Morra sem nada …
Muitas ideias certas, mas usando a mensagem errada … 🙄
Sim, é assim que eu começo os meus comentários sobre o livro “Morra sem nada“. Um livro que ganhou status de best seller depois de ser indicado por alguém, em algum podcast. (sorry, não lembro quem foi, bem onde)
Bom, vamos começar falando sobre as coisas boas
(e elas não são poucas)
Muito do que foi apresentado no livro vem diretamente de encontro a forma que eu penso. Muito mesmo. 😀
As pessoas entram de cabeça na busca pelo sucesso financeiro e parecem não ter uma “linha de chegada”, um destino traçado para esta jornada. Vão em busca do dinheiro (e muitas vezes parece ser apenas por ele mesmo), e se esquecem de viver, de aproveitar aquilo que foi conquistado e acumulado.
Muitas vezes fica parecendo que a competição é justamente essa: juntar somas cada vez maiores, somente para ver o número crescendo na tela. Sem que isso se reflita em mais conforto ou “facilidades” (não era essa palavra que eu buscava, mas foi a que melhor consegui fazer encaixar aqui … sugestões ?) para a pessoa e aquelas que estão junto dela.
Muitos acabam se perdendo no meio do caminho. Até tendo objetivos claros e planos de saída traçados. Mas por algum motivo se veem obrigados a permanecer nesta busca maluca, sem aliviar os esforços que permitiram que chegasse onde já chegou. Sim, muitos que adquirem o hábito de não gastar nada, durante a fase de acumulação, acabam também não conseguindo fazer isso na hora de usufruir as conquistas …
E neste ponto o livro tem razão: as pessoas precisam mesmo aprender a aproveitar aquilo que têm. Claro, na hora certa. Da forma certa.
Outro ponto que destaco: o “tripé do aproveitamento”.
Temos 3 itens, extremamente necessários para nossas vidas, e que infelizmente (na maioria dos casos), só podem ser obtidos em duplas … TEMPO LIVRE + SAÚDE + DINHEIRO
Pegue três etapas de uma pessoa: jovem, fase adulta e idoso. O jovem possui muito tempo livre, muita saúda, mas não costuma ter dinheiro … O adulto possui saúde, dinheiro, mas o tempo livre é escasso … Já o idoso possui dinheiro, muito tempo livre, mas sua saúde é frágil …
E neste ponto o autor reforça a importância de cuidarmos da saúde (alimentação e atividades físicas), para que tenhamos um prolongamento da jornada. E que esse “tempo extra” seja de qualidade, permitindo aproveitarmos nossas conquistas.
Outro ponto que concordo em gênero, número e grau: Uma herança vem na hora certa ?
(e como você poderá ver no post indicado acima, não é de hoje …)
Ok. Isso são os pontos que falei que são as ideias certas …
Mas, qual é a mensagem errada ?
Já no início do livro ele queima a largada … 🙁
Sugere que o xóvem aproveite sua disposição para viver todas as experiências possíveis. Que sim, gaste aquilo que tem (e o que não tem) para viajar, viver todo o tipo de aventuras e blá blá blá …
Que sim, ele pode fazer isso. Mesmo não tendo (tanto) dinheiro. “Quanto mais velho ele for ficando, mais dinheiro irá ganhar.” Pois então … Ele manda gastar tudo e mais um pouco, porque o xóvem do futuro poderá pagar a conta.
SÉRIO !!!???
Incentivar isso é dizer que é justo que aquele jovem viva uma vida apertada, cheia de preocupações, abrindo mão de oportunidades (financeiras) que poderão trazer alívio (psicológico) por muitos e muitos anos.
Por que não dizer: “Aproveite ! Mas dentro de suas possibilidades, com tudo bem planejado.” ?
E sim, esse é o principal ponto que acabou me marcado. A principal mensagem, vem da forma errada … Por mais que depois ele tente consertar, dizendo que precisará haver planejamento financeiro e etc. Mas só na fase adulta. Ok ? 🙄
E com este início de livro, eu entendi principal motivo para ter agradado a tantas pessoas:
Ele serve, como uma luva, para justificar a vida que muitas pessoas levam. Gastando tudo o que têm, e o que não têm. Tudo isso para justificar a falta de um plano de longo prazo … “Só se vive uma vez !”
Ah … E sobre a ideia de planejar usar o dinheiro até o fim da vida, como se fosse possível saber quando ela irá acabar … Jorge Guinle mandou lembranças !
![]() Nota do Site: | Morra sem nada Bill Perkins Editora: Intrínseca |








