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Previdência Privada – Garantindo tranquilidade para o futuro

Voltar à Home ||| 16/07/2010 - Enviar para o Twitter!



O crescimento econômico vivido desde que a inflação se estabilizou, mudou muito a forma do brasileiro lidar com seu dinheiro. Enquanto nas décadas de 80 e 90 o dinheiro era gasto rapidamente, já que sofria grandes desvalorizações em períodos de 30 dias, atualmente a boa gestão financeira foca-se em poupar para investir. Pois diferente de poupar, investir não consiste somente em renunciar ao que se quer consumir e sim, pensar em uma remuneração futura vinda de algum investimento feito no presente.

Considerada relativamente nova no mercado de investimentos, a previdência privada (regulamentada por lei na constituição brasileira desde 1977) tem atraído muitos investidores, pois atende as necessidades do público em geral, o que inclui até mesmo trabalhadores autônomos que não têm recolhimento para o INSS e querem garantir um amparo futuro e aqueles que desejam somente complementar sua aposentadoria.

Quanto ao seu arrecadamento, o mercado de previdência privada atingiu nos quatro primeiros meses deste ano, R$ 13,7 bilhões em captações, soma 29,62% maior do que o registrado no mesmo período de 2009 (R$ 10,5 bilhões), outro ponto que tem tornado a “PP” uma das opções mais atraentes quando o assunto é assegurar determinado padrão de vida para o futuro.

Enquanto a aposentadoria prevista pelo INSS tem como teto máximo para contribuição R$ 3647,40, ou seja, mesmo que você ganhe mais do que isso, quando se aposentar vai receber o referente a esse valor, na previdência privada você pode escolher a soma que vai contribuir de acordo com o que pretende receber.

Conheça os principais planos de previdência

PGBL e VGBL são planos da previdência que permitem o acúmulo de recursos por um prazo contratado. Durante esse período, o dinheiro depositado vai sendo investido e rentabilizado pela seguradora escolhida.

PGBL significa Plano Gerador de Benefício Livre e VGBL, Vida Gerador de Benefício Livre. A principal diferença entre eles está na dedução do Imposto de Renda.

Como vimos no esquema acima, o Plano PGBL é recomendado para pessoas que preenchem o formulário completo na hora de declarar o imposto, assim, se o contribuinte tiver de pagar R$ 100.000,00 ao Leão, poderá deduzir até 12% e pagar somente R$88.000,00. O imposto de renda sobre os R$12.000 aplicados serão pagos no resgate. Já o VGBL é indicado para pessoas isentas ou que utilizem formulário simples na hora da declaração, o imposto de renda neste caso só será tributado sobre o capital ganho.

Quanto ao plano Tributário, é importante lembrar que a tributação só ocorre no momento da Concessão de Benefícios ou Resgate. Em vigor desde 1° de janeiro de 2005, a Lei 11.053 criou uma nova tabela de Imposto de Renda com alíquotas decrescentes de acordo com o tempo de permanência no plano.

Denominado Regime Tributário Definitivo, nele quanto maior o tempo de permanência no Plano, menos Imposto de Renda você irá pagar e o valor será tributado exclusivamente na fonte não sendo possível compensá-lo na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda. É recomendado quando o tempo de acumulação do seu plano for longo, pelo cálculo da PMP (prazo médio ponderado), você poderá avaliar a hipótese de optar pelo novo Regime Definitivo, pois a alíquota reduz com o passar do tempo. Veja a tabela abaixo que se aplica tanto no momento da Concessão de Benefícios, como na Solicitação de Resgate:

Já no Regime Compensável, que é o regime antigo, o valor retido na fonte poderá ser utilizado para compensação na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda. Na Solicitação de Resgate será retido 15% de Imposto de Renda na fonte, como antecipação, independente do valor solicitado. É indicado contratar ou permanecer no Regime Compensável, pela alta tributação inicial na tabela do novo Regime:

Os planos de previdência privada são ferramentas de planejamento financeiro pessoal. Têm como objetivo auxiliar na obtenção de renda vitalícia necessária para garantir o padrão de vida desejado no período de aposentadoria e pode ser contratado em qualquer idade. Ao contratá-lo você pode indicar um ou mais beneficiários (pessoa(s) física(s) indicada(s) livremente pelo participante/segurado para receber pagamentos relativos a resgate ou benefícios contratados), no caso do Sinistro (ocorrência de morte ou invalidez total e permanente do participante/segurado, que proporciona direito de gozo dos benefícios contratados) este(s) passarão a receber o benefício, caso você não aponte beneficiários todo o valor aplicado ficará para os herdeiros legais.

No mercado encontram-se planos de previdência bastante acessíveis, podendo o valor mínimo para contribuição mensal ser de R$ 50,00 e para a contribuição adicional, conhecida como aporte, que o participante/segurado faz em seu plano objetivando aumentar o benefício estimado, ou ainda, quando possível diminuir o prazo de contribuição sem diminuir o benefício estimado, ser de R$ 200,00.

