Clube do Pai Rico
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E se a SELIC chegar a 5%, como ficam seus planos ?

Neste final de semana li uma matéria que pode não agradar a uma grande parcela dos investidores (e de quem já tem planos traçados para sua Independência Financeira). Ela apresentava a possibilidade de termos a SELIC próxima de 5% ao ano.

Se isso realmente acontecer, você estaria preparado para o impacto desse cenário em seu patrimônio ?

Antes de mais nada, a matéria:

Brasil pode ter juro de um dígito em 2012

BRASÍLIA – Resignado com o novo comportamento do Banco Central, o mercado refez cálculos e ampliou a percepção que o Brasil pode voltar a ter juro de um dígito em breve. Usando modelos de previsão semelhantes aos adotados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), alguns economistas preveem Selic abaixo de 10% no início de 2012. E, se a crise externa piorar muito, a taxa poderia cair rapidamente para perto de 5%.

Mesmo sem terem sido convencidos pelas explicações para o corte do juro, analistas passaram os últimos dias refazendo contas para entender o que deve acontecer com a economia comandada por esse “novo BC”. Nesse cálculo, foi preciso aumentar a dose da influência da crise global, colocar uma porção da promessa do governo de rigor com os gastos, além de incluir uma inédita pitada de ousadia do BC. Feitas as contas, alguns resultados causam espanto.

Uma das estimativas mais surpreendentes é a do banco Credit Suisse, de que a Selic deve cair de 12% para 9% em dezembro – 1,5 ponto a cada uma das duas próximas reuniões, em outubro e novembro. O corte continuaria em janeiro de 2012, quando o juro recuaria para 8,5%.

“Assumindo que a avaliação do Copom sobre o cenário global seja confirmada, mantemos a leitura que a resposta de política monetária mais adequada seria a de implementar um corte de juros expressivo de forma acelerada”, diz o economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira, em relatório. Estimativas como essas ainda são minoria no mercado, dominado por previsões que a Selic deve ficar entre 10% e 11% na virada do ano.

A hipótese de redução mais forte presume inflação mais próxima de 6,5% para favorecer o crescimento da economia. E avança no mesmo ritmo em que piora o quadro internacional. Na ata, o BC explica que cortou o juro para reagir ao efeito da turbulência externa, que já equivale a um quarto da crise de 2008. O raciocínio dos analistas é: se piora a tensão na Europa e nos EUA, será preciso uma resposta mais forte, um corte maior do juro.

Na LCA Consultores, o economista-chefe Braulio Borges estima que a possibilidade de o Brasil ter juro de um dígito no início de 2012 é de um terço, mas tende a crescer. “Se houver calote na Grécia ou se a resistência alemã em ajudar outros países ganhar força, a hipótese aumenta bastante.”

Estudioso dos modelos de previsão usados pelo BC, o professor de economia da USP Fabio Kanczuk admite que ficou impressionado com o resultado da projeção feita para o juro caso os problemas externos piorem. “Se o Brasil sofrer o mesmo baque, seria preciso derrubar o juro para cerca de 5% para impedir uma depressão profunda da economia. É impressionante”, diz ele.

Mercado

Um BC mais imprevisível e disposto a correr riscos ganhou forma depois da surpreendente decisão de reduzir a Selic em 0,5 ponto porcentual. O ambiente de incerteza no mercado global e as dificuldades fiscais nos países da zona do euro, a estagnação da economia dos EUA e a fase aguda da crise na Grécia fundamentaram a decisão da diretoria do BC, mas desnortearam economistas e analistas.

Essa dificuldade pode ser evidenciada no descompasso entre a grita do mercado contra a decisão do BC e as apostas no mercado futuro. Os juros com vencimento em 2021 estão com taxas em torno de 11,25% e 11,3%, nível bem inferior aos de antes da decisão do Copom, quando giravam em 12,4% e 12,6%. Para integrantes do governo, esse seria um sinal que o mercado teria “comprado” a aposta que o juro real cairá mais do que a inflação vai subir.

Bom … na minha opinião essa é uma projeção um tanto quanto exagerada … mas tudo bem. É o que a economia brasileira precisa para decolar ? É … mas é o que o dragão (aquele, o da inflação) também precisa …

Acho que projetar a SELIC para 5% ao ano, já no ano que vem, é tão ou mais fantasioso do que projetar o Ibovespa para 200.000 para o final de 2010. (e no começo do ano tinha quem defendesse isso …) É um número muito diferente do que qualquer um pode pensar e mais serve para chamar a atenção do que qualquer outra coisa. Lembrando, isso é o que eu acho … Tem muita gente que gosta de chamar a atenção com número assombrosos, lembra daquela pesquisa que apontava que 17% da população mundial já havia comido carne humana ?

Mas caso isso realmente aconteça (e espero que aconteça …), mesmo que for alguns anos mais à frente, já imaginou o custo disso ao seu plano de aposentadoria ? Lembre-se que hoje você faz as contas “imaginando” que o rendimento de sua aplicação de renda fixa vá te gerar algo próximo a 5% ao ano (limpos, de imposto de renda e da inflação). Mas e se esse número for o que a aplicação rende, tirando IR e inflação … sobra quase zero !

Você já pensou nisso ? Já havia imaginado um cenário onde um Plano B poderia se mostrar necessário ? Um plano onde a renda variável não fosse apenas uma possibilidade, uma opção. Um plano onde a renda variável fosse item obrigatório …

Entendeu porquê nos EUA é tão comum para a pessoa física investir em bolsa ? As taxas de juro real por lá são praticamente negativas (ao menos nos últimos meses têm se aproximado disso), ter o seu dinheiro em renda variável é a única alternativa para obter uma valorização do capital, afim de proteger sua aposentadoria.

