Boa noite investidor, com Álvaro Bandeira
Sexto Pregão de Queda
A Bovespa incorporou o sexto pregão seguido de baixa. Em 2016 só subiu em uma sessão (05/01). Com isso, duas das ações líderes do mercado já tiveram quedas inusitadas. A Vale perde mais de 30% em 2016, enquanto Petrobras está pouco abaixo de perda de 20%. Só isso já dá a dimensão dos estragos nesse início de ano e, teoricamente, o Legislativo e o Judiciário estão em recesso até fevereiro.
Claro que uma parte se refere ao exterior, trazido pela China e quedas acentuadas de algumas commodities, mas boa parte se refere às nossa idiossincrasias locais. Petrobras assolada por reduções em seu programa de investimentos, redução da produção esperada para os próximos anos e o maior endividamento do setor no mundo. Vale, além do preço do minério já abaixo de US$ 40 por tonelada, ainda tem o evento relacionado com a Samarco, que traz dúvidas sobre seu comprometimento futuro.
Do lado macroeconômico, assim como terminamos o ano de 2015, as previsões das variáveis econômicas só fazem piorar. Agora mesmo já surgiram instituições projetando queda do PIB em 2016 entre 3,5% e 4,4%, dependendo do nível de estresse. E isso não pode ser descartado com os lances da Lava Jato, impeachment e envolvimento cada vez maior de próceres de nossa república.
Tanto isso é verdade que começamos 2016 bem pior que os mercados de outros países. Estamos naquela situação de que o ruim é pior para o Brasil, e o bom não agrega efeitos positivos. Na sessão de hoje, o mercado acabou absorvendo os efeitos de queda do mercado americano, depois de tentar alguma recuperação no início da sessão. As vendas no varejo de novembro cresceram 1,5%, mas no acumulado do ano mostram queda de 4,0%. No varejo, ampliada a queda até novembro foi de 8,4%. Já no comparativo com novembro do ano anterior, a contração foi de 13,2%, o pior desempenho desde março de 2003.
No exterior, destacamos declarações de presidentes de FEDs regionais, todos declarando alta gradual dos juros e na dependência do desempenho da economia. Também declaram que o FED está monitorando as mudanças na economia global (especialmente China), mas que não devem reagir a flutuações temporárias dos mercados. Os dados do Livro Bege, uma síntese da economia vieram mistos, com crescimento modesto da economia e gastos dos consumidores, indústria e setor agrícola enfraquecendo, imobiliário e mercado de trabalho mais fortes.
Na Alemanha, o superávit orçamentário de 2015 foi de 12,1 bilhões de euros e deveriam dar cursos para o Brasil sobre o tema. Já a taxa de desemprego dos países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) ficou estável em 6,6% em novembro, 15 pontos abaixo do pico.
Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY ainda conseguia manter alguma alta subindo 0,10%, com o barril cotado a US$ 30,47, depois de ter conseguido alta de mais de 3,0%. O euro era transacionado em queda para 1,0855 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,08%. O ouro e a prata nesse ambiente de aversão a risco tiveram altas na Comex de respectivamente 0,17 e 2,90%.
Deixamos de apresentar os fechamentos da Bovespa e do mercado americano em função de ainda estarem operando, mas a Bovespa tinha queda de 1,15%, muito próxima da mínima e o mercado americano pelo Dow Jones e Nasdaq também perto das mínimas. Os DIs tiveram dia de queda dos juros para quase todos os vencimentos e o dólar fechando em queda de 0,83%, cotado a R$ 4,0102.
Na agenda de amanhã, teremos a decisão do BOE sobre política monetária, discurso do FED de St. Louis (Bullard) e pedidos de auxílio desemprego. Por aqui, o IBGE anuncia o volume de serviços no mês de novembro.
Boa Noite.
Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
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