Ivani Freiria de Almeida é colaboradora da Porto Seguro. Corretora com experiência de mais de 10 anos, atua em todos os ramos de seguros. E-mail: ivani.almeida@uol.com.br







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6 comentários para “Previdência Privada – Garantindo tranquilidade para o futuro”

  1. daniel disse:

    Uma pergunta que não quer calar: plano de previdência privada é mesmo uma boa? Taxas de administração altas, tributação… Acredito que se a pessoa tiver disciplina conseguirá melhores resultados fazendo uma previdência ela mesma.

    @Zé da Silva:
    Eu também tenho um pensamento parecido com o seu, mas o problema é justamente esse: Disciplina …

    Você acha que o cidadão comum tem a disciplina necessária para abrir mão de uma terceira pessoa cuidando do dinheiro da sua aposentadoria ?

    Eu cuido da minha, aloco o meu capital onde acredito que vá conseguir um melhor rendimento com uma menor chance de perda … mas eu fui atrás de material de estudo, fui atrás das opções disponíveis … e o restante da população ? :(

    A parte da tributação a meu ver é “normal”, já as taxas … cabe ao cidadão pesquisar as opções disponíveis. Pô … ao menos nisso neh ? hehehe ;)

  2. Sandra disse:

    Olá!
    Sou autônoma e penso em fazer alguma coisa para garantir minha aposentadoria, como o daniel disse, as taxas são altas, mas como você disse, Zé, as pessoas precisam correr atrás, é o que estou tentando fazer, lendo livros e procurando na internet sobre este assunto, seu blog ajuda muito também.
    Mas, como disse, estou iniciando, e não entendi, no caso, eu vou lá e deposito na minha previdência, na hora de sacar, pago imposto sobre tudo?! O que eu depositei e os juros?! Ou só sobre os juros? Ou é essa a diferença entre os dois tipos?
    Agradeço a atenção e desculpe a ignorância.
    Um abraço

    @Zé da Silva:
    Eu não entendo muito sobre o tema Previdência Privada, vou pedir um help pra Ivani para a tua resposta, ok ? :)

  3. Rafael disse:

    Parece que o Zé leu meu pensamento. Essa semana postei um tópico justamente sobre a previdência privada… Estou com muitas dúvidas…

    Tenho lido artigos que dizem que a previdência privada é uma boa (na teoria parece que sim), porém vejo pessoas (inclusive aqui no blog) dizendo para não fazer, fugir deles por causa dos altos valores cobrados na administração, que existe outras forma de ter um investimento voltado para o futuro.

    Gostaria de saber qual investimento substituiria uma previdência privada? ou seja, qual investimento posso resgatar daqui uns anos?

    @Zé da Silva:
    Um título do tesouro direto por exemplo …

    Mas de novo eu reforço, existem casos onde as altas taxas não são tão altas assim … cabe a cada um fazer um pesquisa … como eu disse no primeiro comentário, existem pessoas que não têm o perfil adequado para cuidar de sua aposentadoria. E de qualquer forma, mesmo para quem tem, pode acabar servindo como um seguro no caso de tudo dar errado. :)

  4. Wellington disse:

    Achei esse post interessante e tenho uma dúvida: Suponhamos que eu contribua durante 30 anos na PV com o valor mensal X que irá me proporcionar uma renda mensal vitalícia Y após me aposentar. Essa renda mensal Y será corrigida anualmente pela inflação? Porque se não for, então passarei o resto de minha velhice recebendo uma renda aparentemente razoável (o valor Y), que perderá gradativamente o poder de compra.

    @Zé da Silva:
    Uma ótima pergunta, mas infelizmente contará com a pior resposta de todas: Não sei … :(

    Prefiro não opinar por não ter a mínima ideia sobre isso. Vou dar uma pesquisada, mas se alguém souber e puder adiantar a resposta … ;)

    Abraços !

  5. Ivani de Almeida disse:

    Olá!

    Vou dar uma mãozinha para a Sandra e o Wellington!

    Na hora de sacar o dinheiro:
    se o plano for PGBL, será descontado I.R. sobre o valor total do resgate,
    se o plano for VGBL, o desconto é somente sobre o valor de rendimento.

    Quanto à correção:
    A renda será corrigida anualmente pelo IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo), mesma correção que foi feita durante o pagamento do plano.

    Espero ter ajudado!

    @Zé da Silva:
    E muito !! :D

    Muito obrigado Ivani. :)

  6. Tiago disse:

    Sugiro que entrei no link abaixo e verão que, no final das contas, a previdência privada não é uma forma de investimento, mas apenas uma forma segura de você juntar dinheiro e não usá-lo, a não ser que queira pagar caro por isso.

    http://www.rhcentral.com.br/artigos/artigo.asp?cod_tema=3239&interesse=8

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