Quem já tem alguma noção sobre Análise Técnica sabe que há vários indicadores, frutos de manipulações matemáticas de preços e volume, que nos ajudam a avaliar os vários aspectos envolvidos nos movimentos dos ativos negociados em bolsas.
Um padrão muito importante que alguns indicadores formam (osciladores e indicadores baseados em volume) é a divergência que geram em relação ao movimento dos preços. Uma divergência é identificada quando os topos ou fundos formados pelos indicadores são incompatíveis com os topos ou fundos gerados pelos preços.
As divergências são sinais de que um movimento a favor da tendência está enfraquecendo e pode ocorrer uma correção mais significativa ou até mesmo uma reversão da tendência. As divergências são classificadas em forte, média e fraca, e podem ser tanto altistas como baixistas.
Dentre todos os indicadores utilizáveis na análise de divergências dou maior relevância ao IFR de 14 períodos e ao Histograma MACD. Vamos utilizá-los para estudar um exemplo onde explicarei uma divergência de baixa forte e como fazer bom uso dessa análise.
No exemplo abaixo, temos um gráfico da RSID3. Vamos supor que compramos o papel na correção que ocorreu até a média móvel de 21 períodos no ponto B. Nosso objetivo nessa operação seria vender no alvo dado pela extensão alternada de Fibonacci de 100%, indicado no gráfico. No ponto C estaríamos com nossa posição comprada, em aberto, aguardando a concretização do rompimento da resistência dada pelo topo A para, em seguida, alcançar nosso alvo de lucro.



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