E não é que vai baixar mesmo ?
Como publicamos aqui no site, em 7 de setembro a presidente Dilma fez um pronunciamento à nação informando que em 2013 o custo da energia elétrica cairia. Muita gente não botou fé, afinal da boca pra fora o (des)governo vem fazendo muita coisa. Não deram muitos detalhes, apenas informaram que pretendiam cortar a tarifa em aproximadamente 20%.
Show ! Mas isso viria de onde ? De uma desoneração fiscal ? Não … milagres não costumam acontecer a todo momento. Já sei, os empresários solidários do ramo elétrico abririam mão de seus lucros, acertados em contrato, para ajudar a causa. Abririam mão de “pequena” parte de seus lucros para ajudar o (des)governo a dar um gás na economia. Quem sabe assim o PIBinho não reaja ?
Mas é assim … ou ajuda ou tá fora da brincadeira ! É … atrelaram o desconto à renovação “antecipada” das concessões. É … no mais claro “ou dá ou desce” o (des)governo “convenceu” muitas elétricas a concederem o desconto. Muitas, mas não todas … E agora ?
Fácil ! Pega-se grana do Tesouro Nacional e “inteira” a conta. É … Será o a sua grana, a grana dos impostos que bancará o corte na tarifa de energia elétrica, no melhor estilo “toma lá da cá”, sabe ? Você recebe o desconto, mas paga na outra ponta …
E o desconto, será de quanto ?
Bom … olhemos o lado bom do negócio, teremos um desconto ! 🙂
18% para o consumidor residencial e de até 32% para a indústria, agronegócio, serviços e comércio. Não temos como negar que isso é um bom desconto … se não houver aumento da carga tributária de um lado para poder bancar a diferença citada, “tá valendo” !
Mas … a pergunta que não quer calar, e que já foi feita a vocês: embolsar o desconto ou consumir mais energia ? Acredito que você já tenha parado para pensar por ao menos 5 minutos nesta questão … não ?
Não temos como negar que existe sim uma demanda reprimida de energia em nossas residências. Ou vai dizer que você não conhece ninguém que deixa de usar o ar condicionado em determinadas ocasiões (leia-se 24h por dia …) por causa do medo do gasto que isso traria ? Ou então aquela pessoa que toma banho de gato só para economizar no gasto do chuveiro ? Será que ao saber que terão 18% de desconto estas mesmas pessoas não passarão a gastar 18% a mais de energia ?
Acredite: eu tenho a mais absoluta certeza de que muita, mas muita gente mesmo, vai pender para o lado da balança que diz “gastarei mais até atingir o que foi concedido no desconto”. Este pensamento me fez até mesmo pensar que as elétricas seriam beneficiadas pelo desconto. (antes de saber da maracutaia do desconto compulsório …)
Aproveitando, que tal você me dizer o que pretende fazer ?
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Mas o buraco é mais embaixo … você já parou para pensar no seguinte cenário: e se a maioria realmente resolver consumir mais, até o limite do desconto, como ficará a oferta de energia ? E o risco de apagão por causa dos baixos níveis dos reservatórios ?
Será que a nossa rede estaria preparada para um aumento de uns … 10%, 15% na demanda dos consumidores residenciais ? (até mesmo porque a indústria dificilmente conseguirá aumentar o consumo, de uma hora para a outra, sem fazer uma reforma em sua planta atual)
Já imaginou ? 😯