O pacote de “bondades” de nosso querido ministro

Foi anunciado, na última segunda-feira, um pacote de “estímulos”, voltado ao mercado de capitais. O principal foco deste pacote seriam as pequenas empresas, empresas que tenham um faturamento anual inferior a R$500 milhões e valor de mercado abaixo de R$700 milhões.
A intenção deste anúncio seria apresentar incentivos ao mercado que tornasse possível a entrada (ou facilitasse, ou justificasse …) de empresas de menor porte em bolsa.
Alguma expectativa foi criada em torno do anúncio, mas o que se viu não foi nada muito “diferente” do que o já esperado: isenção do pagamento de imposto de renda, sobre o lucro, para a negociação de ações que se enquadrem no perfil indicado.
Além da isenção foi informado que haverão mudanças no recolhimento do IR mensal de ações. Mudanças que visariam a simplificação do mesmo.
Outro item do “pacote” vem do lado do BNDES. Nas novas emissões de pequenas empresas o banco garantirá a compra de 20% das ações que forem ofertadas ao mercado.
O que eu achei disso ?
Sinceramente ? Não vi nada demais … (o mercado em si também parece ter achada a mesma coisa …)
A isenção é um ótimo incentivo, agrada a tudo e a todos (menos ao governo federal que abrirá mão de uma graninha extra), mas não sei se ataca o principal motivo da ausência deste tipo de empresa em nossa bolsa. É de conhecimento geral que o custo para um lançamento de ações no mercado brasileiro é significamente alto. Os custos que envolvem a oferta inicial em si e os de manutenção das ações em negociação (gira na casa dos milhões/ano) afastam muitas empresas que gostariam/poderiam usar o mercado de ações como fornecedor de crédito.
Dependendo do valor a ser ofertado o custo é proibitivo e ponto final.







