colunistas ||| A Lei de Murphy e as Finanças

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Você deve estar se perguntando: qual a relação entre a Lei de Murphy e as finanças. Primeiramente, Edward Alvar Murphy Jr. (1918 – 1990) merece todo crédito e respeito pela sua lei visto que foi “sua primeira vítima”. Murphy, engenheiro aeroespacial norte-americano, em 1949 participou de um projeto no qual os oficiais conduziram os testes para determinar o quanto um ser humano poderia resistir à força da gravidade. Para isso, Murphy levou um conjunto de sensores capazes de medir a quantidade exata de força, tornando os dados mais confiáveis. Na hora dos testes ocorreu uma “pane” e o aparelho não funcionou. Ao inspecioná-lo, Murphy descobriu que seu assistente havia invertido a conexão de todos os sensores. Foi então que ele exclamou: “se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”.

Da mesma forma, a Lei de Murphy atua continuamente em nossas finanças. “Se alguma dívida (inesperada) pode aparecer, ela aparecerá da pior forma possível e no pior momento”. Você, com certeza, já passou por uma situação semelhante a esta. Uma multa que apareceu quando a “grana” do mês já tinha acabado; o carro que chegou da revisão e, de uma hora para outra, parou de funcionar; um acidente de trânsito não grave o suficiente para acionar o seguro, e nem leve o suficiente para não precisar de um reparo; um problema na parte elétrica da casa que fez você chamar urgentemente um eletricista; uma enfermidade que você pensava ser passageira deixou um rombo no seu orçamento com a quantidade de remédios que teve de comprar; e tantas outras situações. Enfim, ninguém está livre desses “casos e acasos”, o que remete a importância do meu primeiro post e o tema deste artigo: Reserva de Emergência.

O tema é tão relevante e tão extenso que seria possível escrever um livro. Fazer uma reserva de emergência não só é sinal de inteligência como também de prudência. Como o próprio nome já diz a emergência não manda recados, é algo inesperado, imprevisto ao qual você não se preparou e não conseguiu evitar. Contudo, constituindo uma reserva de emergência, você poderá minimizar o impacto que este incidente, ou acidente, poderá causar.

Quando qualquer imprevisto acontece, a primeira atitude, de uma forma geral, é recorrer ao cheque especial. É fácil, prático e rápido, certo? Errado. Este dinheiro não é seu, e esta falta de planejamento financeiro terá um alto preço. Não há milagres no mundo financeiro, quanto mais fácil o crédito, mais caro será o débito, ou seja, quanto mais fácil e rápido este dinheiro estiver disponível a você, maior será a carga de juros que você pagará. As instituições financeiras torcem para que isso aconteça no pior momento e na pior hora possível. A urgência nos faz aceitar qualquer proposta, desde que o valor das parcelas, independente de suas quantidades, seja condizente com nosso orçamento. A reserva de emergência é o primeiro passo para quem quer tomar as rédeas de sua vida financeira.

Constituir uma reserva de emergência é bem mais fácil do que se parece. Independe da renda mensal, a reserva de emergência sempre deve existir, pois uma verdade é universal: “não importa qual será o acontecido, a emergência sempre será maior do que o valor que você tem na carteira”.

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