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Boa noite investidor, com Alvaro Bandeira

Discurso e Prática

Até que os mercados por aqui iniciaram o dia bem, seguindo em boa parte o comportamento dos mercados no exterior. Nenhum “banho de sangue” como alguns poderiam esperar, pós-saída do ministro Joaquim Levy e entrada de Nelson Barbosa. Porém, esse comportamento durou pouco. Durou até o novo ministro começar a falar, quando então houve a reversão de tendência.

O curioso é que Barbosa falou exatamente tudo que os mercados gostariam de ouvir. Cortar despesas obrigatórias, acelerar concessões e projetos de infraestrutura, perseguir a meta fiscal de 2016, fazer o controle de despesas e o superávit fiscal necessários para estabilizar a dívida pública e não usar reservas para estimular o crescimento, além de outras vertentes.

Na mesma linha, citou a autonomia do Bacen para trazer a inflação para a meta e atrair investidores locais e estrangeiros para projetos. Citou as reformas da Previdência e tributária como fundamentais.

Mas também falou que se o superávit não for alcançado compensará com medidas (leia-se mais impostos) e que em 2015 fez o maior contingenciamento.

Ocorre que em muitos momentos o discurso de nossas autoridades parece bem sintonizado, mas a prática tem se revelado nada eficiente. Os mercados parecem não dar mais ouvidos aos discursos e querem ver as ações anunciadas colocadas em prática. Dessa forma, a reação ocorrida nos mercados se explica quase na totalidade. A isso podemos somar que os mercados no exterior também viraram para o campo negativo, e ainda algum efeito agregado pelo vencimento de opções, cujo exercício movimentou R$ 2,6 bilhões, bem fraco.

No exterior, os CDS (Credit Default Swap), uma espécie de seguro contra o calote foi negociado acima dos 500 pontos, quando países com grau de investimento tem o CDS na faixa de 150 pontos. Por aqui, principalmente depois da fala de Barbosa, os juros subiram forte (destaque para os de vencimento mais longo), o dólar vazou R$ 4,00 em alta de mais de 2,0% (em R$ 4,04) e a Bovespa chegou a estar perdendo 1,33% na hora do almoço.

Na Bovespa, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos na sessão de 17/12 no montante de R$ 61,3 milhões, deixando o saldo negativo de dezembro em R$ 2,9 bilhões e o ano de 2015 ainda positivo em R$ 17,8 bilhões. Citamos ainda a queda das ações de Petrobras (queda de mais de 5%), motivada em boa parte pela nova queda de mais de 1,0% no preço do óleo WTI negociado em NY.

Ainda por aqui, como temos aventado, as contas externas são o melhor alento. No ano até novembro, o déficit em conta corrente está m US$56,4 bilhões, coberto pelo ingresso de investimentos no país (IDP) de 59,8 bilhões. Boa parte disso se prende à desvalorização cambial e desaceleração da economia estimulando o superávit na balança comercial. O Bacen prevê que em 2016 o déficit em conta corrente retroaja para US$ 41 bilhões. Lembramos que a partir de hoje e até o mês de março, a Bovespa passa a encerrar seu pregão às 18:00horas, suprimento o after Market.

Na agenda de amanhã, a FGV anuncia o INCC (Construção) de dezembro; o BC mostra a nota de política monetária de novembro e, o Tesouro, o relatório da dívida pública. Nos EUA, nova estimativa do PIB do terceiro trimestre, o preço de residências e vendas de imóveis usados de novembro.

Nota: os comentários colocados foram feitos, excepcionalmente, faltando ainda uma hora para encerramento da Bovespa.

Boa noite

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais

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