BMF SE DESPEDE DO PREGÃO VIVA-VOZ A PARTIR DO DIA 30
A imagem que temos do pregão acabou. Já tinha acontecido no mercado de ações ( BOVESPA ), e agora é chegada a vez da BM&F …
É uma pena, pois querendo ou não era realmente um “charme” da bolsa. Sempre que pensamos na negociação do pregão vemos em nossas mentes a imagem dos operadores gritando de um lado e do outro.
Triste … mas é a evolução. Agora … não imaginava que eles ganhavam tão bem … 😯
BM&F SE DESPEDE DO PREGÃO VIVA-VOZ A PARTIR DO DIA 30
São Paulo, 22 – Cada vez mais robusta e valorizada, a bolsa brasileira perde um pouco de seu charme a partir do próximo dia 30. Nessa data, um dos últimos mercados da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) que ainda eram operados no pregão viva-voz – o de índices futuros – passa a ser negociado também no ambiente eletrônico, como parte da estratégia de modernização da bolsa. Com a mudança, as imagens do caótico pregão, com operadores dando lances aos gritos e negociando desesperadamente com o telefone em punho, viram apenas mais uma parte da história do mercado de capitais do País.
A migração das operações para o meio eletrônico segue uma tendência das bolsas mundiais. Hoje, apenas o pregão de commodities da Bolsa de Chicago mantém o sistema presencial. Segundo a BM&F Bovespa, o fim do viva voz obedece à demanda do próprio mercado, uma vez que, hoje, menos de 3% dos contratos negociados na bolsa de futuros são realizados pelos operadores de pregão. “O viva-voz é um ícone, está na imaginação de todo mundo. Mas o mercado de capitais eficiente busca agilidade”, resume o diretor de operações da bolsa, André Demarco.
Em um mercado cada vez mais exigente, os dois minutos que os operadores do pregão levam para fechar um contrato representam muito tempo. A execução de uma oferta leva milésimos de segundos no sistema eletrônico. “A liquidez (no eletrônico) é muito maior”, afirma Demarco. Os números da última quarta-feira na BM&F mostram a preferência dos investidores por essa forma de negociação. Das 45 milhões de operações fechadas naquele dia, apenas 800 resultaram da gritaria no salão da Rua 15 de Novembro, no centro de São Paulo.


