E não é que o governo vai realmente taxar o dinheiro gringo “especulativo” ?
O anúncio foi feito ontem a noite ( notaram a diferença entre o fechamento do pregão normal e do after market ? Muitas ações não caíram mais por causa do limite de variação do after … ) pelo ministro Mantega.
IOF sobre entrada de capital estrangeiro já está em vigor
Brasília, 20 – A decisão do governo de cobrar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital estrangeiro para aplicações em renda fixa e variável, anunciada ontem (19) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, entrou em vigor hoje com a publicação de decreto presidencial no Diário Oficial da União.
Como anunciou Mantega, o decreto impõe IOF de 2% “nas liquidações de operações de câmbio para ingresso de recursos no País, realizadas por investidor estrangeiro, para aplicação no mercado financeiro e de capitais”. O decreto impõe taxação somente na entrada desse capital, e não nas liquidações das operações de câmbio para fins de retorno de recursos aplicados por investidor estrangeiro no mercado financeiro e de capitais. Também não haverá taxação para o investimento estrangeiro direto (IED), segundo o ministro da Fazenda.
O decreto publicado hoje isenta de IOF também as doações em espécie que entrarem no País, recebidas por instituições financeiras públicas controladas pela União e destinadas a “ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas brasileiras.”
Na minha opinião é uma forma burra de tentar segurar as cotações. O problema não é o real estar forte, o que vem acontecendo é o enfraquecimento do dólar …
E não fui o único a achar que isso não é um bom “remédio” para o “problema”:
Taxar capital externo só tem efeito temporário, diz diretor do FMI
Washington, 20 – A cobrança de um imposto sobre as aplicações de estrangeiros, como o que está sendo fixado pelo governo brasileiro, fornece apenas alguma proteção contra a valorização cambial e tende a perder efetividade com o tempo, disse Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Indagado sobre a taxação do capital externo aplicado em renda fixa e em renda variável, com a alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciada ontem pelo governo brasileiro, Eyzaguirre afirmou que duas questões devem ser levadas em conta. “Primeiro, que esses tipos de impostos propiciam alguma margem de manobra, mas não muita, de modo que os governos não devem cair na tentação de adiar outros ajustes mais fundamentais”, disse Eyzaguirre, ex-ministro de Finanças do Chile.
“Segundo, é muito complexo implementar esses tipos de impostos, porque eles têm de ser aplicados a todos os instrumentos financeiros possíveis”, acrescentou. De acordo com Eyzaguirre, esses impostos mostraram-se “porosos” ao longo do tempo em vários países. As informações são da Dow Jones.
Vamos ver como o mercado irá se comportar hoje depois da confirmação da tributação … se acompanhar o que aconteceu no after …
Lembrem-se: O nosso mercado é movido basicamente pelo investidor estrangeiro. Se ele sumir, a alta também some … É só acompanhar o Fluxo de Capital Externo e comparar com o desempenho do Ibovespa, é batata.
Na minha opinião ( e é claro que posso estar errado … ), quem queria uma justificativa para uma correção por aqui … encontrou.
Junte-se a nós e cresça financeiramente. Eduque-se Financeiramente !!
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Apenas para complementar o que estava dizendo no Twitter, acho que foi uma boa iniciativa do governo na forma de alertar aos estrangeiros que estamos ligados e que não é fácil assim preparar uma “bolha” no nosso mercado. Acredito que estamos muito visados por conta dos últimos resultados na crise, pré-sal, desvalorizado do dólar (mesmo que generalizada), entre outras.
Se essa medida gerar uma correção imediata e até perda de credibilidade ao longo do tempo, ainda assim vejo como positivo perante ao risco de uma queda brusca eminente!
Abçs e bons posts!!! (Continue esse bom trabalho!)
Acho que o enfoque é o seguinte: se a bolsa vai subir ou cair não faz tanta diferença, pois as coisas se ajustam no médio-prazo. Uma bolha é pior, pois afeta a credibilidade das empresas e da bolsa, não somente o valor das ações num período curto de tempo. Pode causar uma forte retração da economia e impactos globais.
A questão do real muito valorizado afeta as exportações e nos leva a um patamar “irreal”: mesmo enfraquecido, o dólar claramente não vale R$1,50… Ainda falta chão pra nossa economia ficar tão forte assim!!!