Uma simulação rápida: antes você pensava em acumular R$ 500 por mês durante 20 anos, com rendimento real de 6% ao ano, numa renda fixa, onde seu dinheiro ficaria lá, tranquilo e rendendo. Você teria ao final do período o patrimônio de R$ 232 mil. Agora mudemos a taxa de juros para 1% ao ano. (que seria algo próximo do que um cenário com SELIC em 5% apontaria)

Incríveis R$ 132 mil. Isso, exatamente R$ 100 mil a menos, quase metade … Sendo que desse valor você aportou R$ 120 mil … É … o rendimento foi de apenas R$ 12 mil, enquanto no caso anterior foi de R$ 112 mil …

Pois bem, você precisa – ou não – rever seus planos ? 😯

Supertrunfo ||| Crise Mundial !

Lembra de quando você era mais novo e jogava Supertrunfo adoidado com seus amigos ? Que tal jogar agora, no pc, só que ao invés de carros, motos ou aviões … países ?

É bem legal ! Os números são dados econômicos como PIB, desemprego, taxa de juros, nota de crédito … Eu passei um bom tempo nesse último final de semana “brincando” com isso.

Uma ótima sacada do pessoal do Estadão. 🙂

Divirta-se !! 😉

Pergunte ao Pai Rico ||| 156

Pergunta:

Oi Zé da Silva,

Andei pesquisando e estou percebendo que na verdade fundos DI, apesar de serem modalidade de investimento “renda fixa” não têm nada de fixo, é isso mesmo?? Isso é meio doido! Pois se eu aplico e não sei quanto terei de retorno, então não é uma renda fixa, certo?? Isso estava me confundindo pra caramba, mas agora acho que entendi. Você tem uma explicação sobre porque Fundos DI entram para essa modalidade de renda fixa se o rendimento, como no caso da Poupança, é pós-fixado?

Esse assunto é complicadinho, hein! Pra que tantos nomes diferentes? rsrs

Talita

Continue lendo …

Educação Financeira ganhando força !

Você não imagina o quão gratificante é para alguém como eu – que estou envolvido com o conceito de Educação Financeira para todos,  há tanto tempo -, ver que grandes empresas, da área financeira e fora dela também, dando apoio e criando ferramentas que auxiliem a população nessa jornada.

No início existia o “nada”, literalmente. Parecia que ninguém dava muita bola para o assunto, falar sobre dinheiro, sobre meus investimentos em bolsa era algo proibido. Quando o fazia era taxado de “elitista”, que fazia aquilo para aparecer e me achar diante de meus amigos “menos favorecidos”. Não, longe disso … O que eu realmente queria era trazê-los “para o lado de cá”, onde o dinheiro é algo que faz parte de nossas vidas, tentando mostrar que as coisas eram muito mais simples do que imaginavam.

Mas existia um grande problema … o material de estudo era escasso, tínhamos um ou outro livro que abordava o tema finanças pessoais, poucos que tratavam sobre o investimento em bolsa (quem quisesse se aprofundar precisava partir para a literatura internacional). Mas as coisas mudam, ainda bem. 🙂

De uns tempos para cá a coisa mudou. As pessoas tomaram consciência da importância do dinheiro, e da Educação Financeira em especial, para o seu dia a dia. Começaram a perceber que aquelas famosas “trocentas parcelinhas” que cabiam no bolso de qualquer um encareciam os produtos. Perceberam que com um planejamento financeiro básico podiam fugir delas. Podiam fugir dos juros. Melhor, podiam fugir dos juros pagos a terceiros e aprenderam/conheceram a alegria que é ver esses mesmos juros vindo para eles. Tiveram a real noção do que é ver o seu dinheiro trabalhar para você.

Sim, sei que ainda falta muito para chegarmos no “paraíso”, no topo, falta muito para chegarmos naquele lugar (ou momento da história) onde cada brasileiro será capaz de honrar suas contas, de bater forte no peito e dizer “Não devo nada a ninguém !” e porquê não de poder aproveitar as oportunidades que o dinheiro de outras pessoas pode nos proporcionar ? (não se esqueça, existem as dívidas boas e as ruins … ;))

E você não sabe o quanto é bom saber que o Clube do Pai Rico tem uma pontinha de “culpa” nisso. 🙂

Como disse, as grandes empresas começam a nos ajudar nessa briga, começam a criar ferramentas para auxiliar quem precisa de ajuda/informação/conhecimento. Como exemplo cito uma ferramenta do Itaú, um canal do Youtube, criada para ajudar, de forma simples, quem precisa. Através de vídeos interativos eles vão orientando 3 grupos de pessoas (os endividados, os que não conseguem fazer sobrar dinheiro para os investimentos e os que não sabem ainda onde investir o que acumularam). Você vai fornecendo informações e eles vão “criando” um novo rumo no vídeo que será o mais apropriado para a sua situação.

Achei muito interessante, bastante mesmo. Tanto a parte do vídeo interativo quanto os outros tutoriais, também em vídeo, sobre itens mais específicos. Vídeos curtos, que auxiliam na compreensão do assunto apresentado.

É bom ver que não estamos sozinhos nessa guerra, é bom ver que ganhamos reforços a cada dia que passa. É bom ver que mais e mais pessoas têm se juntado na batalha contra a deseducação financeira.

Obrigado a você por fazer parte disso. Obrigado a você por nos deixar – ou ao menos tentarmos – ajudá-lo nesse caminho.